Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

.

Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

.

Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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sábado, 31 de maio de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Maio, 31, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira

31 de maio de 2012  · 

Foto Victor Nogueira - Santiago do Cacém (castelo)

COMENTÁRIOS EM Sol e sombra em Santiago do Cacém

    31 de maio de 2012       

em évoraburgomedieval - as crianças

VER  em évoraburgomedieval - as crianças

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   Yolanda Botelho

Maravilhoso.Bj

13 a

Manela Pinto

muito bem "sr" Victor Nogueira adorei. ´´es nortenho ou alentejano ou as 2 coisas ahahhaha. obg beijinhos

13 a

Victor Barroso Nogueira

Senho nogueira, era o tratamento que em évora me dava quem por victor não me tratava, Manela Pinto E para os camaradas e amigos su apenas o "victor" ou o "victor nogueira" LOL. E não sou português, sou angolano com parentes do minho e trás os montes até ao alentejo. 😛

13 a

Manela Pinto

cidadao do mundo sr vitro como diziam os mais velhos no alentejo ha mais de 40 anos, ja tinha esquecido que es africano

13 a

Victor Barroso Nogueira

Manela Pinto Sou branco, cabelos levemente ondulados, expresso-me bem em português, ninguém me manda para a minha terra LOL Há muito tempo li uma crónica no Diário de Lisboa sobre um tipo de cor que dizia que qd o mandavam para a terra dele apanhava em lisboa o autocarro da carreira 27, para a Ajuda, onde nascera 😛

13 a

Manela Pinto

hahahhahahhaha nao te mando, estas ca muito bem!!!

13 a

Graca Maria Rito

Sem palavras amigo !! fantastico texto como sempre ......Bjs

13 a

Graça Maria Teixeira Pinto

Obrigada pela partilha. Gosto!

13 a

Alice Coelho

Como sempre...um texto para passear e vaguear ao longo da leitura..... beijinho

13 a

José Eliseu Pinto

Leitura saborosa, esta que nos ofereces. Como de costume, aliás.

Os teus textos têm a virtude de nos lembrar aquilo que sabemos mas não conseguimos evocar, ordenadamente.

Salvemos quem regista, pitoresca e laboriosamente, esta memória que nos devolve, de forma aprazível, dias que nem sempre o foram.

12 a                          

31 de maio de 2013  

pela península de setúbal 01                

Pinhal Novo #  Montijo # Alcochete # Samouco # Atalaia

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Maria Márcia Marques

Uma maravilha...

12 a         

       Cremilde De La Rosa

Gostei muito é sempre interessante ver Portugal com outros olhos!

12 a

Cremilde De La Rosa

Já foste à minha página "foziber"?

12 a

Judite Faquinha

Adorei, ver localidades que eu conheço! Mas não conheço a origem da sua história, obrigada Victor bjs.

12 a        

31 de maio de 2014  · 

a minha leitura do PS(d)CDS incluindo  os manageiros de turno e os califas que querem ser califas em lugar dos califazinhos 

cartoon in http://oeconomistaport.wordpress.com/.../humor.../


31 de maio de 2015  · 

foto victor nogueira- paço de arcos - O SATU, com uma extensão de 1,2 km, é um metrosinho de superfície para ligar o centro de Paço de Arcos a uma grande superficie comercial. implantada em plena urbe e junto a um acesso à AE 5.(Lisboa/Cascais).

Autêntico elefante branco, deu sempre prejuízo,  É uma obra estilo Estádios de Futebol para um desses campeonatos internacionais que Portugal albergou, sem estudos de viabilidade económica, Construções resultantes da articulação entre os poderosos interesses da banca e das grandes empresas de construção e obras públicas, como muitas das auto-estradas e grandes superfícies comercias que se foram construindo desde os tempos de Cavaco/ PSD passando por Sócrates/PS, em prejuízo dos centros históricos e do pequeno comércio de proximidade. Se a construção das grandes superfícies comerciais terá estudos prévios que demonstrem a viabilidade económico- financeira do empreendimento, a maioria dos restantes assentam em parcerias público-privadas rentistas, de lucros garantidos pelo erário público

Encerrado o SATU, obra dum autarca "modelo" que dizem ter deixado "obra feita", "dela restarão a memória  e a agressão paisagística da infra-estrutura inútil, a degradar-se, embora já sem o incómodo do monstro da poluição sonora ao passar mas com a  continuação da obstrução das vistas das janelas.

O SATU, que hoje realiza a sua última viagem, é notóriamente um elefante branco

~~~~~~~~~~

Maria João De Sousa

Obrigada Victor Barroso Nogueira! Este elefante-branco morre sem que eu tenha feito uma única viagem nele... abraço!

10 a

Filipe Chinita

nem eu. mas tenho pena.

10 a

Maria João De Sousa

... nem por isso tenho grande pena... era apenas uma questão de curiosidade quase infantil 🙂

10 a

Filipe Chinita

eu tenho.pois gosto de conhecer tudo o que não conheço.isso me faz mais humano e sábio de nada saber.

10 a

Victor Barroso Nogueira

Pois, Filipe Chinita e Maria João De Sousa Nunca utilizei o SATU pois não era funcional para as minhas deslocações ao centro da Vila. Mas tencionava fazê-lo nestes dias finais, para fotografar e ver Paço de Arcos doutra perspectiva. Mas acabei por reg… Ver mais

10 a

Filipe Chinita

o meu abraço victor.

10 a

Filipe Chinita

quando vieres aqui diz-me

10 a

Filipe Chinita

basta outra perspectiva para valer a pena

10 a

Maria Lisete Almeida

Grata Amigo Victor pela partilha! Acredite que nem tinha conecimento desta "obra" que acho muito inestética, para não dizer aberrante ... Abraço.

10 a

Paula Afonso

Eu usei o Satu várias vezes e gostei. Em termos de transporte não é mau, pelo contrário. O problema foi nunca o terem ligado para além do Oeiras Park. Se tivesem feito a ligação ao Lagoas e ao Tagus Park podia ter funcionado junto com o comboio da Linha como alternativa às auto-estradas engarrafadas e poluentes. Mas o Satu não foi à frente e os comboios da Linha estão a diminuir em vez de aumentar e provavelmente têm senão os dias, os anos contados. É pena parece que vamos da direção oposta à que devíamos ir. Estamos a promover o uso dos automóveis em vez do uso de comboios. Mas é assim. Eventualmente qd ao chegarmos ao ponto de ter de proibir os carros de circular aí vamos sentir falta das alternativas.

10  a          

31 de maio de 2017  · 

Apesar do silêncio, da distância, da (aparente) ausência, não me esqueço de ti e vives na minha memória. Um aceno  🙂

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  João Carreira

Suave ...Poético ... Gostei !

8 a

Clara Roque Esteves

Como eu te entendo...Há dias assim...

8 a                 

31 de maio de 2018  · 

foto victor nogueira - praça e estátua de Bocage com a Igreja de S. Julião e o seu belo portal manuelino

31 de Maio de 2019

31 de maio de 2019  · 

foto victor nogueira - Beja no horizonte, sobressaindo a altaneira torre de menagem do castelo

31 de maio de 2020  · 

foto victor nogueira - Évora - coreto no jardim público, em dia de comício de Octávio Pato, na Campanha das Eleições Presidenciais, em Junho de 1976.

Vivi anos em évoraburgomedieval e esta sobreposição de duas fotos é a única imagem que do coreto recolhi, apesar de haver muitas fotos minhas do jardim.

31 de maio de 2020  · 

foto victor nogueira - Coreto no Sítio da Nazaré

A Vila da Nazaré estende-se  por três zonas distintas: Pederneira, Sítio e Praia. Cada um dos dois primeiros situa-se no seu promontório, que balizam a enseada e praia dos pescadores. A Pederneira, com o seu foral, pelourinho, Casa da Câmara e Igreja da Misericórdia, integrado nos Coutos do Mosteiro de Alcobaça,  já foi sede de concelho e porto fluvial, que  o tempo assoreou. No Sítio se encontram o Santuário, o antigo Paço Real, o Hospital, o Teatro Chaby Pinheiro e o coreto. Cá em baixo está a Praia (2020.06.01)

 - Esta povoação (o Sítio) desenvolveu-se em torno da capela comemorativa do milagre que foi a salvação do alcaide-mor de Porto de Mós, por alegada intercessão da Senhora da Nazaré impedido de precipitar-se pela falésia abaixo quando perseguia um gamo em desenfreada caçada, gamo que não era senão a encarnação do Demónio. 

Senhora da Nazaré que está na origem do Santuário do mesmo nome, erguido no local por nele ter sido redescoberta por pastores uma imagem da Virgem proveniente da Nazaré, na Judeia. O santuário ergue-se num largo rodeado de edifícios, o Terreiro da Romaria, com um airoso coreto, sendo constituído por uma igreja com dois corpos laterais, fazendo lembrar, mais modestamente, o Convento de Mafra. Merecem realce a talha e a estatuária existentes no seu interior. Adjacentes um Hospital, o edifício do antigo Paço Real e o teatro Chaby Pinheiro (1907). 

O antigo Paço, muito alterado, conserva ainda a galilé alpendrada assente em colunatas clássicas. (…) Tal como sucedia na Pederneira, daqui se avista a Nazaré, espectáculo deslumbrante à noite, o amarelado das paredes do casario contrastando com o escuro dos telhados. (…)  (1997.10.31 e 1997.11. 01)

31 de maio de 2020  · 

Óbidos - (Bº Senhora da Luz) -  Coreto rolo 205  (1997)

A ocidente da Lagoa, de Óbidos numa das estradas de ligação entre Óbidos e Caldas da Rainha, a aldeia do Bairro, com um existência documentada desde a época medieval, parece ter assistido a um crescimento demográfico reduzido mas contínuo, a partir de meados do século XVII, evoluindo de dezanove famílias, em 1657, para quarenta, cerca de cem anos depois ( 1764). Possui um coreto, no Largo homónimo (antigo Rossio), junto à Capela da Senhora da Luz. No final de Dezembro realizam-se as festas em Honra de Nossa Senhora da Luz.


31 de maio de 2021  · 

foto victor nogueira - mural do PAN (pormenor) na Rua Manuel Maria Portela prolongando-se pela Rua da Tebaida (Quinta do Aranguez), em Setúbal. (2018 02 04 Canon 152_02)

31 de maio de 2023  · 

Foto victor nogueira - Vila do Conde - réplica duma nau quinhentista  (IMG_9979 2020 12 22)

Vila do Conde desempenhou um papel importante no âmbito dos chamados "descobrimentos portugueses", quer como centro comercial portuário, quer pela importância dos seus estaleiros navais, a par de Azurara, na outra margem do Rio Ave.

As  naus eram desconfortáveis cascas de nozes, que arrostavam as tempestades oceânicas. Neste local se  localizavam os estaleiros navais e a Alfandega Régia, no espaço concelhio, Ao fundo a  mole imensa do Convento de Santa Clara, símbolo do poder feudal, em confronto constante entre si.


VER   Viagem à Rosa dos Ventos - zona ribeirinha de Vila do Conde


31 de maio de 2024  · 

O RUFAR DOS TAMBORES DA GUERRA, QUE PODERÁ SER A ÚLTIMA, ANTES DO APOCALIPSE

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Letras empilhadas, ano após ano, em Maio, 15, (re)colhidas em 2025

 * Victor Nogueira


15 de maio de 2012 

A PROPÓSITO DO pingo doce e dos passes de coelho

 1.

Muitos "opinam" e "pensam" exactamente como ELES querem. 

Na última Greve Geral os órgãos de informação titulavam "Violência" quando esta era apenas a exercida pelas forças policiais no Chiado e sobre um piquete de greve. E o silêncio quase geral como se natural e fatalística fosse a extrema violência de quem tira à esmagadora maioria e crescentemente os direitos à vida, ao trabalho, ao salário ou reforma condignas, à habitação, à saúde, à segurança social, ao ensino, ao lazer e tempos livres, ao convívio familiar e social, à cultura que se não reduza ao futebol, às telenovelas, às redes sociais, Em síntese, falo9 do direito ao presente e ao futuro com dignidade, alegria, felicidade.

Para os ocultos mandantes tudo são direitos descartáveis e não adquiridos. Direito inalienável, não descartável, inquestionável é o sacrossanto DIREITO À PROPRIEDADE PRIVADA, aos seus LUCROS, ao seu canibalismo que nem a eles próprios se poupam. 

LIBERDADE é apenas a DELES roubarem, enganarem, espoliarem, explorarem, mentirem. Entre ELES e sobretudo à maioria dos outros que ELES querem sub-humanos acéfalos a ver quem entre ELES será o DONO de tudo e de todos. DONO da vida, da existência, da morte.

Agora todo o mundo fala do caso Pingo Doce.

Alguém inocente ou provocatóriamente lança o anzol de "Dia do Consumidor" e não do Trabalhador e logo fica esquecido que foram apenas uns milhares que se "consumiram" no Pingo Amargo e milhares de milhares que por todo o País se manifestaram nas ruas e milhares as empresas que respeitaram (que remédio) o feriado.

 Quanto aos juízos moralizadores e condenatórios sem mais sobre os "consumidores" escamoteiam que ELES - os que se querem donos das pessoas e do mundo - lançam nas pessoas o medo, a ganância, o desespero, o individualismo, o oportunismo, a insegurança, o salve-se quem puder ... ELES e seus apaniguados e cúmplices lançam depois o isco e as pessoas "moralistas" atacam o seu semelhante e poupam a cáfila de ocultos mandantes e beneficiários de chorudos lucros e seus paus mandados nas cadeiras do poder, onde têm sido colocados com os votos de muitos moralistas desde há quase 40 anos. Não estou a dizer que os consumidores agiram bem. Estou a dizer é que os verdadeiros responsáveis e criminosos são outros.

Há cerca de 40 anos que ELES colocam nas cadeiras do poder os seus mandaretes e homens e mulheres de mão, com o voto maioritário ou abstenção daqueles que logo de seguida passam a roubar e a condicionar por interpostos indivíduos.

A seguir ELES dizem que os políticos são todos iguais e muitos acenam acéfalamente que sim, esquecendo que ELES passam bem sem eleições nem parlamento, nem contestação, nem sindicatos, nem organização dos trabalhadores e das populações. . Passam bem e preferiam que fôssemos todos cordeirinhos a balirmos alegre e mansamente para o matadouro. 

ELES têm rosto e nome - Encontram-se na revista FORBES e similares.

Pois em verdade vos digo que a esmagadora maioria que passa horas nas redes sociais ainda tem dinheiro para pagar a energia eléctrica e o acesso à internet. O que pressupõe que outras necessidades mais básicas melhor ou pior continuam satisfeitas. Ou não ! ? 

Aproveitando o direito de resistência consagrado na Constituição, anteontem deveriam ter aproveitado o gesto largo e carinhoso do Só-Ares Santinni e levarem tudo sem pagar, pois a tanta generosidade não havia resistência que resistisse. Ficava-lhe de emenda e aos outros que comem pela calada.

E a seguir iam para o 1º de Maio. Eram três em uma

2.

Soares do Santos e o Pingo Doce têm sido o bombo da festa, pelo menos desde a "denúncia" pela comunicação social que mudara a sede da empresa para a Holanda a fim de pagar menos impostos, o que mereceu a compreensão de Passes de Coelho, tão afoito a carregar o Zé e a Maria de impostos e a perdoar as dívidas dos grandes caloteiros do BPN, na manobra de privatizar os lucros e nacionalizar os prejuízos.

Mas ... Soares dos Santos é o biombo e o bombo atrás do qual se "esquecem" Belmiros e outros que tais, que também não só fogem aos impostos como estrangulam a produção nacional. Ou Américos Amorins, co-comprador do BPN livre de "activos tóxicos". Ou discreto João Pereira Coutinho Ou Berardo, um dos grandes devedores do BCP de que é accionista e dono do grande negócio do "Museu Berardo" And so on

3.

Mas Passes de Coelho quer enganar quem quando afirma: 

 "Em relação a este último tema, deu o exemplo da dificuldade que as pessoas têm em arrendar casas para aceitarem um emprego noutra região, no caso de estarem a pagar empréstimo de aquisição de casa própria: mesmo quando o pretendam fazer, os bancos normalmente exigem um aumento de margens (spreads) cobradas nas taxas de juro. E disse que o Governo está a trabalhar no sentido de resolver essa situação."

DIZ a comunicação social que a banca reagiu mal à sentença do Juiz de Portalegre no sentido de com a entrega das casas extinguir-se o débito à banca que em tempo de vacas gordas avaliou por cima e em tempo de vacas magras avalia ... por baixo, enquanto o Fisco avalia por cima.. Reagiram mal a Banca e as Empresas imobiliárias.

Mas independentemente deste "milagre das casas", pensa o senhor de Passes de Coelho que com contratos precários e baixos salários os trabalhadores poderão andar a saltitar de terra em terra e de casa em casa e de escola em escola e de centro de saúde em centro de saúde, com a tralha e a família às costas ?

 5.

Não só o Pingo Doce, do patrão pretensamente bondoso e amigo dos trabalhadores e mais ainda dos seus lucros com fugas aos impostos mas também o Continente de Belmiro dono do Público, que à última Greve Geral nem uma linha dedicou, estiveram abertos

Segundo a notícia os descontos eram de 50 % para compras superiores a 100 € e houve quem gastasse MIL euros. Seguramente poucos dos verdadeiramente necessitados poderiam dispor de 100 euros e muito menos de MIL euros.

Note-se que o Pingo Doce em tempos teria afirmado que só aceitava dos clientes pagamentos em dinheiro vivo e nem sequer com cartões de crédito devido às elevadas despesas com os mesmos.

Alguém me sabe informar se o Pingo Doce aceitava cheques ou cartões de crédito ou débito ? É que hoje há muita gente na lista negra do banco de Portugal - desde que não envolvido no BPN - ou a evitar entrar nela. Portanto ... só dinheirinho vivo e seguro nas caixas do Pingo Doce que se faz amargo? Ah! E no meio disto tudo, não se esqueçam do Continente do Belmiro, do Jumbo e doutras grandes empresas que estiveram de portas abertas, talvez mais "inteligentemente" que o Pingo Amargo, e a facturarem e com os meios de comunicação a desviarem a ira apenas para Soares do Santos. 

15 de maio de 2012  · 

Eles percebem. Tanto percebem que a banca e as telecomunicações e a energia e as grandes redes comerciais acumulam lucros crescentes em tempo de vacas magras

15 de maio de 2012 
Conteúdo partilhado com: Os teus amigos
Amigos
O silêncio
O silêncio tem a dimensão
a dimensão do uni-verso
bianco, nero,
ou da paleta
com treta
.
o silêncio é
tudo e nada com rima
ou
sem ela
.
O silêncio
não tem voz
escrevendo
o silêncio é
a nata do nada

Setúbal 15 Maio 2012

15 de maio de 2013 

por alcobaça 05 e nazaré

 8. - Pela Serra do Bouro (S. Martinho do Porto  # Salir do Porto)

 9. - Nazaré (Pederneira  # Praia (da Nazaré) # Sítio)

VER  por alcobaça 05 e nazaré

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 Judite Faquinha

Bela história Victor!!! Tudo o que descreves, devia de ser lindo antes de ser abandonado!!! Mas o altar-mor é maravilhoso um cavaleiro com um imponênte cavalo branco, adorei este altar!!! bjs.

12 a

Belaminda Silva

Maravilhoso trabalho o teu !!! Com belas histórias como só tu as descreves e muito bem. Gostei. Obrigada camarada ! Feliz restinho de tarde. Beijinho 😉 🙂

12 a

Graça Maria Teixeira Pinto

Muito bem! E o cavalo no altar! Nunca tinha visto! 🙂

12 a

Joaquim Carmo

Parabéns, amigo Victor Nogueira, pelo óptimo trabalho! Abraço

12 a

Manuela Miranda

Olhe Amigo Algumas histórias não foram escritas agora,pois não? Eu digo isto pelas datas. Eu gostei de ler e ver as fotos. Publique!! tem família, Amigos que iriam gostar, não deixe para o canto. Obrigada Beijinhos

12 a

Victor Barroso Nogueira

Manuela Miranda Esye Livro é das minhas viagens até 1998. As posteriores - um 2º volume - ficaram na maioria em notas apressadas, à espera que as desenvolva 🙂

12 a

Alice Coelho

muito bom, beijo 😘

12 a

Ana Sofia Pereira

Nao ha duvida de que escreve muito bem 🙂

12 a

Margarida Piloto Garcia

Vou voltar mais tarde para comentar e ler como deve ser.

11 a          

     Judite Faquinha

Bela história Victor!!! Tudo o que descreves, devia de ser lindo antes de ser abandonado!!! Mas o altar-mor é maravilhoso um cavaleiro com um imponênte cavalo branco, adorei este altar!!! bjs.

12 a

Belaminda Silva

Maravilhoso trabalho o teu !!! Com belas histórias como só tu as descreves e muito bem. Gostei. Obrigada camarada ! Feliz restinho de tarde. Beijinho 😉 🙂

12 a

Graça Maria Teixeira Pinto

Muito bem! E o cavalo no altar! Nunca tinha visto! 🙂

12 a

Joaquim Carmo

Parabéns, amigo Victor Nogueira, pelo óptimo trabalho! Abraço

12 a

Manuela Miranda

Olhe Amigo Algumas histórias não foram escritas agora,pois não? Eu digo isto pelas datas. Eu gostei de ler e ver as fotos. Publique!! tem família, Amigos que iriam gostar, não deixe para o canto. Obrigada Beijinhos

12 a

Victor Barroso Nogueira

Manuela Miranda Esye Livro é das minhas viagens até 1998. As posteriores - um 2º volume - ficaram na maioria em notas apressadas, à espera que as desenvolva 🙂

12 a

Alice Coelho

muito bom, beijo 😘

12 a

Ana Sofia Pereira

Nao ha duvida de que escreve muito bem 🙂

12 a

Margarida Piloto Garcia

Vou voltar mais tarde para comentar e ler como deve ser.

11 a

Maria Amélia Lérias

Estas notas de viagem magnificamente ilustradas constituem um verdadeiro tratado de História. Parabéns!

6 a

15 de maio de 2018  · 

foto victor nogueira - forte de S. João Baptista, em Vila do Conde. Aqui em em 8 de Julho de 1832 tentaram desembarcar a caminho do Porto as forças liberais de Pedro IV contra o absolutista Miguel I, durante a Guerra Civil que opôs os dois contendores. Impedidas de fazê-lo pelo comandante desta praça-forte, fizeram-no mais a sul, entre as praias de Mindelo e de Arnosa do Pampelido, 

15 de maio de 2020  · 

foto victor nogueira - rolo 219  Porto Salvo  coreto 1998.01.26, junto à Sociedade de Instrução Musical de Porto Salvo. Ao fundo e à esquerda a Capela de Porto Salvo, abaixo referida, nas Notas de Viagens

PORTO SALVO - Povoação vítima da urbanização desregrada, Porto Salvo conserva a Igreja de N. Sra da Apresentação, de meados do século XVII, local que foi de peregrinação e onde se realiza uma festa anual, sem o brilho de outrora, perdida a importância das artes da pesca e dos pescadores e navegantes 

Abaixo da Igreja um terreiro, usado para mercado, com fontanário e coreto. 

A Ermida foi construída em cumprimento duma promessa feita por marinheiros, que perdidos no mar, haviam dito que a ergueriam no primeiro cabeço que avistassem junto à costa. 

Um dos dois paineis de azulejos existente no alpendre,ambos representando milagres da padroeira, xe "lendas e milagres: Senhora de Porto Salvo"§encontra se bastante degradado. Esta igreja possui dois cruzeiros, um no meio do adro e outro adossado à fachada principal.

Persistem no núcleo antigo edifícios com as características de outrora: casas térreas ou com dois pisos, com pátios e respectivos anexos, como celeiros, adegas e currais. Como não podia deixar de ser nesta zona e não só, tem a inevitável  rua Marquês de Pombal, para além de topónimos como o Casal das Chocas e as ruas do :Casal do Deserto, das Portelas, las, da Ribeira de Porto Salvo, da  Fonte, da Lameira, da  Oliveira ou na Tapada do Linho. (Notas de Viagem, 1997)

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Nazaré - Sítio, Praia e Pederneira

* Victor Nogueira
.
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Esta povoação, terra de pescadores e de mortes, presta tributo à fúria do mar, tal como Caxinas em Vila do Conde, sendo também lugar de veraneio, é constituída por três outras, geograficamente separadas: Pederneira e o Sítio, cada uma em seu promontório, e a Praia, na enseada, entretanto parcialmente assoreada. Em zona turística, por todo o lado se vêm letreiros nas casas anunciando:

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...................Alugam-se: Quartos

Chambres

Rooms

Zimmer

Camaras

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Pederneira
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Aqui, no cimo do promontório a sul, esteve a primitiva povoação, com o edifício da antiga câmara - com torre sineira e brasão de armas - e o pelourinho, entretanto roubado e substituído pelo tronco petrificado duma árvore. Estes e a Igreja matriz, situam-se na arborizada Praça Bastião Fernandes, filho da terra e companheiro de Vasco da Gama na Viagem à Índia. A Igreja Matriz, de N.Sra. das Areias, tem o interior coberto de azulejos não figurativos, e uma lápide recordando os nomes dos três filhos da terra mortos na I Grande Guerra. Outra Igreja é a da Misericórdia, com cemitério adjacente, e um miradouro donde se avista a vila, lá em baixo, e o Sítio, no promontório a norte.
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Como Alfeizerão, a Pederneira foi outrora um importante estaleiro naval e porto de mar, onde vinha desaguar o rio Alcobaça.

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Registo alguns nomes das ruas, como a dos Fornos, da Fonte, do Santíssimo, da Misericórdia, da Belavista e das Oliveiras, para além das travessas das Laranjeiras, do Mirante, do Nascente ou do Postiguinho e dos largos da Fonte e do Alto Romão. As casas têm nas fachadas azulejos de santos protectores, como aliás também no Sítio. (Notas de Viagem, 1997.10.31)

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Praia (da Nazaré)

Quem entra na Nazaré vê a sua atenção desperta na Marginal por inúmeras lojas com estendais à porta e pelos passeios ostentando roupa e louça artesanais, estando do outro lado a praia comprida. A povoação, mais nova que o Sítio e a Pederneira, a partir do século XVIII, é uma malha ortogonal subindo suavemente pela encosta. As ruas são estreitas e as casas brancas, conversando as mulheres à soleira das portas, com um falar próprio, estilo algaraviada arrastada e cantada. Algumas delas, as que perderam alguém no mar, ainda ostentam o negro traje característico, embora muitas se fiquem pelo xaile e pelo lenço (cachené) na cabeça. Algumas pessoas idosas interpelam-nos nas ruas oferecendo quartos para dormirmos.


Há duas praças principais, onde ficam as esplanadas, e as ruas nesta parte velha ostentam nomes como Estreita, da Bonança, da Rosa, do Alecrim, da Regeneração, da Liberdade, da Pátria, da Graça, da Abegoaria, dos Lavradores, dos Calafates... ou como o Beco do Moinho ou a travessa dos Fornos. Na rua da Subvila há muito comércio e por toda a povoação as brancas casas apresentam um ar cuidado.


Entre a Pederneira e a vila desagua o rio Alcobaça. (Notas de Viagem, 1997.10.31)


Sítio

Esta povoação desenvolveu-se em torno da capela comemorativa do milagre que foi a salvação do alcaide-mor de Porto de Mós, D. Fuas Roupinho, por intercessão da Senhora da Nazaré impedido de precipitar se pela falésia abaixo quando perseguia um gamo em desenfreada caçada, gamo que não era senão a encarnação do Demónio. Senhora da Nazaré que está na origem do Santuário do mesmo nome, erguido no local por nele ter sido redescoberta por pastores uma imagem da Virgem proveniente da Nazaré, na Judeia. O santuário ergue-se num largo rodeado de edifícios, o Terreiro da Romaria, com um airoso coreto, sendo constituído por uma igreja com dois corpos laterais, fazendo lembrar, mais modestamente, o Convento de Mafra. Merecem realce a talha e a estatuária existentes no seu interior. Adjacentes um Hospital, o edifício do antigo Paço Real e o teatro Chaby Pinheiro (1907). O antigo Paço, muito alterado, conserva ainda a galilé alpendrada assente em colunatas clássicas.


Neste largo ou Terreiro da Romaria existem vários estabelecimentos comerciando louça e vestuário artesanais, para além de restaurantes e cafés, um relembrando o antigo casino do Sítio. Artesanato típico da Nazaré, para além do vestuário das mulheres e dos pescadores, são os objectos miniaturais que reproduzem instrumentos e objectos de trabalho ligados à faina piscatória e marítima. Visto das arcadas do santuário, o largo com as suas palmeiras têm um ar magrebino. Para além da Ermida da Memória, um cruzeiro dá conta da passagem de Vasco da Gama por este local, em peregrinação, antes e depois da sua viagem à Índia.


As lojas de artesanato vendem com gravação de "recordação da Nazaré" louça artesanal de... Barcelos, Caldas da Rainha, Alentejo, etc., talvez porque não existam objectos daqui, salvo as camisolas dos pescadores (nazarenas). Por toda a parte bonecas de sete saias, indumentária tradicional característica das mulheres da região.


Tal como sucedia na Pederneira, daqui se avista a Nazaré, espectáculo deslumbrante à noite, o amarelado das paredes do casario contrastando com o escuro dos telhados.


Para outro lado a Praça de Touros da Nazaré, edifício despretensioso. As casas são brancas como no Alentejo, talvez reminiscências da presença dos Árabes, de que noutro sítio destas notas se falou.


Para além do museu adjacente ao Santuário existe um outro, municipal, de Etnografia e Arqueologia Dr. Joaquim Manso, em casa cedida por Amadeu Gaudêncio, fechado na hora em que o procuramos (1). Parece um museu modesto e pelas vidraças entrevêm-se alguns dos objectos expostos.


As designações toponímicas revelam-se menos interessantes:travessas travessas do Forno, D. Fernando e do Antigo Elevador, são as únicas que registo. Esta última deve referir-se ao funicular que liga a vila ao cimo do promontório.


Daqui por uma estrada sinuosa se vai até uma fortaleza (de S. Miguel Arcanjo) que outrora protegia os habitantes da região das investidas dos piratas, hoje transformada em farol, dum lado se avistando a enseada da Nazaré e do outro a brancura das areias da praia e das ondas, cujo rugir cadenciado, lá em baixo, invade o silêncio deste local.


O Sítio, contrariamente a Pederneira, não estava sujeito à jurisdição do Mosteiro de Alcobaça mas sim à do Rei. (Notas de Viagem, 1997.10.31 e 1997.11. 01)

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1 - Aberto diariamente das 10:00/13:00 e das 14:30/18:00, excepto segundas feiras.

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Publicado inicialmente