Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

.

Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

.

Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
Mostrar mensagens com a etiqueta PIDE. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta PIDE. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

O "carocha" da PIDE em Évora (2011)

 José Eliseu Pinto em 7 de janeiro de 2011

 ·Iniciático...


José Eliseu Pinto

... e medonho. Para que não se perca a memória.

15 a

Fernando Brás

Boa mecânica (embora bêbada), tive um que transformei em buggy.

15 a

Maria Helena Figueiredo

Gosto do post, não do carro, das memórias que faz vir ao de cima e do que simboliza.

15 a

José Eliseu Pinto

Em memória dos inúmeros passageiros, alguns com viagem só de ida.

15 a

Victor Barroso Nogueira

Bem, era um carocha simpático, tal como o Renault 4 e o Dyane, que um colega nosso do Couço conduzia num banco de madeira de 4 pés, pois o original sumira-se. Mas a polícia nunca implicou com ele 🙂

15 a

Victor Barroso Nogueira

E também havia os Triumph da Zé Peixoto e do João Luís, este especialista em gincanas no largo defronte da casa que partilhávamos na Quinta de Santa Catarina !

15 a

Fernando Godinho

Carros à parte, o que me f.... chateia é que ainda por aí devem andar muitos pides, que tiveram uma rica vidinha. Alguns até foram agraciados com pensões no tempo do 1º ministro Cavaco (por exemplo o Oscar Cardoso que disparou sobre o pessoal na Ant Maria Cardoso no dia 25 de Abril).Convém não esquecer!

15 a

Victor Barroso Nogueira

Agora não entendo: que tem a ver o Carocha com a PIDE, salvo ter sido concebido no III Reich Hitleriano ?

15 a

José Espada

Bicho feio.

15 a

Victor Barroso Nogueira

O Carocha? Eu não acho: até era aerodinâmico 🙂 Mas estou fora de algumas "jogadas"/comentários anteriores, que não percebo

15 a

Maria Helena Figueiredo

Para que a memória não se apague é que é importante rever o VW da Pide, aqui em évora

15 a

Victor Barroso Nogueira

Ah! o problema é esse? A PIDE tinha mais marcas de carros. Este era o carro da PIDE em Évora - FE-52-24? Para não esquecer a PIDE em Évora tenho memórias muito mais elucidativas do que o Carro, se alguma vez me der ao trabalho de publicá-las ! Dos PIDES e do posto em Évora, lembro-me, dos carros não

15 a

Eu Antmou

Agora imaginem! E isto é um caso real: - Em 1969 houve uma farsa eleitoral (assim mais ou menos como aquela que vai haver agora em Janeiro para escolher os candidatos que (como agora) já estavam de antemão eleitos. E em Estremoz havia um grupo a quem chamavam de Comunas que resolveu apoiar a candidatura dos pré-derrotados da CDE (assim como agora que também há quem apoia os pré-derrotados). Vai dai os possuidores deste carocha (a quem chamavam PIDES assim como aqueles que agora andam de AUDI e outras marcas que tais, só não sei como lhe chamam - Cá eu chamo-lhes FDP). Atão não é que Eu e outros putos de 16 / 19 anos tapamos o vidro de trás do caroja da PIDE com autocolantes da CDE! Ca granda bronca! Tou cá a pensar quando a Maria vier a Évora tapar-lhe o vidro do carro do cachorro com autocolantes que ainda restam por aí do 25 de Abril. Era Capaz de ser dificil porque o vidro de trás é demasiado grande para lá caber o que resta de 25 de Abril. Mas aí para metade do vidro era capaz de dar! Vamos nessa?

15 a

Fernando Brás

Afinal a matricula estava implícita gostei

15 a

Antonio Casqueira

Não é o mesmo a janela traseira não era esta.

15 a

Maria Sarmento

Os "carochas" são resistentes, tal como as carochas... são uns "insectos" bem difíceis de combater, sobretudo quando já não têm esta marca que os identifica, agora os contornos são mais ténues e multiplicados... Mas eles estão aí, convivem connosco,querem que sejamos nós os "novos carochas", olhó que eles queriam!

15 a

Eugénia Botelho

Comecem a preparar-se que o casal Cavaco, hoje anda por Setúbal. Se lhes dá para descer chegam aí num instante.

15 a

Luis Tobias

BOA ZÉ PINTO.......

é bom que se saiba que muitos andamos naquele carro contra nossa vontade e que aquele bicho era uma visão sinistra nas ruas de Évora.

15 a

Victor Barroso Nogueira

Música para amenizar


The Beatles - Revolution


The Beatles - With A Little Help From My Friends

15 a

Victor Barroso Nogueira

a) o Comentador do Kant_O invisível

15 a

Victor Barroso Nogueira

Desculpem lá a minha ignorância acerca do carocha da foto, mas as mensagens devem ser perceptíveis e não apenas para "iniciados". Zé, não me devias ter enviado a foto, pois a malta fica a pensar que eu era um betinho acomodado e não incomodado nem incómodo LOL

15 a

Maria Helena Figueiredo

Luis és mesmo mal agradecido. Os senhores, tão simpáticos, a dar boleia à malta prá R. da Ladeira e tu ainda a refilar...

15 a

José Eliseu Pinto

Era este mesmo. Modelo de 1964/65, resistiu até 1974, pelo menos.

Victor, só não tiveste o "privilégio" de viajar nele. De resto, não falhaste nenhuma.

15 a

Victor Barroso Nogueira

Mas à saída do Garcia de Resende o Agante foi abordado pela Pide para ir ao Posto para explicar uma revista subversiva que trazia debaixo do braço e a malta acompanhou-o ao posto, onde o chefe da PIDE dizia que podíamos ir embora descansados, pois nada aconteceria a nosso colega, que estava só a prestar umas declarações, pois "a delicadeza era o timbre da corporação", ao que lhe respondi, "pois, pois, mas só saímos daqui com o nosso colega", enquanto ele com um sobretudo cor de camelo andava na sala dum lado para o outro. E perante a nossa atitude lá deu ordem de soltura ao Agante, que salvo erro tinha comprado a revista por baixo do balcão numa livraria do António, na Rua Serpa Pinto, onde a malta se "abastecia"

15 a

José Eliseu Pinto

A papelaria do Zé António. A secção "escaldante" era ao fundo, passado um corredor ziguezagueante. Também aí havia algo que nunca mais vi: livros com aprumadas encadernações e... nada impresso. Nada. Folhas em branco. Vendiam-se ao metro linear para "compor" estantes domésticas, quando vagas. As estantes e os proprietários.

15 a

Antonio Casqueira

Tenho cá alguns lá comprados.

Salvo erro assistimos lá a declamação de poesia da Natália Correia

15 a

Victor Barroso Nogueira

O António qd era empregado Nazareth contou-nos duas histórias de agrários. Numa chegou lá um que queria comp'rar não sei quantos metros de livros e vendera-lhe a velharia toda que lá estava. Outro chegou com uma resma de livros de variados tamanhos para encadernar a preceito, todos pela mesma medida, para caberem nas estantes LOL

15 a

Luis Tobias

a declamação de que falas era de uma peça de teatro curta e chata escrita pela Natália de Brito.... amiga da Maria Alice da Quadrante

Nada que fizesse moça ao sistema......!

15 a

José Espada

( Ajuda à reconstrução do cenário da livraria do Zé António )...

Não esquecer a presença do enorme cofre de modelo antigo onde "dormiam" alguns livros.

15 a

José Luís Pacheco

Quem não se lembra também do belo BMW 1602, propriedade do chefe Melo?

15 a

José Eliseu Pinto

Lembro-me bem da Maria Alice (+ caniche irritante) e da Quadrante, onde expunha o Chico Bellizzi, quando o conheci. Outro, cujo paradeiro se tornou misterioso. A última vez que soube dele andava por bandas de Odemira, já lá vai um par de anos muito jeitoso.

quinta-feira, 24 de abril de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Abril, 24, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

24 de abril de 2014  · 

nos 40 anos do 25 de Abril 11 - alguns dos milhares mortos pelos "safanões" de Salazar/Caetano

«Assassinados pela PIDE

Numa altura em que nos querem fazer crer que o fascismo nunca existiu, e que Salazar era apenas "autoritário", numa altura em que querem apagar os poucos vestígios físicos que ainda existem, convém relembrar que o seu braço mais sinistro, a [PVDE]/PIDE-DGS, bem como outros braços armados do fascismo, perseguiram, torturaram e assassinaram muitos portugueses e patriotas africanos, e que os seus responsáveis e agentes nunca foram punidos nem sequer julgados. Para reavivar a memória, voltamos a publicar excertos de um texto da Comissão "Abril Revolucionário e Popular" em 2002, o qual inclui uma lista de mortos pelo fascismo.

9 de Dezembro de 2005


Foto de Daniel Jack - Lisboa - cadeia do aljube-assassinados pela PIDE
~

alguns dos prisioneiros políticos mortos no campo de concentração do tarrafal, reaberto em 1962 para "albergar" os prisioneiros dos movimentos de libertação das colónias

~~~~~~~~~~

Martinho Júnior No texto faz-se referência e são realçados muitos outros milhares de nomes, de pessoas, muitas dos quais a "história" não regista ou registou. Sem esquecer o poema de Alda Espírito Santo.

11 a

Editado

Graça Maria Teixeira Pinto

Victor Nogueira, não devia existir, pelo menos, uma placa com esses nomes, muitos deles desconhecidos do grande público? Em Paris, é impressionante o número de placas com nomes e descrição dos que tombaram vítimas do fascismo.

11 a

M Conceição Dias

❤

11 a

Victor Barroso Nogueira

Graca Maria Antunes Não creio que haja. Mas há em Lisboa uma com os nomeds de todos os militares portgueses mortos na guerra colonial e em muitas povoações de Portugal lápides com os nomes dos filhos da terra mortos na I Grande Guerra.

10 a

Viriato F. Soares

O fascismo denuncia-se e combate-se sempre. Hoje alastra pela Europa e até já tomou o poder pela força na Ucrânia, avança em França c/ a FN, avança no centro e norte da Europa, e por cá os saudosistas de Salazar põem a cabeça de fora com todo o à vontade, têm liberdade de expressão, liberdade essa que os anti fascistas não tinham antes do 25 Abril. Fascismo nunca mais!

10 a

Mercês Toste

Nunca tinha lido isto,mas gostei do que li e apesar de nâo ser comunista, mas sou portuguesa e sabia que muitos tinham morrido às mâos da PIDE , que tinha ordens para abater quem se manifestasse contra o regime.

Nâo devia ser a matar que se implanta uma ditadura, mas foi assim enquanto durou..

Praticamente tudo gente nova ... tristeza. É pena que quem matou nâo tenha tido a mesma sorte.....o 25 de Abril foi muito brando para eles e havia favores que tinham que ser pagos.....

8 a      

  Cremilde De La Rosa

Obrigada por este Documento Histórico!

11 a

Elsa Cardoso Vicente

Parabéns pela excelente partilha...importantes documentos históricos, abraço Victor Nogueira

11 a

Luisa Neves

Obrigada pela partilha. Gostei imenso. VIVA O 25 DE ABRIL. Abraço. 😉

11 a


24 de abril de 2014 
Conteúdo partilhado com: Público
Público
foto victor nogueira - 1974/75 - cartazes e murais de abril 03 Alcácer do Sal

Vingaremo Catarina / continuando a sua luta / A terra a quem a trabalha / Morte ao Fascismo / Viva a Democracia Popular / UDP

CANTAR ALENTEJANO - Vicente Campinas
Chamava-se Catarina
O Alentejo a viu nascer
Serranas viram-na em vida
Baleizao a viu morrer
Ceifeiras na manha fria
Flores na campa lhe vao pôr
Ficou vermelha a campina
Do sangue que entao brotou
Acalma o furor campina
Que o teu pranto nao findou
Quem viu morrer Catarina
Nao perdoa a quem matou
Aquela pomba tao branca
Todos a querem p'ra si
O Alentejo queimado
Ninguém se lembra de ti
Aquela andorinha negra
Bate as asas p'ra voar
O Alentejo esquecido
Inda um dia hás-de cantar


Cantar alentejano, homenagem a Catarina Eufémia
Jacinta - voz
Amílcar Vasques Dias - arranjo e piano
Luís Cunha - violino
Gravado em 2001

 
Conteúdo partilhado com: Público
Público
A percepção da duração do tempo é relativa e dependerá da vivência de cada um de nós. Em 1973, os 48 anos do fascismo pareceriam uma eternidade para quem nesse tempo tivesse vivido ou vegetado. Em 2015 falar nos 41 anos de Abril, para quem o vivenciou, é falar dum tempo que para muitos foi ainda ontem, ao virar da esquina ao alcance da mão e da voz, no sorriso duma criança, é falar dum tempo que nasceu das lutas, do inconformismo, da solidariedade, da generosidade e do sonho.

Letra para um hino, por Manuel Alegre (do tempo em que Alegre ainda era uma das vozes da Resistência, hoje acomodada)

É possível falar sem um nó na garganta
é possível amar sem que venham proibir
é possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.

É possível andar sem olhar para o chão
é possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
se te apetece dizer não grita comigo: não.

É possível viver de outro modo. É
possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.

Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre




24 de Abril de 2015

 Cartaz do 41º aniversário do 25 de Abril


24 de abril de 2016  · 
 
foto victor nogueira - lisboa - rua antónio maria cardoso - mural (entretanto destruído) homenageando  as ´ultimas vítimas assassinadas pela PIDE/DGS antes da sua rendição em 25 de Abril de 1974. A sede nacional da Pide, cujo edifício era propriedade da Casa dos Duques de Bragança,é hoje um Hotel de luxo.

"NESTA RUA, ANTES DE SE RENDER, A PIDE MATOU E QUATRO COMPANHEIROS TOMBARAM PELA LIBERDADE NO DIA DA LIBERTAÇÃO"

Ficam CINCO canções emblemáticas.

De José Afonso, que tal como Adriano Correia de Oliveira, não é "Herói" no Panteão Nacional,

 GRÂNDOLA VILA MORENA e OS VAMPIROS, 
e de Ermelinda Duarte  SOMOS LIVRES
e com José Mário Branco EU VIM DE LONGE
culminando com Sérgio Godinho  em LIBERDADE

24 de abril de 2019  · 

postal ilustrado - colecção VN - vista aérea do centro histórico da cidade de Vila do Conde, distinguido-se o Convento de Santa Clara e sua Igreja, o Aqueduto e a Igreja Matriz de S. João Baptista  O prédio branco perto desta última igreja é de autoria do arquitecto Siza Vieira. No canto inferior direito, a Igreja da Misericórdia e respectiva Casa do Assento. Na margem esquerda do Rio Ave situa-se a Vila de Azurara e cerca de 5 km para sul a freguesia do Mindelo

24 de abril de 2019  · 

em 1967/68 colaborei na linha gráfica e conteúdo dos cartazes da Semana de Recepção aos Novos Alunos, promovida pela Associação dos Estudantes do Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa, o que teve como  consequência ter sido proposto pela  Direcção daquela AE para Director da Secção de Propaganda, tendo sido eleito . 

A minha veia publicitária não ficou por aí, espraiou-se em  Évora e, em 1994, o STAL  utilizou dois slogans meus em efemérides, como a das comemorações dos 20 anos do 25 de Abril: Tempo de Luta, Tempo de Afirmação" e "Tempo de Vida, Tempo de Esperança". Este último serviu para uma ideia minha e da Aldina, para criação dum postal. 

Em consequência o  designer Jorge Caria (Sueca) desenvolveu a ideia e apresentou 3 propostas, tendo a Direcção Regional de Setúbal do STAL escolhido esta por maioria,

24 de abril de 2020  · 

foto victor nogueira- murais  - Torre da Marinha (Seixal)   1979 05

25 de Abril sempre! / Reformados, uma luta de todos


24 de abril de 2020  · 

associação 25 de Abril - cartaz comemorativo do 42º aniversário do 25 de Abril e 40º aniversário da Constituição da República Portuguesa

24 de abril de 2021  · 

Foto victor nogueira - Setúbal - Monumento ao 25 de Abril e ás Nacionalizações (2017.05.19 Cannon 141_05)

Ao centro da rotunda da Praça de Portugal, em Setúbal, ergue-se o Monumento ao 25 de Abril e às Nacionalizações.  É constituída por um cubo, pintado a azul, que simboliza a solidez e estabilidade das estruturas do Estado, e por um conjunto de lâminas vermelhas que evocam a força e a criatividade laboral.

O monumento resulta de três mil horas de trabalho voluntário dos operários dos Estaleiros Navais da Setenave para financiar a criação artística dos escultores Virgílio Domingues e António Trindade e do arquitecto Rodrigo Ollero, inaugurada a 1 de outubro de 1985. A escultura ostenta no topo a palavra “Abril”.

24 de abril de 2021  · 

Foto Victor Nogueira -1974-75 - cartazes e murais de abril 06 - Moita (1984)  (pormenor)

Abril vencerá

24 de abril de 2022  

 Hiroshima e Nagasaki, dois crimes dos EUA Contra a Humanidade

24 de abril de 2023 
Conteúdo partilhado com: Público
Público
Nos 49 anos do 25 de Abril, para que a memória não esqueça - O Homem da bicicleta, ao nascer do sol (Foto victor nogueira) ~ Outrora, a bicicleta era o meio de transporte dos pobres, instrumento de trabalho, referido, por exemplo, no filme "Ladrões de bicicletas" (Ladri di biciclette), de Vittorio de Sica 1948), estando a bicicleta na origem dum desporto então popular em vários países, anualmente culminando na "Volta a [..] em bicicleta". Volta esta que em Portugal esteve na base dum outro filme, "O Homem do Dia", de Henrique Campos (1958).
A bicicleta era naturalmente o meio de transporte frequentemente utilizado pelos militantes comunistas, na clandestinidade, em muitas das suas deslocações, para estabelecer contactos, organizar as lutas, distribuir a imprensa clandestina. A essa actividade se refere Álvaro Cunhal na sua obra literária, designadamente em "Até Amanhã, Camaradas".
Alexandre O'Neil, num seu poema, trata também esta temática, em "A Bicicleta"
O meu marido
saiu de casa no dia
25 de Janeiro. Levava uma bicicleta
a pedais, caixa de ferramenta de pedreiro,
vestia calças azuis de zuarte, camisa verde,
blusão cinzento, tipo militar, e calçava
botas de borracha e tinha chapéu cinzento
e levava na bicicleta um saco com uma manta
e uma pele de ovelha, um fogão a petróleo
e uma panela de esmalte azul.
Como não tive mais notícias, espero o pior.
in "As horas já de números vestidas" (1981)
Do mesmo modo, prenunciando "A poesia está na rua", de Helena Vieira da Silva, Manuel Alegre, na sua "Praça da Canção" (1965)
Na minha bicicleta de recados
eu vou pelos caminhos.
Pedalo nas palavras atravesso as cidades
bato às portas das casas e vêm homens espantados
ouvir o meu recado ouvir minha canção.
Na minha bicicleta de recados
eu vou pelos caminhos.
Vem gente para a rua a ver a novidade
como se fosse a chegada
do João que foi à Índia
e era o moço mais galante
que havia nas redondezas.
Eu não sou o João que foi à Índia
mas trago todos os soldados que partiram
e as cartas que não escreveram
e as saudades que tiveram
na minha bicicleta de recados
atravessando a madrugada dos poemas.
Desde o Minho ao Algarve
eu vou pelos caminhos.
E vêm homens perguntar se houve milagre
perguntam pela chuva que já tarda
perguntam pelos filhos que foram à guerra
perguntam pelo sol perguntam pela vida
e vêm homens espantados às janelas
ouvir o meu recado ouvir minha canção.
Porque eu trago notícias de todos os filhos
eu trago a chuva e o sol e a promessa dos trigos
e um cesto carregado de vindima
eu trago a vida
na minha bicicleta de recados
atravessando a madrugada dos poemas.

 24 de abril de 2024  · 

1974 / 2024 - 50 anos do 25 de Abril e 48 da Constituição da II República

«A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.

Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.

A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país.

A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.

A Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de Abril de 1976, aprova e decreta a seguinte Constituição da República Portuguesa:» (Do Preâmbulo)


24 de Abril de 2025

Cinquenta anos do 11 de Março, das Nacionalizações, da Reforma Agrária, do Controle Operário e das Eleições para a Assembleia Constituinte.

Quatro canções e a Poesia está na rua!

GRÂNDOLA VILA MORENA #  VENHAM MAIS CINCO # CANTO MOÇO (Filhos da madrugada) # TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM

domingo, 20 de abril de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Abril, 20, (re)colhidas em 2025

* Victor Nogueira

20 de Abril de 2012

25 de Abril de Novo com a força do Povo - Rejeitar o pacto de agressão! (cartaz do PCP)


20 de abril de 2014  · 

NOS 40 ANOS DO 25 DE ABRIL 07 - à falta da placa, o mural, também desaparecido na rua onde foi o condomínio da PIDE

(Foto Victor Nogueira) Do edifício que foi a sede nacional da PIDE, na rua António Maria Cardoso em Lisboa, hoje transformado em condomínio de luxo, desapareceu a placa que assinalava tal facto. A PIDE foi a última instituição a render-se, não deixando de assassinar como era seu timbre. Haviam de falhar os propósitos de Spínola que, com a anuência do posto de comando do MFA na Pontinha, recebera das mãos de Marcelo -  cercado e impotente mas "exigente" , o poder para que este não caísse na rua e tudo não passasse de uma simples mudança de moscas, com o afastamento do Presidente Tomás. 

Foi o povo na rua, cercando dois importantes pilares do regime fascista, a PIDE e a GNR, que tramou os propósitos de Marcelo/Spínola e dos respectivos Generais e forçou à rendição dos tanques da Cavalaria. Foi o povo na rua que forçou a libertação dos presos políticos em  Caxias, foi o povo na rua e no 1º de Maio que forçou Spínola e os Generais renitentes da Junta de Salvação Nacional,  em  7 de Novembro de 74, a reconhecerem os partidos políticos  sobretudo o PCP (fundado em 1921) mas também o PS (fundado em 1973), o ppd/psd de sá carneiro (a partir da ala liberal da assembleia nacional fascista, fundado em 6 de Maio de 74) e o cds/pp de freitas do amaral (que se reclamava da "democracia-cristã", fundado em 19 de Julho de 74).

Fotos victor Nogueira - Mural em Lisboa, na Rua António Maria Cardoso - vítimas da PIDE

~~~~~~~~~~~~


Victor Barroso Nogueira

foto acima retirada de

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10152341176378684&set=a.82937113683.78959.831088683&type=1&theater         

  Susana Valente

Coisas há que não podem ser esquecidas, não podem mesmo, temos o dever moral para com aqueles que sofreram horrores nesses lugares de má memória. Já chega termos permitido que com desculpas de cácarácácá tivessem retirado a autorização de fazer naquele edifício um espaço de memória. Ao que parece não podia ser museu porque não havia acesso para os bombeiros. Tretas, mal cheirosas

11 a

Victor Barroso Nogueira

Por alguma razão, Susana Valente, o MFA de Spínola aos 9, incluindo a rede bombista de extrema direita do elp/mdlp/cónego melo, em 25 de Novembro decretou o black out informativo e o estado de sítio na Região Militar de Lisboa e naquela a que Soares chamava a "comuna de Lisboa" que ele advogava deveria ser esmagada.

E Soares - depois de ganhas as 1as eleições em 1975, arrumou o socialismo na gaveta e do socialismo em liberdade que apregoava reteve apenas a liberdade do súcialismo.

11 a

Editado

Susana Valente

Esses tipos deram cobertura à fuga e ao exílio dos pides que eram uma corja de assassinos.

11 a

Susana Valente

Nunca foram julgados pelos seus crimes, passaram impunes depois de décadas sucessivas de crimes hediondos.

11 a

Susana Valente

Agora querem que nos esqueçamos disso, querem pôr NEOBLANC na nossa memória, não o farão!

11 a

Francelina Canobbio

Aquilo era para ser mais do mesmo. .. o povo é que na altura tomou a situação nas mãos e foi á luta

11 a

Victor Barroso Nogueira

JLS -  Este documento é falso, por dois simples motivos:

a) os informadores ou bufos não tinham cartão de identificação e muito menos faziam parte do "Pessoal de Direcção e de Investigação"

b) os cartões de identificação como agente ou funcionário público tinham as armas da República e a frase "República Portuguesa" e uma faixa bicolor verde e vermelha.

Nenhum PIDE foi preso em 25 de Abril, pois Spínola queria manter a PIDE/DGS em funções

Há muitas maneiras para "atacar" Cavaco Silva, do ponto de vista político, ideológico ou ético.

Os agentes e funcionários da PIDE DGS só foram incriminados e julgados a partir da Lei n.º 8/75.de 25 de Julho

11 a

20 de março de 2014  · 

efabular - melhor ou pior - está ao alcance de qualquer um/a !


20 de abril de 2015  · 

foto victor nogueira ~setúbal - igreja de santa maria da graça (sé catedral)

A Igreja de Santa Maria da Graça ou Sé de Setúbal, matriz de Setúbal, com arquitectura original de António Rodrigues, situa-se no coração do primitivo burgo medieval setubalense, tendo sido em torno desta que se desenvolveu o mais importante bairro medieval da cidade, assim como o centro religioso e político-administrativo.

Fundada no século XIII, o actual edifício é uma reconstrução do alto renascimento com uma imponente fachada maneirista. No interior colunas com frescos, talha e azulejos dos séculos XVII e XVIII.

Numa rua lateral, junto ao Terreiro de Santa Maria, encontra-se o pórtico gótico de uma antiga hospedaria – o Hospital de João Palmeiro.  (wikipedia)

24 de Abril de 2020

Foto victor nogueira - Cravo de Abril

24 de Abril de 2021

Foto victor nogueira - Cravo de Abril à varanda, em Setúbal

20 de abril de 2022  · 

Foto victor nogueira - Linha férrea nas Fontainhas, em Setúbal 

No Porto as Fontainhas, ladeira íngreme povoada por gente de poucos recursos, descendo até ao Douro, é palco das festividades joaninas. Mas Fontainhas existem noutras localidades, como em Setúbal, bairro de pescadores descendo até ao Sado, dele actualmente distante devido aos aterros que permitiram a construção da via férrea e o alargamento do porto fluvial de Setúbal.

Em Braga, Balazar (Póvoa de Varzim), Santarém, Alcabideche (Cascais), Barreiro, Seiça, Castelo Branco, entre outras localidades, também encontramos Fontainhas.

Fontainha é um pequeno poço, existindo no homónimo bairro setubalense um centenário Poço das Fontainhas e um chafariz edificado em 1911, testemunhos dos tempos em que não havia água canalizada ao domicílio, sendo esta acartada de poços ou chafarizes, em bilhas,  ou transportada pelos aguadeiros, de barrica ao ombro, disto fazendo comércio.

20 de abril de 2024  · 

2024 04 20 Foto victor nogueira - Setúbal Av Amália Rodrigues - Mural Palestina Livre (2024 04 16 IMG_4459)

Fim ao genocídio / Palestina Livre