Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Criérios jornalísticos (2024)

 * Victor Nogueira

9 de setembro de 2024

Os critérios jornalísticos, a nova face do "visado pela comissão de censura" e do "visto prévio", de saudosa memória. Já Salazar dizia: "Politicamente, só existe aquilo que o público sabe que existe” ou, por outras palavras, "Aquilo de que se não fala (nem dá na TV). não existe!".

Na generalidade da imprensa on-line, não há reportagens fotográficas sobre a Festa Avante!, nem antes, nem durante, nem depois, salvo extractos das falas de Paulo Raimundo, Secretário-Geral do PCP.

É a democracia, não autoritária, funcionando com libérrimas liberdades, a todo o vapor, com elevado fôlego, cóf, cóf.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

É possível escrever um artigo destes sem falar nos "crimes" de Estaline? (2016)

 



* Victor Nogueira

4 de junho de 2016

É possível escrever um artigo destes sem falar nos "crimes" de Estaline? Pois o historiador JPP pedagogicamente escreve "Stalin não “manipulava” as pessoas, matava-as” Mas …  e os belgas no "Estado Livre do Congo", os franceses na Argélia e na Indochina, os norte-americanos no Vietname, na Coreia, em Hiroshima e Nagasaki ou Albuquerque e Vasco da Gama no Oriente, a mando do "venturoso" D. Manuel I ? Porque contra a ignorância, se fala em Estaline e se silenciam outros? Ah! Leopoldo I dos Belgas apenas "assassinou" cinco milhões de negros. É verdade. Foram só 5 milhões, mas correspondiam a metade da população do tal "Estado Livre" E quanto aos ameríndios e respectivas culturas e civilizações, a limpeza" europeia foi quase total. Perguntem como pedagogia aos descendentes dos ameríndios.  

publico.pt

A máquina da ignorância ao serviço da política que não ousa dizer o nome

Gravuras geradas em 2026 06 04 pelo  Google Gemini e pelo chatGPF tendo o texto como guião


segunda-feira, 1 de junho de 2026

O PCP e a 'morte asistida' (2018)

 



1 de junho de 2018

Não se cansam de passar certidões de óbito ao PCP e é um dó de alma ver gente tão egocêntrica e que se diz "culta", de esquerda e solidária - mas quase sempre atenta aos holofotes e peanhas -  ser tão manipuladora e ter tão grande falta de honestidade intelectual, como se tem visto,  por exemplo, a propósito da "morte assistida". Gente tão democrata, tolerante e amante da liberdade de opinião e de consciência, que apenas aceita quem abane que sim ao que dizem, Gente que parece ter o PCP como inimigo público a abater, desvirtuando as posições dos comunistas, não poucos dos quais - entre estes - falam de ouvido desconhecendo minimamente os documentos do Partido de que se afirmam militantes. Entretanto, para lá das causas fracturantes, o centrão PS(d)CDS vai fazendo o seu caminho, com alguns cravos vermelhos ao peito e muletas de andarilho, como reza a valsa da burguesia. Como se a(s) Vida(s) fossem coisas de somenos, como se a(s) Vida(s) - ela(s) também -  não tivesse(m), direito a ser(em( vivida(s) com dignidade, numa terra sem amos, como se não fossemos filhos da madrugada

quinta-feira, 21 de maio de 2026

As grandes manobras do ps assis sócrates seguro! (2014)

 21 de maio de 2014

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As grandes manobras do ps assis sócrates seguro ! Apoiados por Carlos Brito, Joana Amaral Dias, Basílio Horta e António Capucho e outros do mesmo barco, o barco dos ex- (f/m)

• «Pode ser necessário (um governo de Bloco Centra), não o descarto.»  Entrevista de Ana Gomes ao SOL (28/03/2014)

• «Nesse sentido, sou tão anti-comunista como o Paulo Rangel» Francisco Assis (cabeça de lista PS ao Parlamento Europeu), na TVI24 - Prova dos 9, 30 Janeiro 2014

• «Será mais fácil dialogar com partidos situados mais à direita» Francisco Assis em entrevista a RR, 19 Fevereiro 2013

• «Sou contra a reestruturação da dívida, porque seria uma tragédia nacional. Portugal necessita de cumprir com os seus compromissos internacionais.» Entrevista de António José Seguro ao Jornal do PS - Acção Socialista - Junho de 2011

• «Não há década perdida nenhuma, houve áreas em que o país se robusteceu» Francisco Assis na SIC (20 Fevereiro 2014)

• «Creio que neste momento não devemos falar da renegociação da dívida, devemos antes falar da necessidade de cumprirmos integralmente aquilo que nos propusemos concretizar.» Entrevista de Francisco Assis ao Jornal do PS - Acção Socialista - Junho de 2011

• «Sou acusado de preferir entendimentos à direita. Eu não prefiro entendimentos à direita, não é uma questão de preferir, é uma constatação da realidade, apesar de tudo, nalgumas questões essenciais, tem sido até aqui mais exequível fazer alguns entendimentos com o PSD. Por exemplo, nas políticas europeias, nas políticas económicas» Francisco Assis à Antena 1, 10 de Outubro 2014

• «Eu não fico nada satisfeito, pelo contrário, profundamente preocupado, quando vejo o 1º ministro a ser sistematicamente apupado, porque acho isso mau.» Francisco Assis em entrevista a RR, 19 Fevereiro 2013

• «... , e estão os dois contra o referendo, e estão os dois pelo federalismo, e estiveram os dois nas administrações das empresas... PS e PSD vivem, no plano do estado, em união de facto.»  Paulo Portas em acção de campanha de 2009 (RTP, 31 Maio 2009)

https://www.facebook.com/photo/?fbid=10202539139265106&set=a.1124829846327

sábado, 28 de setembro de 2024

Spínola e o 28 de Setembro, em 1974 (2024)

 

* Victor Nogueira

28  de setembro de 2024

Logo no dia 26 de Abril de 1974 o General Spínola, Presidente da Junta de Salvação Nacional, tentou que o golpe militar não fosse mais que a "evolução na continuidade" de Marcelo Caetano, mantendo a PIDE em funções, nomeando, para esta, um novo Director-Geral, não reconhecendo a existência de partidos políticos já existentes, designadamente o PCP e o PS, limitando a libertação de presos políticos, não reconhecendo o direito à completa independência das colónias portuguesas, dissolvendo o MFA ....

Falhado este objectivo, o chamado golpe Palma Carlos, em Julho desse mesmo anos, foi uma nova tenthativa para inverter o processo revolucionário, tentando concentrar em si o Poder, através dum plebescito, adiar as eleições para a Assembleia Constituinte, referendar uma Constituição provisória, dissolver o MFA ....

Falhado este golpe, o General Spínola e as forças que o apoiavam tentaram m novo golpe, convocando uma "Manifestação da Maioria Silenciosa", para 28 de Setembro, tentativa gorada devido á mobilização das forças populares. Em 11 de Março de 1975 As forças contra-revolucionárias lideradas por Spínola falharam um nove golpe, mas venceram em 25 de Novembro de 1975, grgças ao conluio entre os chamados "moderados" do Grupo dos 9 com o PS de Mário Soares, deste modo abortando o processo revolucionário e dando início à recuperação capitalista, com velhos e novos donos disto tudo.

sexta-feira, 28 de junho de 2024

assim, mé-mé, se vê a rota do ... pêésse! (2014)

* Victor Nogueira

 28 de junho de 2014 

na farsa entre costa seguro sócrates seguro é acusado de não ter feito oposição ao psd/cds, de ter tido "abstenções" violentas na maioria das moções de censura do pcp, be e pev. Bem sei que o ps seja qual for o secretário geral manageiro de turno anda desde maio de 1974 de mãos dadas com o psd/cds.
Tal como seguro, costa quer a mudança, esganiçam-se ambos terçando armas pela mudança, em grande gritaria das tropas de um e de outro. Mas, caramba, só agora os costistas descobriram que cavaco, pedro e paulo poderão querer a realização de eleições antecipadas, aproveitando-se das "fragilidades" do PS ?.
Falando grosso, mas que merda de alforrecas são costas e seus seguidores, que afirmam que a "derrota" do ps tem o apoio de seguro, que, para barrar o caminho de costa, seguro apoiaria eleições antecipadas, tudo em santa aliança de (quase) união nacional com o pcp, que embora não estando representado no Conselho de Estado,«também alinharia, porque eleições antecipadas são o seu manjar favorito. Quase uma união nacional.»
E assim se descobre o anticomunismo visceral e militante de costa seguro sampaio maroscas para quem o PCP é o inimigo a abater. Nada que se não soubesse. E que a mudança é apenas das moscas.porque quanto ao essencial do resto .... tudo com dantes, quartel-general em funantes!
Alinhados sempre à direita, os pêésses são como o ladrão correndo pela rua e bramando "agarra que é ladrão", procurando assim que se distraiam e permitam que fique com o produto do saque. Ah gand'as pantomineiros e farsolas

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

PS e PSD nos 40 anos do 25 de Abril

 


 19 de fevereiro de 2014

 
Conteúdo partilhado com: Público
Público
Mas os ps(d) andam a chuchar com a malta ? Depois de Susanita Estebes ter proposto um 25 de Abril eventualmente patrocinado pela Fundação Soares dos Santos Pingo Azedo nas escadarias de S. Bento limpas pela Fundação da Casa de Bragança e os deputados vestidos por Joana Vasconcelos, uma parada ... militar ? E o povo, sem o qual o 25 de abril teria sido o sonho de marcelo espínola carneiro escavaco soares, sem convulsões nem revoluções ?
Depois dos laranjinhas estarem a associar as comemorações do 40º aniversário do 25 de Abril às da Queda ... do Muro de Berlim (1), depois da Maria de Belém, não de Aníbal mas do PS ter sugerido "que os deputados fossem dar sangue, já que o 25 de Abril também significa Serviço Nacional de Saúde e solidariedade." eis que ... proclama alguém do PS:
"O 25 de Abril foi um golpe militar e portanto o que há a fazer é homenagear os militares que o fizeram", afirmou ao PÚBLICO o deputado do PS. A intenção dos socialistas é que a parada envolva "os três ramos das forças armadas".

(1) A presidente da estrutura regional de Lisboa da JSD e deputada do PSD, Joana Barata Lopes, [para comemorar a "Liberdade"], disse (...) que tenciona apresentar na Assembleia da República um projecto de resolução para "instituir uma data comemorativa relacionada com a queda do Muro de Berlim e o consequente fim dos regimes totalitários na Europa".
Quadros de Helena Vieira da Silva


sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Textos em setembro 02

 * Victor Nogueira

2022 09 02 - O Público regista as posições dos partidos de direita, ou sejam, PSD, Chega, Iniciativa Liberal. Regista também as posições da esquerda, ou seja, Bloco, Livre e PAN. E nem uma palavra sobre a posição do PCP.. É este o jornalismo "público" e de qualidade  a que os assinantes e leitores do jornal têm direito?

2022 09 02 - Poças! Os porta-vozes da Comunidade Israelita no Porto pararam no tempo? "Conspiração soviética?" Poças, mil vezes poças.  Ai que vêm aí os russos!

Os "oligarcas" da Federação Russa e os descendentes de judeus sefarditas serão membros na clandestinidade do desaparecido Partido Comunista da União Soviética, deste modo renascido das cinzas, á boleia do alegado tráfico de certificados de nacionalidade portuguesa?

Entre os acusados de práticas anti-semitas e caluniosas, fazendo  também parte da cabala ou conspiração soviética, estão a Polícia Judiciária, os ex-Ministros do PS Francisca Van-Dunem, Constança Urbano de Sousa, Augusto Santos Silva e órgãos de informação como a RTP, o Expresso e o Público.

Isto consta da queixa apresentada pela Comunidade Israelita do Porto á Procuradoria Europeia, intitulada “A Primeira Grande Conspiração Antissemita do Século XXI”.

Acuda-nos o Patriarca Zelensky, da USA/NATO/aiUÉ!

2022 09 02 - As entradas acintosas do Público, que pretende ser um jornal de referência. É caso para dizer: "olha como seria,", se fosse um pasquim que tem como slogan "Pense bem, pense púbico."

Dizem o título e o lead: «O rebanho saiu em Junho, a Festa do Avante! começa esta sexta-feira», por Ana Sá Lopes e Nuno Ferreira Santos (Fotografia) 1 de Setembro de 2022,

(---) As ovelhas, as cabras e seu pastor abandonaram a Quinta da Atalaia em Junho, quando começou a construção dos primeiros alicerces da cidade Avante!. É verdade: o PCP é proprietário de um rebanho que “limpa” o imenso terreno da Quinta da Atalaia nos meses mortos, entre o fim da Festa do Avante! e o começo da reconstrução da do ano seguinte.»

Lá pelo meio a catilinária anticomunista prossegue manipulatória e mistificatoriamente, como convém ao jornal deficitário nas mãos duma das famílias mais ricas de Portugal e do mundo que, apesar da crise económica e social, da alegada pandemia e da guerra na Ucrânia tem acumulado estratosféricos e acrescidos lucros na generalidade das empresas de que é proprietária:

«A Festa do Avante! deste ano decorre sem os constrangimentos impostos pela covid-19 e a violenta polémica que suscitou na opinião pública a decisão de levar para a frente a realização da festa de 2020, apesar da pandemia. Se naquela altura foram muitos os que contestaram o PCP por querer “quebrar” a espécie de consenso nacional que levou a uma estrita limitação de aglomerações de pessoas, desta vez são muitos mais os que contestam o Partido Comunista por uma outra razão: a posição do partido sobre a guerra da Ucrânia, nomeadamente o seu ataque a Zelensky (o PCP recusou participar na sessão parlamentar em que a Assembleia da República ouviu o presidente da Ucrânia).»

Sobre rebanhos e pastores, em contraponto e para memória futura, note-se que na sessão de vassalagem á USA/NATO/aiUÉ/Zelensky estiveram livre e ordeiramente PS, PSD, Chega, Iniciativa Liberal, Bloco, PAN e Livre, aplaudindo entusiasticamente e de pé o pedido de armas, mais armas. apesar de alguns deles pertencerem a famílias políticas de partidos políticos ilegalizados e proibidos, pelo regime de Zelensky, por este acusados de serem putinistas e traidores.

Assim e deste modo, no Parlamento Português, com plena liberdade, a liberdade que não reconhecem aos comunistas portugueses ou aos socialistas, sociais democratas e comunistas ucranianos, a maioria dos deputados no Parlamento português avalizou a "democraticidade" do regime a que Zelensky, virtualmente preside. «Honi soit qui mal y pense» ( Coberto de opróbio seja quem nisto vir malícia)


Capa do "i" sobre a Festa do Avante


2022 09 02 - As mãos livres do enCosta/PS á direita, com maioria absoluta, depois de driblar o eleitorado, livrando-se dos empecilhos e contra~pesos á esquerda, que diziam ser o PCP, Bloco e Verdes, com os comunistas sempre debaixo da mentira e calúnia na generalidade da comunicação social escrita e televisiva.  

2021 09 02 - Fotos victor nogueira - Setúbal - Caixas de electricidade decoradas pelo Colectivo Explicit Citizens  

Muitas estações transformadoras e caixas de electricidade em Setúbal têm sido pintadas por vários artistas, situando-se estas sobretudo na Avenida Luísa Todi e no Bairro do Troino. Estas, com excepção da última,  situam-se no Bairro do Troino, todas junto a estabelecimentos de comes-e-bebes. referindo-se à faina piscatória utilizando a antiga fala característica setubalense.


2018 09 22 - foto vidigal  pereira -  em Lisboa, cerca de 1974 

Aqui havia uns moinhos e creio que um deles ainda moía e vendia pão. Nesse tempo ainda era (quase) campo. Creio que a foto foi no Alto dos Moinhos e nessa altura tirei uma foto a umas jovens ciganas.

Este foi um dos dois casacos que comprei com o dinheiro ganho em 72/73  como agente de censos e inquéritos do Gabinete de Planeamento do então Ministério das Corporações e Previdência Social para a Caracterização Sociológica do Concelho de Arreiolos.

Com muito menos horas de trabalho e apesar de apenas estudantes, por mês consegui(amos) ganhar muito mais que os trabalhadores rurais e as tapeteiras de Arraiolos que inquiríamos.

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2011 09 02 - Estamos vivos mesmo depois de mortos, enquqnto aqueles que nos conheceram pessoalmente de nós se lembrarem ou algo representemos para aqueles que nos não conheceram mas nos admiram ou odeiam independentemente dos tempos e da história.

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2010 09 02 - O vento nada me traz, o vento nada me diz! Tudo ilusão, diz a Brisa, a quem paga portagem seja ou não na Via Verde! Sem portagem, nada feito, dizem as nuvens em castelo, quais flocos de  plúmbea cinza! E quem sabe ler nas nuvens com os  pés na terra?

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Textos em julho 21

 * Victor Nogueira



2022 07 21 - O Gand'a Milhazes,  barbudo como mujique acabado de emergir dos Polos, debitando a custo e penosamente a sua verborreia - recorrendo a cábulas escritas -  contra o PCP e a Festa do Avante, sem um pingo de honestidade intelectual. Pelo meio fala em carnificinas, em apelos do PCP á Paz que (segundo Milhazes) não passam de enredos para esconder a defesa e apoio do PCP á Guerra, a Putin e ao massacre de milhares de crianças ucranianas, aponta o dedo inquisitorial contra a participação de três ou quatro artistas portugueses (os outros afirma desconhecer quem sejam) e perora contra uma tal artista brasileira que defende os "LCBK, etc, etc" (sic).  e perora contra uma tal artista brasileira que defende os "LCBK, etc, etc" (sic) e que por isso, em coerência, não deveria actuar na Quinta da Atalaia, pois, segundo Milhazes, o PCP defende e apoia regimes hediondos e fautores de carnificinas, como o de Putin.
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É fartar, vilanagem. Em tempos covidescos, ainda vão exigir a proibição da Festa por causa do risco de incêndio ali á beira-Tejo? 
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Para Milhazes, o regime capitalista dos oligarcas da Federação Russa é um regime hediondo, que assassina crianças, criminoso, fautor de carnificinas, que persegue, prende e assassina minorias, como os "LCBK, etc, etc" (sic).  Angélicos são Zelensky e os oligarcas ucranianos que suportam idêntico regime capitalista na Ucrânia?
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Coitado do Milhazes,  que não vê nem condena os crimes hediondos do mesmíssimo sistema capitalista dos oligarcas da USA/NATO/aiUé, que ao longo de décadas assassinaram milhões de seres humanos, homens, mulheres e crianças, em África, na Amérlca Latina, em Hiroshima, em Nagaski, na Indonésia, na Coreia, no Vietname, no Camboja, na Jugoslávia, no Afeganistão, na Palestina, no Iemen, na Síria, no Líbano no Iraque ... apadrinhando golpes fascistas em todo o mundo, incluindo contra governos democraticamente eleitos segundo as suas regras! 
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Como disse Kissinger a propósito do Golpe fascista de Pinochet contra o Governo Socialista de Allende: "Não vejo por que tenhamos de esperar e permitir quer um país se torne comunista devido á irresponsabilidade do seu próprio povo." Fascista, pode ser. Comunista? Nunca!
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Ah Gand'a Milhazes. Não te faltem os p@p€i$!

2021 07 21 Foto victor nogueira  - Mural na Rua Dr. Paula Borba, em Setúbal (Lojas Jaime Rendas)

Estes murais devem ter sido fotografados cerca de 2010, sendo um dos executados numa das Lojas Jaime Rendas, Esta situava-se na Rua Dr. Paula Borba, que encerrou em 2011, após mais de meio século de existência, pondo fim a um "império" que na cidade chegou a ser constituído por sete estabelecimentos. Este espaço e presentemente uma das chamadas "lojas chinesas" que substituíram as ... "lojas dos 300" [escudos].

Não poucos dos estabelecimentos comerciais da Baixa setubalense têm encerrado, como alguns de que era cliente,

Isso dava um ar decadente ao Centro Histórico de Setúbal, pelo que muitas das portadas das montras dos estabelecimentos comerciais ostentam agora pinturas.

VER  

Murais e grafitos em Setúbal 84

Murais em Setúbal 83 - portadas de montras





2018 07 21 foto victor nogueira – Em Setúbal, mural de homenagem a Bocage, rua general Daniel de Sousa  -  Em Setúbal, nesta rua general Daniel de Sousa ainda persistem algumas casas antigas, algumas já em ruínas, como a da foto, em cuja fachada se encontra um mural com a figura de Bocage, integrado no projecto que anualmente o município realiza, subordinado ao tema Setúbal Mais Bonita

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2012 07 21 - Morreu José Hermano Saraiva. que nas suas charlas televisivas dava lugar ao povo na roda da história. Paradoxal em quem sempre foi admirador confesso de Salazar e Ministro da Educação de Marcelo, chispando e vomitando olhares e palavras de ódio contra os estudantes em greve, cuja causa próxima foi a recusa cobarde do então Presidente da República, o anedótico Almirante Américo Tomás, em dar a palavra ao Presidente da Associação Académica de Coimbra, seguida da prisão dos dirigentes estudantis. Desencadeada a greve estudantil, foi declarado o estado de sítio na cidade de Coimbra, ocupada pela GNR e pela PIDE. 

Acabando por ser demitido, foi substituído por Veiga Simão, que introduziu os "gorilas" na Universidade para reprimir a contestação ao regime fascista e à guerra colonial. Ministro Veiga Simão que depois de Abril foi recuperado e reciclado pelo PS, o mesmo onde milita o então Presidente da Academia de Coimbra, com muitos outros universitários preso e compulsivamente integrado nas fileiras do exército colonial.
Em tempo de repressão ou falsa democracia, uma mão não lava a outra !


2012 07 21 - Foto Victor Nogueira - Setúbal - barcos em fim de vida, como se esqueletos fossem

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

"Nazismo e estalinismo: um debate viciado"



* Victor Nogueira

A resistência e a luta organizadas dos Trabalhadores e dos Povos contra o Capitalismo é o fantasma por detrás das mistificações e revisões históricas das instituições e dos estados "burgueses", que sem disfarce fomentam e pactuam com a guerra, a opressão e a ditadura "burguesas" e do Grã-Kapital, sem rosto nem pátria.

Nos anos 30, o grande inimigo comum aos governos dos EUA, da Alemanha, da França e do Reino Unido era a União Soviética., a esmagar desde a Revolução Bolchevique.

E se dúvidas houvesse, basta verificar que derrotada a Alemanha nazi, logo voltaram a pactuar com regimes fascistas como os de Salazar e Franco, entre muitos outros desde então, unindo esforços na “Guerra Fria” e na NATO contra ... a União Soviética e, sempre, contra a luta organizada dos Trabalhadores e dos Povos!

Desde o século XIX um fantasma percorre o mundo, o fantasma do Comunismo, contra o qual se levantam as Chancelarias de (quase) todo o mundo!


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Nacht und Nebel - a aventesma ou a hidra das mil cabeças

HÁ 2 ANOS PERORAVA O ANAFADO ASSIS DOS LEITÕES E DA PACOTILHA



Victor Barroso Nogueira está com Silvia Mendonça e 38 outras pessoas.
"Cantaremos o desencontro:
O limiar e o linear perdidos
Cantaremos o desencontro:
A vida errada num país errado
Novos ratos mostram a avidez antiga"


Sophia de Mello Breyner em O Nome das Coisas (1977)
* Victor Nogueira
sábado, 21 de novembro de 2015
a aventesma ou a hidra das mil cabeças
Críticos de Costa criam movimento
Assis "resguarda-se" e avançam os "centrões" da "guarda pretoriana" ressuscitando o léxico da "guerra fria", com imensa modernidade e sentido de estado, o de cócoras perante o Grande Capital transnacional económico-financeiro.
Abandonando o “centro-direita” que outrora Assis entendia estar desorganizado e dever ser reconstituído pelo PS, posicionam-se agora como o "centro-esquerda" que quer tomar de assalto o Palácio do Rato momentaneamente ocupado pelas forças extremistas do "eixo do mal". Com brilhantismo acusam o actual Comité Central do PS de “[ser] líder de uma maioria negativa que, perdendo, quer constituir-se como governo de minoria absoluta”. Porque o PáF, liderado por Passes de Coelho, esse sim, entenda-se, é uma legítima e aceitável minoria negativa que quer governar como maioria absoluta. Com a ajuda em beleza de brilhantíssimos "filósofos" troianos infiltrados pela retaguarda.
Empolgados, acusam a deriva do PS ao abraçar "uma espécie de projecto político tutelado por BE e PCP", talvez às ordens de Putin, E prosseguem segundo a papeleta que facultaram ao Expresso, acusando o PS de ter “cedido em toda a linha” no programa económico com que se apresentou a eleições, que se tenha deixado “descaracterizar na ambição e capacidade de modernização do país. numa cedência à agenda populista e retrógrada de tudo prometer pondo em causa toda e qualquer reforma”.
Talvez com saudades das "estrondosas e violentas abstenções" do PS de Assis Seguro sentado que viabilizaram a permanência em funções da direita "ultra-liberal" apesar da crise do Gaspar e do "irrevogável", direita ultra-liberal que pretendem combater ... com elevado sentido de "oposição".
A "direita ultra-liberal" será maléfica, deve ser combatida, mas nunca com o apoio de forças demoníacas suportadas por um exército de 1 milhão de sub-homens e sub-mulheres. Quais pitonisas, brilhantes e seguras, em beleza gritam aos quatro ventos, urbi et orbi, das plagas lusitanas aos Montes Urais, “que [o que] temos assistido não é a uma mudança nas posições extremadas de BE e PCP mas a uma submissão e radicalização do PS que poderá vir a ter consequências terríveis para o partido”
E, ginginhas em cima do pão-de-ló, rasgando as pudibundas vestes com estrondoso estrondo, apontam a heresia intolerável e abominável, a suprema manietação que “é o PS sentir-se encurralado pela mera comemoração dos 40 anos do 25 de novembro, deixando-se colar pela primeira vez na sua história à extrema-esquerda na Assembleia da República”.
Da noite e do nevoeiro as forças novembristas e exorcistas ressuscitarão de moca nos dentes, bombas à cintura e archotes incendiários em cavalgada contra as “forças totalitárias” em ardente defesa “da infinda Liberdade”, numa sequela do 25 de Novembro, 41 anos depois do 25 de Abril,, desse “dia inicial inteiro e limpo / Onde emergimos da noite e do silêncio / E livres habitamos a substância do tempo “ ? (Sophia de Mello Breyner)
POLÍTICA
Críticos de Costa criam movimento
21.11.2015 às 10h00
Por agora é apenas um “manifesto assumido de centro esquerda”, contra a “radicalização do PS”. Assis não faz parte do núcleo promotor


terça-feira, 18 de abril de 2017

Filipe Chinita - conversas com e sem endereço.

* Filipe Chinita

conversas com e sem endereço.
ou
de uma zita e de um barreto!
cheios de credibilidade
de percurso de vida
a vender vinhos...
do tio patinhas...
- mas 'não foi o gorbatchov que
(também) acabou a vender
pizzas e/ou coca-cola(s)'...
- é o que acontece
quando deixamos
de ser...
nós.
isto é...
quando nos negamos
nós.a nós próprios
ou nos negam
outros em
vida
.
com o victor.no branco muro
- manchado de vinho! -
do chinita
fj

2017.04.18



segunda-feira, 17 de abril de 2017

Zita Seabra, os "Sapatos Vermelhos" e as "Aparições" em "Governo-Sombra"

* Victor Nogueira


(...) Perguntarão porquê este arrazoado [escrito em 2012] ? Bem, ele veio da leitura do último livro da Zita Seabra, que li sem tomar notas à margem. Só falei uma vez com a Zita [em Maio de 1974], na António Serpa, para expor as razões da nossa luta [no ISESE] e solicitar o apoio do PCP. Nunca me lembro de ver a Zita nos inúmeros plenários e RIA´s (Reuniões Inter Associações de Estudantes) e no seu livro nem sequer fala nas tentativas de Fundação da pro-UNEP (União Nacional dos Estudantes Portugueses). De quem me lembro a dar a cara é da Sita Vales e de outros cujos nomes já se me varreram.

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Se é verdade que a primeira parte do livro parece o romance duma menina rebelde que mergulhou na clandestinidade sem saber muito bem ao que ia, com uma ou outra alfinetada pelo meio, a parte final é efectivamente um ajuste de contas. Impressiona-me que fale sempre no «Eu» fiz, «Eu» decidi, «Eu» mandei, Cunhal tinha inveja de mim (que ego tão auto-insuflado!) tal como Otelo  ou Mário Soares, este “reescrevendo" a história como se fosse uma pitonisa, na alentada entrevista em 3 volumes feita por Maria João Avilez.

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Não sei se Estaline mandou assassinar tantos milhões de que é acusado e porquê. Mas esses incomodam Zita, que adere impávida e serena aos que vivendo das migalhas dos ricos (nem Mário Soares, apesar das louvaminhas, lhe deitou a mão) não se preocupam com os milhões de mortos e os genocícidios cometidos pela Igreja Católica ou pelos capitalistas. Nos massacres das revoltas camponesas, no massacre dos que fizeram a efémera Comuna de Paris ou ordenados pelo Czar de Todas as Rússias, quando os manifestantes, humilde e pacificamente, lhe pediam pão e trabalho.

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Em África foi uma razia para arranjar escravos, «coisas» sem direitos como os trabalhadores assalariados para as fábricas. «escravos» para as explorações agrícolas nas Américas, incluindo os EUA, a pretensa Pátria da Liberdade, da Democracia, dos Direitos Humanos e da Igualdade, ou da sobe-exploração de homens, mulheres e crianças nas fábricas.

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Zita não se preocupa com o derrube de governos progressistas em todo o mundo, graças às manobras sombrias dos Estados Unidos e Companhia. Zita não se preocupa com o extermínio de africanos nem com o genocídio dos índios, especialmente nos EUA, nem dos aborígenes australianos, pelo Reino Unido, ou dos habitantes da Ilha de Páscoa. Zita, na Versalhes, de sapatos vermelhos, não se preocupa com a fome e a doença endémicas nos países chamados sub-desenvolvidos, cujas economias foram destruídas pelos ávidos capitalistas, amarrados a uma dívida externa imparável. Zita não chora os milhões de mortos pelos Nazis ou de alemães pelos Aliados em Dresden, ou Japoneses em Hiroshima e Nagasaqui. Zita não se preocupa que os EUA tenham sido o único país que lançou as duas únicas bombas atómicas, para amedrontar a URSS e fazer «experiências» humanas, tal como os nazis. Zita “esquece” que a URSS e os restantes países socialistas tiveram de levantar-se dos escombros da horda nazi sem a ajuda de qualquer Plano Marshall. Zita “esquece” que uma parte dos recursos do bloco socialista foi absorvido pela corrida aos armamentos para evitar a supremacia dos EUA.
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Zita não diz que os países capitalistas estavam à espera que os nazis derrotassem a URSS para se expandirem, como agora sucedeu após a queda do Muro de Berlim. Zita nada diz dos vergonhosos muros erguidos por Israel, potência nuclear, que não acata as decisões da ONU sem sofrer qualquer embargo dos EUA ou da UE. Como também nada diz do vergonhoso muro que os EUA estão construindo na fronteira com o México, assassinando os mexicanos que atravessam a fronteira clandestinamente em busca de trabalho miseravelmente pago. Zita nada diz sobre as orelhas moucas dos Aliados aos apelos da URSS para abrirem uma frente Ocidental, para descomprimirem o ataque nazi a Leste. Tiraram a cera, sim, mas só quando viram que o exército vermelho avançava com tal determinação que provavelmente só pararia nas praias portuguesas. Nem uma palavra sobre os argelinos massacrados pelos colonos e pelas forças armadas francesas, aliás como sucedeu nas colónias portuguesas ou nas inglesas.
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Zita nada diz sobre as «purgas» feitas na América Latina na sequência de golpes fascistas apoiados pelos EUA e outros países capitalistas, nem com os falsos argumentos para invadirem o Afeganistão (onde pára Bin Laden, se é que existe ou não está a jogar ao pokercom Bush?), depois o Iraque e agora o Irão?
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Zita nada diz sobre as «purgas» feitas por Mário Soares no PS ou Sá Carneiro no PSD. Zita nada diz sobre o facto de em 1974 Spínola e Sá Carneiro pretenderem manter em funções a polícia política, a proibição de partidos políticos e a continuação dos presos comunistas ou maoístas ou a «clandestinalização» da actividade do PCP.
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Zita agora vive bem, com os seus sapatos vermelhos, frequentando locais de luxo e dedicando-se aos seus rebentos. Em Portugal, como nos países capitalistas, não há bichas porque não há dinheiro e a alternativa é roubar, morrer de fome, emigrar, trabalhar para assegurar dia a dia o pão nosso de cada dia ou acumular empregos precários. Ah! ou meter-se na droga ou na prostituição !
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Zita, poderia ter saído do PCP em rota de colisão por discordar da estratégia e da táctica do Partido onde tinha altas responsabilidades e dever de solidariedade na tomada e concretização das decisões. Mas não, Zita, quadro de confiança do PCP, mais ortodoxa que Cunhal, borrou-se inevitavelmente nos capítulos finais do seu «livro». Zita poderia ter saído do PCP por amor aos famélicos, aos explorados, aos alienados na sua consciência de classe, aos deserdados da sorte. Mas Zita saiu no fundo porque se cansou de ser aquilo que se considerava: agora, pode ter mulheres-a-dias e amas. Que ordenado lhes paga, que regalias e direitos lhes reconhece? Zita divorciou-se da enorme quantidade de mulheres-a-dias que todos os dias surgem, divorciou-se da solidariedade para com as mulheres sem direitos ou que são obrigadas a entrarem nos circuitos da prostituição.
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Zita não saíu só do PCP. Zita não compreendeu a hipotética «desilusão» de Cunhal pela traição de alguém que era tão importante na estrutura do PCP que até tinha o Gabinete no mesmo andar do Secretário-Geral. Zita traiu o PCP, desiludiu quantos nela confiaram. Quando alguma das suas grandes amigas e confidentes a trai, que faz Zita? Se alguma mulher-a-dias a roubar naquilo que materialmente lhe é valioso, que faz Zita? Que fez Zita afinal sair do PCP? Que faz Zita ao desvendar pretensos «segredos», sem falar nos partidos à «esquerda», sem implantação nas massas mas «acarinhados» e «visíveis» em determinados momentos, por tolerância» do grande capital, que controla os meios de comunicação? De que tem medo Zita, 20 anos depois, quando a direita avança em grandes passadas pela batuta de Sócrates, mais «eficiente» que o PSD?
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Zita, qual filha pródiga, regressou ao seio da burguesia, seio que nunca esqueceu e onde encontrou a compreensão da família e dos amigos, «magoada» pela incompreensão dos antigos «camaradas».
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Zita ficou impressionada com a (falta) de qualidade das habitações que viu após o colapso do Socialismo. Zita nunca terá visto os bairros de lata, os bidonvilles, as favelas, os musseques ou os contentores ou roulotes ou os «sem-abrigo» que existem miseravelmente mas com «liberdade» em toda a «democrática» sociedade capitalista, a do pensamento único, com o imperialismo travestido de globalização e a economia capitalista como «economia» de mercado, que é muitíssimo anterior ao desenvolvimento capitalista.
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Zita não «vê» que as «companheiras» das casas do Partido não eram simples mulheres-a-dias [que horror «madame» Zita ser mulher-a-dias), mas responsáveis pela segurança das casas e dos camaradas, todos na clandestinidade. Zita não sabe das elevadas taxas de analfabetismo entre homens e sobretudo entre as mulheres, que deste modo não podiam ler nem imprimir ou distribuir os documentos de Partido. Mas Zita, uma privilegiada, com estudos, podia fazê-lo. Não era pois uma simples «mulher-a-dias»
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Zita escamoteia que naquele tempo e ainda hoje persiste a mentalidade machista e que a Revolução se faz com os homens e mulheres com as virtudes e defeitos do tempo e do lugar em que estão. Ao entrarem para o PCP, os/as comunistas não eram nem são ungidos pelo sacramento do baptismo, limpando-se do pecado original de quererem pensar por si, o que talvez explique muita miséria e mortandade desde os primórdios do(s) cristianismo(s). E difícil seria, naquele tempo, às mulheres andarem por aqui e por ali a «conspirar», numa sociedade em que o lugar da mulher era em casa e o trabalho era quase exclusivamente reservado aos homens!
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Em Évora, eram consideradas «putas» as poucas raparigas que iam ao café connosco ou as mulheres alemãs dos dirigentes da Siemens. Mulher ou rapariga sérias não iam ao café ou andavam sozinhas, quer de noite, quer de dia.
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Quando Zita numa passagem do seu livro relata a brutal actuação da Polícia num país do outro lado da «cortina de ferro», «típica desses países», como afirma, onde estava, dirigente da UEC (União dos Estudantes Comunistas), quando a polícia carregava sobre os estudantes ou sobre os trabalhadores grevistas em Portugal? Onde está Zita quando a TV passa os brutais ataques da polícia sobre manifestantes nos «democráticos» países capitalistas ou a eles agora «convertidos» com a ajuda da mãozinha de João Paulo II? Tolda-se-lhe a vista cansada de escrever e de ler as mortalhas ou aproveita para ir à cozinha beber um copo de água?
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Tal como dizia Alçada Baptista na sua «Peregrinação Interior», eu não sei se os jesuítas são bons ou maus educadores, mas lá que são educadores, são. Com eles aprendi que para sermos eficazes temos de «encontrar» os líderes duma comunidade, lideres muitas vezes informais, e só depois podemos transformá-la. E que devemos estudar o pensamento e modo de agir dos adversários, para melhor podermos combatê-los ou neutralizá-los.
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E depois o retrato «sinistro» que apresenta de Álvaro Cunhal e a insinuação de cobardia da Direcção do PCP no exterior! Basta ter estado em comícios ou encontros do PCP ou assistir às «reportagens» na TV para ver como ele era acarinhado pelas populações, como lhes correspondia com humanidade, com fraternidade e simpatia, não isentos de humor! E que dizer do acompanhamento gigantesco dos que lhe quiseram prestar uma última homenagem comparecendo ao seu funeral. Eram todos militantes e simpatizantes do PCP?
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Eu não engoli qualquer sapo ou precisei de tapar o retrato de Mário Soares no boletim de voto. Eu votei Soares contra Freitas do Amaral. Por isso comprei e li o «Foi assim», na perspectiva de alguém, Zita,  que voltou ao calor do seio materno, abandonando os deserdados da sorte, que agora são esmifrados em todo o mundo por uma minoria com quem Zita no fundo nunca terá deixado de estar. Como dizia o poeta «Ah, esta vã glória de mandar»!
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Se Zita visitar a capela dos ossos na Igreja de S. Francisco, em Évora, poderá ler «Nós que aqui estamos pelos vossos esperamos». (escrito em 2012)

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Resultados da procura

 Para a História do ISESE com incursão pela Zita Seabra 



Zita podia ter mudado de campo mas com dignidade. Depois da publicidade à Garrafeira do Pingo Doce, em parceria com Barreto. Como se diz no post, a haver conversão, seria da [religião cristã] ortodoxa para a católica apostólica romana. E falando de regimes, na altura das alegadas aparições o que vigorava na Rússia feudal era um regime autocrático e despótico. Como Zita e qualquer pessoa minimamente culta deve saber. Como culta deve ser Zita, que até é ou foi dona duma editora.