Ao (es)correr da pena e do olhar
Aprender, Aprender Sempre ! (Lenine)
Allfabetização
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
.
Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
.
Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VNDomingo, 20 de Maio de 2012
Victor Nogueira - Na concha do teu nome
um rio de sons,
suave lucerna
bailando.
Domingo, 13 de Maio de 2012
Victor Nogueira - Beijo solfejo
espelho
caminho de carinho
céu sem véu
meu e teu
Victor Nogueira
Setúbal 2012 Maio 13
Victor Nogueira - O coelhone ...
cercado
cerceado
Victor Nogueira - Esforça-se o autor ...
1.
Esforça-se o autor a escrever, melhor ou pior, e depois as pessoas na maioria buscam significados e "estórias" e "enguiam" em torno da "cabedela"
Pois é, nada podemos dar aos livros senão letras do nosso pensamento e os seus olhos e lábios são os olhos e lábios não de quem escreve mas sim de quem (tres)lê :-)
Durante muitos anos supus que as Crónicas de António Lobo Antunes eram-no com base na vida dele. Mas depois concluí que não, que nem sempre é / será assim, porque ao escribador todos os malabarismos são permitidos para dar alguma cor (esta e não outra) à vida que vai encarreirando em signos na folha branca ou no monitor.
2.
Também posso vestir a realidade com fatos alegres e música e folguedos e brisas cariciantes e olhares de veludo e sedutores e de pedrinhas saltitando pelo riacho com se aves cantando fossem.
Com as palavras e a arte de usá-las se pode tornar mágico o que não é e soalheira a mais triste noite ou brilhante como se de mil sóis rendilhados falassem o que me cerca e com elas me libertando :-)
Ou não ! ! Porque o mágico tem consciência dos truques para tornar mágicos os enganos !
3.
Muitas vezes somos enganados pela "aparência". Só o tempo e a convivência permitem separar as águas. Nesta virtualidade que é a internet em que navego desde há 15 anos,quem sou eu para quem me lê ? Para uns a ilusão da imagem que surge pelo que escrevo, para outras as mãos com que escrevo, para outras a minha voz ao telefone ou na vida real.
Ilustrações -
Pieter Brueghel, o Velho - Festa de Noivado
Álvaro Cunhal - Desenhos da Prisão
Domingo, 6 de Maio de 2012
Sol e Sombra no palco da Vida que se quer viva
Victor Nogueira criou um documento.
Sábado, 5 de Maio de 2012
Victor Nogueira - MELOPEIA na TEIA
Quinta-feira, 3 de Maio de 2012
Victor Nogueira - Ao longo das horas
- A PRPÓSITO DO pingo doceMuitos "opinam" e "pensam" exactamente como ELES querem.Na última Greve Geral os órgãos de informação titulavam "Violência" quando esta era apenas a exercida pelas forças policiais no Chiado e sobre um piquete de greve. E o silêncio quase geral como se natural e fatalística fosse a extrema violência de quem tira à esmagadora maioria e crescentemente os direitos à vida, ao trabalho, ao salário ou reforma condignas, à habitação, à saúde, à segurança social, ao ensino, ao lazer e tempos livres, ao convívio familiar e social, à cultura que se não reduza ao futebol, às telenovelas, às redes sociais, Em síntese, falo9 do direito ao presente e ao futuro com dignidade, alegria, felicidade.Para os ocultos mandantes tudo são direitos descartáveis e não adquiridos. Direito inalienável, não descartável, inquestionável é o sacrossanto DIREITO À PROPRIEDADE PRIVADA, aos seus LUCROS, ao seu canibalismo que nem a eles próprios se poupam.LIBERDADE é apenas a DELES roubarem, enganarem, espoliarem, explorarem, mentirem. Entre ELES e sobretudo à maioria dos outros que ELES querem sub-humanos acéfalos a ver quem entre ELES será o DONO de tudo e de todos. DONO da vida, da existência, da morte.Agora todo o mundo fala do caso Pingo Doce.Alguém inocente ou provocatóriamente lança o anzol de "Dia do Consumidor" e não do Trabalhador e logo fica esquecido que foram apenas uns milhares que se "consumiram" no Pingo Amargo e milhares de milhares que por todo o País se manifestaram nas ruas e milhares as empresas que respeitaram (que remédio) o feriado.Quanto aos juízos moralizadores e condenatórios sem mais sobre os "consumidores" escamoteiam que ELES - os que se querem donos das pessoas e do mundo - lançam nas pessoas o medo, a ganância, o desespero, o individualismo, o oportunismo, a insegurança, o salve-se quem puder ... ELES e seus apaniguados e cúmplices lançam depois o isco e as pessoas "moralistas" atacam o seu semelhante e poupam a cáfila de ocultos mandantes e beneficiários de chorudos lucros e seus paus mandados nas cadeiras do poder, onde têm sido colocados com os votos de muitos moralistas desde há quase 40 anos. Não estou a dizer que os consumidores agiram bem. Estou a dizer é que os verdadeiros responsáveis e criminosos são outros.Há 30 anos que ELES colocam nas cadeiras do poder os seus mandaretes e homens e mulheres de mão, com o voto maioritário ou abstenção daqueles que logo de seguida passam a roubar e a condicionar por interpostos indivíduos.A seguir ELES dizem que os políticos são todos iguais e muitos acenam acéfalamente que sim, esquecendo que ELES passam bem sem eleições nem parlamento, nem contestação, nem sindicatos, nem organização dos trabalhadores e das populações. . Passam bem e preferiam que fôssemos todos cordeirinhos a balirmos alegre e mansamente para o matadouro.ELES têm rosto e nome - Encontram-se na revista FORBES e similares. AQUIhttp://www.forbes.com/billionaires/list/http://www.forbes.com/billionaires/list/#p_1_s_a0_All%20industries_Portugal_All%20states_http://expresso.sapo.pt/quem-sao-os-mais-ricos-de-portugal=f664486http://www1.ionline.pt/conteudo/145068-patrimonio-imposto-os-100-mais-ricos-portugal-salvava-subsidio-natalhttp://www.esquerda.net/artigo/milion%C3%A1rios-portugueses-nem-querem-ouvir-falar-em-sacrif%C3%ADciosPois em verdade vos digo que a esmagadora maioria que passa horas nas redes sociais ainda tem dinheiro para pagar a energia eléctrica e o acesso à internet. O que pressupõe que outras necessidades mais básicas melhor ou pior continuam satisfeitas. Ou não ! ? (VN)Aproveitando o direito de resistência consagrado na Constituição, anteontem deveriam ter aproveitado o gesto largo e carinhoso do Só-Ares Santinni e levarem tudo sem pagar, pois a tanta generosidade não havia resistência que resistisse. Ficava-lhe de emenda e aos outros que comem pela calada.
- E a seguir iam para o 1º de Maio. Eram três em uma
Cidadã A - Nunca me passou pela cabeça criticar as pessoas que lá foram («os consumidores» como lhes chamas). A não refexão sobre a manipulação de que estavam a ser alvo, associada à necessidade (quiça, miséria) levaram as pessoas a «aproveitar». O meu feroz ataque dirige-se ao sr Alexandre Soares e outros que tais... A ELES, aos que «têm rosto e nome» e que podemos encontrar na FORBES. Aos que até aproveitam a ocasião para passar por beneméritos... Mas só num dia por ano... Uns escolhem o Natal, OUTROS ESCOLHEM O 1º DE MAIO... Feitios...

Victor Nogueira Cidadã A, este texto que partilhei não foi originado por ti mas pelos comentários que não o teu em vários murais. Partilhei aqui apenas na sequência da nossa conversa acerca da "reserva" sensível de certa página
Lá poderíamos / deveríamos mas não devemos publicar textos destes. Apesar de "cientistas sociais" , porque desde sempre temos sido intervenientes no mundo que nos rodeia, não para manter a paz dos cemitérios, privilégios balofos ou egoístas, ou o pensamento único ou um unanimismo que nunca existiu, mas para transformar e tornar o mundo mais humano.
Não o publicamos lá mas há outros murais / placards como outrora [e antes de Abril] foram o nosso pequeno da associação dos estudantes ou as mesas do arcada/portugal ou a casa/quarto alugado de alguns de nós. Ou mesmo as aulas :-)
.
*****


