Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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quarta-feira, 22 de julho de 2026

A cruz de Luís Neves, um alvo em liquidação (2026)

 


PSD cerra fileiras em torno de Fernando Alexandre e é mais cauteloso com Luís Neves

Direcção social-democrata é firme na defesa do ministro Fernando Alexandre no caso dos exames nacionais, falando num governante “à prova de bala”. Sobre Luís Neves, há maior contenção no discurso.

Luís Neves promete explicações, enquanto MP vai investigar se houve crime no caso do atrelado,

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* Victor Nogueira 

Luís Neves tem uma cruz às costas, sendo um alvo a abater. Para além de ter contrariado André Ventura quanto à criminalidade dos imigrantes e de ter desmantelado o Movimento Armilar, organização terrorista de extrema direita, o então Director Nacional da PJ terá incorrido em outros pecaados mortais.

Sob a sua alçada, a PJ sublinhou publicamente o aumento da cibervigilância e de operações preventivas voltadas para células radicais e fóruns online extremistas (como a operação conexa a crimes de ódio e terrorismo doméstico), numa altura em que o próprio diretor admitiu um crescimento exponencial de registos de criminalidade associada ao extremismo em Portugal.

A comunicação 'súcial' nas mãos do grã-patronato, com entrevistas quase diárias. normaliza. o André dos 3 Salazares, E agora, como cães abocanhando um osso, faz uma caldeirada em torno de Luís Neves, misturando alhos com bugalhos.

É grave que Luís Neves tenha «f(r)acturado' sem IVA no seu monte alentejano? É incompreensível que. para obras no monte alentejano, tenha recorrido aos préstimos do 'amigo' de Barcelos, esquecendo-se da mulher de César? Sim!

Mas ... Montezero e Pinto Luz estão envolvidos em casos não menos graves, incluindo o perjúrio constitucional,  sem que isso incomode a comunicação 'súcial' e o Mestre André.

Mas serão menos criminosas as actuações de ministros e ministras de pedra e cal, blindados e à prova de bala, empenhados em alienar o património público em prejuízo do interesse nacional ou com a missão de destruírem o SNS, a escola pública, a Segurança Social, a favor da privataria? Como fazem com o direito à habitação e os direitos dos trabalhadores, pelo menos desde a tríade de Passes de Coelho, Cristas e Bagão Felix?

A talhe de foi-se - A polémica em torno de RSI 2024 (Relatório de Segurança Interna) surgiu quando se detetou a remoção de um capítulo específico — com cerca de cinco páginas, originalmente elaborado pela Polícia Judiciária (PJ) — que abordava a atividade, a expansão e o risco representado por grupos de extrema-direita e movimentos extremistas no país (incluindo alertas sobre células internacionais e atores solitários, sobretudo menores de idade).

Os principais aspetos deste "apagão" no relatório incluem:

  • Aprovação institucional: A decisão de excluir este capítulo da versão final do RASI foi debatida e aprovada em sede do Gabinete Coordinador de Segurança (GCS), contando com o conhecimento e a presença de membros do Governo, nomeadamente a ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, e a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, além de chefias policiais e das secretas.

  • Reações políticas: A Omissão gerou fortes críticas e requerimentos de esclarecimento por parte de partidos da oposição (como o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista), que questionaram o Executivo liderado por Luís Montenegro sobre as motivações para apagar as referências a esta tipologia de ameaça à segurança interna. (Google Gemini / DN)

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Soap opera à vez (2026)

 


* Victor Nogueira

As gand'as campanhas da sopa no mel. Não há matéria para parangonas similares envolvendo 'les compagnons de route' no PSD, no CDS e no Chega?

O omniparlante do impoluto partido com telhados de vidro e paredes opacas, com sôfregos pés de microfone às mãos, atira-se com unhas, dentes e 7 folegos ao PS e PSD. Nisto caminhando de manitas dadas com a Mariana Leitão, a dos 'liberalescos'

«Entre responsabilizar o PS e rejeitar a diabolização: reacções à Operação Imergente

Se há quem aproveite a Operação Imergente para atirar em força ao PS (e de caminho ao PSD), há quem recuse diabolizar outros partidos. André Ventura não tem dúvidas de que o PS "tem responsabilidade" neste caso e deve prestar esclarecimentos. Mariana Leitão considerou que "não é novidade" que PS e PSD estejam envolvidos em casos de opacidade e ilegalidade no poder local. Uma posição "exagerada" para Inês Sousa Real, que rejeitou "particularizar". Pelo Livre, Rui Tavares avisou que o campo progressista tem de ser "absolutamente límpido". O ministro da Administração Interna, Luís Neves, escusou-se a comentar.

Em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República, André Ventura, presidente do Chega, considerou "importante" que José Luís Carneiro, líder socialista, "desse os esclarecimentos que devem ser dados" sobre a megaoperação da Polícia Judiciária (PJ), que visa câmaras e juntas de freguesia lideradas pelo PS que contrataram militantes e empresas destes para lhes prestarem serviços e levou à detenção de cinco pessoas e a buscas na sede do partido, em Lisboa.

Mariana Leitão estendeu as críticas aos sociais-democratas, argumentando que "não é novidade que os dois partidos que vão disputando o poder entre eles no nosso país estão sempre envolvidos num conjunto de situações de grande opacidade, até mesmo algumas de ilegalidades, no exercício do poder político".» (Público 2026 05 28)

A talhe de foi-se - E quanto custa o desmantelamento das funções sociais do Estado, com a privataria agora com Montezero ao leme e o código 'liberal' nas mãos e a Constitução engavetada, à espera da machada final? Desmantelamento desde há décadas levado a cabo pelo PS,PSD, CDS aos quais se juntam IL & Chega?

Entretanto, para lá da privataria e de Duarte Lima, Montezero e outros 'compagnos de route', de momento o tiro à peça na central da manipulação: «Podcast Soundbite. Buscas ao PS tramam futuro de Carneiro»?

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Imagem gerada pelo Google Gemini a parti dum guião de minha autoria

Desenhar um mercado de rua, No meio um carrocel. A direita um homem faz de justiça, com um olho vendado e segurando na mão uma balança de dois pratos, desiquilibrados. À esquerda, entre dois mastros, um homem faz equilibrismo. perto dele uma mulher joga com larajas e rosas. Desenho colorido 

segunda-feira, 13 de abril de 2026

O wrestling viciado de Ventura sobre Pacheco Pereira (2026)

 


* Victor Nogueira

Pacheco Pereira cilindrado por André Ventura, num 'debate' viciado. Resumo do 'reality show': "Posso falar?" repetido vezes sem conta e cordatamente por Pacheco Pereira. com um moderador que deu completa roda-livre a Ventura enquanto a CNN passava em rodapé as atoardas deste. Um macro tema - o 25 de Abril, e dois micro temas: a descolonização e a corrupção depois do 25 de Abril.

Salazar segundo Ventura, enquanto Presdente do Conselho, nunca assimou uma ordem para matar ou prender quem quer que fosse, enquanto depois do 25 de Abril o 1º Ministro assinava mandatos em branco para prender pessoas, que eram violadas e torturadas.

André reconheceu que se a Espanha invadisse Portugal era seu dever patriótico combater contra os invasores. Mas são criminosos e mereciam a prisão todos os que em África atacaram o exército português. Os responsáveis pelo descalabro da descolonização, segundo Ventura, foram os comunistas, Mário Soares e Álvaro Cunhal. Responsáveis pela violência depois de Abril? As FP 25, os comunistas e o Bloco de Esquerda. Os 'criminosos' nas colónias foram os que mataram e violaram homens, mulheres e crianças. metendo no mesco saco a UPA/FNLA (apoiada pelos EUA) e o MPLA (apoiado pela URSS e pela social-democracia nórdica). Em 500 anos Portugal levou a África a civilização, estradas, escolas, hospitais, barragens, tudo miseravelmente abandonado na sequència da descolonização. Nem uma palavra sobre o tráfico negreiro e o regime de 'contrato'.

Por mais 'Posso falar?' e contextualizações que JPP pretendesse introduzir, tudo era cilindeado por Ventura com a complacência do 'moderador'.

Nem uma palavra sobre massacres como os de Batepá, Pidgiguiti, Wiriamu, Baixa do Cassange ...Ou em Luanda, a seguir ao 4 de Fevereiro de 1961 pelas milícias brancas da OPVDCA, após o assalto do MPLA às cadeias da cidade para libertar presos políticos.

Nem uma palavra sobre quem eram os presos 'políticos' depois do 25 de Abril: ex-PIDES e membros de organizações terroristas de extrema-direita, como o ELP, ;aria MDLP e a . 'Maria da Fonte', esta ligada à Diocese de Braga da Igreja Católica.

Nem uma palavra sobre os direitos e liberdades, negados ou severamente condicionados, durante o fascismo. Nem uma palvra sobre a situação social antes do 25 de Abril e a emigração. Nem uma palavra sobres os direitos políticos, laborais e sociais conquistados e acolhidos na Constituição de Abril, entre cujos constituintes se encontravam 'criminosos' que a ajeitaram de acordo com os seus interesses e os dos comunistas, segundo Ventura..

Ventura, como é a sua táctica, interrompia constantemente o seu opositor, falando muitas vezes por cima dele, teatralmente sorrindo e piscando o olho para as câmaras, enquanto acusava JPP e a esquerda de terem palas nos olhos e não serem 'isentos' como ele, que condenava tanto as violências e prisões arbitrárias da esquerda e dos comunistas como as das direitas, dos tempos de Salazar.
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Os massacres coloniais portugueses, intensificados durante a Guerra Colonial (1961-1974), incluíram episódios violentos como Wiriyamu (1972) em Moçambique, Batepá (1953) em S. Tomé, e Pidjiguiti (1959) na Guiné, além de ações na Baixa do Cassanje (1961), Angola.
Estes atos, envolvendo execuções de civis e repressão brutal, marcaram o fim do império e foram alvo de denúncias internacionais e posterior pedido de desculpas.
Os principais massacres e eventos de violência colonial documentados incluem:
  • Massacre de Batepá (São Tomé, 1953): Repressão violenta a nativos que recusaram trabalho forçado, resultando em centenas ou mais de mil mortos, liderada pelo governador Carlos Gorgulho.
  • Massacre do Cais do Pidjiguiti (Guiné-Bissau, 1959): A polícia colonial disparou contra trabalhadores portuários em greve, resultando em dezenas de mortos.
  • Revolta da Baixa do Cassanje (Angola, 1961): A Força Aérea portuguesa bombardeou várias aldeias, utilizando napalm, após protestos contra o regime de trabalho, causando milhares de vítimas.
  • Massacre de Wiriyamu (Moçambique, 1972): Militares portugueses assassinaram a população de uma aldeia no norte de Moçambique, um dos episódios mais graves denunciados no final da guerra.
  • Massacres da UPA (Angola, 1961): Ataques da União dos Povos de Angola (UPA) contra colonos e populações locais no norte de Angola.
A denúncia destes crimes, frequentemente impulsionada por missionários católicos, contribuiu para o isolamento internacional do regime do Estado Novo antes da Revolução de 25 de Abril de 1974. Recentemente, Portugal reconheceu a gravidade destes acontecimentos, com pedidos de desculpas oficiais a Moçambique. (Google Gemini)
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 Estimativas de presos 'políticos' por organização (ordem de grandeza)
Extrema-esquerda
  • PRP/BR
    👉
     ~100 a 200 detidos (1974–76)
    • É o grupo mais bem documentado
    • Inclui detenções após ações armadas e processos judiciais relevantes
  • LUAR
    👉
     ~dezenas (20–60)
    • Já em declínio após 1974
  • MRPP
    👉
     ~centenas (sobretudo detenções curtas)
    • Muitas detenções em manifestações/conflitos de rua
    • Poucos processos prolongados
  • UDP
    👉
     dezenas
    • Maioritariamente detenções episódicas
Extrema-direita / contra-revolucionários
  • MDLP
    👉
     ~50–150 detidos
    • Especialmente após 1975
    • Inclui redes ligadas ao exílio e ações bombistas
  • ELP
    👉
     ~dezenas (20–80)
    • Menos detidos em Portugal devido à atuação a partir de Espanha
Militares (sem filiação partidária clara)
  • Após o 11 de Março de 1975
  • E o 25 de Novembro de 1975
👉
 centenas de detenções temporárias
  • Difícil atribuição a “organizações” formais
  • Inclui oficiais de várias correntes (spinolistas, gonçalvistas, etc.)
📈
 Leitura global (muito aproximada)
Se agregarmos:
  • Esquerda revolucionária: ~300–600 detenções (muitas de curta duração)
  • Direita contra-revolucionária: ~100–300
  • Militares (eventos políticos): ~200–500
👉
 Total possível (com sobreposição): ~600 a 1.200 pessoas detidas em contexto político (chatGPT)

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VER

Em tormo do 25 de Abril, entre Pacheco Pereira e André Ventura

quinta-feira, 3 de julho de 2025

O Mundo às avessas

 

* Victor Nogueira 

O MUNDO ÀS AVESSAS    

O Mundo parou no dia de hoje.   Nos noticiários deste  dia 3 de Julho, durante horas seguidas, dois “acontecimentos”  têm o exclusivo: o falecimento de dois futebolistas portugueses num acidente rodoviário e o início do julgamento de José Sócrates. Em notícias que se repetem até à exaustão, hora após hora, nada de novo acrescentando.

Sobre um dos futebolistas Marcelo de Sousa recorda o último abraço entre ambos, enquanto Montezero afirma compungidamente que “Portugal está de luto!”    As "reportagens" dão a miríades de pessoas no Reino Unido e em Portugal a possibilidade de alcançarem minutos mais ou menos minguados para "aparecerem" nos "noticiários" e debitarem algumas palavras.

O julgamento não é (apenas) de Sócrates, mas também de 21 outros arguidos, entre os quais o outrora poderosíssimo banqueiro Ricardo Salgado, outrora “dono disto tudo” através do Grupo Espírito Santo, e   outros   empresários,  para além de alguma arraia miúda  Mas a comunicação social e Sócrates resolveram “limitá-lo” ao ex-primeiro ministro, mantendo(-se) na sombra os restantes arguidos.

Na sua “defesa” Sócrates dispara contra a juíza, considerando que ela é autoritária, quer montar um circo  e não é imparcial, contra o Ministério Público, contra o Procurador-Geral da República. ..  

Considera que todo o Processo Marquês, em que é apenas um dos 22 arguidos, é uma tramoia, que tem/teve como objetivo prejudicá-lo politicamente. Rodeado de sôfregos jornalistas, que lhe bebem as palavras, reclama para si o estatuto de “vítima de perseguição política”. Entretanto quer que o julgamento seja transmitido em directo pelos canais televisivos, para gáudio das audiências do show-business e das actividades circenses de que seria o maestro.

Hoje em Portugal e no Mundo nada mais de relevante aconteceu ou merece ser noticiado.

A TALHE DE FOI-SE – Em Israel o 1º Ministro Benjamin Netanyahu, está a braços com a justiça israelita, acusado de suborno, fraude e abuso de confiança, em três processos distintos, enquanto tem pendente um mandato internacional de captura do TPI, por crimes de guerra e contra a Humanidade, na Faixa de Gaza

Mas em sua defesa já acorreu Trump no passado dia 28, afirmando que ‘não tolerará continuação do julgamento por corrupção contra Netanyahu”  e que o mesmo deve “ser imediatmente cancelado .” Face à ameaça de palmadas pelo Daddy Donald, e a pedido de  Netanyahu, o Tribunal cancelou as audiências desta semana, com base em “motivos diplomáticos” e de segurança confidenciais.

EM TEMPO – Em mensagem privada que Trump logo tornou pública, Mark Rutte, Secretário-Geral da NATO, armado em capacho, bajuladoramente,  endeusa Trump, Na reunião desta benemérita organização, Rutte reincide, afirmando que Trump é um daddy (paizinho) que de vez em quando tem de ser severo e dar umas palmadas às crianças. Enlevado, Donald congratula-se com o afecto de Rutte. 

«Ele gosta de mim, acho que gosta de mim. Se não gostar, digo-vos: ‘Volto cá e bato-lhe com força, está bem? «Ele fê-lo com muito carinho: ‘Papá, tu és o meu papá’»,

È a gente deste baixo e doentio calibre que os destinos da Humanidade estão “entregues”!

ADENDA -Aos 88 amos faleceu o General Garcia dos Santos, capitão de Abril e do 25 de Novembro, o que pôs termo à Revolução. Não vislumbrei nos telejornais quaisquer referências à sua morte nem declarações de Marcelo de Sousa, Montezero, Melo, Aguiar ou Luís Carneiro.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Letras empilhadas, ano após ano, em Dezembro, 09, (re)colhidas em 2024

 * Victor Nogueira

9 de dezembro de 2010  · 

De manhã esteve sol, à tarde o céu cobriu-se de variados matizes de cinzento, de aves nem sombra, aguaceiros e trovoadas rápidas  mas ensurdecedoras,  ficando o calor e os sapatos húmidos com o dia cedo enegrecido!


9 de dezembro de 2012  · 

Foto Victor Nogueira - Foto Victor Nogueira - Fundão  (anacronismos) Chapelaria Elegante

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Judite Faquinha  Ó Vítor!!! Estes chapéus já não se usa!!! Por isso deita-se a loja abaixo, falta é (arrenda-se) ou (vende-se) mas gostei, bjs.

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Anna C. Reis   xapeus á muitos ...........................
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Victor  Nogueira - .Oh Judite Faquinha ............Não me importava de ficar com a placa LOL. Tenho algumas bem curiiosas retiradas de prédios demolidos. Se tiverem algumas podem oferecer-mas para a .minha colecção 🙂
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Ana Albuquerque - Esta também foi à vida? 😕
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Victor  Nogueira - É possível que sim, Ana Albuquerque. A foto tem anos e nunca mais voltei ao Fundão
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Ana Albuquerque - Fundão? Muito pertinho da terra da minha mãe. Conheço bem.
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Alexandrina Arly Soares - Ao que chegou o nosso desgraçado país doi, nada existe!! A elegância sempre existiu... Uma chapelaria era uma grande profissão... S. João da Madeira era forte ... Em fábricas de chapéus...poe ex / o meu pai era um pequeno industrial de chapelaria e guarda soleiro... Quem não conhecia no Porto perto da estação de S. Bento o Jacinto chapeleiro grande anti / fascista ????? 

Margarida Piloto Garcia - Para memória futura porque o tempo leva e destrói.
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Clara Roque Esteves - Vitor, é caso para dizer : " chapéus há muitos..." A questão está na peculiar envolvente. Delicioso! Bjos.
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Victor  Nogueira - Pois, Clara Roque Esteves Captaste a ironia da foto LOL
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Eduardo Martins - Chapelaria do Limoeiro...
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Victor Nogueira  do Limoeiro, não, ... do (a)Fundão, Eduardo Martins 🙂
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9 de dezembro de 2013  

ainda a expressão da vida nos escritos de ...

* O AMOR É BEM QUE SUAVIZA *  SEDUÇÃO  *  Sedento nas tuas mãos esguias e belas ª Um rio enche a casa com o murmúrio de mil candeias * CORAÇÃO ROSA DOS VENTOS 


1.  - Teen, dos 30 anos pus nos meus olhos o brilho e nos meus lábios o sorriso e da minha alma tirei as rugas e do coração as cãs. Mas feliz ou infelizmente, nos dois pratos da balança que é a minha vida continua o equilíbrio entre a razão e o coração. Mas depois das tuas palavras, quase regressei à tua idade, teen :-)

Teen, se a minha vida não fosse a dum perpétuo equilibrista, há muito que estaria a fazer tijolo com o peso das (des)ilusões. 
 
2. -  Aqui estou no meu quarto, buscando para ti as palavras que não encontro, corpo sem imaginação mas irritado e desassossegado pela constipação que me percorre as veias e me enche dum nervoso miudinho. Busco para ti as palavras dos outros, nos livros dos outros, os ponteiros aproximando‑se das nove e trinta, hora da vinda do homem que levará de mim as letras que cadenciadamente vão surgindo no papel branco que já não é só! Busco as palavras e apenas encontro estas, hoje vazio de ti pela tua ausência, ontem pleno pela nossa presença. São vinte e uma e vinte, hora de parar, os livros espalhados pela mesa, o corpo quebrado, a imaginação e a voz quase secas e frias. Daqui desta terra, para ti noutra terra, te abraço e beijo com ternura e amizade, na memória do tempo que fomos juntos. Aqui estou!

Évora, 1972.09.21 (Do Victor Manuel para a Maria Papoila ou Maria Vai Com as Outras)

3. - Este tempo enlouquece os sentidos e dos nossos lábios brotam as palavras ainda há pouco envoltas em espinhos e agora frescas e acetinadas, brilhantes como o orvalho. Dizem que a Primavera é a estação do amor. Mas o amor primaveril é recatado e suave. Mas o nosso, meu Amor, é quente como o fogo, convidando-nos à loucura; o nosso é um amor de Verão, pois é dos dias em que fora de nós estamos,  em que o meu pensamento por ti me faz desejar-te até ao delírio, em que o sorriso e a voz terna  fazem desejar-te, paradoxalmente, com toda a simplicidade que deveria haver entre um homem e uma mulher. Estás longe e os gestos e as palaras simples, os deslumbramentos, estão interditos. Não sei escrever coisas bonitas como as que me escreves. Queria apenas dizer-te da minha imensa ternura por ti, nestes dias quentes de verão, na cidade que proíbe os gestos que a mostrariam. envolta neste maldito vento suão. Ah! não poder escalar-te lábio a llábio, seguir-te com os meus dedos o perfil do nosso corpo em ti, em mim,  até  que a loucura corra livremente em nós !  Beijo-te e abraço-te e abandono-me-te com Amor, com ardor, porque não quero hoje pensar no futuro.

in Cartas de Soror Maria Madalena ao Conde Niño por Victor Nogueira

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Margarida Piloto Garcia - Que dizer senão que gosto e muito desta tua escrita. Feliz quem já foi destinatária (o) de tantas cartas ou versos de amor.
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Isabel Dias Alçada - O AMOR é tudo ou nada, bjs
11 a


Marquês de Pombal, por Louis-Michel van Loo e Claude Joseph Vernet. (1766)

9 de dezembro de 2014  · 

SOBRE SÓCRATES E A "OPERAÇÃO MARQUÊS"

O PÚBLICO TITULA

O que está em causa é o título da notícia e o seu desenvolvimento. O jornalista definiu as perguntas feitas aos historiadores e naturalmente fez o tratamento jornalístico das respostas. Os critérios do jornalista não são necessariamente os dos historiadores.

A questão central  é a corrupção de altos governantes em *Portugal. Desde o Marquês de Pombal ou desde Afonso Henriques ? Porque ela existe desde os primórdios da nacionalidade,quando a coisa pública não se distinguida da causa e propriedade  reais. Até Filipe II de Espanha no século XVI dizia: "Portugal é meu porque o herdei, comprei e conquistei. 

E não há comparação possível entre Sócrates e o Marquês: no século XVIII havia uma Monarquia Absolutista, sem separação de poderes, que estavam todos na mão do Rei, mesmo que este pretendesse ter uma política iluminista. 

O Marquês de Pombal representava os interesses do Rei (concentração do Poder) e da burguesia capitalista emergente contra a grande nobreza agrária e absentistas (abolindo  a distinção entre cristãos novos e velhos e tirando poderes a Inquisição), protegendo as manfacturas e as companhias majestáticas, para além de reformar o Ensino (expulsando a Companhia de Jesus e encerrando os seus Colégios e a Universidade de Évora). 

As propriedades agrícolas do Marquês em Oeiras eram exploradas "racionalmente" e nessa vila organizou em 1776 a 1º exposição agrícola e industrial do país. 

A vitória momentânea da nobreza com a morte de D. José I não provocou a execução do Marquês e apenas adiou o triunfo da burguesia capitalista para 1820, com as Revoluções Liberais e a separação de poderes, a exemplo do que entao sucedia por quase toda a Europa.

9 de dezembro de 2016  · 

foto victor nogueira - Porto - anoitecer natalício a 8 de Dezembro (Rua de Cedofeita)

Nesta época do ano são cada vez mais curtos os dias mas apesar da relativa hora tardia de saída do Mindelo resolvi não adiar de novo o périplo entre Cedofeita e os Aliados, Descarto a EN 13 pelo previsível pára-arranca escolhendo como alternativa a A28, que em vários troços encontro exasperantemente lenta e de trânsito pouco fluido. Desemboco na Rotunda da Boavista ou Praça Mouzinho de Albuquerque, a Casa da Música à minha direita. Na Rotunda vislumbro uma série de pavilhões que me parecem uma Feira do Livro mas prossigo. Inflicto pela Rua Júlio Dinis para o Palácio de Cristal mas a meio faço inversão de marcha - ainda bem que o fiz pois na Cordoaria e nos Clérigos verifico depois que o trânsito automóvel está empastelado, de carros e transeuntes.  

Continua em no Porto, entre Cedofeita e os Clérigos, mas não só

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Maria João De Sousa - Obrigada, Victor  Nogueira! Tens aqui excelentes imagens do Porto! Abraço! (pergunto-me se ainda existirá a Travessa Das Virtudes, onde nasceu o meu avô poeta...

8 a

Deolinda F. Mesquita - Obrigada, Victor, gostei muito, como deves calcular conheço muito bem o Porto. A Unicepe ainda continua na Praça de Carlos Alberto, apresentando seus livros novos.🙂

7 a

Mia Pires Griff - Andas muito "saído"... Gostei das memórias.Beijinhos ❤

7 az

9 de dezembro de 2019  · 

foto victor nogueira - manhã de nevoeiro em 2019.11.25

Do cimo da torre no alto duma encosta não se viam nem o Parque Verde, logo aqui embaixo,  nem a Avenida, mais ao fundo. Reparo depois que a foto foi acidentalmente tirada 44 anos depois dum aziago  ... 25 de Novembro, que pôs fim ao 25 de Abril.

9 de dezembro de 2019  · 

foto victor nogueira - torre da ucanha  

Foto a igreja e ponte medieval. As casas foram remodeladas, mas conservam-se algumas alpendradas. A povoação é atravessada por uma ribeira (rio Varosa), com pequenas quedas de água. Fotos a ponte romana. Parece Ter havido nesta zona um sistema de regas.(Notas de Viagens - 1999.10.25 )

«José Leite de Vasconcelos, nascido em Ucanha, aponta essencialmente três razões para a construção da ponte e da torre de Ucanha, lançadas sobre o rio Varosa, perto de Tarouca e a poucos quilómetros de Lamego: a de defesa, à entrada do couto monástico de Salzedas; a de ostentação senhorial, bem patente na alta torre; e a da cobrança fiscal, pelo valor económico que tal representaria para o mosteiro cisterciense erguido próximo.» (Wikipedia)

9 de dezembro de 2022  · 

Azurara - pinheiros mansos em contraluz (IMG_1323) 

Gosto da harmonia que estas frondosas árvores me transmitem, numa simbiose de generosidade, equilíbrio e tranquilidade. Se tivesse espaço aqui no Mindelo teria plantado um pinheiro manso, a par de árvores frutíferas e odoríferas. Mas isto nem minifúndio é, apenas um quintalejo.

9 de dezembro de 2024

 Sol de inverno

Cintilante o dia
valeroso diamante?

As nuvens são penugem
esbranquiçada, sem ferrugem

Gélido o ar, de pasmar;
o sol de cachecol

É sol de inverno
não aquece, arrefece!

Tempo de soalheira
sentado à braseira

O briol com briol se aquece

As mãos geladas
no bolso agasalhadas!

Setúbal 2024 12 09


9 de dezembro de 2024

Foto victor nogueira - Mindelo - Natureza morta com flores do quintalejo ( 2023 11 21 IMG_3525)

[Foi para ti que criei as rosas.], por Eugénio de Andrade

Foi para ti que criei as rosas.
Foi para ti que lhes dei perfume.
Para ti rasguei ribeiros
e dei às romãs a cor do lume.

Foi para ti que pus no céu a lua
e o verde mais verde nos pinhais.
Foi para ti que deitei no chão
um corpo aberto como os animais.


Eugénio de Andrade, Primeiros Poemas · As Mãos e os Frutos · Os Amantes sem Dinheiro

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[Não quero rosas, desde que haja rosas], por Fernando Pessoa

Não quero rosas, desde que haja rosas.
Quero-as só quando não as possa haver
Que hei-de fazer das coisas
Que qualquer mão pode colher?

Não quero a noite senão quando a aurora
A fez em ouro e azul se diluir.
O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir.

Para quê?... Se o soubesse, não faria
Versos para dizer que inda o não sei.
Tenho a alma pobre e fria...
Ah, com que esmola a aquecerei?...


7-1-1935
Novas Poesias Inéditas. Fernando Pessoa