Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Textos em 9 de Fevereiro (2012 a 2021)

 * Victor Nogueira


9 de fevereiro de 2012

Pics: flowers of Hungarian Folk Art, and some pics of a village called Hollókő (Raven-stone). Hollókő is an Palóc ethnographic village in Hungary, Part of the World Heritage. It's located in a picturesque hilly surrounding, in a valley of Cserhát Mountains. The castle of Hollókő was built in the 13th century. This castle on top of the neighboring hill determined the life of the villagers for a long time. The Kacsics family built the pentagonal tower in the middle of the XIII c. which was continuously rebuilt and enlarged. Today a legend is connected to the name of the Kacsics family. Apparently a member of the family, Andras (Andrew) kidnapped the daughter of the neighbor nobleman and had her closed into a room of the castle. The nanny of the girl who was a witch called for the evils to help. They turned into ravens and carried the stones of the castle away. That is where the name of Holloko (Ravenstone) might derive from. The panorama of the Cserhat is breathtaking from the nicely renewed castle. Translation of the song something like:

Fly bird, fly, fly to Menaság (hungarian region) Sit on the shoulder of my sweetheart. Take my letter, bird, and carry it to my father and my mother and to my promised spouse. If they ask you how I am tell them I am a prisoner in the prison of love I'm knee deep in iron. Tell her, It was me who sent you Then say that I am a prisoner, In a foreign prison I'm knee-deep in iron. Fly bird, fly, fly to Menaság (hungarian region) Sit on the shoulder of my sweetheart. "You're a prisoner my rose While I am ill When you come to me I'll be healed."

 Victor Barroso Nogueira - Gostei de passear pela tua aldeia - cujas casas me parecem a tua na cidade onde moras, e não sabia que tinha um castelo para eu visitar, Judite 🙂

Os bordados tb são húngaros ?

14 a

9 de fevereiro de 2013

Añañuca amarela - flor do deserto Por Leon Calquin 

texto de Victor Nogueira  

Fui, como ervas, e não me arrancaram (4) - De que são feitas as minhas saudades?  ~~~~ 

Não sei se tenho saudades! Talvez lhes chame ... o vazio da ausência? Mágoas? Penas? «Saudades» do sol arrancado antes de nascer? Das praias de Luanda, das águas cálidas, do cheiro a sal e a sol e a maresia? Da chuva e da brisa? Do sol e do mar e dos dias cheios de claridade? Do «peso» de ficar sempre um pouco de mim nas pessoas que conheci, nos caminhos que percorri, nas terras onde estive? De não haver passado, mas sim um eterno presente, ali ao alcance da mão, da voz ou do gesto, mesmo que silenciosos?

Uma vez no «Um contra Todos» o Malato perguntou a uma concorrente qual seria a resposta dela se tivesse possibilidade de ver satisfeito um pedido,ao que ela respondeu «que a minha filha fosse sempre feliz». Ele parou e depois respondeu duma maneira que achei bela «Que todos aqueles de quem gostei e partiram voltassem de novo para ao pé de mim»

Sim, às vezes tenho «saudades» dos que já partiram, dos gestos que fiz ou não fiz, das palavras que disse ou não! Mas se  pudesse responderia que houvesse autêntica paz e alegria dentro de nós! Ou apenas felicidade sem miséria para todos.

Mas como isto são sonhos, deixo para quem quiser um abraço apertado e amigo [ou -- beijos para as moças e abraços para  os moços].

Victor Manuel

26 de Setembro de 2007 16:56

Publicada por Victor Nogueira em Sábado, Novembro 03, 2007 no  Mu(n)do Phonographo  

~~~~~~ooo0ooo~~~~~~

Nádia Patricia

❤ poeta vivemos de sonhos meu amigo..

13 a

Ana Albuquerque

O terminal é aqui, na lembrança e na saudade. Um tempo que não esquecemos. Pessoas que recordamos.

13 a

Manuela Vieira da Silva - «Não sei se tenho saudades! Talvez lhes chame ... o vazio da ausência? Mágoas? Penas? «Saudades» do sol arrancado antes de nascer?»----------------------Pode a saudade ser o vazio da ausência, um vazio preenchido de dor pela ausência da alegria, dos tons quentes do sol prometido que o homem recebe ao nascer. Porque é que o sol brilha apenas naqueles segundos que nos cega a vista?

13 a

Victor Barroso Nogueira - O sol em céu límpido, azul, brilha sempre. E "cega" na brancura de évora ou das vilas e aldeias alentejanas, Manuela Silva Bjos 🙂

13 a

Manuela Vieira da Silva - E cega também quando o Sol bate no meu rosto de olhos marejados depois de sair do fundo do mar, Victor Nogueira.🙂

13 a

Victor Barroso Nogueira - E se conduzires conm ele a bater-te nos olhos, conduzes às cegas ou estacionas o fiesta na berma da estrada Manuela Silva LOL A não ser que entretanto tenhas tirado os ócullos de sol do porta-luvas, onde levas tudo menos luvas e um guarda-pó como no tempo dos afonsinos

13 a

Manuela Vieira da Silva - hehehehehe. Não tenho nenhum fiesta nem de brincadeira.🙂  De facto, no porta-luvas tem-se tudo menos umas luvas, um pano de limpar o pó, isso sim.🙂

13 a

 Manuela Vieira da Silva

O meu já está enferrujado, Victor Nogueira. Seria um bom carro de colecção, sim. Volkswagen Pólo Coupé G40. Não mexe há 12 anos.

13 a

Victor Barroso Nogueira - Cuida dele Quem sabe se não poderás graças a ele comprar um palacete numa quinta com capela privativa e bela talha dourada E no altar, colocas uma foto do WW Polo LOL

13 a

Manuela Vieira da Silva - hehehehehehehee!!!!!!!!!!!!! Não quero palacete nenhum LOL Estás-me a ver ceguinho.🙂Não gozes com o meu Pólo, que ele tem sofrido muito.🙂

13 a

Victor Barroso Nogueira - Estou a falar a sério. Não sou como certas revisores, consultoras e crítico-seleccionadoras literárias 😛Pronto, Manuela Silva eu fico com o palacete e ddeixo-te a garagem LOL

13 a

Manuela Vieira da Silva - Aceito a garagem para o meu Pólo. E eu fico aonde?

13 a

Victor Barroso Nogueira - No quarto de hóspedes LOL Mas para eu comprar a quinta terias de vender o ww Polo. Qual é a tua, oh não minha ? 

13 a


Manuela Vieira da Silva - Os revisores não ganham para palacetes, ainda mais com esta crise. Se trabalho 12 meses onde é que o Estado me vai buscar o 13º mês, que nunca recebi nem direito tenho a ele? Tem de ser um grande quarto, o maior do palacete. Não prescindo dos meus livros, nem dos discos.A Casa de jantar Vou-me deitar. Vou pensar nisso.🙂

13 a 

Victor Barroso Nogueira - vendemos o ww polo e depois dividimos o palacete. Pode ser que tenha um espaçoso pavilhão de caça com tapada anexa e tanque para as tuas flores e peixes LOL

13 a

Manuela Vieira da Silva - hehehehehe pois!!!!!!!!!!!!!!

13 a

Carlos Rodrigues - Flor que nasce da terra seca, gretada ou na calha de um eléctrico é força e saudade que não se perde de uma vida vivida. Gostei muito, Victor.

13 a

Margarida Ourives - É linda a flor que desabrocha no terreno árido. Bjs

12 a

Manela Pinto - indissimo. comoveste-me e nao vale. tinha mandado secar a fonte das lagrimas amigo e elas brotaram, afinal o meu coraçao ainda se toca ao sabor da palavra, beijinhos doido

12 a


13 a

9 de fevereiro de 2013

Após meses em que me não tentou bloquear - por usar termos subversivos na perspectiva política da classe dominante - o facebook esmerou-se e agora -  para cada nome tenho de copiar sequências diferenciadas de letras, sujeitando-me a ser bloqueado caso me engane "n" vezes, descobnhecendo qual o valor de "n". E o rastreador dos serviços secretos e do facebook e a moral do "correcto" qve ter visto que se falava num post meu n'A Origem do Mundo" de Courbet e ... pimba. O post é apenas a partilha duma notícia do Público" do tio Belmiro, onde não há páginas de  convites à prostituição como são as do Correio da Manha. Ah! escãndalo dos escândalos - a norícia é acompanhada duma reprodução do quadro LOL

9 de fevereiro de 2014

Gosto sempre de ler-te e do modo como escreves e descreves sem esquecer as adequadas ilustrações, Alix dos meus encantos literários. 

Paço de Arcos 2014.02.09

9 de fevereiro de 2014 
Conteúdo partilhado com: Público
sorrio
no fio
do rio
e
canto
Paço de Arcos 2014.02.09

o sorriso
suave
e
leve
muito leve
enigma
Paço de Arcos 2014.02.09
num deserto
de flores esmaecidas
sôfregas
trôpegas
atoladas de silêncio
as palavras
e o gesto
Paço de Arcos 2014.02.09

sem o teu gesto que as liberte
naufragando
as palavras prendem-se
nos intervalos do
silêncio
sem brilho
nem fulgor
Paço de Arcos, 2014.02.09



9 de fevereiro de 2014

Tenho sérias dúvidas que o Papa Francisco faça o que quer que seja ou, querendo, o deixem fazer O Concílio Vaticano II está morto, a "Teologia da Libertação" foi perseguida e "enterrada", o Papa João Paulo I morreu misteriosamente pouco tempo depois de ser "sagrado" e Jorge Mario Bergoglio sobreviveu à ditadura de Videla ao contrário de Óscar Romero, e nunca a sua voz se ouviu como a de D. Helder Câmara, o bispo "vermelho" durante a ditadura brasileira.

Se Francisco de Assis voltasse hoje ao mundo não se reconheceria na obra dos Franciscanos, ricos, opulentos, e que na Idade Média, de mãos dadas com os dominicanos,  enveredaram pelas trevas inquisitoriais, ao contrário dos Jesuítas. Contradições ?

Bergoglio pertence à  disciplinada e militar Companhia de Jesus,  vulgo Jesuítas, com enorme influência na "evangelização" e no ensino, directamente dependente do Papa, criada no século dezasseis para combater a Reforma, cujos membros,  para além dos votos de pobreza e de castidade, têm o de obediência cega, inquestionável, aos "superiores".

9 de fevereiro de 2014

Foto Victor Nogueira - Tempestade em setúbal no passado milénio

Nada que se compares às relampejantes, atroadoras e terríficas tempestades  tropicais nocturnas em Luanda, com torrenciais bátegas de água. Uma vez vi um indivíduo aperceber-se da chuva, olhou para trás e desatou a correr em busca de abrigo mas não foi suficientemente rápido e ficou  encharcado. Nunca mais vi a chuva perseguir alguém LOL

Em viagem e no asfalto muitas vezes vemos a fronteira entre onde choveu e onde não choveu

~~~~~~ooo0ooo~~~~~~

Teresa Drummond - fui testemunha dessas tempestades... meu marido quando não chovia ia tirar fotos à trovoada... temos slides das mesmas...

12 a

Carlos Rodrigues - A minha cara-metade, fez o mesmo, na Mutamba ( estava hà meia dúzia de dias em Luanda ), viu toda a gente a correr, porque ia cair uma dessas belas tempestades, mas ela julgava que era outra coisa pior... 🙂 Bela foto.

12 a

Judite Faquinha - Victor é uma bela foto, mas umas belas trovoadas...já tive cercada por quatro trovoadas, mas eu e meus filhos, e mais quatro jovens, nos abrigamos na praia na Fonte da Telha, espectacular a água estava morna...outros campistas nos seguiram o exemplo e adoraram, esta foto está belíssima adorei, e recordar é viver. beijocas.

12 a



9 de fevereiro de 2019

foto victor nogueira - tarde de inverno, à sombra do castelo de Alter do Chão, cerca de 1975

9 de fevereiro de 2020

foto de família - Pela estrada fora, presumivelmente em Mora. À direita, presumivelmente a minha tia-avó Esperança Luís, em menina e moça

As mais  novas usavam blusas ou vestidos de meia-manga. As mais velhas, usavam saias até aos pés e mangas até  ao pulso. Todas elas com chapéu, como era uso na altura.

Considerando que algumas levam o casaco no braço, deveria ser um dia quente, talvez de Verão, nos princípios do século XX..

9 de fevereiro de 2020

foto de família - não, não é a susana, mas a mãe,com quem os filhos em pequenos se pareciam fisionomicamente..

9 de Fevereiro de 2021

Foto victor nogueira - Lisboa (Alcântara) - Mural do PCTP - Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (foto em 1977)

PCTP / Viva o 1º de Maio Vermelho / 1977 / Chicago 1891 / Ergamo-nos contra as medidas anti-operárias e anti-populares

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Postal dos Correios

 



Rio Grande - Postal dos Correios

5 de fevereiro de 2013 

Ana Albuquerque

(y) 🙂

11 ano(s)

Ver tradução

Victor Barroso Nogueira

O carteiro leva notícias. Ouçam-nas 🙂

11 ano(s)

Graça Maria Teixeira Pinto

🙂

11 ano(s)

Mia Pires Griff

E como adorava receber cartas,aguardando o carteiro!!!!!!!!! ❤

11 ano(s)

Ana Albuquerque

Já ouvi e gostei. Nem teve que tocar 2 vezes, ouvi logo à 1ª! 🙂

11 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Arminda Griff Podes escrever-me cartas em papel, com caneta de tinta permanente u esferográfica, dentro dum envelope e cm selos para eu colecionar LOL

11 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Menina bonita, a Ana Albuquerque Bjos 🙂

11 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Bjos tb para quem me escreveu um postal na volta do correio, como a São Ribeiro Flor Amizade e a Graca Maria Antunes 🙂

11 ano(s)

Ana Albuquerque

🙂

11 ano(s)

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Deolinda F. Mesquita

Adoro a canção, muitas vezes a cantei... receber cartas manuscristas.... já não recebo... mas recebo postais de uma prima com 88 anos, sempre que vê postais bonitos envia para a familia, amigos, e escreve muito bem (não aprendi com ela) Obrigada Victor bjs

11 ano(s)

Clara Roque Esteves

Lindo, lindo! Obrigada. Beijinhos. Vou ver se já taparam o buraco do BPN....

11 ano(s)

Luisa Neves

O "Carteiro"não necessitou de tocar duas vezes...! Abraço. 🙂

11 ano(s)

Manuela Vieira da Silva

Oh pá, o carteiro só me traz contas para pagar.🙁

11 ano(s)

Gloria Oliveira


Cartas de Amor - Tony de Matos


11 ano(s)

Donzilia Conceiçao

Eu adorava escrever cartas e sempre com muitas paginas, mas agora já não escrevo nada, mas tenho muitos postais antigos que recebia, estão todos guardados com recordações que nunca se esquecem.

11 ano(s)

Donzilia Conceiçao

hoje as que recebo são só para pagar, porque já não há cartas de amor, porque as cartas de amor já ninguém as escreve. e é pena perdeu-se o gosto pela escrita como pela leitura e eu tenho muitos livros para ler que adoro.

11 ano(s)

Manuela Vieira da Silva

Quando era madrinha de guerra // Muitas cartas recebi// Muitas outras também escrevi.// E nelas uns versos juntava// Em quadras cor de rosa// O soldadinho feliz ficava// Acalentando o coração// De esperanças e sonhos // De ter à espera a sua rosa // Quando terminasse a maldita guerra.

11 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Manuela Silva


Manuel Freire - "Pedro Soldado" poema de Manuel Alegre

11 ano(s)

Manuela Vieira da Silva

Obrigada, Victor Nogueira. Lembrei-me dessas cartas. Era muito novinha (adolescente, 14 anos) para essa responsabilidade, nem percebia muito bem nessa altura o que se passava. Foram 2 anos inteirinhos a escrever e a receber 2 cartas, pelo menos, por semana. E em todas escrevia uma ou duas quadras de amor, imagina. hehehe

11 ano(s)

Manuela Vieira da Silva

Entretanto emigrei, e quando regressei ele já tinha voltado da guerra, e esperou-me e pediu-me namoro hehehe

11 ano(s)

Manuela Vieira da Silva

Estava noutra, tinha 17, bolas. Queria lá namorar! Desapareceu, soube que tinha casado com uma rapariga prometida pela mãe dele hehehe

11 ano(s)

Manuela Vieira da Silva

Mas fiquei com remorsos.

11 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Barcas novas

Fiama Hasse Pais Brandão

En Lixboa, sobre lo mar
barcas novas mandei lavrar.
Ai, mia senhor velida!
En Lixboa, sobre lo ler
barcas novas mandei fazer.
Ai, mia senhor velida!
Barcas novas mandei lavrar
e no mar as mandei deitar.
Ai, mia senhor velida!
Barcas novas mandei fazer
e no mar as mandei meter.
Ai mia senhor velida! [João Zorro]
Lisboa tem suas barcas
agora lavradas de armas
Lisboa tem barcas novas
agora lavradas de homens
Barcas novas levam guerra
As armas não lavram terra
São de guerra as barcas novas
no mar deitadas com homens
Barcas novas são mandadas
sobre o mar com suas armas
Não lavram terra com elas
os homens que levam guerra
Nelas mandaram meter
os homens com sua guerra
Ao mar mandaram as barcas
novas lavradas de armas
Em Lisboa sobre o mar
armas novas são mandadas

11 ano(s)

Manuela Vieira da Silva

É que eu tinha mesmo prazer em escrever e achava que as palavras o fizessem esquecer a guerra por momentos.

11 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Podes esrcever-me. Niinguèm escreve ap Kant_O cartas em papel, ,amuscritas e seladas LOL

11 ano(s)

Manuela Vieira da Silva

🙂

11 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Verdade. Prometeram escrever-me mas é tudo treta. Há quase uma semana que estou à espera sif snif

11 ano(s)

Manuela Vieira da Silva

Na guerra o soldado espera//Ansioso a distribuição do correio.// António..., Manuel..., José...// É ver as caras, os olhos// A alegria a transbordar// Lê e relê o que a carta diz// Num canto de costas voltadas, feliz // Endireita-se e segue a disfarçar// Os sonhos que planeia realizar.

11 ano(s)

Victor Barroso Nogueira

Bem, eu acho que a carta que me iam escrevver por estes dias nãoi era nem de ampr nem em quadras ! Mas as minhas admiradoras/leitoras só me dão (des)ilusões snif snif

11 ano(s)

Manuela Vieira da Silva

Já percebi. Astenia de inverno, estou a ver se saio da crise

11 ano(s)

Manuela Vieira da Silva

Há muitas crises neste mundo// umas assim, que torna o mundo imundo//E outras que levam qualquer mortal // A descer a si bem fundo.

11 ano(s)

Thatalyscal Scaldelai

Obrigada pela música amigo,gostei,não conhecia! 🙂

11 ano(s)

Erzsébet Judit Bobály

Gosto muito!

11 ano(s)

Isilda Barros

Não sei a tua morada...era menina para te escrever um postal dos correios!!! uma coisa que já me esqueci de fazer. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. A musica gostei...bons tempos querida Su. beijokas 🙂 ❤

11 ano(s)

Carlos Rodrigues

Maravilha, Sou capaz de ir pelo Natal !...

11 ano(s)

Maria Jorgete Teixeira

Não é bem a mesma coisa, mas na ausência de....


Chico Buarque e Maria Bethania: sinal fechado

11 ano(s)

Margarida Ourives

Adorei. Beijinhos

11 ano(s)

Alice Coelho

♥♥

10 ano(s)

Maria Natália Bravo

http://www.youtube.com/watch?v=1HQLggte01I...

Rio Grande - Postal dos Correios

YOUTUBE.COM

10 ano(s)

Maria Natália Bravo

Com os meus cumprimentos!

10 ano(s)

Maria Rodrigues

(Y)

10 ano(s)


domingo, 21 de maio de 2023

Textos em maio 21

 * Victor Nogueira


2023 05 21  O Farol das Liberdades made in USA, apregoadas pelo Ministério da Verdade, acredita mesmo no que proclama na farsa em que desempenha o papel de prima donna? Comparar o exército russo ao dos nazis e aos "einsatzgruppen" do III Reich Alemão? 

Comparar Bakhmut com a destruição de Hiroshima e Nagasaki, sobre as quais os EUA lançaram duas bombas nucleares, crime contra a Humanidade de que continuam impunes? O homem acredita mesmo no que diz ou ensandeceu completamente?

O putativo "Servo do Povo", clamando sempre "por armas, cada vez mais armas, dinheiro, cada vez mais dinheiro", diz isto em Hiroshima, na Cimeira do G7, sem que  lhe desliguem o microfone das alarvidades? Apenas Lula ignorou o pedido de Zelensky para uma reunião bilateral na sequencia da tournée que o Presidente ucraniano globetrotter está realizando?


2023 05 21  As tragicomédias e a farsa dos revanchistas de 25 de Abril, para consumarem o "seu" então inacabado 25 de Novembro de 1975.

Os seus Governos tripudiaram sobre a Constituição de 1976, os seus governantes estiveram envoltos em casos de corrupção e de abuso de autoridade e de poder, os seus políticos, de Norte a Sul, do Continente às Ilhas,  estiveram envoltos em fraudes e escusas negociatas, alguns condenados nas barras dos tribunais para cumprirem penas de prisão. 

A crer na Comunicação Social, o sangue corre pelas avenidas e azinhagas de Portugal. A crer nos mass media, que lhes dão guarita e palco, eles são os impolutos, os salvadores da Pátria e da Grei que arruinaram com os seus desmandos e governanças. 

O seu programa é o mesmo do PS que querem derrubar e baseia-se na servil submissão aos ditames da USA/NATO/aiUÉ, aos oligarcas que (des)governam o Mundo. A diferença está apenas na cor e nos enfeites do papel de embrulho da farinha do mesmo saco e da mesma bolsa. 

Não tendo programa alternativo, agarram-se, quais escandalizadas e virginais mancebas, a casos e casinhos. A balbúrdia no Gabinete de Galamba é apenas um caso de polícia e de tribunais. O caso do SIS extravasa as competências e objectivos da CPI dos TAP e destape, tapando. 

O local para interpelações e censuras ao Governo e à sua política é o Plenário da Assembleia da  República. Interpelem  o Ministro ou o 1º Ministro no Plenário da Assembleia da República.

Entretanto Chegas, iéles e p"sd"'s, incluindo, surpreendentemente, o Bloco, atiram-se às canelas do Galamba como cães com cio a um osso, em versão da história do ladrão que de dedo apontado em frente, vai gritando "agarra, que é ladrão", encabeçando uma furibunda multidão, enquanto o "abilidoso" malfeitor procura uma escusa viela por onde impunemente possa escapulir-se. 

Hoje é o Galamba. Ontem foram a Constança e, o Cabrita, entre outros. Ontem foram os incêndios em Pedrógão,  os paióis de Tancos, o mortal acidente rodoviário ... Hoje é a TAP!

Sob a batuta do comentador mor do Reyno da Falperra na Feira da Ladra, cansa e comove tanta modéstia ou falta de memória do p"sd" e seus filhotes, a de quem tem no seu avantajado curriculum casos e casinhos como o do BPN, o dos Pavilhões da Expo 98, o da Tecnoforma, o das coelheiras e coelhones,  o dos misteriosos submarinos, o dos dividendos das acções não cotados em bolsa, o das concessões para exploração das ponte sobre o Tejo a jusante de Vila Franca de Xira, o da garantia da solidez do BES, o das dívidas a  Segurança Social, o da resolução do BES assinada de cruz, as miraculosas licenciaturas, o das irrevogáveis demissões,  o das privatizações a galope e nos últimos dias de mandato, "desinteressadamente"  efectuadas por Governos que estavam em meras funções de gestão.  ....

2023 05 21    Capítulos da soap opera, com o alto patrocínio do Venerando Chefe de Estádio  e Comendador-Mor da Naçóm, tendo no elenco e como personagens, algumas delas ubíquas:  o Super Vigilante, o Encomendador de Corpos e Almas, a Sibila ou Maga Patológica,  o Medalhadador de Capos e Armas, o Demolidor, a Casamenteira, o Agarrem-me senão vou-me a Ele, o Mordomo ou Mestre de Cerimónias e o Adesivo, entre outros garbosos e garbosas personagens!

2021 05 21 Foto victor nogueira - Mural na Rua do Seixal, em Setúbal, executado por Peguinho (2018.01.07 Canon 151_01).

Na Rua do Seixal, no Bairro do Troino e à sombra da Igreja de N. Sra da Anunciada, defronte da Tasca do Xico da Cana, encontra-se este mural, com versos da canção "Rio Azul". Mais adiante, na Rua Vasco da Gama, os pilaretes reproduzem sardinhas, nesta zona onde abundam os restaurantes e as ementas à base de pescado e outros espécimes marítimos.

 VER  Murais em Setúbal 04 - Rua do Seixal


2020 05 21  foto victor nogueira - Póvoa de Varzim coreto 2016 09 02

«Erigido no centro urbano da cidade da Póvoa de Varzim, o Coreto da Praça do Almada foi edificado em 1904, tendo sido oficialmente inaugurado no ano seguinte.
De planta hexagonal, o coreto segue uma tipologia comum neste tipo de equipamentos, integrando no registo térreo instalações sanitárias, em alvenaria, e no piso superior o espaço de atuação artística e de convívio.
Esta área superior é circunscrita por guarda de ferro fundido aberta na zona da escada de acesso, delimitada por guarda idêntica. A cobertura da estrutura, decorada com motivos de inspiração oriental, assenta sobre seis colunas em ferro dispostas em cada um dos ângulos do hexágono do piso superior.
O conjunto é rematado por lanternim, sobrepujado por um pináculo.
O coreto apresenta um desenho de gosto vincadamente romântico, utilizando com mestria o ferro como base estrutural arquitetónica e destacando-se pela sua cobertura, em chapa metálica escura, com uma cercadura rendilhada de tons claros que se articula de forma harmoniosa com as colunas.
(...) O primeiro coreto construído nesta praça data de 1896, sendo edificado como uma estrutura efémera, à semelhança do que então sucedia com equipamentos semelhantes em vários espaços públicos do país. Só em 1904 se procedeu à edificação definitiva de um coreto em ferro, que viria a ser inaugurado no ano seguinte com a atuação da Banda Povense.

Associado ao surgimento e florescimento das bandas filarmónicas, o Coreto da Praça do Almada foi, simultaneamente, um pólo dinamizador de reuniões, concertos e discussões, tendo sido classificado como de interesse municipal em 1997.

Catarina Oliveira DGPC, 2016 (com a colaboração de Rui Pimpão, CM Póvoa de Varzim)»

2020 05 21  foto victor nogueira  - Palmela  - Coreto do início do século XX - da Sociedade Filarmónica Humanitária.

Datado de 1924, edificado no Largo S. João para uso da Sociedade Filarmónica Humanitária (fundada em 1864), foi construído em mármore e ferro com uma decoração típica da época.

Existe na Vila um outro coreto, Datado de 1927 para uso da Sociedade Filarmónica União Agrícola (fundada em 1896) foi edificado em mármore, pedra lioz e ferro, com uma decoração típica da época, no Largo José Maria dos Santos.


2019 05 21 Foto victor nogueira - Setúbal 2018.01 - gaivotas em terra

GAIVOTA, por Alexandre O'Neill
Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.

2016  05 21 1. - Ali no gravador canta o Zeca Afonso, que tinha uma voz muito bonita. E ao mesmo tempo fico triste com elas (canções), porque me fazem lembrar o tempo do fascismo, quando havia esperança de lutar e conseguir um mundo melhor, sem guerra,. nem miséria, nem fome, mas onde houvesse alegria, liberdade e paz. (SNS - 1987.04.26)
2. - Se me ficasse apenas pela aparência do que os meus olhos vêm, a neblina e o cinzento que envolvem a cidade prenunciariam um dia frio, de chuva miúdinha. Mas o suor goticular que permanece à flor da pele sem que se evapore indica que o resto do dia, para além de nublado, será quente e húmido. Uma boa chuvada seguramente que refrescaria o tempo e afastaria este pesado chumbo que me envolve, que em Luanda, na estação quente, prenunciaria grandes e violentas bátegas de água quando não relampejantes e ensurdecedoras trovoadas. Mas este é um país de brandos costumes, de pequenas tempestades, de meias águas e de meias tintas. (Setúbal, MMA - 1994.06.15)
3. - O Mesquita é um incompetente, não prepara as lições e mete água. Mas é o Mestre, Senhor todo poderoso enquanto os estudantes continuarem a falar pelos cafés, cada qual metido no seu individualismo, no seu morno egoísmo, na sua indiferença quotidiana! (MCG - 1972.10.18)
4. - Quando um dia for escrita a história do Instituto , verifica-se-à quão castradora foi a sua acção - e esterilizante - quão veementemente destruiu nas pessoas a espontaneidade, a solidariedade, a camaradagem. Não propriamente destruir, porque nesta maldita sociedade portuguesa feudalizada, cinco séculos de história contribuíram para nivelar as pessoas no temor, na mediocridade e na inautenticidade. A coragem, a hombridade, a lealdade, o entusiasmo inovador, eis o que falta ao castrado povo português! (NSM - 1971.01.14)
5. - Sou (sobretudo) aquilo que faço e não apenas aquilo que digo..(VN)
6. - Vejo hoje no Instituto o dr. Amílcar Mesquita, o Rola, o Director do Instituto e outros professores. Sobe por mim a contrariedade que me despertam: o arrivismo, a cretinice, o autoritarismo, a desumanidade dum país de que a escola é o reflexo pela política dos jesuítas. Sobe por mim o desejo de gritar NÃO a tudo isto que profundamente abomino e que tão dolorosamente suportei durante estes seis anos de luta para não me deixar negar. (MCG – 1974.04.27/28)
7.- Salut, camarada!
Se puede enganar
a todo el pueblo
parte del tiempo
Se puede enganar
a parte del pueblo
todo el tiempo
pero no se puede enganar
a todo el pueblo
todo el tiempo. (Lincoln)
Aqui está a minha esperança! Nós venceremos. Mesmo que eu seja derrotado ou me venda, outros tomarão o meu lugar, empunharão o estandarte. Algum dia venceremos! Algum dia! Salut, camarada! (MCG - 1972.08.13)
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* José Afonso
“Não me arrependo de nada do que fiz. Mais: eu sou aquilo que fiz. Embora com reservas acreditava o suficiente no que estava a fazer, e isso é que fica. Quando as pessoas param há como que um pacto implícito com o inimigo, tanto no campo político, como no campo estético e cultural. E, por vezes, o inimigo somos nós próprios, a nossa própria consciência e os alíbis de que nos servimos para justificar a modorra e o abandono dos campos de luta”. Em entrevista a Viriato Teles, in «O Jornal», 27/4/84.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Textos em dezembro 19

 * Victor Nogueira


2019 12 13 Cartoons de João Abel Manta

O PINTOR FOI ASSASSINADO - José Dias Coelho (Pinhel, 19 de Junho de 1923 — Lisboa, 19 de Dezembro de 1961) artista plástico e militante e dirigente do Partido Comunista assassinado pela PIDE há 52 anos.


«Há [52] anos, num dia como [hoje], a morte saiu à rua. Semanas antes, um grupo de dirigentes comunistas tinha escapado de Caxias no carro blindado oferecido por Hitler a Salazar. Em Goa, o colonialismo português desmorona-se e as sucessivas derrotas do fascismo lançam a PIDE sobre todas as direcções. A 15 de Dezembro, vários membros da direcção do PCP são detidos. Entre eles estavam Octávio Pato, Pires Jorge, Carlos Costa e Américo de Sousa.

No dia 19 de Dezembro, a brigada da PIDE encabeçada pelo criminoso José Gonçalves detecta o responsável pelo Sector Intelectual de Lisboa do PCP e um dos principais especialistas em falsificações de documentos. Aos 38 anos, José Dias Coelho é assassinado a tiro na rua que anos mais tarde receberá o seu nome.» [Bruno Carvalho no blog 5 dias]

Em Angola, o 4 de Fevereiro de 1961 marca o início da guerra colonial, na sequência de séculos de resistência à colonização portuguesa, guerra colonial que a 25 de Abril de 1974 teve o seu epílogo.

A Morte Saiu à Rua é um poema musicado da autoria e interpretado por José Afonso, incluído no LP Eu Vou Ser Como a Toupeira, lançado em 1972


A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome pra qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue dum peito aberto sai

O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o pintor morreu

Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou

Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada há covas feitas no chão
E em todas florirão rosas duma nação.



2019 12 19 Foto victor nogueira - Caldas da Rainha - Destroços e ruínas (1997.10 - rolo 208 A)


2012 12 19 - Foto Victor Nogueira - Dia de Inverno


Foto victor nogueira - Setúbal - O homem da bicicleta ao nascer do sol


2012  12 19  - 3+1 poemas e 1 photo

Melopeia sem a teia
maria do mar
ao luar
sem guarida
princesa
do cravo e canela
à janela
raposinha fininha
uma gaivota
mariposa a rosa
ilhota em cambalhota dos mil.sóis
rendilhados e fechados
maria papoila
lantejoula
sem clarisse
que se visse
setúbal
2012.12.19

~~~~~~~~~~

liberta desperta
uma semente
não mente
com água
sem mágua
na terra
Setúbal
2012.12.19
~~~~~~~~~~

triste
de ti fugiste
quem és não sei
e
sem ti fiquei
setúbal
2012.12.19
~~~~~~~~
as palavras são
dentro de mim
um clarim
um rio
.
rio não
lagoa
mar interior
duro e seco
sem ti
.
os gestos são
fatiados
fatigados
mal talhados
fogo e frio fátuo
.
sem mágoa
nem água
a tua anágua
seca
.
eu um tronco
bronco
queimado
atravessado
no caminho
setúbal
2012.12.19 (2)
~~~~~~~~~

Com mimos
- mímica arrítmica -
de limos e lama
fazes a cama;
a fama sem chama
por nós clama
Setúbal,. 2012.12.19


***
Maria Rodrigues
é um grande poeta,lindoooooooooooooo,gostei muito obrigada amigo,nâo tinha o meu pc.estava arariado(y)
10 ano(s)
Nádia Patricia
Estou aqui para ti.
10 ano(s)
Nádia Patricia
❤
10 ano(s)
Margarida Piloto Garcia
A ler baixinho o que escreveste, como se precisasse que as palavras fizessem eco. Beijos Victor.
10 ano(s)
Mia Pires Griff
...floresça a semente! Obrigada Victor...bjo.
10 ano(s)
Diamantina Evaristo
Parabéns pelo momento de inspiração. Bj.
10 ano(s)
Belaminda Silva
Lindo camarada, beijinhos e uma noite feliz 🙂
10 ano(s)
Deolinda F. Mesquita
Muito Bonito.... adorei Victor . Parabéns bjs.
10 ano(s)
Manuela Vieira da Silva
a semente // o grão
liberta desperta // da pele germina
uma semente // rebenta
não mente // sedenta
com água // frágil
sem mágua // livre isenta
na terra-aberta // ágil sustenta -----------------Bjos.🙂
10 ano(s)
Filipe Chinita
abraço meu, victor.
10 ano(s)
Maria Jorgete Teixeira
Belos, breves, em respiração apressada, ao ritmo do coração. Bjs
9 ano(s)
Isabel Maria
As palavras que te habitam e te arrastam para um mar de emoções,bjs
9 ano(s)
Graça Maria Teixeira Pinto
As palavras saltitam, voam, são emoção e acabam retidas em nós.
9 ano(s)