Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
Nuno Vinha - CGTP rejeita "bazuca" de apoios vinda da Europa e quer que Portugal abandone o euro
Já na fase de arrumação das celebrações do 1 de Maio, em Lisboa, a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, concretizou – em declarações à Rádio Observador – a que empresas se referia quando disse, no seu discurso, que há entidades que estão a receber apoios do Estado que não precisam de apoio nenhum. E que até deviam estar a contribuir para apoiar a economia.
“Os trabalhadores é que estão a pagar esta fatura e ainda são violadas os seus direito. (…) Eu posso nomear, elas são públicas. Então requereram lay-off empresas como o Grupo Pestana [Hotelaria], a Bosch, a FNAC, a Renault, a Visteon, várias empresas de têxteis de grande porte e que não estão em situação difícil. Tudo empresas com milhões e milhões de euros de lucros que entraram em lay-off, em que a Segurança Social, que é dos trabalhadores, a oagar 70% dos dois terços do salário dos trabalhadores”, disse Isabel Camarinha.
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15:43
Beatriz Ferreira
Ouve-se o Hino Nacional na Alameda
Na Alameda, em Lisboa, ouve-se agora o Hino Nacional. As várias centenas de sindicalistas que estão no relvado erguem as bandeiras da CGTP ou dos respetivos sindicatos. Vários populares juntaram-se à ação e cantam também.
Às 15:44 os sindicalistas reunidos para celebrar o Dia do Trabalhador perto da Fonte Luminosa, em Lisboa, desmobilizaram – tal como tinha pedido Libério Domingues, da organização. Minutos depois, já as filas estavam desertas outra vez.
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15:32
Beatriz Ferreira
Pandemia "mostra bem a quem servem os vínculos precários dos trabalhadores a desempenhar funções permanentes"
Isabel Camarinha denuncia ainda que a atual pandemia “mostra bem a quem servem os vínculos precários dos trabalhadores a desempenhar funções permanentes”. “Estes são os primeiros a ser despedidos, quer tenham contrato a termo, trabalhem para empresas prestadoras de serviços, laborem com um falso recibos verde ou estejam no período experimental, ficando em situações de maior fragilidade e com uma reduzida proteção social.”
Os trabalhadores com vínculos precários “são brutalmente penalizados” nos salários, “que são, em média 30% inferiores aos dos trabalhadores com vínculo permanente a desempenhar a mesma função”.
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15:32
Nuno Vinha
CGTP critica e rejeita "bazuca" de apoios vinda da Europa. E quer que Portugal abandone o euro
Isabel Camarinha considera que os apoios vindos de Bruxelas, que no total para os 27 podem chegar a 1,5 biliões de euros, para ajudar na recuperação económica, apelidada de “bazuca” pelo primeiro-ministro, vem com um talão de preço. E por isso não a quer. Nem quer Portugal no euro, uma reivindicação recorrente da Intersindical. “Estamos de novo reféns de uma ‘bazuca’ vinda de Bruxelas, mas nós sabemos que dali, as ‘bazucas’ são sempre rápidas para atacar direitos, deixar o país mais dependente e nunca se assumiram como elemento de libertação, de progresso ou de crescimento. Para crescer de forma coesa, quer social, quer territorialmente, o país precisa de recuperar os instrumentos da política monetária e o governo tem de a obrigação de empreender esforços nesse sentido”.
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Rita Dinis
Jerónimo rejeita "mau exemplo" por ter 73 anos. "A idade não é critério absoluto"
Questionado sobre as medidas de segurança, Jerónimo de Sousa diz que a distância de segurança está assegurada na manifestação que se realiza esta tarde na Alameda, em Lisboa. "Era preciso afirmar maio, eu sou do tempo em que fazer maio era difícil, não havia vírus, mas havia prisão, repressão", diz, afirmando que naquele tempo era mais difícil. E questionado sobre o mau exemplo que pode estar a dar por estar na rua, naquele evento de celebração d 1º de maio, com 73 anos de idade, Jerónimo de Sousa nega essa interpretação. "A idade não é um critério absoluto, há idosos infetados, institucionalizados, e no meu caso concreto nada disso acontece. E continuo a dizer que coragem era sair à rua há 47 anos com a certeza de que se ia para o primeiro de Maio com o risco de se ser preso, marcado com tinta azul, com todas as consequências que daí decorriam. Mas nunca desistimos do 1º de maio, mesmo nas condições mais difíceis", diz.
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15:26
Beatriz Ferreira
CGTP pede retribuição por inteiro a quem está em layoff
Defende Isabel Camarinha que “está em marcha uma ampla campanha ideológica, que pretende incutir que os direitos dos trabalhadores são inimigos da recuperação económica do país”.
A CGTP exige “a proibição dos despedimentos e a reversão dos que já aconteceram nos últimos meses” — uma reivindicação que, diz, teria “impedido a perda de emprego para mais de 350 mil trabalhadores”. “Exigimos que se garanta a retribuição por inteiro, acabando com o corte de um terço dos salários” para quem está em layoff.
NOS 40 ANOS DO 25 DE ABRIL 13 - as "Excelências" e o respeitinho
1. - Em 25 de Abril de 1974 a farsa entre spínola e marcelo para que o poder não caísse na rua foi pela RTP anunciada deste modo: São já quase 20 horas e um novo comunicado informa que "Sua Excelência o ex-Presidente do Conselho de Ministros se rendeu incondicionalmente a Sua Excelência o General António de Spínola, juntamente com os ex-Ministros do Interior e dos Negócios Estrangeiros". Ainda era o tempo das “Excelências” e do respeitinho.
E no dia 27 em Caxias ainda se discutia à porta do Forte se era ou não legal libertar os presos políticos, enquanto o Governo era entregue a um conjunto de Generais alguns dos quais se vieram a revelar claramente defensores da (des)ordem derrubada e tenha sido lançado um apelo para evitar os excessos que possam por em causa “o poder que o General Spínola vos oferece”. Spínola que pretendia não autorizar partidos políticos mas apenas "associações" políticas e manter encarcerados os presos políticos.
2. - Durante a guerra colonial e nos arredores de Luanda havia um Quartel – o Grafanil – espécie de albergue ou placa giratória das tropas em trânsito entre o mato e a cidade ou o Puto (Portugal) onde existia um enorme barracão, que se via da estrada, onde letras garrafais identificavam como “Depósito de Convalescentes”. Era um dos muitos depósitos do material de guerra, este de soldados convalescentes.
27 de Abril de 2014
o direito de participação e de voto não se esgota nas eleições para a presidência da república, dos parlamentos ou para as autarquias. O direito e o dever de participação e de voto exerce-se também ou deveria exercer-se para as comissões de moradores, para as comissões de trabalhadores e de utentes, para as associações sindicais, entre muitas outras como as assembleias de condóminos, associações desportivas ou culturais, etc, etc.
Sem prejuízo do direito e do dever de votar (ou não) o mais importante são o direito e o dever de associação para a prossecução de interesses específicos, mais ou menos genéricos, e também o direito a ser informado, o que não sucede nas TV's e na esmagadora maioria dos órgãos de comunicação, sujeitos de facto à censura das direcções, dos conselhos de administração e dos grandes accionistas, capitalistas.
11 a
27 de abril de 2014 ·
foto Victor Nogueira -1974/75 - cartazes e murais de abril 05 - Lisboa - calçada da ajuda -
Durante os anos de 1974/1976 foram muitas as acusações e denúncias de ingerência da NATO e da CIA em Portugal
27 de Abril de 2014
NOS 40 ANOS DO 25 DE ABRIL 14 - a longa espera para a libertação dos presos políticos
Em 26 de Abril, no Forte de Caxias, 5 ou 6 inspectores da PIDE aguardavam a chegada das forças do MFA comandadas pelo capitão-tenente Abrantes Serra, às ordens de quem se colocam afirmando lealdade. O objectivo da força dos Fuzileiros era garantir a segurança dos presos políticos com vista à sua libertação.
Contudo um telefonema de Spínola impõe que não sejam libertados os presos acusados de delito comum os quais pela força de fuzileiros haviam sido libertados das celas e circulavam na prisão. Após o telefonema Abrantes Serra verifica que o comandante da Força de Paraquedistas que guardava o Forte havia mandado recolher às celas todos os presos políticos, alegando que não havia ordem da Junta para libertá-los.
Abrantes Serra ordena de novo a abertura de todas as celas enquanto chegam delegados do MFA e da Junta para libertar os presos. Em consequência os delegados da Junta e do MFA e Abrantes Serra solicitam a colaboração dum dos inspectores da PIDE/DGS para que sejam identificados os presos políticos a libertar. O inspector da PIDE/DGS resolve pois aconselhar quem deveria ou não ser libertado, isto é, distinguindo os “muito perigosos”, que segundo ele não deveriam ser libertados, ou seja, cerca de 60 dos 82 continuariam presos.
Perante a exigência de Spínola e com vários advogados oposicionistas presentes no meio da multidão que no exterior exigia a libertação de todos os presos políticos, inicia-se por iniciativa de Abrantes Serra e dos delegados da Junta e do MFA uma inconcludente discussão entre os advogados sobre a legalidade de libertar os presos políticos acusados de crimes de delito comum.
Face a isto o delegado do MFA major Menino Vargas telefona ao tenente-coronel Franco Charais, da Coordenadora do MFA que, contrariando o general Spínola, Presidente da Junta de Salvação Nacional, ordena a libertação de todos os presos políticos, sem distinções, já na madrugada do dia 27 (segundo Pedro Lautet in “Os anos de Abril” – volume 5 - “O cerco a Marcelo Caetano” - Lisboa 2014)
Enquanto isso, na cadeia da PIDE no Porto os agentes da PIDE exigiam aos familiares dos presos políticos elevadas quantias em dinheiro para que fossem libertados. A libertação de todos os presos políticos verificou-se a 27 de Abril.
Os presos políticos do Forte de Peniche são libertados nesse mesmo dia 27 enquanto que os presos políticos (dos movimentos de libertação das colónias) no Campo de Concentração do Tarrafal apenas foram libertados a 30 de Abril.
Havia outras prisões políticas, nas colónias, para além do Tarrafal.
Em tempo - os militares do MFA presos no Forte da Trafaria na sequência do golpe militar de 16 de Março foram libertados ao princípio da tarde do próprio dia 25 de Abril de 1974
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DA MINHA CORRESPONDÊNCIA em 27 de Abril de 1974:
«O telejornal transmite a libertação dos presos políticos do Forte de Caxias. Fico indignado com as delongas: mas que história é essa da distinção entre presos de delito comum e presos políticos? Vão para o raio que vos parta, mais o vosso “percebes?”. Não percebo, nada!
Começa a saída dos presos: reconheço alguns – o Sérgio Ribeiro, o Luís Moita. Ouço nomes conhecidos: Nuno Teotónio Pereira. E ouço as declarações de alguns dos libertos, nomeadamente [Palma Inácio] da LUAR (Liga Unida da Acção Revolucionária): aí, valentes, assim é que são! Nada de entusiasmos despropositados, nada de pactuações demagógicas. Não haja ilusões: o poder não irá para o povo; a burguesia reorganiza-se. Vamos ver durante quanto tempo durará este novo ar que se respira, duma liberdade que nunca tinha havido nos meus 28 anos de existência. É bom sentir também essa liberdade nos outros.» (MCG – 1974.04.27/28)
27 de abril de 2017 ·
foto victor nogueira - Setúbal - Parque Urbano de Vanicelos -Neste aprazível Espaço Verde foi uma vez mais a festa de aniversário do Francisco. Por ele vagueavam pessoas, brincavam crianças, praticava-se jogging, jogava-se à bola ou passeava-se de bicicleta.
27 de abril de 2020 ·
CARTAZ CIPRIOTA DO 1 DE MAIO DE 2020
27 de abril de 2020 ·
foto victor nogueira - Todos os anos nos desfiles do 1º de Maio, em Setúbal, no Largo dos Combatentes, com um cravo na mão e acenando aos manifestantes, estava à janela um casal idoso. Depois, passou a estar apenas a mulher e nos últimos anos ninguém..Esta é uma das fotos que tirei ao longo dos tempos.
27 de abril de 2021 ·
foto victor nogueira - 1º de Maio em Setúbal - 1983 (rolo 72)
Cartaz russo, alusivo ao dia 1.º de maio: "Trabalhadores não têm nada a perder, a não ser suas correntes … " (1919)
27 de abril de 2022 ·
Foto victor nogueira - Pinhal Novo - coreto (2022 04 21)
Apadrinhado pela Sociedade União Setubalense, o coreto da Sociedade Filarmónica União Agrícola foi inaugurado em 1927, tendo esta sido fundada em 6 Dezembro 1896. O coreto situa-se no rossio, hoje ajardinado, defronte da antiga estação ferroviária.
27 de abril de 2024 ·
1º de Maio 2024 - Lutar pelos direitos / Combater a Exploração / Paz, Pão e Librdade / Aumentar salários e pensões / Garantir Direitos / Abril Por um Portugal com futuro
As mulheres apoiam os sindicatos / Salário igual para trabalho igual, sem distinção de género, raça, religião ou orientação sexual / O sindicalismo constrói isto! (Cartaz dos anos '20 do século XX)
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Jornal do Stal 127 – 2024 Abril
1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, por Victor Nogueira
Abomináveis na grandeza
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha (A Internacional)
Sobre-exploração dos Trabalho, com maior gravidade no infantil e no das mulheres, jornadas extenuantes, de sol a sol, ausência de protecção em caso de acidente, doença ou desemprego, insalubres condições laborais e habitacionais, salários abaixo do nível de subsistência … tal é a essência do capitalismo
Greves, mutualismo, organização sindical e em partidos políticos operários foram a resposta do Trabalho, em luta por melhores condições laborais e de vida. Organização que a breve trecho levou à articulação internacional das lutas dos trabalhadores.
As jornadas de 8 horas são reivindicadas pela National Labour Union nos EUA e pela I Internacional no seu Congresso de 1866. Neste ano, em Chicago, uma greve no 1º de Maio, com o mesmo fim, foi sangrentamente reprimida pelas forças policiais, a mando do patronato.
Em 1889 o Congresso da II Internacional, fixa o 1º de Maio como Dia Internacional dos Trabalhadores, crescentemente comemorado a nível mundial.
Em Portugal o 1º de Maio iniciou-se em 1890, com um sindicalismo revolucionário, sobretudo a partir da Implantação da República. Em 1919 são conquistadas as 8 horas de trabalho diário e o descanso ao domingo, para os trabalhadores do comércio e da indústria.
1926, marca o início da contra ofensiva fascista, traduzida na restrição dos direitos de reunião, associação e manifestação, além da proibição de greves, mas o movimento dos trabalhadores, logrou organizar lutas por melhores condições de vida e de trabalho e contra o fascismo. Apesar das proibições e da repressão, o 1º de Maio continuou. O de 1962 é um dos marcos do movimento laboral, incluindo a conquista das 8 horas de trabalho para o proletariado rural.
Com o 25 de Abril o 1º de Maio, internacionalista, prossegue como jornada de festa e de luta por melhores condições de vida e de trabalho e pela concretização duma verdadeira democracia social, económica, política e cultural, na sequência das Declarações Universais dos Direitos Humanos.
27 de abril de 2024 ·
Foto victor nogueira - Setúbal Av José Mourinho Mural do Bloco de Esquerda --Tróia é de todos (2024 04 17 IMG_4440) - Mural executado em 2024 Março
27 de Abril de2025
2025 04 27 - Tarjeta convocando para o 1º de Maio, no tempo do fascismo
Os sindicatos eram controlados pela Polícia Política (PIDE / DGS) e proibidos para os "servidores" do Estado (Administração Pública). Do mesmo modo eram condicionados os direitos de manifestação e de reunião, sendo proibidas as greves e severamente reprimidas as manifestações no 1º de Maio.
Em 2025 comemora-se o 51º aniversário das grandioas manifestações do 1º de Maio de 1974, quando foi declarado "feriado nacional", desde então comemorado em festa e luta em Portugal, de lés a lés.
Hino da Intersindical, pelo Coro do Sindicato dos Mineiros de Aljustrel
Operários, vanguarda do povo
Camponeses que a terra lavrais
Libertai-vos do jugo para sempre
É o povo quem vós libertais
Unidade! Unidade! Unidade!
Do trabalho contra o capital!
Camaradas, lutemos unidos
Porque é nossa a vitória final
Norte a sul, vinde trabalhadores
Pescadores não fiqueis para trás
Avançai, e sem medo, na luta
Pelo pão, p’lo trabalho, pela paz
Unidade! Unidade! Unidade!
Do trabalho contra o capital!
Camaradas, lutemos unidos
Porque é nossa a vitória final
Todos juntos numa só torrente
Na cidade, no campo e no mar
Alcancemos com as forças armadas
Liberdade, governo popular
Unidade! Unidade! Unidade!
Do trabalho contra o capital!
Camaradas, lutemos unidos
Porque é nossa a vitória final!
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Letra: Mário Vieira de Carvalho
Música: autor anónimo do século XIX. A música apareceu em 1852, por ocasião das lutas civis da Patuleia e Maria da Fonte.
Arranjo e direcção de coros: Pedro Osório.
2023 05 01 Hoje foi dia de festa e de luta dos trabalhadores, os que têm trabalho, os que o não têm, e para os que já trabalharam.
2023 05 01Cerca das 18:00 deste 1º de Maio de 2023 o Público on line dá grande destaque às declarações do líder da UGT, mas nem uma linha ou referência à CGTP ou às manifestações por esta convocadas. No Expresso, no Observador ou no Diário de Notícia não há qualquer às manifestações do 1º de Maio. Exceptua-se o DN, com uma breve notícia sobre o 1º de Maio em ... Itália.
2023 05 01 Num breve relance sobre a imprensa on line, cerca das 18:00, apenas o Jornal de Notícias se refere às manifestações neste 1º de Maio de 2023
2022 05 01 - Entre Abril e Maio de 1974, na imprensa portuguesa
2022 05 01 - O 1º de Maio de 1974 na imprensa portuguesa
2019 05 01 Volpedo - «O Quarto Estado (em italiano: Il quarto stato) é uma pintura a óleo sobre tela (293×545 cm) do pintor italiano Giuseppe Pellizza da Volpedo (1868-1907), concluída em 1901 e conservada no Museu do Novecento em Milão. O Quarto Estado descreve um grupo de trabalhadores marchando em protesto numa praça, presumivelmente a Malaspina de Volpedo.» (Wikipedia)
2016 05 01 TODOS DIFERENTES TODOS IGUAIS - UMA SÓ HUMANIDADE
## No que respeita aos homens, nem o riso, nem as lágrimas, nem a indignação, mas apenas o entendimento [i.e.saber o porquê] (Espinosa)
## Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem segundo a sua livre vontade; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado. A tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos. E justamente quando parecem empenhados em revolucionar-se a si e às coisas, em criar algo que jamais existiu, precisamente nesses períodos de crise revolucionária, os homens conjuram ansiosamente em seu auxilio os espíritos do passado, tomando-lhes emprestado os nomes, os gritos de guerra e as roupagens, a fim de apresentar e nessa linguagem emprestada. (...) De maneira idêntica, o principiante que aprende um novo idioma, traduz sempre as palavras deste idioma para sua língua natal; mas só quando puder manejá-lo sem apelar para o passado e esquecer sua própria língua no emprego da nova, terá assimilado o espírito desta última e poderá produzir livremente nela.(Karl Marx, in "O 18 de Brumário de Louis Bonaparte")
## Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras; o que importa é modificá-lo.(Karl Marx)
2015 05 01 Viva o 1º de Maio, por Maria João de Sousa
Que dizer-te?
Os versos de Maio
soltaram-se de nós
e
escorreram-nos, vermelhos,
dos dedos que os teciam...
Indiferentes à nossa surpresa,
foram-se-nos derramando no espaço e no tempo,
renovados e limpos,
espraiaram-se,
infiltraram-se na aspereza
de todas as coisas conhecidas, ou não,
recusaram-se
a ser os actores
de um palco só nosso,
derrubaram cenários, rasgaram cortinas,
ganharam vida própria
e cimentaram vontades
ao assumirem a vida que em si traziam
fugiram-nos, amigo/a...
rebeldes,
tocaram-nos
e
fugiram-nos
para que todos conhecessem
as razões da sua rebeldia...
que dizer-te
e
como dizer-to,
se da força do Maio nos brotaram?
Maria João Brito de Sousa
Viva o 1º de MAIO!
Tela de Diego Rivera
2015 04 24 O 1º de maio em 1974 e em 1962
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NOS QUARENTA ANOS DO 25 DE abril - 20 - 1º de Maio de 1974 - a confluência dos rios e das lutas (30 de Abril de 2014 às 12:46)
No tempo do fascismo o 1º de Maio era um dia normal de trabalho e as manifestações e concentrações duramente reprimidas. Para 1974 estavam previstas manifestações, que a PIDE pretendia minimizar com numerosas prisões prévias. Face às "hesitações" de Spínola e da Junta de Salvação Nacional, o PCP pretendia decretar uma greve geral para o 1º de Maio, que veio a ser declarado feriado em 27 de Abril, com gigantescas manifestações em Portugal de Norte a Sul. [Em abono da verdade registe-se que no tempo do fascismo e em Évora o ISESE encerrava sempre no 1º de Maio, por ser o Dia de S. José Operário, cuja estátua estava no primeiro patamar do lance de escadas que unia os 3 pisos do edifício ].
Viva o 1º de Maio, hoje e sempre, Victor Barroso Nogueira! Obrigada pela partilha!!!
8 ano(s)
José Manuel Candeias
Obrigado, Victor! Lutas velhas, objectivos novos!
8 ano(s)
Viriato F. Soares
Obrigado pela partilha, VIVA o 1º de MAIO!
8 ano(s)
Deolinda F. Mesquita
Obrigada, Victor, Viva o 1º Maio!
8 ano(s)
Cecília Barata
8 ano(s)
Fernando Pereira
Obrigado. Bom 1º de Maio.
8 ano(s)
Manela Pinto
tens um arquivo historico enorme (Y)
8 ano(s)
Carlos Rodrigues
Há muito tempo que não ouvia os termos elogiosos de " díscolo e desordeiro ", Vitor. 1º de Maio sempre ! Obrigado.
8 ano(s)
Milu Vizinho
Camarada Victor obrigado pela partilha...VIVA O 1º DE MAIO o povo unido já mais será vencido (y)
8 ano(s)
Manuela Miranda
Eu estou quase como uma Senhora ontem disse na Sic 1º de Maio há sempre claro, mas em vez de ser dia do trabalhador havia de ser dia do desempregado. Cada vez tiram mais direitos e regalias a quem trabalha. O País está péssimo e o Mundo também. A Riqueza está mal dividida. Só há Ricos e Pobres Classe Média quase desaparece. Hospitais psiq enchem Suicidios aumentam.. Já Sabes Victor eu gosto daquilo que publicas tem sentido É o que vivemos. E é o País que temos. Beijinhos Amigo
8 ano(s)
2014 05 01 foto Victor Nogueira - 1º de Maio de 2014 em Setúbal
Uma tarde de calor e soalheira, uma manifestação concorrida tendo em conta que a maioria do pessoal normalmente vai engrossar a de Lisboa, menos jovens que em anos anteriores, muitas faixas e cartazes, 3 ou 4 carros engalanados com minimalismo, um deles, o do STAL, com o inefável coelho.
Muitos cafés abertos e alguns minimercados. Longe vai o tempo em que no 1º de Maio e no 25 de Abril tudo fechava. Agora, o Governo de Pedro e Paulo sustentado pelo TóZé, o Seguro escavaco, pretende arejar dias e noites permitindo que o comércio esteja diariamente aberto, noite e dia, a semana inteira, sem pausas.
Em Setúbal, outrora, num 2º andar no 1º de Maio, um casal idoso numa das avenidas sorria aos manifestantes acenando com um cravo vermelho. Mas o ano passado tal já não sucedeu e este ano não os vi.
Abel Moinho
o ano passado o casal esteve na janela este ano é que não esteve os camaradas BELMOTES já teêm muita idade
9 ano(s)
Já de seguida o SONETO DO TRABALHO, de Ary dos Santos
Soneto do Trabalho (Ary dos Santos)
Das prensas dos martelos das bigornas
das foices dos arados das charruas
das alfaias dos cascos das dornas
é que nasce a canção que anda nas ruas.
-
Um povo não é livre em águas mornas
não se abre a liberdade com gazuas
á força do teu braço é que transformas
as fábricas e as terras que são tuas
-
Abre os olhos e vê. Sê vigilante
a reacção não passará diante
do teu punho fechado contra o medo.
-
Levanta-te meu povo. Não é tarde.
Agora é que o mar canta é que o sol arde
pois quando o povo acorda é sempre cedo.
2014 05 01 - Vamos ao 1º de Maio denunciar e combater
Há aqueles que lutam um dia; e por isso são bons; Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons; Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda; Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis. (Bertold Brecht)
sobre al-qantara - a ponte em 19 de Outubro
Liberdade, por Sérgio Godinho
* Victor Nogueira
2013 10 18 - Bem sei que o texto é longo. O essencial está assinalado a negrito.
1. -A decisão da CGTP
corta as manobras de intimidação e desmobilização feitas pelo Governo mais
reaccionário desde o 25 de Abril.
A CGTP marcou a manif, por Abril, contra a exploração
e o empobrecimento, tentou negociar com o Governo, este apresentou como
alternativa a ponte vasco da gama, a CGTP recusou e garantiu reforçar a
segurança, o governo disse que a decisão final era da , esta manteve a travessia
da ponte 25 de Abril, o governo proibiu e a polícia estaria lá não para
garantir a segurança (como é sua estrita obrigação) mas para impedir a
manifestação.
O governo mostrou a sua face fascizante e a desarmou o
governo transferindo a concentração para Alcântara. Não só o Governo não
impediu a manifestação como nada impede que os autocarros dos manifestantes
atravessem a ponte.
A manifestação e os seus objectivos mantêm-se. Renegociação
da dívida e fim dos juros agiotas. Subordinação do deficit ao crescimento
económico, aumento da Produção e da Riqueza e diminuição da dependência
externa. Aumentos Salariais e das Pensões. Defesa das funções sociais do Estado
e da Administração Pública. Defesa do Serviço Nacional de Saúde, da Escola
Pública e da Segurança Social geral, universal, solidária e pública.
Combate ao Desemprego. Defesa do Direito ao Trabalho com Direitos e à
Negociação Colectiva.
É preciso que seja uma grande manifestação, uma
manifestação que seja mais um passo para correr com a corja. Esta é a verdade
2. -Há quem não queira ou não consiga perceber.
Por vezes é necessário recuar um passo para avançar ou
retomar o balanço. Uma das técnicas de autodefesa pessoal é não oferecer
resistência ao agressor, que no seu impulso conta com essa resistência. Não a
encontrando, estatela-se e torna-se vulnerável a nossa contra-ofensiva
A Polícia de intervenção está treinada para intimidar,
aterrorizar e dispersar manifestantes. A maioria dos participantes nesta
manifestação que se pretende grandiosa não sabe técnicas para neutralizar as
cargas policiais e os provocadores infiltrados e não perder o sangue-frio.
Estes manifestantes não são guerrilheiros urbanos. E por
alguma razão um governo do PSD/Cavaco acabou com o serviço militar obrigatório,
não por amor à paz mas pelo oposto.
Antes havia quem não fosse ou desmobilizasse e alinhasse com
a propaganda terrorista, intimidatória ou ameaçadora do Governo e da
generalidade dos órgãos de comunicação porque poderia haver suicidas,
encurralamentos, manifestantes em pânico a atirarem-se da ponte abaixo,
provocações de infiltrados, etc, etc, que a era irresponsável e depois como passam as
ambulâncias ou como vou trabalhar ou como vou à entrevista para arranjar
emprego e que a queria era show-off para
as tv’s (qd estas em ocasiões anteriores dão é largo espaço ás “manifestações”
e violências fora da segurança da e
silenciem a enorme adesão a estas, incluindo as greves gerais).
Agora, há quem não vá ou desmobilize porque a CGTP faz o frete ao governo, que é cobarde,
que não vai à luta e enfrentar a polícia de choque e já não se fala nos
suicidas, nas ambulâncias, nos entraves a quem quiser ir trabalhar, todos
lembrando os tempos da “revolução a todo o vapor”.
3. -Não é nas redes sociais e na blogosfera que se mobiliza,
esclarece e consciencializa a imensa maioria dos que se quer trazer para a
luta, luta essa que é como a dum comboio em marcha com muitas estações e
apeadeiros onde os passageiros vão saindo em detrimento do destino final.
É na rua, nos locais de trabalho, no café, que se
esclarecem e mobilizam as pessoas.
Há quem fale como se fossem os “senhores” da revolução, os
iluminados, os que querem que a sua verdade prevaleça sobre as decisões do
colectivo. As decisões da CGTP são colectivas, da sua Direcção
Nacional, não são do Arménio Carlos, e resultam também da opinião dos
sindicatos.
Mas a é presa por ter
cão e presa por não ter, tal como na história do velho, da criança e do
burro. A CGTP desmobilizou? Não. O PCP e o Bloco desmobilizaram?Não.
O PS, PSD e CDS mobilizaram? Não. A UGT mobilizou? Não!
4. - Um processo revolucionário é um processo lento
e não estilo "flash" e já está. É um processo que tem de considerar
as condições objectivas e as subjectivas, e o grau de consciência social das
massas. Sendo os processos eleitorais apenas um dos meios de aferição do
grau de consciência social, pondo de lado a impossibilidade de saber se a
abstenção significa conformismo e aceitação ou não da chamada
"democracia" burguesa e se esse eventual “não” é sinal de resignação
acomodatícia ou de atitude revolucionária, verifica-se que uma grande
parte do eleitorado, embora decrescente, continua a dar o seu voto de confiança
aos partidos que prometem e não cumprem e que assinaram o memorando com a
troika a mando da banca nacional e transnacional
Esses partidos têm nome e responsáveis – são o
PS-PSD-CDS. Partidos esses que fogem cada vez mais de “eleições”
e se recusam a denunciarem o tal memorando que lixa a esmagadora maioria.
Um processo revolucionário é lento, de transformações
quantitativas até que se dê a necessária transformação qualitativa. Não é um
processo instantâneo como sucede com o Nescafé ou a sopa de pacote. É um
processo que implica avanços e recuos, muita luta e muita resistência ao
desânimo.
5. - É óbvio que o Governo (ps-psd-cds) e quem nele manda
(os chamados "mercados", eufemismo atrás do qual se escondem os
grandes grupos económico financeiros nacionais e transnacionais) não estão
interessados na força organizada dos trabalhadores e dos explorados, não estão
interessados na sua luta organizada e persistente, não estão interessados na
consciencialização social das massas e que estas de facto exerçam o seu poder.
Em todo este processo sobre a ponte, chovem as
críticas, os ataques à CGTP e ao PCP. E cabe perguntar. O PS PSD CDS que a
mando dos banqueiros assinaram o memorando com a troika mobilizaram? Não. A UGT
mobilizou? Não! A CGTP desmobilizou? Não! O PCP e o Bloco desmobilizaram? Não.
6. - A CGTP manteve os seus objectivos
estratégicos, mudou foi a táctica. Quais são esses objectivos? Renegociação da
dívida e fim dos juros agiotas. Subordinação do deficit ao crescimento
económico, aumento da Produção e da Riqueza e diminuição da dependência
externa. Aumentos Salariais e das Pensões. Defesa das funções socias do Estado
e da Administração Pública. Defesa do Serviço Nacional de Saúde, da Escola
Pública e da Segurança Social. Combate ao Desemprego. Pelo Direito ao Trabalho
com Direitos e à Negociação Colectiva.
Sendo isso que está em causa e sendo isto que não é
posto em causa, a quem serve a campanha de terrorista do Governo e
desmobilizadora de tantos críticos súbita e ciclicamente atingidos de
orfandade, sejam adeptos do espontaneísmo das massas, sejam adeptos da luta
organizada? Se esta não lhes serve, então porque não vão à luta fora do
chapéu-de-chuva da CGTP e do PCP ou doutras organizações? Porque desmobilizam?
A quem serve a desmobilização?
Antes do 25 de Abril de 1974, enquanto
estudante, fiz inquéritos no Alentejo durante cerca de um ano. E perguntas,
para além das dos inquéritos. E não poucas vezes houve trabalhadores que me
disseram que não poucas vezes se concertava quanto seria pedido por todos e
cada um na praça da jorna. E não poucas vezes, quando o porta-voz nomeado se
preparava para reivindicar, estava sozinho, sem apoio, tornando-se presa fácil
dos agrários e da PIDE e da GNR. A jornada pelas 8 horas no Alentejo no tempo
do fascismo não foi obra do acaso, exigiu uma persistente organização e
alargada consciencialização que possibilitou a vitória da reivindicação
Nem sempre a "revolução a todo o vapor" é
viável - tem de ter em conta as curvas, os obstáculos inesperados ou não, a
solidez das pontes. Doutro modo o comboio corre o risco de descarrilar e a
máquina e os passageiros ficarão gravemente combalidos e a via obstruída.
O povo é uma entidade mítica, que engloba várias
classes sociais e dentro destas várias camadas sociais, como a
"mítica" "classe média" e/ou a pequena burguesia, Classes e
camadas que têm interesses coincidentes apenas até determinado ponto do percurso.
E a campanha terrorista e intimidatória do Governo e dos meios de comunicação social
já estava a atemorizar muitos potenciais manifestantes.
Muito Povo que esteve na rua em 25 de Abril de 1974
desobedecendo ao MFA assim impedindo a jogada do general Spínola e Marcelo Caetano.
manteve-se em casa a 25 de Novembro de 1975, obedecendo ao MFA, permitindo
a suspensão de parte das liberdades e garantias na Grande Lisboa e esteve com
Soares/PS no Norte a pô-lo a ferro e fogo contra o Povo da chamada
"Comuna de Lisboa" (e Setúbal) onde enormes multidões desse mesmo
Povo de Lisboa apoiava o PS/Soares e a Liberdade e o Socialismo em Liberdade
que desembocaram no Estado Súcial presente.
E foi e tem sido uma parte desse mesmo Povo que
sistematicamente tem dado vitórias maioritárias ao ps-psd-cds ou se abstém e
que por isso é também corresponsável pelo descalabro que atinge a maioria.
7. O Governo ilegalmente resolveu proibir a
manifestação e a polícia de intervenção estaria lá para impedi-la. E se
necessário malhar forte e feio, como fez quando fora da segurança da perseguiu
e agrediu durante km desde S. Bento até ao Cais do Sodré, em tudo o que lhe
aparecesse à frente.
A CGTP desarmou o Governo. A manifestação é apenas
mais um passo até que o povo e os trabalhadores corram de vez, em Portugal e
pelo mundo fora, com a corja que os suga e seus mandaretes e moços e moças de
recados,
Relembremos! Quais são as reivindicações da CGTP em
19 de Outubro ? Renegociação da dívida e fim dos juros agiotas. Subordinação do
deficit ao crescimento económico, aumento da Produção e da Riqueza e diminuição
da dependência externa. Aumentos Salariais e das Pensões. Defesa das funções socias
do Estado e da Administração Pública. Defesa do Serviço Nacional de Saúde, da
Escola Pública e da Segurança Social. Combate ao Desemprego. Pelo Direito ao
Trabalho com Direitos e à Negociação Colectiva.
A resposta será dada na rua e no Porto e em Lisboa.
Que 19 de Outubro seja mais um passo para o derrube do governo e do
capitalismo, em Portugal e no resto do mundo. Até que as mudanças quantitativas
deem vez à necessária mudança qualitativa.
Soneto do Trabalho, de Ary dos Santos
al-qantara no antigamente
~~~~~~~~~~
José Manuel Marques
Em parte concordo, mas apenas em parte. Sem me alargar muito fica aqui o que escrevi hoje: Em parte compreendo e apoio a decisão da CGT-IN sobre a marcha na Ponte 25 de Abril, embora sobre a questão da luta e da legalidade haja pano para mangas.
A principal questão, a meu ver, é que a CGTP endureceu o discurso quando percebeu que a marcha poderia não ser autorizada, assumiu uma espécie de braço de ferro e depois cedeu, acatando a proibição.
E foi o primeiro discurso de resistência que galvanizou as pessoas, que mobilizou e uniu a sociedade num possível grito de revolta contra essa palavra PROIBIÇÃO, fazendo alargar o rio de contestação a sectores da sociedade e a pessoas que em regra andam arredadas da acção reivindicativa. Levantando a fasquia daquelas que seriam as primeiras expectativas de mobilização e aproximando-as, parece-me, do fenómeno “15 de Setembro/2012” mas com uma diferença: é que desta feita em torno de uma jornada convocada pelo movimento sindical.
Mas está feito e a luta continua, no que me toca sábado lá estarei, claro!
E seria bom que todos aqueles que agora se perdem em críticas sobre críticas à CGTP, centrando aí as suas energias como se nada mais houvesse à volta, percebessem que as razões que levaram à convocação desta jornada de luta ainda lá estão e reforçam-se. E que o vilão nisto tudo não é a Central, pelo contrário, mas sim quem ataca hoje como nunca os trabalhadores, o povo português e a democracia.
É que alguns acabam por entrar mesmo em contradição. Então vamos ou não à luta? Ela é ou não precisa? Num momento tão grave como o que vivemos, precisamos ou não de procurar o que nos une e ultrapassar o que nos divide?
Ah pois… critica-se, critica-se… e baixam-se o braços? Que raio de “revolucionários” me saíram na rifa!!!
9 ano(s)
(...)
Carlos Rodrigues
A decisão da CGTP não é resistência passiva, é Judo, uma forma inteligente de aproveitar a força do adversário contra ele próprio. O contrário é masoquismo. Gostei do texto, Vitor, grato pela partilha.
9 ano(s)
José Eliseu Pinto
http://www.revistarubra.org/?p=4059...
Se a CGTP tem a obrigação de conhecer os termos da lei, porque age como se a desconhecesse? -...
REVISTARUBRA.ORG
Se a CGTP tem a obrigação de conhecer os termos da lei, porque age como se a desconhecesse? -...
9 ano(s)
Victor Barroso Nogueira
Jose Eliseu Pinto Naturalmente que o Governo e a CGTP conhecem a lei. Mas a CGTP não é uma entidade mítica, estratosférica, é um colectivo organizado. O Governo e quem conscientemente o apoia estão há muito fora da lei e da Constituição que juraram cumprir.
Pode discutir-se tudo, mas nesta curva do caminho, o ruído só serve para ocultar o essencial e o essencial são os objectivos que se mantêm. Que desmobilzemos e nos dividamos em múltiplas correntes é o objectivo das poderosas e organizadas forças económico-financeiras a nível nacional e transnacional que estão por detrás da crise, a fomentam e dela beneficiam à vara larga.
Depois da Manif, que esperemos seja largamente participada, então será altura de discutirmos e criticarmos, nos sindicatos e nos partidos, de confrontar argumentos e decisões. Abraço
9 ano(s)
José Eliseu Pinto
A minha perplexidade é, justamente, essa: a CGTP, munida da vontade maior do Povo, claudica perante quem está «há muito fora da lei e da Constituição que juraram cumprir», depois de endurecer a voz numa promessa de não recuar, em quaisquer circunstâncias. O Povo, esse, tem dado sobejas provas de estar farto de quem promete e não cumpre. Esperemos que a CGTP não seja incluída no rol.
Estamos sempre à espera de sapatos de defunto. Esta era uma oportunidade histórica para mostrar ao mundo que estamos cientes da agenda deste governo criminoso. Quando deixaremos de dar passos tácticos atrás? Quando é que vamos deixar de queimar os nossos melhores argumentos para justificar aquilo em que não acreditamos, verdadeiramente? Há um Povo inteiro atrás de nós que não deixará de nos castigar pelas nossas tibiezas.
9 ano(s)
Victor Barroso Nogueira
Caro Zé Pinto Neste momento e até sábado à tarde, os esforços são para que os rios confluam para al-qantara e não que se dispersem por múltiplos riachos e ribeiras. . Quanto ao resto, está escrito na minha nota 🙂