Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

.

Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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sexta-feira, 30 de maio de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Maio, 30, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

30 de maio de 2012  · 

Gosto muitp de Vila do Conde, Laura Rijo O seu encanto não foi destruído, ao contrário da confusão em que se transformou a Póvoa de Varzim, logo a seguir

13 a

Margarida Piloto Garcia

Conheço mal este Portugal! Por tal agradeço estas fotos que me vão trazendo vislumbres do que nunca vi.

12 a

Maria Ilda Costa

Nós também temos um aqueduto enorme e lindo. Chama-se "Aqueduto da água de prata".

12 a

30 de maio de 2014  · 

foto victor nogueira - cascais - PAVÃO

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 Maria Odete Pais Gonçalves

Lindezas...de cor branca,tb,é muito lindo!!!

11 a

Arminda Griff

E assim é um Pavão a cortejar uma "Pavoa".

11 a

Donzilia Conceiçao

Espectacular.....

11 a

Ver tradução

Nascimento Maria

É um pavão e onde está a pavoa ?não se vê

11 a

Maria José Ferreira

São lindissimos, na casa dos meus avós havia pavões, eu delirava vê-los, e quando conseguia uma pena,era guardada religiosamente.

11 a

Maria Lisete Almeida

Linda foto Amigo Victor Nogueira. Bem haja.

11 a                                                                       

30 de maio de 2015  · 

 
Sem vaga de fundo a palavra do putativo candidato a Presidente do Conselho de Ministros não empolga a sua "entourage" com putativos jovens truques, rectifico, "jovens" turcos. Cisco Assis prega(va) às avezinhas, Santo António, o de Lisboa, fala(va) aos peixes, incluindo talvez os tubarões, e Toy Costa prega para o boneco enquanto na rectaguarda a maioria dos "atentos" comensais se fazem ao boneco. Boa fotografia, esta, cheia de "cnfiança" nada confiável! (VN)

ORA CLIQUEM NA FOTO PARA LEREM A LEGENDA (no blog Entre as Brumas da Memória)




30 de maio de 2014  · 
 
Como Seguro ascendeu a secretário-geral do ps será uma incógnita ? O problema não é eventual falta de carisma ou de presença física. O problema é que pareça andar a apanhar bonés. Mas a verdadeira verdade é que nem ele, nem costa, nem cisco assis, jorge coelho, antónio vitorino  e  outros como ele e todos do mesmo calibre estão dispostos ou têm margem de manobra para inflectir a política de submissão ao grande capital, sobretudo financeiro, nacional e transnacional, para denunciarem o que os seus antecessores assinaram, 

Estão todos de tal modo comprometidos com o PS(d)CDS como placa giratória para "compromissos" com o Capital e mordomias que restam para eles, apenas, os números circenses, as núvens de fumo e as narrativas de cassete e de faca e alguidar, 

Pk embora pequena, a vitória "denunciada" por costa soares dar-lhes-ia margem de manobra face ao descalabro da social-democracia nas eleições europeias. Mas a "mudança" que defende e trombateiam, não é de rumo, não é de inflexão ou reflexão é pura e simplesmente mais do mesmo, travestido de rosa com espinhos ou de laranja  amarga e azeda.

E depois aparecem as desculpas infantis: "senhora professora, a culpa de eu ter dado um traque não é minha, é daquele menino que me deu feijões para o almoço." 

Sabe lá certa gente o que é um cara a cara com  os eleitores e os trabalhadores ou com os velhotes fora das ofertas de sacos de plástico e canetas ou longe do aconchego dos holofotes da televisão e do ruído na blogosfera, a debitarem mais do mesmo ou a traulitarem "quem se mete comigo e com o meu padrinho de turno leva porrada, que eu sou doutor da mula ruça e você um analfabeto".

~~~~~~~~~~
Mário Soares é um pavão que sofre de incontinência verbal e perito no disse não disse. Já elogiou o sentido de estado de passes de coelho contra sóctates, já apoiou sócrates ... É um corredor de fundo em charlatanice ! Basta lembrar o apoio à UNITA, essa organização racista e tribalista criada e acarinhada pela PIDE para combater o MPLA    


30 de maio de 2014  ·   · 
 
Mas ... o PS é um viveiro de baratas tontas ? Se apesar de tudo e de todos os contorcionismos e a "necessidade" de dar liberdade de voto a bancada socialista acabou por votar a moção de censura proposta pelo PCP, para quê e porquê toda a encenação ? 

Nove deputados do PS não estiveram presentes na votação.e noticia o Público que « na bancada socialista houve uma ausência de peso: Francisco Assis, o cabeça de lista do PS às europeias e apoiante de António José Seguro, saiu da sala do plenário alguns minutos antes da votação e não regressou.» Ao menos cisco assis foi coerente, sempre defendeu alianças com o psd-cds, a direita ultra-liberal, como sempre a tem designado até nos seus escritos no Público.

Anda o PS a contar espingardas para novelas de faca e alguidar para disfarçar os seus compromissos internos com o psd-cds e externos com o FMI-UE-BCE enquanto o PCP convoca manifestações de rua contra o governo psd-cds, como a de 29 de Maio  ?  Em que barricada estão de facto nos dirigentes do PS a todos os níveis ? Porque não convoca nem participa o PS desde há anos em manifestações de rua contra as políticas de direita, contra pactos e tratados orçamentais subscritos pelo PS(d)CDS ? Quem pode e quer acreditar  no PS, para lá das aparências ? 

É agora que o PS seja qual for o secretário-geral vai arrepiar caminho e retirar o socialismo na gaveta onde Mário Soares o colocou aferrolhado  depois de ganhar as primeiras eleições legislativas em 1976, há 38 anos ?

É TEMPO DE DIZER BASTA !
É PRECISO REJEITAR O PACTO DE AGRESSÃO fmi-ue-bce
É PRECISO UM GOVERNO QUE RESPEITE OS PORTUGUESES
É PRECISO UM OUTRO GOVERNO
É PRECISO UM GOVERNO QUE RESPEITE QUEM TRABALHA E PRODUZ
BASTA DE MENTIRAS
BASTA DE DESEMPREGO
BASTA DE EXPLORAÇÃO
BASTA DE EMPOBRECIMENTO
BASTA DE NOS FAZEREM DA VIDA UM INFERNO
É TEMPO DE LUTA ! É TEMPO DE AFIRMAÇÃO !
-

30 de maio de 2016  · 

O que há dezenas de anos me atraiu nesta série de Cosey, intitulada "Jonathan" , localizada nos Himalaias, foi sobretudo o grafismo e os cenários, tal como sucedera com os de Hergé nas aventuras de Tintim em "No Tibete", "Lotus Azul" e "O Templo do Sol". Isto para não falar no belíssimo e fabuloso filme "O Narciso Negro", realizado em 1947 por Emeric Pressburger  e Michael Powell 

Jonathan é a reflexão dum jovem suíço que em espaço aberto  vagueia pelos Himalaias, atravessando o Norte da Índia, Tibete e Nepal, à procura de um amor de infância, mas acima de tudo em busca de si próprio e tomando partido face à realidade que o rodeia.

A jovem de cabelo preto é Drolma, uma criança cujos pais foram mortos pelos chineses e que vagueia em estado semi-selvagem até ser recolhida e "adoptada" como filha por Jonathan.

Uma colecção de 10 álbuns  (dos 16 publicados) está a ser semanalmente distribuída pelo Jornal Público 

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  Ana Albuquerque

Andamos todos à procura de nós. Aqui ou na Cochinchina. 😛

9 a

Responder

Victor Barroso Nogueira

Procuro e não te encontro sendo o "te" um sistema de equações com múltiplas incógnitas e varáveis LOL

9 a        

30 de maio de 2018  · 

ANTI-COMUNISMOS PRIMÁRIOS E QUATERNÁRIOS -  Pergunto-me se para o BE já começou a campanha eleitoralista para as legislativas 2019, em que vale tudo para confundir as águas, num apelo à mentira e à má fé, na caça ao voto!

Afinal os projectos em discussão não contemplavam a  morte assistida com dignidade se não a uma minoria, a consciente, que o tivesse manifestado e tivesse conseguido ultrapassar o crivo da "Comissão de Avaliação".  Por outro lado apenas o projecto do PEV restringia a "morte assistida" aos estabelecimentos do SNS. Os restantes admitam que pudesse ocorrer nas "privadas", cujo lucrativo negócio depende de ajudas e subsídios estatais ou de bolsas endinheiradas.

E aqueles que não tivessem passado o moroso e burocrático crivo da "Comissão de Avaliação",  ou os que não tivessem personalidade jurídica, os menores, os incapacitados para disporem e decidirem,  por estarem inconscientes ou em coma, esses continuariam em sofrimento bem como todos aqueles que morrem abandonados em casa ou nos corredores dos bancos de urgência ou na tristeza do abandono,  mais ou menos solitários, em lares que de facto são depósitos de pessoas acantonadas à espera da morte? Qual é a medida da dor e do sofrimento, do que é intimo e pessoal ?

Que pessoas que se dizem solidárias, de esquerda, que não sofrem de iliteracia, usem argumentos tão rasteiros e demagogos como Mariana Mortágua - mas não só - insidiosamente igualando o PCP e o CDS e sub-liminarmente  insinuando que “comunismo=fascismo” é duma tristeza enorme! Pergunto se Mariana Mortágua deixou que o pé lhe fugisse da chinela, falando para a câmaras de TV e para a imprensa de "reverência" ou tablóide, usando uma pretensa "inteligência" e aproveitando-se do facto do PCP ter esgotado o tempo para poder intervir e responder às interpelações?

Pergunto: afinal, poder-se-á concluir que o BE e o CDS agem de modo similar e são idênticos em apelos não à razão, mas sim ao populismo, à mentira, à demagogia e à exploração emocional dos sentimentos ? Pergunto: Poder-se-á concluir que o que assemelha o BE e o fascismo são a chamada esperteza saloia (sem ofensa para os verdadeiros saloios)  o anticomunismo quaternário e troglodita?

Relata o Expresso aquilo que também ouvi porque assisti na ARTV a todo o debate:

«Mariana Mortágua tomou a palavra para atacar directamente o deputado comunista António Filipe – e associar o partido ao CDS, único outro partido contrário à despenalização. Disse que ambos fizeram o “discurso do medo”, associou o deputado a Cavaco Silva ou a Assunção Cristas, que se assumiram frontalmente contra. E até aos valores do CDS, falando de uma visão “determinada por Deus” – e acabando a citar Saramago.»

Permito-me pois citar de Eugénio de Andrade "O Lugar da Casa" e José Afonso em "Vejam bem"


30 de maio de 2019


30 de maio de 2019  · 

Luanda 1966 / 68   Liceu Nacional Salvador Correia - actual Magistério Mutu-Ya-Kevela

Salvador Correia foi o comandante da esquadra aparelhada e financiada pelos senhores do engenho brasileiros para retirar aos Países Baixos o controle do tráfico esclavagista que haviam obtido  com a ocupação de Angola em 1640. . A ideis inicial era tornar Angola e Benguela dependentes do Brasil, mas a burguesia esclavagista angolana optou por ficar dependente de Portugal, por ser mais favorável aos seus interesses mercantis.

Mutu-ya-Kevela (Luvemba, Reino Bailundo, c. 1870 - Reino Cuanhama, c. 1903), foi um comandante militar e vigésimo sexto Soma Inene (rei) do Reino Bailundo, sendo o último monarca do país Bailundo ainda independente. A ele é atribuído o feito de ter liderado os maiores exercícios militares em solo africano contra uma potência colonial antes da Primeira Guerra Mundial, durante a parte final da Segunda Guerra Luso-Ovimbundo. (wikipedia)

30 de maio de 2020  · 

Foto Victor Nogueira - Atouguia da Baleia - coreto - rolo 211 -(1997.12.05)

Em 1º plano um dos marcos de pedra onde desde tempos antigos encaixavam os barrotes que temporariamente delimitavam a praça de touros.

Atouguia da Baleia - O nome primitivo era Touria ou Touguia, derivado da palavra touro; chegamos já noite cerrada, encontrando as ruas iluminadas, algumas com enfeites luminosos de Natal; iluminados estão também os monumentos, chamando imediatamente a atenção a Igreja barroca de N. Sra. da Conceição, com galeria e duas torres sineiras, cujo interior, pela sua simplicidade, contrasta vivamente com o seu exterior. 

A vila possuía um castelo, de que restam alguns vestígios, para além de pelourinho e dum cruzeiro quinhentista, com duas faces, uma representando Cristo Crucificado e outra N. Sra. da Piedade, tal como sucede com o de Óbidos. (…) 

No largo onde fica a igreja da Conceição e um cruzeiro, emergindo do solo, colunas de pedra, rudemente talhadas, com três buracos sobrepostos, são os vestígios que restam do antigo touril, onde se criava gado bravo e se realizavam touradas. Presumo que os orifícios serviriam para suster os barrotes que limitavam e cercavam o touril.  

Quer no largo de S. Leonardo, quer neste, na calçada à portuguesa, figuram touros estilizados. Neste largo da Conceição existe um coreto e um pequeno e aprazível jardim. (Notas de Viagem, 1997.12.05 e 1998.02.23)

30 de maio de 2020 
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v
Ainda estamos na Primavera mas os dias parecem estivais, carregados de electricidade prenunciadora de trovoadas e com elevada humidade que impede a evaporação do suor, pegajosas gotículas cobrindo-nos desagradavelmente a pele. Tomara que chova para limar a aspereza do tempo.
Como dizia mesmo aquela "Marchinha de Carnaval"?
Tomara que chova,
Três dias sem parar,
Tomara que chova,
Três dias sem parar.
A minha grande mágoa,
É lá em casa
Não ter água,
Eu preciso me lavar.
De promessa eu ando cheio,
Quando eu conto,
A minha vida,
Ninguém quer acreditar,
Trabalho não me cansa,
O que cansa é pensar,
Que lá em casa não tem água,
Nem pr'a cozinhar.
~~~~~~~~~~~~~
Marchinha de Romeu Gentil e Paquito, interpretada por Emilinha Borba no Carnaval de 1951 (Brasil)

30 de maio de 2021  · 

 
foto victor nogueira - pormenor dum mural na Rua das Oliveiras, em Setúbal  (2018 01 23 Canon 151_01)

No Troino, bairro que foi habitado por famílias dedicadas às fainas do mar e da indústria conserveira, na Rua das Oliveiras,  encontra-se um mural ,com motivos piscatórios, pintado num muro de suporte, obra algo degradada e parcialmente coberta por contentores do lixo. Foi executado nos finais de 2011 no âmbito do Projecto Setúbal Mais Bonita. Nele figuram alguns versos do poeta Sebastião da Gama.



30 de maio de 2022  · 

Foto victor nogueira - 2022 05 30 Lisboa Ponte Vasco da Gama. no Rio Tejo, nas brumas do tempo (F1000005)

30 de maio de 2023  ·  

Foto victor nogueira - Estuário do Rio Sado (IMG_5537 2021 08 04)   Em 1º plano um dos ferry-boats que faz a ligação entre Setúbal e a Península de Tróia, atracado na Doca das Fontainhas ou Doca de Recreio.   

O estuário do Rio Sado faz parte do Clube das Baías mais belas do Mundo, sendo o segundo mais vasto em Portugal, imediatamente a seguir ao Estuário do Rio Tejo,

O Estuário faz Parte da Reserva Natural do Sado, confinando também com o Parque Natural da Serra da Arrábida. 

O estuário do rio Sado foi a primeiro em Portugal que aderiu ao Clube das Mais Belas Baías do Mundo, desde 14 de novembro de 2002. O Clube, sediado em Vannes, França, é constituído por mais de quatro dezenas de enseadas distribuídas um pouco por todo o planeta.


30 de Maio de 2025

O tempo  quente veio de supetão, ainda a Primavera vai a meio, não com grossas bátegas de suor  mas com gotículos de que se agarram à pele num tempo seco e de trovoada, com a atmosfera pejada de minúscula poeira saharianas.

O dia este límpido, levemente neblinado. Na varanda da cozinha uma borboleta, atira-se freneticamente contra a vidraça, sem buscar outro caminho, agitando as asas desesperadamente, sempre que me aproximava. Embatia loucamente, quase em exaustão,  contra a vidraça transparente, incapaz de procurar alternativa, marrando como um touro contra o vidro, inquebrável.  Em vão tentei direcioná-la para o espaço livre e aberto ao exterior. Resolvi  deixá-la só, na sua insana luta,  Retornado algum tempo depois, ela já havia desaparecido!

quarta-feira, 5 de março de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Março, 05, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira 


   5 de março de 2013  · 

Pois, pois ....

 Que fazem homens destes senão "jogar" com os dinheiros dos depositantes e, qd a especulação lhes corre mal, transformam a dívida privada em dívida pública paga com os impostos e o saque ao pagode e depois ainda "€$peku£am e ganham milhões, no ano seguinte, como o bpi do senhor ulrich ? 

Isto para não falar nas autoestradas e nos estádios de futebol e nas parcerias público privadas feitas à sua medida para embolsarem os lucros e nos passarem os prejuízos, com injecções de capital pagas com o nosso dinheiro. E para não falar nos bens e propriedades em off-shores. 

5 de março de 2015  · 

luanda liceu salvador correia - 1965~66 - finalistas 1966-06

na foto - Bastos (1) Assunção (2) Jorge Cadete (3) Afonso Leitão (4),Afonso Monteiro Torres (macro-torres), (5) Antº Luís Ramos (6) José Brandão (7) Carlos Barradas (😎 Victor Nogueira (9) Brites (10) Abranches de Figeiredo (11) Edmundo (12) João Martins Paulo (13)

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  Octávio Guedes Coelho

Eu já era pai de filhos (2), mas também me sentei, subi e desci muitas vezes esta escadaria, entre 1954 e 56 (fim do 2º período).

10 a    

  Armando Santos

a primeira vez estive no Salvador Correia em 1963, depois, em 66, fiz parte da famosa turma do 3º L que perto do Natal, no fim do 1º periodo, levamos uma suspensão como nunca houve em mais nenhuma parte do Planeta... uma suspensão de 2º Ciclo, ou seja, nunca mais nenhum de nós pode matricular-se no salvador Correi a não ser quando acabassemos o 5º ano... para a maioria acabaram os Estudos.... eu ainda andei a arrastar-me, primeiro no Paulo Dias de Novais depois em alguns colégios mas não cheguei a acabar o 2º Ciclo, embora aos 18 anos e já trabalhando há 2, ainda fiz algumas disciplinas do 5º... não me arrependo de nada... são coisas da vida... só me recordo de um colega que tive no Salvador Correia, já estive com ele cá em Portugal, em Vila Nova de Gaia, mas já não o vejo há meia duzia de anos...

10 a

Ventura Meireles

Aqui passei dois anos maravilhosos de 68 a 70. Tive como colegas o Cleto Rebelo, Cadavez, Meira e outros que não me recordo.

10 a

João Manuel Sequeira Seabra
E´um gosto e prazer enorme rever tantos anos depois, velhos amigos.
9 a
Jose Monteiro
Que interessante, ou talvez não, 2 anos passados desde que eu e mais umas centenas de fardados deixámos Luanda, ainda eram separados os géneros ! O Salvador Correia para os rapazes e o Peddro Nunes
9 a
Jose Monteiro
para as meninas! Tempos loucos, mas menos perigosos universais! Vamos indo! Um abraço a cada um dos fotografados e um bem apertado para Luanda!!!

Victor Barroso Nogueira
Jose Monteiro No tempo em que por lá andei era misto para o 3º ciclo, embora nos intervalos fosse proibido o convívio entre ra+azes e raparigas. Rapaz que permanecesse no sector reservado às raparigas era punido com 1 dia de suspensão das aulas. O liceu feminino era o Guiomar de Lencastre. Creio que o Paulo Dias de Novais era só masculino
9 a
Jose Monteiro
Penso que cá tambem era! O Mariaa Amália Vaz de Carvlho era ds filhas da classe média alta ou mesmo alta! Apos o 25 de Abril é que tudo se juntou! Mas aos poucos voltamos a meados do sec.passado!
9 a
Jose Monteiro
Um abraço para todos e para a minha segunda amaante, a primeira foi Lisboa, um abraço fde ternura! Lisboa levou-ma a inocência e a adolescência; Luanda foi uma experiência única!
9 a
Carlos Barradas
O Brites morava na minha rua ao pé da marginal, na Luis Mota Feo, a rua da Guérin! Trocávamos revistas de banda desenhada! Lol
9 a
Victor Barroso Nogueira
Pois, não sei se era na revista brasileira Grande Hotel ou no Diário Popular que havia uma rubrica intitulada "O reporter estava lá" 😛
9 a
Editado
António Luís Ferreira Martins
Belos tempos e grandes amigos e companheiros. Destaco aqui o ASSUNÇÃO dos ANJOS, o CADETE ( já nos deixou ) o MONTEIRO TORRES, o BRANDÃO e o BARRADAS. Grande abraço de saudade a estes jovens do meu tempo.
9 a
José Augusto Duarte Ferreira
A seguir ao Brandão sou eu, Não é o Barradas...
9 a
António Luís Ferreira Martins
Obrigado JOSÉ AUGUSTO pela correção. Aquele abraço.
9 a
Victor Barroso Nogueira
José Augusto Duarte Ferreira Se o da camisa branca entre mim (à direita) e o Brandão (á esqerda), és tu, então cadê o Barradas ?
9 a
José Augusto Duarte Ferreira
Não está na foto. Havia quem nos confundisse, talvez por causa das nossas "bonecadas" no jornal "O Estudante". Mais, havia quem pensasse que éramos irmãos, o que causava uma certa irritação ao Barradas... eheh!...
9 a
Carlos Barradas
E ainda me irrita!!!
9 a
Victor Barroso Nogueira
Carlos Barradas e José Augusto Duarte Ferreira "inritações"à parte, afinal quem está na foto ? Este grupo era o que tinha aulas comuns com os da alínea g)
9 a
Carlos Barradas
Sou eu porra! Cambada de ceguinhos!!!
9 a
Victor Barroso Nogueira
Carlos Barradas Estás em todos identificado por mim desde há muito. Quem diz que não és tu não sou eu LOL
9 a
Victor Barroso Nogueira
Carlos Barradas Também há os irmãos em Cristo e no Alentejo - pelo menos na margem esquerda do Guadiana, os cunhados tratam-se por "manos" E os angolanos tb, não ? LOL
9 a
José Augusto Duarte Ferreira
Barradas, amplia a foto a 500% e abre a pestana. Ainda me conheço bem, caraças...
9 a
Victor Barroso Nogueira
Bem, José Augusto Duarte Ferreira Se vires as fotos do album verás que em todas elas aquele personagem está identificado ncomo sendo o Carlos Barradas
9 a
Carlos Barradas
Este cromo quer me usurpar a identidade ! Olha, tenho umas multas para pagar, queres aproveitar ?!!
9 a
José Augusto Duarte Ferreira
Vi o álbum e encontrei uma foto com os mesmos personagens, tendo por fundo o busto do Salvador Correia, que deve ter sido obtida na mesma ocasião... Também lá está o "pomo da discórdia", à direita do Brandão... De facto não sou eu, e não me parece que seja o Carlos Barradas... Mas se calhar até é, que tanto tempo passado, é natural que já não me lembre com exactidão das feições que tínhamos na altura. Aliás, não reconheci as da maioria...
9 a
José Augusto Duarte Ferreira
"Mano", antes quereria passear descalço em Algés ou em Campolide do que usurpar-te a identidade. Cada um brinque com a sua...Leva lá a chipala, eheh!... Mas, desgostando-te ou não, a malta que nos confundia se calhar até tinha alguma razão... Muito pouca, mas tinha,. vá-se lá agora saber porquê... Mas nunca me irritei com isso, pelo contrário, até achava graça.
9 a
António Luís Ferreira Martins
Como o BARRADAS foi da minha turma, eu olho para a foto e as feições são mais dele do que do JOSÉ AUGUSTO. É o que dá estarmos a ver fotos a uma distância de 50 anos, mas apesar disso é óptimo recordar esses belos tempos. Abração.
9 a
Victor Barroso Nogueira
Eu não vim de Angola, sou de Angola LOL
9 a
Maria Pinto
Eis senão quando vejo os meus colegas da alínea g, futuros economista ( eu sou economista ...reformada ) dancei com o Cadete a valsa de abertura da nossa festa de finalistas e tive explicações de matemática com o Edmundo e com o jovem que está ao lado direito do Cadete.
9 a
Victor Barroso Nogueira
Maria Pinto à direita do Cadete. cf a posição do observador, estão respectivamente o Assunção e o Monteiro Torres.
9 a
Maria Pinto
Era o Monteiro Torres; adorei ver as fotos, muito obrigada, só de pensar
que foi há 50 anos !!! era um grande liceu.
Um abraço, Guilhermina
9 a

5 de março de 2016 
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foto victor nogueira - évora no casarão da rua serpa pinto em 1980 - a biblioteca era muito mais pequena e não enchia a casa toda, ao contrário do que sucede actualmente, no alto da torre no cimo duma encosta, .
Dizem que os livros são os nossos melhores e maiores amigos.
Mas os livros não se sentam á nossa beira,
nem têm olhos, nem sorriem
nem nos abraçam,
nem connosco passeiam pela rua, pelo campo.
Nada podemos dar aos livros
senão as letras dos nossos pensamentos
ou um pouco de nós
para que chegue aos outros.
Os livros têm os olhos que nós temos.
E os seus lábios são os nossos lábios.
Porque se os livros tivessem olhos
e lábios e mãos e dedos
seriam talvez pessoas
mas nunca livros.
Victor Nogueira (escrito em 1969, no exílio em évorauburgomedieval)

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Joana Espanca Bacelar

era tão gira a tua casa de Évora! tinhas uma estante feita de tijolos.

9 a

Victor Barroso Nogueira

Essa ficava na sala, mais acima. Gostava muito desta casa, com dois enormes terraços e com as várias divisões em níveis diferentes, toda cheia de escadinhas para subir e descer. Esta era a sala mais pequena, As restantes eram enormes,vastíssimas, como nunca mais tive na minha vida Mas hoje já seria cansativo subir até ao 2º andar por aquela ingreme escada de madeira e dentro de casa passar o dia a subir e a descer LOL

9 a

Joana Espanca Bacelar

Até te fazia bem! subir e descer, lol e o melhor é que estava junto à Praça do Giraldo. Saudades!

9 a

Joao Espanca Bacelar

como uma névoa, mas lembro-me de subir umas escadas e desembocar numa sala deste género, livros, objetos curiosos e um submarino que funcionava a elásticos que eu achava interessantíssimo 🙂

8 a   

Manuela Vieira da Silva

estudei à luz de um candeeiro igual ao teu, Victor. Embora não seja o mesmo, conservo um igual, que dá muito jeito quando falta a electricidade. 🙂

9 a

Judite Faquinha

Meu querido camarada Victor, é maravilhoso uma estante com tantos livros são para mim a mais bela decoração de uma casa adorei com uma carinha linda a compor, beijokas ❤

9 a

Clara Roque Esteves

Vítor, sabes o que descobri aqui na tua foto? Um cesto igual a um que veio de Angola. Um tacho de cobre igual a uns que tenho na F.F. e um candeeiro igual a uns que também tenho na F. F. Mas tens razão. Estamos com mais idade e mais livros.

9 a

Responder

Victor Barroso Nogueira

🙂 Ah! A bandeja de vime é da Madeira e foi-me oferecida pelo meu irmão. O tacho de cobre veio do monte dos pais da Celeste e agora está com a Susana. Do MPLA ainda tenho o galhardete. E as cadeiras de artesanato alentejano ainda existem na minha casa. A estante de metal, muito mais acrescentada, ruiu ao ser novamente montada depois de obras na casa em Setúbal.  

9 a

Vânia Cairo

Bons livros abrem novos caminhos...Adorei o poema.Beijo.

9 a

sábado, 11 de janeiro de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Janeiro, 11, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

11 de janeiro de 2013 

camões e a MU-Sic-A

* Endechas a Bárbara escrava  * Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades  * Na fonte está Leonor * Verdes são os campos * Amor é fogo que arde sem se ver  * Alma minha gentil, que te partiste  * Erros meus, má fortuna, amoir ardente * Com que voz chorarei meu triste fado  * Descalça vai para a fonte  * Perdigão, que pensamento * Dura memória

Joaquim Carmo

Belo trabalho, Vítor Cintra, é um gosto incluí-lo no meu mural! Abraço e bom fim de semana!

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Manuela Vieira da Silva

MARAVILHA!!!!! É de louvar este trabalho de pesquisa em homenagem a Camões e a quem o cantou. Obrigada, Victor Nogueira.🙂

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11 de janeiro de 2015  · 

foto victor nogueira - luanda liceu salvador correia - visita à cuca 1965 04 11, com o professor de filosofia e psicologia.

Várias eram as visitas de estudo: à cimenteira SECIL, a uma fábrica de sabões ... A que a malta mais gramava eram as visitas de estudo à CUCA (Companhia União de Cervejas de Angola), pois no final, para além de opíparo lanche, havia cerveja, sendo a minha especialidade apanhar bebedeiras de ... laranjadas da Canada Dry.

Creio que esta é a malta da alínea g) do 6º ano, candidatos a futuros economistas. Nas fotos do meu album não constam as raparigas, possívelmente por não terem "alinhado" nesta visita. Na foto um dos contínuos do Liceu, creio que chamado Sampaio, que alinhava em todas as nossas festanças, incluindo às chuurrasqueiras.

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   Clara Roque Esteves

Victor  Nogueira, estava a tentar encontrar na foto o meu irmão. Ele frequentou o Salvador Correia nesse ano. Lembrei-me agora que só lhe faltava fazer DESENHO e Ciências, portanto não podia estar aí. Não consegui tb identificar-te.

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Victor  Nogueira

Clara Roque Esteves Eu estou do lado de cá da objectiva 😛

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Clara Roque Esteves

Boa!!!! Já eras fotógrafo nessa altura, está visto. Inexperiente, cortaste algumas cabeças???

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Victor  Nogueira

Clara Roque Esteves Estes são os finalistas de 67/68. Os da alínea g) tinham aulas de matemática com os da alínea f), de inglês com os de "germânicas, de História, com os de história LOL Eramos uns saltaricos

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Clara Roque Esteves

O meu irmão era da alínea F, mas acabou antes de 68. Nessa altura já ela estava no Técnico, em Lisboa. Vocês andavam todos misturados. Em Lourenço Marques eram tudo muito certinho. Letras de um lado e Ciências do outro.

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Victor  Nogueira

Clara Roque Esteves Naturalmente só podia usar a reflex com supervisão paterna e fotos com essa já as viste. LOL A minha na altura era um "caixote" Kodak, um autêntico quebra-cabeças, se alguma vez a utilizaste 😛

 

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Clara Roque Esteves

Meu amigo, tu hoje fazes fotos maravilhosas, eu continuo a ser uma desgraça. Fiz algumas fotos boas com uma máquina de rolo, imagina onde eu parei. Tenho hoje duas e...até me esqueço de sair com elas. beijinhos. GANDA MÁQUINA!!!!

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Victor  Nogueira

Clara Roque Esteves Seríamos apenas uns 20 na alínea g). Tínhamos Matemática com os de Ciências e História e Inglês com os de Letras. Sózinhos tinhamos Geografia, Organização Política (OPAN) e creio que Filosofia. Ah! Também tínhamos Religião e Moral, mas essa não contava e as aulas eram uma tourada. Muito sofria o Pe. connosco. Uma vez a insoburdinação era tanta que nos expulsou a todos, pondo-se à porta da sala pedindo a identificação de cada um que ia saindo. Quando chegou a minha vez disse-lhe que só me identificava se ele me dissesse para que a queria. E dali não saíamos até que ele teve um ataque de nervos esbravejando que eu era maluco e desistiu, salvando-se o marlhal do castigo da comissão disciplinar. LOL O Salvador Correia era masculino até ao 5º ano e misto no 3º ciclo.

10 a

Manuel Tavares de Almeida

Utilizei um desses caixotes e fiz boas fotografias !

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Carlos Rodrigues

A propósito de" cerveja " , Vitor, aqui a Canadra Dry foi a primeira Coca cola que apareceu , em Angola misturada com vinho devia dar catembe, não era ?...

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11 de janeiro de 2015  · 

TODOS DIFERENTES TODOS IGUAIS - UMA SÓ HUMANIDADE

## No que respeita aos homens, nem o riso, nem as lágrimas, nem a indignação, mas apenas o entendimento [i.e.saber o porquê] (Espinosa)

## Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem segundo a sua livre vontade; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado. A tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos. E justamente quando parecem empenhados em revolucionar-se a si e às coisas, em criar algo que jamais existiu, precisamente nesses períodos de crise revolucionária, os homens conjuram ansiosamente em seu auxilio os espíritos do passado, tomando-lhes emprestado os nomes, os gritos de guerra e as roupagens, a fim de apresentar e nessa linguagem emprestada. (...) De maneira idêntica, o principiante que aprende um novo idioma, traduz sempre as palavras deste idioma para sua língua natal; mas só quando puder manejá-lo sem apelar para o passado e esquecer sua própria língua no emprego da nova, terá assimilado o espírito desta última e poderá produzir livremente nela.(Karl Marx, in "O 18 de Brumário de Louis Bonaparte")

## Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras; o que importa é modificá-lo.(Karl Marx)

11 de janeiro de 2017 
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Teresa Rita Lopes - Um dia quando eu morrer
Um dia quando eu morrer
isto é um dia quando eu estiver debaixo da terra
não quero que me vão levar flores
mas que as vão lá buscar
Gostava que por cima da minha cova não pusessem
laje nenhuma
só terra por mim estrumada
e aí plantassem as flores que amei em vida
açucenas rosas Palminhas de Santa Teresa (ditas Frésias)
ervilhas-de-cheiro goivos cravos jasmins
tudo flores com perfume
que é a alma das plantas
Sempre gostei mais de dar do que de receber
por isso ficarei feliz se forem à minha beira
buscar flores
os que me quiserem bem
Que as levem para casa e as ponham numa jarrinha com água
à cabeceira ou em cima da mesa de escrever
ou de comer
onde possam sentir minha presença viva
e trocar comigo olhares e sorrisos
e quem sabe talvez palavras
essas as mais importantes que em vida
nós não soubemos dizer
Teresa Rita Lopes, in ". Afectos", Lisboa: Editorial Presença, 2000
FOTO victor nogueira - pôr-do-sol em beringel
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Maria Jorgete Teixeira Muito bonito! É o meu pensar, também. 8 a Manuela Vieira da Silva Poema comovente e belo. Obrigada pela partilha, Victor Barroso Nogueira. Boa noite. 8 a Silvia Mendonça Também gostaria que, ao morrer, minha cova fosse um canteiro de flores. E que se plantassem girrassois, que estes trouxessem luz, para mim e para todos que me visitassem.
8 a
Mia Pires Griff 'tá bem.Irei buscá-las.Leva as minhas se morrer primeiro. 😃 8 a Vitoria Bastos Adorei este poema...tão lindo, tão simples, tão comovente! 8 a José Almeida Caro Victor, Obrigado pelo envio das imagens e dos seus, sempre lúcidos, comentários. 7 a
 
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foto victor nogueira - nos anos '60 do passado milénio, quando o meu avô Barroso comprou este terreno no Mindelo, tudo isto era campo e poucas casas havia. Entretanto o loteamento cresceu em habitações, umas maiores, outras menores, mas só muito recentemente a Câmara Mnicipal de Vila do Conde concluiu o abastecimento de água canalizada e a rede de esgotos nas feguesias rurais. Por isso, durante muitos anos a água era mecanicamente bombeada de poços e os dejectos lançados em fossas septica, que exigiam limpeza regular. A partir de certa altura os lençóis freáticos ficaram inquinados e a água imprópria para consumo. O poço alnda existe, para rega do quintal, embora a bomba de água tenha sido recentemente substituída por outra pois a primitiva havia entregue a alma para o ferro velho.
Na foto vêem-se a hortam as roseiras e o casinhoto que abriga a bomba de água, situando-se o poço. coberto por uma laje, entre esta e a parede da garagem do vizinho.

No extenso campo nas traseiras da rua e das casas, a norte, cultiva-se milho, matéria prima para rações do gado leiteiro, milho que em muitas zonas do Minho e Douro Litoral substitui as videiras,

«o milho verde e a desfolhada portuguesa» in https://kantophotomatico.blogspot.com/.../o-milho-verde-e...
«Trabalhos agrícolas no mindelo 01» in https://kantophotomatico.blogspot.com/.../trabalhos...


11 de janeiro de 2023
 
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Foto victor nogueira - Porto - Folhagem de Outono, na Avenida Fernão de Magalhães (2022 11 01 IMG_0669)
Uma foto, uma canção (Eric Clapton) e dois poemas (Emily Bronté e Jacques Prévert)


Autumn Leaves, por Eric Clapton
"Fall, leaves, fall", de Emily Bronté

Fall, leaves, fall; die, flowers, away
Lengthen night and shorten day;
Every leaf speaks bliss to me
Fluttering from the autumn tree.
I shall smile when wreaths of snow
Blossom where the rose should grow;
I shall sing when night’s decay
Ushers in a drearier day.
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"Les feuilles mortes", por Jacques Prévert
Oh, je voudrais tant que tu te souviennes,
Des jours heureux quand nous étions amis,
Dans ce temps là, la vie était plus belle,
Et le soleil plus brûlant qu’aujourd’hui.
Les feuilles mortes se ramassent à la pelle,
Tu vois je n’ai pas oublié.
Les feuilles mortes se ramassent à la pelle,
Les souvenirs et les regrets aussi,
Et le vent du nord les emporte,
Dans la nuit froide de l’oubli.
Tu vois, je n’ai pas oublié,
La chanson que tu me chantais…
C’est une chanson, qui nous ressemble,
Toi qui m’aimais, moi qui t’aimais.
Nous vivions, tous les deux ensemble,
Toi qui m’aimais, moi qui t’aimais.
Et la vie sépare ceux qui s’aiment,
Tout doucement, sans faire de bruit.
Et la mer efface sur le sable,
Les pas des amants désunis.
Nous vivions, tous les deux ensemble,
Toi qui m’aimais, moi qui t’aimais.
Et la vie sépare ceux qui s’aiment,
Tout doucement, sans faire de bruit.
Et la mer efface sur le sable
Les pas des amants désunis…