terça-feira, 24 de Novembro de 2009

88 retratos ...

... como se fora uma Galeria de Antepassados Veneráveis e Venerandos, de lorgnon ou bastas suiças esbranquiçadas. Alguns estão vivos o que diminui a Galeria dos Avoengos! Vivos são os que me dão sinal de Vida. Quantos passarão para o Jardim da Vera Amizade, onde merecem estar? Quanto à Galeria dos Egrégios Avós, uma leve passagem com o pano do pó mostrará o que são de verdade: madeira cheia de caruncho. É lindo o pó esvoaçante quando visto através dos raios de luz que entram pelas frinchas da telha vã. Mas eu gosto de portas e janelas escancaradas ao vento, ao sol e à chuva, abertas de par em par! E não há sótão onde guardar a inútil Galeria de Antepassados! Quem me responde? .
http://www.cremepa.org.br/institucional/museu_medicina/galerias/objetos_pessoais/images/3.jpg http://www.oac.cdlib.org/affiliates/images/cana/kt2199p9w7/hi-res/P380.jpg
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Estado: não a melhor creme de beleza do que um sorriso !! ah pois é !!

Irene dixit
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Victor diz:
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Pois ... mas o restante, que não é pouco, também ajuda. LOL
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Bjo e sorriso do Kant_O, The horrible man :-)
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http://cesariopowah.zip.net/images/sorriso.JPG
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segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

E no alto da madrugada

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* Victor Nogueira

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9309.226.1/7.018
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E no alto da madrugada acordou João Bimbelo tendo em seus lábios o nome de Joana Princesa e com eles e com seus dedos procurou o seu corpo jovem, esbelto e apetecido. E traçada a geografia de seus corpos, a madrugada se tornou murmúrio, rio caudaloso, brisa refrescante. E deste modo o ar se fez belo e calmo e o mar verde e sereno enquanto uma criança corria dentro de João Baptista Cansado da Guerra.
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Mas a noite nem sempre tem luzeiros, nem sempre tem estrelas e deste modo regressaram o silêncio e a ausência de Joana Princesa Cujo Nome Não É Desvendado. Pelo que João Bimbelo partiu em sua demanda, do cimo do monte ao fundo do vale, por fragas e rochedos, por entre janelas entreabertas, portas fechadas, soleiras que se não ultrapassavam, ficando o riso de João Bimbelo apenas à flor da pele, sem marca que se visse.
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Quando João encontrava Joana e ouvia a sua voz, havia estrelas, sol e gaivotas loucas no horizonte, num crepitar de mil candeias que enchiam os ares com a leveza e a fragilidade dum murmúrio de ave a navegar. Mas perante o silêncio e ausência Daquela cujo nome não é desvendado, transformava-se João em novelo emaranhado e cinzento como riacho sem norte ou águia sem rumo. E assim por todo o lado surgia uma pesada, envolvente e crescente aridez, invadindo todos os poros e o menor interstício, as palavras e os gestos esfarelando-se em negro de chumbo, um peso no lugar do coração, a respiração cortada e apertada por um punhal longo e profundo.
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Porque perante o silêncio e ausência da Princesa Donairosa Cujo Nome Se Não Desvenda, sentia--se João Baptista como se fora um cego, que tacteia a estrada para chegar a ela, sem saber se na encruzilhada não teria uma vez mais tomado o caminho errado e que os afasta de novo cada vez mais. Pois dentro dele João só tinha a voz e o silêncio dela, para além desse duplo desejo seu de estar com ela e de sabê-la consigo; perante o silêncio de Joana Princesa não sabia João se não era para o vazio da ausência dela que ele se dirigia. Apesar de outros serem seu desejo e vontade. Mas nada pode o vento contra o mar a não ser encrespá-lo em ondas alterosas ou torná-lo chão como um espelho liso. E aos homens nada resta senão orientar ou recolher as velas para que a nau prossiga ou se não afunde.
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Setúbal, 1993.10.03
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domingo, 22 de Novembro de 2009

Ao Sabor do Olhar

Olá, amiga! Passei por aqui, vi-te à janela e deixo-te um beijo como ave a flutuar
no sabor do teu olhar :-)
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Margarida diz: Status was changed to No meio de uma grande alegria, ...

... não prometas nada a ninguém.No meio de uma grande fúria, não respondas a carta alguma.
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Victor diz:
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Subscrevo a segunda, com acréscimo de «não repliques», acrescentando que «no meio duma separação ou fim de amor litigiosos» nunca te permitas apaixonar-te imediatamente por alguém porque é quase certo que corres o risco de saíres de novo ferido e magoado :-)»
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O tempo é o Mestre da Sabedoria !
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Bjo e grato pelo poema do Ary. Continuo à tua espera no Ao Sabor do Olhar!
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http://api.ning.com/files/qhHiiymIjg5l4cjmxGDkAxTzyfOVPWn6EpItCtixPs9D8Yya49bRsqU7Jav*yuyOKlMyUWmtshp*BA9jZjqZGBHD2eToZDaF/barro.jpg
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O tópico foi alterado para "Quando eu morrer voltarei para buscar / Os instantes que não vivi junto do mar". (CecíliA)

Meninos Brincando -Portinari,1955
Meninos Brincando -Portinari,1955
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Quando eu morrer e em vida vou vegetando, não voltarei. E no entanto, como fardo sobre mim, carrego um pouco de outrens que conheci ou comigo se cruzaram, bem como os lugares em que estive, deixando pegadas no solo e levando pó nos meus sapatos, (Victor Nogueira) 
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7/Nov 21:22 
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Estado: AQUI ME FALTA UMA LUZ, AQUI ME FALTA UMA ESTRELA...

http://olharpordentro.files.wordpress.com/2009/02/portinari.jpg.

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Não sou luz, não sou estrela, sou Victor, nogueira ou silva, mas estou aqui, ao (es)correr da pena e do olhar, no Kant_O_XimPI, Ao Sabor do Olhar, Kant_O Photomático !
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Monólogo a duas mãos em em dó menor e clave sem sol !!!


"Num deserto sem água ,/numa noite sem lua, /num país sem nome/ ou numa terra nua./Por maior que seja o desepero/ Nenhuma ausência é mais funda que a tua." (Cecília)
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Todos estamos ausentes uns dos outros, especialmente neste mundo asseptico, sem odor, sem calor, mais ou mrenos enhconchsdo,minado ou armadilhadc com algumas máscaras sem veludo ou aspereza ao tacto, insonoro,silencioso, ausente,mesmo quando presente,que é a existência virtual! Bjo ou abraço do Kant_O
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Da Poluição e da União Europeia

http://1.bp.blogspot.com/_ePjIFGip98A/SwUCcrbbvzI/AAAAAAAAWgw/hsjKVdXgs2A/s1600/Tempo+2.jpg

* Texto e foto de Victor Nogueira
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O ar em Setúbal é poluído, mas eu moro no último andar no cimo duma encosta.  O ar é poluído mas não parece pois o céu está quase sempre azul. Quando morava em Évora e vinha a Lisboa, quando me aproximava de Setúbal tiinha de fazer mais esforço para respirar. Agora já não sinto o esforço porque já me habituei à poluição. Também quando comecei a trabalhar no Barreiro mal o comboio se aproximava do Lavradio os olhos e a garganta começam a arder e muitas vezes a Vila e a Câmara estavam cobertos por um nevoeiro quase cerrado, não de humidade, mas de gases expelidos pelas fábricas da Companhia União Fabril.  Estas, tal como a cimenteira da Arrábida (Setúbal), na altura estavam cobertas de poeira.
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Mas aqui o ar está sempre poluído,  embora não se note. Setúbal tinha muitas fábricas, mas ainda tem uma fábrica de cimento, a central hidro-eléctrica, uma fábrica de pasta de papel e um estaleiro naval.
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Agora as fábricas foram obrigadas a colocar filtros mas o estuário continua poluído por causa dos metais pesados e das químicas dos arrozais de Alcácer do Sal. Antigamente os barcos iam até Alcácer do Sal, agora já não. A fábrica de cimento fica no Parque Natural da Arrábida, que ainda tem vegetação única no mundo, mas apesar dos protestos da população um dos Governos do PS renovou a concessão da fábrica de cimento e decidiu que é uma das duas que queima resíduos tóxicos.
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Eles dizem que não há perigo para a saúde da população,  mas como a Câmara na altura era do PS e o Governo do PS (na altura o 1º ministro de agora era Ministro do Ambiente) ...
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Aliás agora há (mais) um grande escândalo envolvendo o actual 1º Ministro do PS e ex-Ministros do PS, do PSD e do CDS por corrupção, mas o PS modificou as leis como o Berlusconni para proteger os ricos e os governantes e deixar a pequena criminalidade à solta para que as pesssoas se sintam inseguras e assim limitarem os direitos das pessoas, isto é, os protestos e manifestações dos trabalhadores e das populações
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Nisto os governantes de Portugal não se distinguirão dos da maioria da União Europeia e do resto do mundo capitalista, incluindo os da chamada Europa de Leste. A Democracia deles é um logro e um embuste!
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O PS prometeu fazer um referendo sobre o Tratado de Lisboa mas depois deu o dito deu o dito por não dito e foi aprovado apenas no Parlamento com os votos do PS e do PSD. Aliás, quando há referendos, a União Europeia «democrática» ou permite que sejam apenas aprovados nos parlamentos nacionais ou «obriga» a repetir os referendos até que o voto maioritário seja ... SIM
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Fotografia - Poluição ao Pôr do Sol
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Está frio mas não neva !

http://1.bp.blogspot.com/_ePjIFGip98A/SwUCcrbbvzI/AAAAAAAAWgw/hsjKVdXgs2A/s1600/Tempo+2.jpg

* Victor Nogueira
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UCP Soldado Luís (Monte da Arouca) -
Celeste à lareira (apagada) e D. Maria preparando a refeição em cima da camilha
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* Texto e fotos de Victor Nogueira
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Bom dia, para quem me lê, embora aqui esteja frio e o céu cinzento de chuva. Fui vestir um casaco. Não gosto do inverno nem da  chuva. Só vi neve uma vez, na Serra da Estrela, mas não gostei. Estava com lama e só nos filmes e nas fotos é que deve ser bonita. Na realidade parecia esferovite suja de castanho. Há  muitos anos no Porto caíram uns  flocos de neve mas logo derretiam ao cair no chão e uma vez em Setúbal também houve neve mas mal o sol nasceu derreteu logo. Mas quando está frio gosto de sentar-me à lareira a ver as chamas voltearem, mas é algo que não sucede há mais de 35 anos, depois da morte do meu avô Barroso, quando íamos à aldeia onde nascera (Goios - Barcelos).  Bem, no Monte da Arouca (UCP Soldado Luís - Alcácer do Sal) também nos aquecíamos à lareira. No Alentejo usavam-se também braseiras em recipientes de bronze debaixo de mesas - camilhas - cobertas por uma toalha grossa que chegava ai chão
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Neva sempre na Serra da Estrela (1990 m de altitude) e muitas vezes em Trás os Monres, no Nordeste de Portugal. e na Covilhã e em Castelo Branco. Mas junto ao liroral e no Alentejo, Lisboa, Setúbal e Algarve é raro ou mesmo nunca neva!
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Em Luanda nunca nevava, mas fazíamos árvore de Natal e presépio. No princípio usávamos algodão em rama para imitar a neve que nunca víramos mas depois apareceram uns aerossóis que o substituíam e até davam para fazer desenhos nas vidraças. Imagine-se o Inverno no pino do calor, em Luanda. Uma vez o meu pais disfarçou~se a preceito vestido de ... Pai Natal, com um enorme saco às costas do qual ia retirando os presentes para dar à miudagem. Era sempre uma festa pois recebíamos e davam-se  muitos presentes.
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Em Portugal também se disfarçou para alegria dos netos, tal como noutro ano a Celeste, para contentamento do Rui e da Susana! Creio que existem aí nos álbuns fotográficos registos desses Natais.
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Passou uma gaivota aqui frente à janela e mais longe voa um bando de pombos. É sinal de que hoje deve chover. Também não gosto de andar à chuva.
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Ah! Eu tenho sempre as mãos quentes e em Portugal diz-se «Mãos quentes, coração frio!» :)
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No google maps imprimi o sítio onde moro e aparecem a minha casa e cercanias, incluindo  o Parque Verde.  Aquele que está na internet (fotografia de satélite) está desactualizado. Já deve ter uns 6 anos, pois ainda está em construção o mercado que já foi terminado e inaugurado, embora ainda não o tenha ido visitar, embora fique do outro lado da rua, a uns 30 metros
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Levanto-me sempre cedo mas depois volto a deitar-me.
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sábado, 21 de Novembro de 2009

HUBAVA TSVETIA



* Victor Nogueira

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Com a mala
a tiracolo
Susana
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graciosa
cabelos cor do trigo em flor
resguardada
de caminhar decidido
elegante retraída
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no vestir descuidada
cabelo curto saia travada
casaco preto
de menina bem comportada
de (a)feição reservada
maneirinha miudinha
a voz breve sumida
mas suave
cumprimento a meia haste
conversadora q.b.
sobreocupada
corta a eito no horário
pouco riso muito siso
com ar de enfado
distante ou irritante
quando não interessado
Senhora do seu nariz
escapa
por um triz.
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sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Assunto: Sucinto ! LOL


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Para: JoséPereira (hi5)
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Data: 20/Nov 21:37
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E vamos lá revogar esse prazo de validade
Fora do tempo, pk?
Abraço e amizade!
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Victor Manuel :-)
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Foto Victor Nogueira - Crianças no Bairro Azul (Setúbal)
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irene diz: Le statut a été modifié en existem muitas pessoas mas ainda mais caras porque cada um tem varias.....

Victor diz:
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Pois ....! Depende do penteado, da maquilhagem, de usar ou não óculos bem como o tipo deles. Mas despedidas do Kant_O há só uma: doces beijos, para quem os quiser e merecer :-)
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quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Acordei agora, dum sono profundo, ...




...  mas não me lembro o que estava a sonhar. Mas como sempre deve ser sempre o mesmo: estar a viver uma situação para a qual não encontro saída! E para não variar muito, com dores de cabeça.  É ainda noite negra mas estrelada em terra, lá fora. Mas não interessa falar de novo sobre o silêncio lá fora e do dedilhar das teclas cá dentro, cheio de luz artificial contrastante. Nem da inábil  música que  do dedilhar mais ou menos  rápido que sai dos meus dedos, agora com mais notas dissonantes, pois ao contrário do que sucedia antes os meus gestos não são precisos e resvalo no teclado,  o que torna ilegível o  que dactilografo! De nada interessa repetir um dos vários cenários que se sucedem, conforme o estado do tempo, do dia e da minha disposição e das minhas dores.  O dia vai nascendo e o céu clareando.
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Nasci com sete meses e ainda sem ter dado a volta, pelo que fui tirado a ferros! Estive uns momentos sem respirar,  o  que me provocou uma descoordenação motora que me impedia de fazer ginástica, me impedia  de aprender a nadar e, por não ter ouvido para a música, ficava durante as aulas de canto coral sentado no banco dos «ferreiros». Era assim naquele tempo, em Luanda, era assim no tempo do fascismo. Tive sempre de lutar, tive sempre de procurar uma saída para superar as minhas deficiências. Dai que seja preciso muito para eu ir-me abaixo. Mas mesmo que vá abaixo, logo me levanto e continuo a lutar! Relativizo tudo, rio-me de mim mas não de outrem e continuo a lutar para manter a cabeça fora de agia e  prosseguir em frente, por este ou por aquele caminho.
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Quando vim para a universidade tinha sempre de pedir a um/a colega na cantina que me levasse a bandeja da comida para o mesa!
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Mas compensava devorando livros, indo ao cinema,  conversando imenso com os mais velhos (1) andando de bicicleta ou conduzindo com 16 anos no Parque Florestal da Ilha de Luanda – de acesso automóvel reservado - o Ford Consul da minha mãe. Aprendi a andar de bicicleta mas não consegui aprender a nadar e a patinar ! Dantes escrevia muito e recebia muitas cartas. Hoje continuo a receber cartas, mas ou são de contas para pagar ou publicidade institucional. Como o correio electrónico são news-letters ou publicidade, a minoria que consegue ultrapassar as sucessivas barreiras e filtros para o spam.
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Sei que gostas que te escreva, pois é um modo de estar contigo, qualquer que seja o meu estado de espírito. E sabes que gosto que me escrevas, me fales de ti, do dia-a-dia. Nada me falaste das tua viagens.

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Vi agora que apareceste on line no skype e não me respondeste. Claro que quando vais ao skype será também para falares com outras pessoas ou tratar dos teus negócios e, como se diz «amigos, amigos,  trabalhos à parte». Ou será: «Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque»?
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Vejo que as tuas amizades te deixam rosas e flores e coisas do estilo. Talvez prefiras isso ao que te deixo, doutro género! O que escrevem, é chinês para mim!
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Passou uma gaivota aqui frente à janela e mais longe voa um bando de pombos. É sinal de que hoje deve chover. Também não gosto de andar à chuva. Não gosto do inverno nem da  chuva. Bem, da Chuva, quando era mais novo, gostava. Uma vez de madrugada e a chover torrencialmente e sem guarda-chuva fui a pé da casa da Emília (cruzamento das Avenidas de Roma e dos EUA) aré à Rua do Sol ao Rato, onde morava. Mas isso era no tempo de menino e moço, na casa dos 20 anos.

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Vou continuar a ler "Cassino", de Sven Hassel.
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quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Le statut a été modifié en SEMPRE A SORIR PARA A VIDA !! DOIA A QUEM DOER !! AH POIS É !! - Irene

Victor diz:
Com as dores de outrem posso eu bem. LOL
19/Nov 0:25
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Victor diz:
Em tempo - o meu «presente» seguiu por outra via :-)
19/Nov 0:27
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Nada !!! - J.P.

http://tramafotografica.files.wordpress.com/2007/10/nadar_autoglobo1.jpg
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Nada? Eu bem gostaria mas nunca consegui aprender a ... nadar.Uma infelicidade, que não teve Félix Nadar, sempre feliz ... nadando e Photographando ! LOL
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Abraço do

Kant_O Photomatico :-)
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Fotografia de Felix Nadar, navegando em balão
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terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Nice Day !

Para quem gostar do dias cinzentos e chuvosos, vendo as línguas de fogo saltitando fugazes e sentindo o quentinho duma lareira ... como na aldeia do meu avê Barroso em Goios (Barcelos), no tempo em que ele era vivo e eu moço :-)
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http://1.bp.blogspot.com/_slIEcBktk8k/R2vBzu59CaI/AAAAAAAAAGY/Zv5wPPi2IuY/s400/lareira.jpg
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Olá ...

... simplesmente sem mentira mas com a mente :-)
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segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Esperei por ti ...


...  e não vieste.Encontrei apenas o teu lugar vazio!



O dia está frio e cinzento ...

[Tempo+2.jpg] 

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... e eu continuo com a minha crescente solidão. Tudo o que faço ou escrevo são balões de oxigénio ou de hélio. Tens razão também já tinha pensado que os aspectos pessoais no ao (es)correr da pena e do olhar deveriam ser suprimidos ou impersonalizados. Que interesso eu a outrem? Apesar de aumentarem os «seguidores e leitores  na maioria dos meus nove blogs, os comentários são cada vez mais escassos. Onde ainda persiste uma réstia de vida e de feedback é no hi5. Também tens razão e não sei onde fui buscar os 95º aniversário quando estamos em 2009 e se passaram apenas 92 anos, a idade dum ser humano!
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Tínhamos ficado de escrever a quatro mãos, mas … só eu escrevo, apesar das minhas tristezas, das minhas limitações!  Se eu não escrever aos outros, se eu não os procurar, se lhes não telefonar, ninguém mo faz, salvo de vez em quando os meus filhos!
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Se quiseres, se te apetecer, se tiveres tempo, se …. , passa pelo D’Ali e D’Aqui em http://daliedaqui.blogspot.com/
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«Desapareceu-me» de novo o disco em que tenho os documentos todos. Da outra vez quando levei o computador ao  António Luís ele  lá estava e portanto ou é uma má ligação ou apesar de todas as «barreiras» alguém se introduziu no meu computador e «desligou» o acesso ao referido disco ou a ligação está frouxa.

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COMPLEMENTO –

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sábado, 7 de Junho de 2008

A Poesia e a Feira das Vaidades (trabalhos de Sífiso)




* Porque estou na BLOGOSFERA
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* Seja Bem-Vindo Quem Vier por Bem
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* Veramente Vero
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Castigo de Sífiso
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Escrever não é atividade fácil, embora pareça. Há tempos, um amigo, após visitar uma jornalista, me disse que ela (jornalista) não devia saber escrever, tantos os manuais sobre a arte de escrever espalhados em sua mesa e estante. Quem - profissional de imprensa – precisava de tantos manuais, dizia o amigo, com certeza ainda não sabe escrever.As coisas não são assim, apressei-me a esclarecer. O escritor que achar que sabe tudo, já está deixando de saber de muita coisa. É que quanto mais se escreve, quanto mais se ilustra, quanto mais se tem conhecimento, mais se amplia o nosso desconhecimento.
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O Rei de Corinto, Sísifo, segundo a lenda grega, tendo escapado do inferno, como castigo pela fuga foi condenado a empurrar uma pedra até o alto da montanha. Quando terminava o trabalho, a pedra despencava morro abaixo e Sísifo era obrigado a recomeçar. O “castigo de Sísifo” de quem escreve é estar sempre lendo manuais e livros e revistas em geral, para se atualizar e para se fazer entender por seus leitores. Nunca se atualiza completamente e nem sempre se faz entender pelos leitores. Não se fazer entender pelos leitores é o pior que pode acontecer a quem escreve.
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É castigo de Sísifo, redobrado.Em ótimo livro (“A Arte de Argumentar”, Ateliê Editorial, 136 páginas, R$ 29,00) o autor, Antônio Suárez Abreu, professor da UNESP, traz este texto: 
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“Durante a campanha para a prefeitura de São Paulo, em 1985, Jânio Quadros contou com o apoio do deputado e ex-ministro Delfim Neto. Durante um comício para moradores de um bairro da periferia, Delfim terminou sua fala dizendo:“ – A grande causa do processo inflacionário é o déficit orçamentário!” Logo depois, Jânio chamou Delfim de lado e disse: “ – Delfim, olhe para a cara daquele sujeito ali. O que você acha que ele entendeu do seu discurso? Ele não sabe o que é processo. Não sabe o que é inflacionário. Não sabe o que é déficit. E não tem a menor idéia do que é orçamentário. Da próxima vez, diga assim: - A causa da carestia é a roubalheira do governo”.
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Eu nunca tive muita simpatia pelo presidente Jânio Quadros. Sempre o achei bastante desequilibrado para comandar um país, principalmente o meu país. Em compensação, gostava menos ainda de Delfim Neto. Com o correr dos tempos o pensamento da gente vai se modificando e a opinião sobre os outros também, para melhor ou para pior. No caso dos dois, para melhor.
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Mas aqui, confesso que gostaria de ter nos escritos a síntese definitiva de Jânio Quadros, jogando pela janela o palavrório inútil de Delfim Neto, para explicar o fenômeno que Jânio sintetizou em menos de uma linha: “A causa da carestia é a roubalheira do governo”.
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É assim que eu queria dizer as coisas. Espero que para o próximo ano eu possa ser mais Jânio e menos Delfim, se não fui suficientemente até agora. Mas nada me livra, a mim e à jornalista visitada pelo amigo, do eterno trabalho de Sísifo: ler incessantemente e fazer anotações para completar as 38/40 linhas a que me condenei. E, na semana que vem, recomeçar mais uma vez.

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domingo, 15 de Novembro de 2009

Um dia de sol e chuva !

[Tempo+2.jpg] 

* Victor Nogueira
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Está sol. Hoje de madrugada choveu! Já fui tomar as injecções para as dores na vértebra lombar e já não me custa tanto a andar. Não sei se o Sérgio vem cá hoje por causa do skype, Telefonei ao Rui mas não está disponível:  está a arumar a casa dele Muito custa a  arrumar uma casa que pouco mais tem de superfície que o dobro da minna sala de estar ou o triplo da minha cozinha!
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De tarde esteve de novo sol mas não me apeteceu sair. O meu lanche foi refresco de café, pão com queijo, manteiga e presunto e castanhas cozidas. A minha mãe deu um golpe nas castanhas, que  eram pequenas mas não sairam podres, e depois fui cozê-las com sal e erva doce. Para primeira vez em que preparei o «pitéu» não ficou mal.
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Andei às voltas com os meus blogs e depois fui passar pelas brasas. Acabei de acordat há poico e já é noite cerrada, com  o céu negro de breu e as luzes como se estralas fossem em terra, num silêncio quase absoluto.
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A saga da corrupção envolvendo o Primeiro Ministro, sucateiros e varas  prossegue, com o Procurador Geral da República a mandar destruir as gravações. Há fumo com fogo ou o fogo é ateado pela comunicação social, agora saindo a taluda  ... ao PS? Mas ... é o costume: ou muita parra e pouca uva ou só fumaça que os tições queimam sem olhar a partidos, conforme a feição do vento ou do sopro!
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Uma «novidade». O Bloco de Esquerda apresentou na Assembleia da República um voto de congratulação pelo XX aniversário da queda do Muro de Berlim, derrotado pelos votos conjuntos do PCP, CDS e PS ! Esta conjugação de votos é-me estranha, mas já não estranho que se tenham esquecido de apresentar um voto de congratulação pelo 95º aniversário da Revolução de Outubro. Talvez estejam à espera de números mais maneirinhos, se ainda existirem nessa altuta: XXV e C. !

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Isto da Internet é um mundo, uma autêntica biblioteca ou pinoteca ao alcance da mão ou do teclado.  Ainda tenho para digitalizar largas dezenas ou algumas centenas de fotos de graffiti, para além de murais já históricos. É uma arte efémera, que muitos apelidam de vândala, especialmente  para quem nãoi saiba lê-la, o que é o meu caso! Mas, para quem me lê, deixo uma série de hiperligações, de Banksy:
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Banksy - Vida e Obra

Banksy e a Arte de Rua

Resultados de imagens para Banksy

Banksy Graffiti pictures, London. Stencil Graffiti images by Banksy 

Britain: The strengths and limitations of Banksy’s “guerrilla” art

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