Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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terça-feira, 15 de abril de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Abril, 15, (re)colhidas em 2025

  * Victor Nogueira

15 de abril de 2012

Coexist

Victor Barroso Nogueira

Diz-me o escriba para anunciar que dentro dele correm a alma e sangue árabe e judeu e africano e ameríndio. E da Galiza. Mas não de Portugal ou Castela. 

12 a

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15 de abril de 2013

3 de março de 2013  · 

Grândola, Vila Morena, é uma bela Canção, senha que foi porque "Venham Mais Cinco" tinha sido proibida dentro das proibições e repressões do fascismo. 

Lembram-se do Venham mais Cinco ?

http://letras.mus.br/zeca-afonso/757583/

Poderia o MFA ter escolhido outra, como por exemplo, esta. Adivinham qual é ?

http://www.youtube.com/watch?v=EqAZ_1JhUOw

 Ou poderia ter escolhido a belíssima Filhos da Madrugada 

http://letras.mus.br/jose-afonso/1653548/

Mas ainda bem que entre muitas de Zeca Afonso ou de Adriano ou de Luís Cila ou de Fausto ou de Sérgio Godinho ou de é Mário Branco ou do Coro da Academia dirigido por Lopes Graça, entre muitos outros escolheu Grândola Vila Morena. Porque nela é o Povo quem mais Ordena, na terra da fraternidade, da igualdade mas tb da solidariedade, combativa, característica dos assalariados rurais do Alentejo. Porque não basta ao povo ordenar mas sim que se entenda sobre o sentido do que ordena. Por isso, entre muitas outras canções do período a que a burguesia desde então designa depreciativamente como o PREC e dentro deste o "gonçalvismo", eu escolheria uma do já esquecido Tino Flores. Mas como outro hino possível, que tal a Liberdade de Sérgio Godinho ? Não uma liberdade abstracta, não uma liberdade do "súcialismo" em liberdade, mas aquela de que fala Sérgio Godinho Ora ouçam :

http://letras.mus.br/sergio-godinho/498108/

Porque esse era o tempo em que "uma gaivota voava, voava", pela voz de Ermelinda Duarte  

http://www.youtube.com/watch?v=9v15fr7Wfek

15 de abril de 2013  · 

Eu não acredito em bruxas mas ele há cada coincidência !!! Estou 14 dias de castigo por causa da thatcher e agora já é a enésima  vez que sou desligado sem poder publicar.

Escrevo pela enésima  + 1  vez que o correio da manhã semanalmente publica uma breve sobre a homília dominical de marcelo. Mas o jornal do tio belmiro dá a sócrates muito mais espaço. Eu bem sei que o homem veste bem e fala melhor e não deve cheirar a suor mas sim a água de rosas. E até parece simpático e cordato. Deixou de partir telemóveis qd contrariado?

Mas a verdade é que a narrativa de Sócrates não sai do guião pré-estabelecido e que a jornalista faz oficio de corpo presente, como se fosse uma mosca que se sacode qd quer fingir uma pergunta. Não há  pois contraditório.

Se Sócrates é tão inocente  e paulo e pedro são a maga patológica, pk motivo Sócrates antes de se demitir com a historieta do PEC IV foi lampeiro e assinou o memorando com a troika tal como a banca e as  grandes empresas exportadoras exigiam, facilitando a vida ao psd-cds e armadilhando o caminho de seguro e do ps de assis e  das baratas tontas ?


15 de abril de 2014  · 

Mac Coy é um personagem de BD criado por Antonio Hernandez Palacios e Jean-Pierre Gourmelin, situado nos anos subsequentes à Guerra Civil norte-americana. Oficial do exército sulista expulso, ingressa nas fileiras do Norte. Com realismo e humor, a série em 22 álbuns narra multiplos episódios da história dos EUA, envolvendo os índios, a Guerra com o México que terminou com parte da sua anexação pelos States e a vida quotidiana no oeste selvagem.

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Ricardo Jorge Mateus Pina

não gosto muito,. mas reconheço a qualidade. no tempo em que li gostava mais do mon du fleuve de auclair. no meadamente de um volume intituladfo 'mailis'. conheces victor?

11 a

Nascimento Maria

Victor Nogueira Sabe Que no tempo da nossa juventude enquanto os rapazes liam livros deste de guerra e cóboys as meninas como eu sempre li muitos livros mas livros assim como Amor de Perdiçao Tristão e Solda e etc li muito no meu tempo de menina porque ia uma carrinha Biblioteca á minha aldeia li muito mas não me dava para ler esses é por isso que não me lembro .mas gosto bastante como faz as suas narrativas que tambêm são interessantes e fico a saber coisas que não sabia .assim como o convento que foi reconstruido .Obrigada

11 a

Elsa Cardoso Vicente

Gostei imenso,obrigada pela partilha

11 a

Victor Barroso Nogueira

Ricardo Jorge Mateus Pina Sim, conheço. Naturalmente que o Mac Coy e as suas histórias são diferentes das que ten ho divulgado. Mas foi o que me ocorreu, embora quase de seguida me tivesse lembrado do Buddy Longway, de Derib, e do Yakari.,de Job e Derib, Simon du Fleuve fica tb em carteira. Todas as sugestões são benvindas 🙂

11 a      

Maria João De Sousa

Obrigada, Victor Nogueira! São imensos os personagens de BD que nunca conheci...

11 a  

15 de abril de 2014  · 

NOS 40 ANOS DO 25  DE ABRIL - 03 - A CENSURA PRÉVIA DA IMPRENSA - ouve o Noticiário RTP do dia 25 de Abril de 1974 em 

https://www.youtube.com/watch?v=Y4edJu0oPKU

Tivesse o povo de Lisboa obedecido às instruções do MFA, não tivesse saído à rua e cercado o quartel-general  da GNR no Carmo e a sede nacional da PIDE e spínola e os seus oficiais teriam mandado o MFA recolher aos quartéis, recebendo o poder de Marcelo para que este não caísse na rua e se tivessem mudado apenas algumas moscas. Mas o povo que saíu à rua  e deu os primeiros passos  para a tomada do poder foi mais sábio que o MFA e o seu Posto de Comando. Para desespero de Spínola e de Marcelo Caetano. E do Capital !.

O República foi o 1º jornal a ser publicado sem visto da censura prévia  após 48 anos de fascismo, repressão e ausência de liberdades e 13 de guerra colonial..  Durante esses 48 anos apenas a imprensa clandestina, como o Avante, do PCP, eram publicados sem submissão à censura prévia, distribuídos e lidos "clandestinamente. A publicação, distribuição e leitura dos livros "proibidos" e da imprensa clandestina como o Avante eram punidos com a detenção pela Pide para averiguações, com a prisão e mesmo a tortura.

15 de Abril de 2017 

2017 04 15 auto-retrato em paço de arcos em 2017.04.15 e candeeiro


15 de abril de 2019  · 

foto victor nogueira - 1976  - o maestro Fernando Lopes Graça dirigindo um grupo coral nas ruas de Évora

15 de abril de 2020  · 

Foto de família - em Luanda, no Bairro do Maculusso, depois do triciclo e do carro de pedais, esta  foi a minha 1ª bicicleta, de que me não lembraria se não fosse esta foto. Mais tarde, já na Praia do Bispo, os meus pais ofereceram a mim e ao meu irmão uma bicicleta, para cada um de nós. 

Depois disso, embora nunca tenha deixado de saber andar de bicicleta, nunca mais tive uma, ao contrário do meu irmão que já  adulto em Lisboa teve uma. Faz-me impressão e não consigo andar de bicicleta no meio do trânsito automóvel citadino.

Aprendi a equilibrar-me num dia, no Parque Florestal da Ilha do Cabo, em Luanda. Cheguei ao fim desse dia esfolado e com nódoas negras das quedas, mas levei a minha avante.

15 de abril de 2021  · 

auto-retrato em 2021 04 14 - o homem covidescus de neanderthal 

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  Victor Barroso Nogueira

Susana Silva Neste photograma há parecenças do João comigo LOL

4 a

Susana Silva

Victor Barroso Nogueira 😊 o João tem parecenças evidentes com os dois "avôs".

4 a

Victor Barroso Nogueira

Pois, mas sempre disseram que eu era a cara chapada da minha mãe e tu da vossa, embora agora tenhas parecenças de ambas. Mas as parecenças vão mudando com o olhar e a idade. Em determinada altura o Rui dava ares dos avós Manuel e Gato

4 a         

Isabel Magalhães

Pareces mesmo o homem das cavernas.😊

4 a

Victor Barroso Nogueira
Armanda Gonçalves Isabel Magalhães Pareço é um dos Beatles dos anos '60 do passado milénio 😛
4 a

15 de abril de 2021  · 

foto victor nogueira -  Sé da Guarda  (rolo 364 - 1998.07.13)

A Sé, templo essencialmente gótico, levou muito tempo a ser construída, prolongando-se por mais de duzentos anos, resultando um ar inacabado, uma mistura de vários estilos, um ar pesado, fortificado e atarracado. O interior da Sede Episcopal é contrastante com o seu exterior, apresentando uma enorme leveza. Desperta a nossa atenção o retábulo do altar‑mor, de pedra de Ançã, da autoria de João de Ruão, constituído por mais de 100 figuras, colocadas em vários “andares”, mais precisamente seis, algumas das imagens mutiladas por terem servido de alvo aos soldados duma das invasões francesas. O retábulo representa a Paixão e Morte de Jesus Cristo. No exterior duas portas manuelinas, uma na fachada principal, apertada entre as duas torres sineiras, outra na fachada lateral, virada para a Praça Velha. (1)

Embora já  estivesse a encerrar, o pároco deixou-nos entrar na Sé, enquanto eram recolhidas as esmolas das respectivas caixas, enchendo um pesado saco que o sacristão, derreado, acompanhado pelo padre, transporta pela rua pela rua abaixo, terminada a nossa visita.

(1) - Da Guarda era uma cozinheira já idosa, Ana de Jesus, em casa dos meus pais em Luanda, e que me me falava da sua terra natal eda Sé que demoara tmpos infindos a ser concluída, como as chamadas obras de Santa Engrácia, em Lisboa

15 de abril de 2023  · 

Auto-retrato em 2023 04 15

Outrora nos barbearias não havia marcações. Os clientes iam chegando, sentavam-se e aguardavam a sua vez, que podia ser muitas largas  dezenas de minutos depois. O tempo de espera dependia do barbeiro pretendido ter muitos ou poucos clientes que o escolhiam. Quanto mais "popular",  maior o tempo de espera.

Hoje há marcações, mas, telefonando,  para a hora que eu pretendia só na próxima 4ª feira, a meio da tarde. Pelo que até lá a trunfa,  que me incomoda, não é destrunfada.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Janeiro, 01, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

1 de janeiro de 2012  ·

Jornada de Fernando Lopes Graça e José Gomes Ferreira - Gravura de Ribeiro de Pavia 

o ÚLTIMO DIA DE 2012, COMO SE  UMA SÍNTESE FOSSE, ESTEVE FRIO, TRISTE E CINZENTO. O 1º de 2013 está límpido, azul, claro e cintilante em setúbal. Que seja este o do nosso futuro, de luta mas de solidariedade.

 Deolinda F. Mesquita

Li e tenho este Livro há muitos anos, muito velhinho, tem uma capa assim.... Lembro bem quando o li e a transformações que aconteceram em mim. Adorei ver o meu livro aqui 🙂 como adorei ouvir o coro de Lopes Graça também apareceu Vitorino. Obrigada Victor, bjs

12 a

Belaminda Silva

Obrigada pela partilha, nunca li este livro mas talvez um dia destes vá à biblioteca para ver se por lá o encontro para puder ler.

Beijinhos camarada 🙂

12 a    

Carlos Rodrigues

Alves Redol ! Acho que aprendi a ler nos seus livros. Ainda a semana passada estive com a Fanga e o Anúncio na mão, onde encontrei escrito a lápis o preço - Vinte escudos !Comprado numa Livraria da Calçada do Combro. Que saudade.

12 a

Manuela Vieira da Silva

Levantam-se as vozes da contestação, levanta-se o espírito da união, acordem memórias da revolução. Tantas prendas neste (re)começo. Ainda tens 364 dias Victor Nogueira. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Beijinho. Coragem!!!

12 a

Maria Jorgete Teixeira

Belo romance do neo realismo português! Saudades!

12 a

1 de janeiro de 2012  · 

O maior problema não são as reformas, altas ou baixas. O problema é a banca, apesar da crise, a ter 45 € de lucros por minuto e ser ela a causadora e beneficiária da crise. O problema é o governo proteger a banca e as grandes superfícies comerciais, beneficiárias da liquidação de milhares de pequenas e médias empresas e de milhares de postos de trabalho. O problema é que as alterações dos horários de trabalho rumo à escravatura beneficiarem as grandes superfícies comerciais, que de mão beijada e com custos inferiores vão aumentar lucros e liquida outros tantos milhares de postos de trabalho. O problema é destruir o serviço nacional de saúde com benefício das Misericórdias e outras Unidades Privadas de saúde, cujo único objectivo é maximizar o lucro. O problema é que há 27 anos que a maioria dos eleitores votam sempre cada vez pior pelos mesmos, em círculo masoquista e vicioso.O problema são as manobras de engenharia financeira e as fugas aos impostos dos milionários portugueses e das grandes empresas. O problema é os órgãos de comunicação social estarem nas mãos do grande Capital que "filtra" a realidade de acordo com os seus egoístas interesses. O problema são as televisões e seus noticiários e programas na maioria abjectos e cretinizantes. O problema é a maioria das pessoas distraírem-se com o acessório e deixarem passar o essencial, como convém a abutres, hienas, chacais, tubarões e polvos que se querem assenhorar-se do poder reduzindo a Humanidade à escravatura e descartabilidade.

Maria Amélia Martins

grande discurso amigo, deste eu gosto, agora o outro é mais do mesmo...e isto de sacrifícios...apetece-me dizer um palavrão..

13 a    

01 de janeiro de 2013  · 

Gravura Helena Viera da Silva - Acordai - Coral de São Domingos e Fernando Lopes Graça (Canções Heróicas)


"Numa produção de Samuel para o Cine-teatro Curvo Semedo, o Coral de São Domingos participou no concerto comemorativo do 25 de Abril, em Montemor-o-Novo. O emblemático Acordai, de Fernando Lopes-Graça e José Gomes Ferreira, foi a peça escolhida para a abertura do espectáculo(...)."

 Judite Faquinha

Camarada Victor... esta canção é linda, nos anos 80 quando regressavamos das jornadas de luta para este lado do Barreiro era a nossa canção preferida duas mulheres no seio de Metalurgicos, a maioria deles Alentejanos... nós mulheres tinhamos que esconder os olhos das lagrimas atrevidas que de quando em quando nos corria pelo rosto...logo asseguir ÁS, VOZES AO ALTO, UNIDOS COMO OS DEDOS DA MÃO!!! OBRIGADA VICTOR BEIJOS.

12 a    

1 de janeiro de 2014  · 

Foto Victor Nogueira - Vila Nogueira de Azeitão - pelourinho (pormenor)  - O Pelourinho ou picota, é uma coluna de pedra erguida em lugar público de uma cidade ou vila, onde eram punidos e expostos os condenados. Constituía o símbolo da autoridade e liberdade municipais.

Erguidos sempre em frente ao edifício da câmara, muitos tinham, no topo, uma pequena casa em forma de guarita, feita de grades de ferro, onde os delinquentes eram expostos para a vergonha pública e sujeitos aos dichotes e agressões dos passantes Noutros locais, os presos eram amarrados às argolas e açoitados ou mutilados, de acordo com a  gravidade do delito e os costumes da época.

Azeitão foi constituída como município, desagregado de  Sesimbra, em 1859, com sede em Vila Fresca de Azeitão até 1786, quando transitou para Vila Nogueira. 

O município foi extinto em 1855, na sequência da reorganização administrativa resultante das Revoluções Liberais, sendo integrado no de Setúbal.

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 Graça Maria Teixeira Pinto

Imaginar os desgraçados ali pendurados...🙁

11 a

Victor Nogueira

Fragoso Albertina Não é sharia mas a justiça medieval e, posteriormente, a absolutista

11 a

Isabel Maria

A minha terra tem um assim como existe ainda o Largo do Pelourinho...fazem parte da nossa História é certo mas não gosto.

11 a

Manuela Vieira da Silva

Os que roubaram ao Estado, os que fizeram fraudes, os corruptos... todos os que se aproveitam do Estado para se encherem de milhões... deviam de ser expostos nos pelourinhos da principais cidades, a começar em Lisboa e Porto... não estou a ser extremista, extremistas são eles na sua miopia e ignorância. Tenho dito!

11 a

Donzilia Conceiçao

Conheço este Pelourinho quando vivi em BREJOS DE AZEITÃO, te digo amigo que devia existir ainda estes monumentos onde constasse que estas bestas que nos governam fossem expostas e lembradas por todos quanto passem. Tu meu amigo, porque não te aproveitam para discutires a história deste povo e País, tu é o que mais se intende, porque tu és integro, um beijo querido camarada e amigo do meu ❤

11 a

Viriato F. Soares

Boa tarde Victor, sempre interessante a história dos pelourinhos, não conhecia a deste . Bom ano de 2014!

11 a

Judite Faquinha

Victor, eu conheci este Pelourinho, mas há muitos anos que não vou para aqueles lados, nem sei se existe? Mas lembra-me de dizer ao meu pai, que cada ponta dos quatro suportes me fazia lembrar cabeças de serpentes de boca aberta com a lingua de fora metia respeito, mas recordar é viver!!! bjinhos.

11 a

Luiza Samora

Victor  Nogueira

Judite Faquinha O pelourinho ainda existe; a foto é de 2013. Aliás todos os pelourinhos - e fotografei muitos em portugal de lás a lés - estão classificados e "protegidos"

11 a

Judite Faquinha

Obrigada Victor, pela informação...claro que devem estar protegidos, mas eu já desconfio de tudo, mas qualquer das maneiras fico-te grata jinhos.

11 a

Maria João De Sousa

Este é particularmente bonito, com a esfera armilar lá no topo... obrigada, Victor Nogueira! 🙂

10 a

1 de janeiro de 2017  · 

Por aqui está um 1º de janeiro luminoso, límpido e soalheiro, embora gélido, de  sol  de inverno, que não aquece mas arrefece e "enrijesse" os músculos  😛

1 de janeiro de 2020  · 

foto victor nogueira - fogo de "artifácio" em Setúbal Ano Novo 2020

De repente começou o estralejar do fogo e as cascatas de fagulhas incandescentes, rosa ou branco, em vários pontos, desde a vizinhança  e arredores até ao longínquo horizonte.  Depois, o silêncio, restando na fímbria do horizonte esparsos e mais ou menos minúsculos fogachos, como corolas abrindo-se. Ao contrário de anos anteriores, não houve o bater de tachos e panelas  assinalando a chegada de mais um Ano Novo, o de 2020.


01 de janeiro de 2021

O vazio da solidão ou poesia do ano velho sempre presente


Carta ao filho, de Nazim Hikmet # Carta do Chefe Seattle ao Presidente dos Estados Unidos -1854 # Liberdade # Veramente Vero  #  

Sedento nas tuas mãos esguias e belas #  palavras! palavras! palavras! # Sentir # Límpidas como veludo # Trago dentro de mim a tua imagem # Estava o viageiro em seu escritório sentado #  Rio canto e choro # De repente semeias o ar # TELEDRAMÁTICO

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Clara Roque Esteves

Amigo, foi com agradado cuidado que li as 3 primeiras peças que nos ofereces. Gostei do poema e agradeço informação sobre o poeta. Evitaste que fosse procurar informação google. Conhecia bem a carta de Seattle, claro. Adorável!

Gostei muito do teu 1º poema. Um homem dedicadamente apaixonado.

Vejo que começaste o ano dentro da intelectualidade. Foi também a forma como se passou a tarde por aqui.

E que assim possa ser por mais uns bons anos, que tenhamos saúde física e intelectual para concretizarmos os nossos objectivos.

Obrigada pela partilha. Amanhã farei jus aos restantes poemas.

Um abraço, daqui de uma Lisboa invernosa.

14 a

Victor Nogueira

De que me serve a mestria, Carmen ? De que me serve não ser " marialva, estúpido e bronco". pk é esses que as mulheres inteligentes e sensívei9s podem dom(in)ar? Seria talvez mais feliz se fosse "macho" viril e marialva. Pk é´e desses que as mulheres cultas e sensíveis escolhem, pk sou "livre" , mesmo que a "liberdade seja um punhal cravado no meu peito"

14 a

Manuela Miranda

APRECIEI NALGUM DOS TEMAS OS VALORES QUE DEVEMOS CULTIVAR COMO O RESPEITO, A LIBERDADE, A ENTREGA, A FORMA DE ESTAR, A ATENÇÃO PARA O CONHECIMENTO QUE AS COISAS NÃO CAIEM DO CÉU, ....

AMIGO ADORO SUAS NOTAS, MAS COMO SÃO LONGAS, EU AINDA NÃO CONSEGUI LER TUDO MAS NUMA OPURTUNIDADE DE MAIS DISPOSIÇÃO EU FAREI, ADORO A SENSIBILIDADE COM QUE TOCA E VIVE CERTOS TEMAS. OBRIGADA POR SUA AMIZADE BJS OPTIMO 2011

14 a

Maria Jorgete Teixeira

Como diz a Manuela as notas são longas, por isso só vou comentar as primeiras. O 1º poema e a carta do chefe Seattle são temas que me são muito gratos pois acho que se estivessemos em sintonia com a natureza o mundo seria um local muito melhor para viver.

Gostei do poema "Veramente vero" pela forma como trata a solidão!

14 a

1 de janeiro de 2025

Toda a tarde do último dia de 2024 continuaram a soar estalidos incomodativos lá em baixo, mas que à noite desapareceram. Na passagem de testemunho de '24 para '25, segundo a era Cristã, não houve bater de tachos e panelas nem brados de festejo, como em alguns anos anteriores, mas de múltiplos locais se lançou fogo de artifício, até à longínqua linha do horizonte. 

Mas, a partir da meia noite e até cerca das duas da matina um qualquer vizinho resolveu animar o baile, com música altíssima que fazia estremecer o piso neste apartamento onde resido. Ligando à terra, não cuidei de saber quem foi o benemérito.

O 1º dia de 2025 esteve silencioso, de céu límpido e cintilante, embora com uma frialdade crescente a partir do entardecer. Amanhã terei de me tirar de cuidados a ver se dou carga à bateria do Fiesta II, que terá feito greve por causa de falta   de saídas desde há umas largas semanas, pois entretanto Norauto micro start 

Fica por resolver o problema das comunicações telefónicas. Encontrei num disco externo de backup um ficheiro actualizado há uns dois anos, pelo que o problema da agenda ficará resolvido com a introdução da mesma no novo aparelho. 

Resolver-me-ei a render-me e usar um smartphone ou comprarei um vulgar telemóvel como o que se partiu, com uma luzinha vermelha acesa intermitente sempre que recebo uma chamada ou um sms e contínua quanda a bateria precisa de ser recarregada? A ver vamos!

domingo, 1 de janeiro de 2023

Textos em janeiro 01

 * Victor Nogueira

2023 01 01 - Em anos anteriores daqui de casa, no Mindelo, vislumbrei o fogo de artificio em Vila do Conde, a uns 5 km a Norte. Mas o tempo estava frio, ventoso e chuvoso, pelo que ainda não foi desta que fui à cidade para vê-lo. 

De repente comecei a ouvir o estralejar de foguetes, fui ao quintalejo apesar da chuva miudinha, a chamada chuva molha-tolos, mas o fogo mal se vislumbrava, ao contrário de anos anteriores. 

Já passam 22 minutos da meia-noite, ainda se ouvem esparsos estralejos, Do fogo em Vila do Conde fica este vídeo.  "Adivertam-se"!


2020 01 01 foto victor nogueira - fogo de "artifácio" em Setúbal Ano Novo 2020

De repente começou o estralejar do fogo e as cascatas de fagulhas incandescentes, rosa ou branco, em vários pontos, desde a vizinhança e arredores até ao longínquo horizonte. Depois, o silêncio, restando na fímbria do horizonte esparsos e mais ou menos minúsculos fogachos, como corolas abrindo-se. Ao contrário de anos anteriores, não houve o bater de tachos e panelas assinalando a chegada de mais um Ano Novo, o de 2020.


 
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2017  01 01 - Por aqui está um 1º de janeiro luminoso, límpido e soalheiro, embora gélido, de sol de inverno, que não aquece mas arrefece e "enrijesse" os músculos
😛
 

2017 01 01 - Há 6 anos, em 2017 01 01 Fogo de artifício da passagem de ano em Vila do Conde visto da minha casa no Mindelo, 7 km a sul

  • 2014 01 01 Foto Victor Nogueira - Vila Nogueira de Azeitão - pelourinho (pormenor)  - O Pelourinho ou picota, é uma coluna de pedra erguida em lugar público de uma cidade ou vila, onde eram punidos e expostos os condenados. Constituía o símbolo da autoridade e liberdade municipais. Erguidos sempre em frente ao edifício da câmara, muitos tinham, no topo, uma pequena casa em forma de guarita, feita de grades de ferro, onde os delinquentes eram expostos para a vergonha pública e sujeitos aos dichotes e agressões dos passantes Noutros locais, os presos eram amarrados às argolas e açoitados ou mutilados, de acordo com a  gravidade do delito e os costumes da época. Azeitão foi constituída como município, desagregado de  Sesimbra, em 1859, com sede em Vila Fresca de Azeitão até 1786, quando transitou para Vila Nogueira.  O município foi extinto em 1855, na sequência da reorganização administrativa resultante das Revoluções Liberais, sendo integrado no de Setúbal.

VER  
Graça Maria Teixeira Pinto
Imaginar os desgraçados ali pendurados...🙁
10 ano(s)
José Manuel Marques
Obrigado Vitor. Bom ano!
10 ano(s)
Victor Barroso Nogueira
Fragoso Albertina Não é sharia mas a justiça medieval e, posteriormente, a absolutista
10 ano(s)
Editado
Deolinda F. Mesquita
Bom Ano Victor Nogueira.
10 ano(s)
Isabel Maria
A minha terra tem um assim como existe ainda o Largo do Pelourinho...fazem parte da nossa História é certo mas não gosto.
10 ano(s)
Laura Rijo
Olá Victor boa noite. Bom começo de Ano 2014.
10 ano(s)
Manela Pinto
muito bem sr historiador
10 ano(s)
Manuela Vieira da Silva
Os que roubaram ao Estado, os que fizeram fraudes, os corruptos... todos os que se aproveitam do Estado para se encherem de milhões... deviam de ser expostos nos pelourinhos da principais cidades, a começar em Lisboa e Porto... não estou a ser extremista, extremistas são eles na sua miopia e ignorância. Tenho dito!
10 ano(s)
Donzilia Conceiçao
Conheço este Pelourinho quando vivi em BREJOS DE AZEITÃO, te digo amigo que devia existir ainda estes monumentos onde constasse que estas bestas que nos governam fossem expostas e lembradas por todos quanto passem. Tu meu amigo, porque não te aproveitam para discutires a história deste povo e País, tu é o que mais se intende, porque tu és integro, um beijo querido camarada e amigo do meu ❤
10 ano(s)
Viriato F. Soares
Boa tarde Victor, sempre interessante a história dos pelourinhos, não conhecia a deste . Bom ano de 2014!
10 ano(s)
Judite Faquinha
Victor, eu conheci este Pelourinho, mas há muitos anos que não vou para aqueles lados, nem sei se existe? Mas lembra-me de dizer ao meu pai, que cada ponta dos quatro suportes me fazia lembrar cabeças de serpentes de boca aberta com a lingua de fora metia respeito, mas recordar é viver!!! bjinhos.
10 ano(s)
Luiza Samora
Nenhuma descrição de foto disponível.
10 ano(s)
Victor Barroso Nogueira
Judite Faquinha O pelourinho ainda existe; a foto é de 2013. Aliás todos os pelourinhos - e fotografei muitos em portugal de lás a lés - estão classificados e "protegidos"
10 ano(s)
Judite Faquinha
Obrigada Victor, pela informação...claro que devem estar protegidos, mas eu já desconfio de tudo, mas qualquer das maneiras fico-te grata jinhos.
10 ano(s)
Maria Rodrigues
(Y)
9 ano(s)
Maria João De Sousa
Este é particularmente bonito, com a esfera armilar lá no topo... obrigada, Victor Nogueira! 🙂
9 ano(s)


Jornada - José Gomes Ferreira / Fernando Lopes Graça

Não fiques para trás, ó companheiro,
É de aço esta fúria que nos leva.
Pra não te perderes no nevoeiro,
Segue os nossos corações na treva.
‎
Vozes ao alto!
Vozes ao alto!
Unidos como os dedos da mão
Havemos de chegar ao fim da estrada,
Ao som desta canção.
‎
Aqueles que se percam no caminho,
Que importa! Chegarão no nosso brado.
Porque nenhum de nós anda sozinho,
E até mortos vão ao nosso lado.
‎
Vozes ao alto!
Vozes ao alto!
Unidos como os dedos da mão
Havemos de chegar ao fim da estrada,
Ao som desta canção.

o ÚLTIMO DIA DE 2012, COMO SE  UMA SÍNTESE FOSSE, ESTEVE FRIO, TRISTE E CINZENTO. O 1º de 2013 está límpido, azul, claro e cintilante em setúbal. Que seja este o do nosso futuro, de luta mas de solidariedade. 

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2012 01 01 - O maior problema não são as reformas, altas ou baixas. O problema é a banca, apesar da crise, a ter 45 € de lucros por minuto e ser ela a causadora e beneficiária da crise. O problema é o governo proteger a banca e as grandes superfícies comerciais, beneficiárias da liquidação de milhares de pequenas e médias empresas e de milhares de postos de trabalho. O problema é que as alterações dos horários de trabalho rumo à escravatura beneficiarem as grandes superfícies comerciais, que de mão beijada e com custos inferiores vão aumentar lucros e liquida outros tantos milhares de postos de trabalho. O problema é destruir o serviço nacional de saúde com benefício das Misericórdias e outras Unidades Privadas de saúde, cujo único objectivo é maximizar o lucro. O problema é que há 27 anos que a maioria dos eleitores votam sempre cada vez pior pelos mesmos, em círculo masoquista e vicioso.O problema são as manobras de engenharia financeira e as fugas aos impostos dos milionários portugueses e das grandes empresas. O problema é os órgãos de comunicação social estarem nas mãos do grande Capital que "filtra" a realidade de acordo com os seus egoístas interesses. O problema são as televisões e seus noticiários e programas na maioria abjectos e cretinizantes. O problema é a maioria das pessoas distraírem-se com o acessório e deixarem passar o essencial, como convém a abutres, hienas, chacais, tubarões e polvos que se querem assenhorar-se do poder reduzindo a Humanidade à escravatura e descartabilidade.

Maria Amélia Martins
grande discurso amigo, deste eu gosto, agora o outro é mais do mesmo...e isto de sacrifícios...apetece-me dizer um palavrão..
12 ano(s)



2012 01 01 - Jornada de Fernando Lopes Graça e José Gomes Ferreira - Gravura de Ribeiro de Pavia   

~~~ OUVE A SEGUIR ~~~~~ 


Lena Duarte Resende
Já li este livro há muitos anos
11 ano(s)
Joaquim Carmo
Obrigado, Victor Nogueira! Bom ano 2013!
11 ano(s)
Deolinda F. Mesquita
Li e tenho este Livro há muitos anos, muito velhinho, tem uma capa assim.... Lembro bem quando o li e a transformações que aconteceram em mim. Adorei ver o meu livro aqui 🙂 como adorei ouvir o coro de Lopes Graça também apareceu Vitorino. Obrigada Victor, bjs
11 ano(s)
Belaminda Silva
Obrigada pela partilha, nunca li este livro mas talvez um dia destes vá à biblioteca para ver se por lá o encontro para puder ler.
Beijinhos camarada 🙂
11 ano(s)
Fernando Silva
Companheiros, uni-vos!
11 ano(s)
Fernando Silva
Fernando Lopes Graça, presente! José Gomes Ferreira, presente!
11 ano(s)
Carlos Rodrigues
Alves Redol ! Acho que aprendi a ler nos seus livros. Ainda a semana passada estive com a Fanga e o Anúncio na mão, onde encontrei escrito a lápis o preço - Vinte escudos !Comprado numa Livraria da Calçada do Combro. Que saudade.
11 ano(s)
Manuela Vieira da Silva
Levantam-se as vozes da contestação, levanta-se o espírito da união, acordem memórias da revolução. Tantas prendas neste (re)começo. Ainda tens 364 dias Victor Nogueira. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Beijinho. Coragem!!!
11 ano(s)
Maria Jorgete Teixeira
Belo romance do neo realismo português! Saudades!
11 ano(s)
Jorge Santos Forreta
Excelente, o pai do neorealismo e o livro que lhe deu início ! (apesar da minha área não ser esta)
10 ano(s)
Jorge Santos Forreta
Nem devia ousar comentar !
10 ano(s)

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o ÚLTIMO DIA DE 2012, COMO SE  UMA SÍNTESE FOSSE, ESTEVE FRIO, TRISTE E CINZENTO. O 1º de 2013 está límpido, azul, claro e cintilante em setúbal. Que seja este o do nosso futuro, de luta mas de solidariedade.

quarta-feira, 1 de março de 2017

A Música na Sociedade

*  Victor Nogueira
 

Ao longo da história da humanidade a música é uma constante, em variados contextos, com finalidade religiosa, lúdica, amorosa e outras. Está também ligada ao trabalho (1), como no tempo da escravidão mas não só, quando os tambores marcavam o ritmo dos remadores.






A música reflecte-se nos conflitos sociais e como transmissora de atitudes face à mudança, de conformismo ou de luta e contestação. Nestes casos a “cantiga é uma arma”. 



São diferentes, antagónicos, os valores e atitudes transmitidos pelas canções – “uma casa portuguesa” (Amália), “na casa do  operário”  (Tino Flores), “avé maria no  morro” (Ângela Maria), "menino do bairro negro" (José Afonso) e "Liberdade" (Sérgio Godinho).





Joan Baez, Bob Dylan, Woody  Guthrie, Pete Seeger, Mercedes Sosa, Victor Jara, Violeta Parra, Leo Ferré, Jacques Brel, Geraldo Vandré (2) Chico Buarque, José Afonso (3),  Fanhais (4), Adriano, Luís Cilia, José Mário Branco entre outros são personagens do canto de intervenção numa perspectiva progressista (5). 



 



No campo da chamada Música erudita podemos referir Lopes Graça e seu Requiem pelas Vítimas do Fascismo (6). Colectâneas de Canções Revolucionárias de todo o mundo e por países encontram-se em “One Hour of Music” (7) e (8)






No campo da Música  Popular portuguesa Lopes Graça e Michel Giacometti procederam a recolhas que originaram as “Canções Populares e Regionais” (9) (10) ou programas na TV como Povo que Canta (11)





Por último, dois textos sobre o Canto de Intervenção: A canção-composição de intervenção em Fernando Lopes Graça, José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, por Ana Saldanha (12) e O canto e o cante, a alma do povo, por Eduardo M. Raposo (13)

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(11 https://www.youtube.com/channel/UCoojHIgP2IRmcN5BD1BU48A



SOBRE Luís Cília VER 

https://www.youtube.com/channel/UChtBbefPIhHQws2uzUtHD6Q


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Brinde aos que partiram



Mindelo - Natal 1973 - Foto MNS (+) - Celeste (+), Victor, Maria Emília (+), tio Zé Barroso (+), avô Zé Luís (+), avô Barroso (+), Tia Maria Luísa, tia-avó Esperança (+)
(+) - já faleceram
* Victor Nogueira

A morte nunca fez parte da minha vida e na família, tirando o meu avô materno ("sempre de preto, viúvo"), nunca pusemos luto e não fazemos o culto dos mortos. Os que morrem permanecem vivos  enquanto estiverem na memória dos sobreviventes que em vida com eles conviveram, com as boas e as más recordações. O que valorizo e prezo são as boas memórias.

Não sei porquê mas a morte mais antiga que tenho em memória é a do Marechal Carmona, falecido a  18 de Abril de 1951. Lembro-me apenas da foto do seu caixão num jornal de Luanda. Antes disso havia falecido a minha avó materna, Francisca, no Porto, entre 1946 e 1948, que não chegou a conhecer o neto. Alzira era a minha avó paterna, de quem eu gostava muito  e que andou comigo ao colo em Luanda e no Porto, faleceu nesta cidade em 1956. 

Depois, lembro-me apenas da morte da Aldinha, amiga de infância, creio que de leucemia, dum colega do Liceu   num desastre aéreo no Sul de Angola, e do meu vizinho  e companheiro de brincadeiras na Praia do Bispo,  o Dinho (Eduardo), logo no início da Guerra Colonial, falecido em combate. Sem esquecer o Dr. Carlos Coimbra. Em  1968 falecera em Luanda o Cunha, alfarrabista, de que falo em http://mundophonographo.blogspot.pt/2007/10/retratos-2-o-cunha-alfarrabista-em.html

1971 é o ano da morte da Isabel, num acidente de salto em para-quedas e de que falo em "Retratos (4) - A Belocas" 

Depois acontecem mortes que me marcaram tanto como a da Isabel: a do meu avô materno em 1976, a do meu avô paterno e, em 1987, aquela  a partir da qual a morte passou a ser na minha consciência algo inelutável, mais ou menos imprevisto, que deve ser encarado com um misto de estoicismo e naturalidade: a do meu irmão Zé Luís. Dele falo em "Ecce Homo" (http://aoescorrerdapena.blogspot.pt/2012/01/victor-nogueira-ecce-homo.html ). O meu irmão suicidou-se na semana seguinte à morte de José Afonso e foi para mim contrastante o acompanhamento do funeral deste e o do meu irmão.

Entretanto foram falecendo outros familiares: a minha tia-avó Esperança, os meus tios José e José João, a Celeste, a tia da Fátima, nas Caldas da Rainha, a Mariazinha .. e alguns bons amigos como o Miguel Bacelar, o Aníbal Queiroga, o dr. Armindo Gonçalves, a Fátima Oliveira, os camaradas Gilberto de Oliveira, Luís Sá, Carlos Arede, Costa Feijão,  Eduarda Silva e Manuel Salazar, o Pe Augusto da Silva, sj … Dalgumas destas mortes falo em "Elegia pela minha família dispersa", em  http://aoescorrerdapena.blogspot.pt/2007/11/elegia-pela-minha-famlia-dispersa.html , sem esquecer a mais recente, a da Paula por mim referida em Maria Lua e a "A Condição Humana" ( http://aoescorrerdapena.blogspot.pt/2016/05/maria-lua-e-a-condicao-humana.html )

Quando me reformei, passado umas semanas voltei ao serviço e foi uma festa o acolhimento que me fizeram com beijos e abraços, o que me levou a comentar com a minha habitual ironia que se falecesse na semana seguinte teria um grande cortejo mas que se fosse daí a um ano diriam: “Olha, o gajo (ou o dr.) morreu e não soubemos; ainda bem, assim não tivemos de ir ao enterro”. Pois foi a constatação despojada que tive quando há uns anos faleceram os meus pais, com a comparência de um ou dois amigos e de apenas parte da família, a do Sul.

Que fica para além da memória ? Ficam as perguntas que não foram feitas, as histórias que não foram contadas, as palavras e os gestos que se retraíram e, por vezes, a sensação de que alguns deles estão aqui ao nosso lado.

Com Eugénio de Andrade fica "O lugar da Casa"

Uma casa que fosse um areal
deserto; que nem casa fosse;
só um lugar
onde o lume foi aceso, e à sua roda
se sentou a alegria; e aqueceu
as mãos; e partiu porque tinha
um destino; coisa simples
e pouca, mas destino
crescer como árvore, resistir
ao vento, ao rigor da invernia,
e certa manhã sentir os passos
de abril
ou, quem sabe?, a floração
dos ramos, que pareciam
secos, e de novo estremecem

com o repentino canto da cotovia.

E, com acompanhamento, a Dança de Balcão, pelos Virgem Suta, em 



Ou a Jornada de José Gomes Ferreira



1. - Dança de Balcão - Virgem Suta

Teima, a preguiça a tomar posse
Este corpo já pesado,
Belo vinho meu ele fosse,
Não estaria aqui plantado.
Mas já leva minha conta
Que tabernas, agradece
Mais dinheiro eu tivesse
E ficaria, ficaria todo cá.

REFRÃO:
Brinde a nós,
Brinde aos avós.
Que se houver céu não estão lá sós.
Brinde a vós,
E já sem voz.
Brinde a quem aí vier.

Teima, a preguiça a ser maior
E a vontade de abalar
Mais um copo abaladiço
E outro p'ra recomeçar
Esta dança de balcão,
Que à parte os abraços
Nada deixa, nada fica
Nas histórias, nas histórias
P'ra contar.

REFRÃO:
Brinde a nós,
Brinde aos avós,
Que se houver céu não estão lá sós.
Brinde a vós,
E já sem voz.
Brinde a quem aí vier.  

Só.

2. - Jornada (José Gomes Ferreira e Fernando Lopes Graça)

"Não fiques para trás, ó companheiro,
É de aço esta fúria que nos leva.
Pra não te perderes no nevoeiro,
Segue os nossos corações na treva.

Vozes ao alto!
Vozes ao alto!
Unidos como os dedos da mão
Havemos de chegar ao fim da estrada,
Ao sol desta canção.

Aqueles que se percam no caminho,
Que importa! Chegarão no nosso brado.
Porque nenhum de nós anda sozinho,
E até mortos vão ao nosso lado.