Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

AS FALSAS INEVITABILIDADES E A FALTA DE ALTERNATIVAS ou AS APARÊNCIAS ILUDEM (2012)

 * Victor Nogueira

18 de setembro de 2012

Bem eu afirmo que há partidos que têm ideias e programas para sair da crise .. e do sistema.Mas  aos ocultos mandantes e beneficiários da política ps-psd-cds não convém que se saiba que elas existem. 

Assim essas propostas são silenciadas nas TV's e pelos comentadores encartados com direito de antena e são tb silenciadas nos órgãos de "reverencia" como o Público, o Sol ou o Expresso ou semi-tablóides como o Correio da Manha, parece que dizem a verdade qd afirmam ou papagueiam que os 

"partidos não têm soluções" ou "não há alternativa" às troikas ps-psd-cds-FMI-BCE-UE-CIP-CAP-CCP e similares" 

domingo, 19 de julho de 2026

·A imprensa exacerba e amplifica os preconceitos e as lavagens históricas (2017)

 


* Victor Nogueira

19 de julho de 2017

 ·A imprensa exacerba e amplifica os preconceitos e as lavagens históricas. 

No Público desde há dias é ´manchete" a história do bom e humano "PIDE que liga pelo Natal ao primeiro homem que viu torturar."  

Um outro tipo, candidato do PSD, discursa contra a comunidade cigana e afirma "sentir total solidariedade de Passos Coelho" e em crescendo proclama «“Toda a gente se aproxima de mim para dizer ‘Obrigado, André!’”»., acrescentando« que «segue “triunfante” e sente “força cada vez maior” no “país inteiro”»

Gentil Martins, "conceituado" médico, perora noutro jornal de "reverência", o Expresso, sobre a homossexualidade considerando que «a homossexualidade é uma “anomalia”, perorando também contra a eutanásia, a IVG e a adopção de crianças por casais do mesmo género.  Para ele a homossexualidade pertence ao campo do sadomasoquismo como se este não existisse nas relações ou entre casais heterossexuais.

As caixas de comentários da imprensa on-line, sejam dos jornais ditos de referência", sejam as dos tablóides, parecem não poucas vezes cloacas de esgoto a céu aberto.

Um cheiro a incenso bafiento impregna os ares, estilo "Tudo Pela Nação, Nada Contra a Nação" ?

imagem - Selo "tudo pela nação nads contra a nação", design de Almada Negreiros

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Pingos da Lanchoa - Clique, está tudo na Internet - notas soltas (2026)

 


* Victor Nogueira / Google Gemini

Rematch (Desforra) - Kasparov e o o Deeo Blue homem conttra máquina - como se a máquina não fosse na açtura im produto mecânico produto da inteligência humana e por esta alimentada, precursora do actual estádio da AI

Matlock - a AI alimentada por informação sobre uma certa pessoa para  gerar imagens em movimento e diálogos credíveis A 'ilusão' de falar com um morto como se vivo estivesse. Manipulação das imagens e da consciência

quinta-feira, 4 de junho de 2026

É possível escrever um artigo destes sem falar nos "crimes" de Estaline? (2016)

 



* Victor Nogueira

4 de junho de 2016

É possível escrever um artigo destes sem falar nos "crimes" de Estaline? Pois o historiador JPP pedagogicamente escreve "Stalin não “manipulava” as pessoas, matava-as” Mas …  e os belgas no "Estado Livre do Congo", os franceses na Argélia e na Indochina, os norte-americanos no Vietname, na Coreia, em Hiroshima e Nagasaki ou Albuquerque e Vasco da Gama no Oriente, a mando do "venturoso" D. Manuel I ? Porque contra a ignorância, se fala em Estaline e se silenciam outros? Ah! Leopoldo I dos Belgas apenas "assassinou" cinco milhões de negros. É verdade. Foram só 5 milhões, mas correspondiam a metade da população do tal "Estado Livre" E quanto aos ameríndios e respectivas culturas e civilizações, a limpeza" europeia foi quase total. Perguntem como pedagogia aos descendentes dos ameríndios.  

publico.pt

A máquina da ignorância ao serviço da política que não ousa dizer o nome

Gravuras geradas em 2026 06 04 pelo  Google Gemini e pelo chatGPF tendo o texto como guião


segunda-feira, 1 de junho de 2026

O PCP e a 'morte asistida' (2018)

 



1 de junho de 2018

Não se cansam de passar certidões de óbito ao PCP e é um dó de alma ver gente tão egocêntrica e que se diz "culta", de esquerda e solidária - mas quase sempre atenta aos holofotes e peanhas -  ser tão manipuladora e ter tão grande falta de honestidade intelectual, como se tem visto,  por exemplo, a propósito da "morte assistida". Gente tão democrata, tolerante e amante da liberdade de opinião e de consciência, que apenas aceita quem abane que sim ao que dizem, Gente que parece ter o PCP como inimigo público a abater, desvirtuando as posições dos comunistas, não poucos dos quais - entre estes - falam de ouvido desconhecendo minimamente os documentos do Partido de que se afirmam militantes. Entretanto, para lá das causas fracturantes, o centrão PS(d)CDS vai fazendo o seu caminho, com alguns cravos vermelhos ao peito e muletas de andarilho, como reza a valsa da burguesia. Como se a(s) Vida(s) fossem coisas de somenos, como se a(s) Vida(s) - ela(s) também -  não tivesse(m), direito a ser(em( vivida(s) com dignidade, numa terra sem amos, como se não fossemos filhos da madrugada

quinta-feira, 28 de maio de 2026

PANTOMINAS E PANTOMINEIROS NO CIRCO DAS PANTOMINAS (2014)




O CIRCO DAS PANTOMINAS #  A PANTOMINICE PROSSEGUE # NOTÍCIAS DA CONTRA-PANTOMINA #  NOTÍCIAS DA PANTOMINA # o programa da pantomina segue  dentro de momentos # IZNOGOUD ou Cenas da pantomina

 * Victor Nogueira

27 de maio de 2014

O CIRCO DAS PANTOMINAS - António Costa "naturalmente disponível" para liderar o PS. Seguro obriga Costa a reunir assinaturas para haver congresso 

Sem denúncia do Pacto subscrito pelo PS(d)CDS e sem questionar esta UE, tudo isto será pura mudança de actores para que a encenação e a peça continuem as mesmas, com mais ou menos estrondosos tiros de pólvora seca  ! Abrindo agora caminho a costa, seguro abre caminho para si próprio, caso Costa falhe. Resta saber se após um eventual naufrágio ainda haverá titanic para seguro ou sócrates !

Fazem-se agora extrapolações dos resultados das europeias como se legislativas fossem. Ora é impossível comparar e extrapolar o incomparável. Europeias, legislativas, presidenciais e autárquicas são realidades diferentes, com motivações e níveis de participação/abstenção diferentes, apenas com relativa estabilidade nas autárquicas e com participação decrescente nas rrestantes. 

Outro exercício é comparar a distribuição de mandatos e de votos tendo em conta não  o universo dos eleitores votantes mas o total de eleitores que figuram nos cadernos eleitorais. À 1ª vista, poderia servir de alerta. Mas o verdadeiro objectivo é dizer que como a  "maioria silenciosa" não votou, a "minoria" activa não teria legitimidade para pôr em causa a dupla de pedro & paulo de psd/cds. Aliás, o ps seguro costa cisco assis nada fez para criar para as europeias uma nova esperança. Deu agora à costa o putativo santo António de Lisboa, aparentemente esquecido de futuros "tronos" presidenciais.,

Falta o "mexilhão". Pensam que ficará sempre alapado ao rochedo, sofrendo estoicamente o bater das ondas a morrerem na areia. Ficará ? 

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Imagens geradas em 2026 05 27 pelo Perplexity AI  Prtir do texto e pelo chatGPT a partir dum guião do Google Gemini

Crie uma ilustração colorida, satírica e altamente caricatural, em formato horizontal 16:9, com aspeto de cartoon editorial político. A cena passa-se dentro de uma lona de circo transformada em palco de teatro. No centro, quatro personagens políticas genéricas, inspiradas em António Costa, António José Seguro, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, devem aparecer com traços exagerados, expressões muito teatrais e poses cómicas, como atores a trocar de figurino em plena atuação. O ambiente deve transmitir a ideia de que a peça muda de atores, mas o enredo continua igual, com o fundo sempre igual e repetitivo. Ao fundo, represente um navio político a afundar-se de forma dramática e quase absurda, enquanto as lideranças discutem quem fica ao leme. Em primeiro plano, num canto da imagem, mostre o povo como mexilhões agarrados a uma rocha, com caras resignadas e expressão de sofrimento cômico, a levar com ondas agressivas que simbolizam “Austeridade”, “Tratados Europeus” e “Abstenção”, sem texto legível. Use cores fortes e contrastadas, com vermelho, azul, dourado e cinzento, mantendo um tom de sátira mordaz. O estilo deve ser claramente caricatural, com cabeças ligeiramente maiores, gestos expressivos, linhas vigorosas e composição visual muito narrativa, como uma capa de jornal satírico. Legenda curta: Caricatura do circo político, do naufrágio e do povo-mexilhão.»

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27 de maio de 2014

A PANTOMINICE PROSSEGUE - No PS(d)CDS recomeçou  com pólvora seca uma nova noite das facas longas. Mudam-se os actores para encenar a mesma peça que só não é farsa pk se trata duma tragédia para a maioria.A encenação para que tarde a alvorada, para que o dia continue a nascer como os anteriores, sem andorinhas no horizonte. 

Relativamente às águias, essas voam por outros céus e em terra, dando à costa pardalitos, em dias de tempestade com estalidos de perlimpimpim ! Quanto ao lacrau, eterno sempre-em-pé, com ou sem passes de coelho por lebre, não estou certo que os mandantes o não obriguem a beber a cicuta até ao fim, irrevogavelmente. 

Há depois as urnas, caixões de pinho melhor ou pior salgalhadas. Cisco Assis e Ana Gomes e Zorrinho e restante companhia, já antes disseram que preferem a direita. Demasiado nédios para saírem das alcatifas para a rua. Encenando a mesma serôdia peça. Até que a sala se esvazie com o fosso que orquestram !  Como teria dito Galileu contra as aparentes evidências "E no entanto ela (a Terra) move-se"

27 de maio de 2014

NOTÍCIAS DA CONTRA-PANTOMINA -  O voto exerce-se quotidianamente, nos locais de  trabalho, na rua, nas comissões sindicais, nas comissões de trabalhadores, nas comissões de utentes, nas comissões de moradores ... Dia-a-dia, com avanços e recuos, com sonhos mas sem ilusões, pés e mãos na terra e na lama ! Com desilusões, é certo, mas sempre em frente ! Lado a lado, ombro a ombro, frente a frente ! Unidos e seguros no que é essencial ! Sem demagogos nem falsas promessas. Nem caixões de pinho salgalhado.

27 de maio de 2014

NOTÍCIAS DA PANTOMINA - No PS a crer nas declarações à imprensa e pela maioria dos blogs a ele afectos que conheço, começou uma nova noite das facas longas. Para que o dia nasça como os anteriores, sem andorinhas no horizonte. As águias voam por outros céus e em terra, quanto muito, pululam pardais ! Quanto ao lacrau, eterno sempre-em-pé, com ou sem passes de coelho por lebre, não estou certo que os mandantes o não obriguem a beber a cicuta até ao fim, irrevogavelmente. E o POVO ? O povão e as camadas intermédias ficaram em casa barricados no sofá. Esperando talvez pelas barrigas de aluguer, por um sebastião de pinho, pior ou melhor salgalhado

28 de maio de 2014

o programa da pantomina segue dentro de momentos, depois do intervalo, com ou sem outros actores, todos da companhia PS(d)CDS, um elenco com estrelas, de estalo !



28 de maio de 2014

IZNOGOUD ou Cenas da pantomina "QUERO SER CALIFA NO LUGAR DO CALIFAZINHO"  em que se mudam as mosquinhas por moscardos para que tudo continue na mesma. Qualquer semelhança com a realidade será pura coincidência ? 

E que faz o "mexilhão" ? Ah! --- o mexilhão, pois então !

VER OS DIAS E AS NOITES DE FACA E ALGUIDAR (2014)

quarta-feira, 20 de maio de 2026

2 pesos, 2 medidas? Confiança no Mundo e na Justiça? (2026)

 

* Victor Nogueira

Há quem diga que alguns polícias e GNR's alegadamente envovidos em práticas de racismo e tortura são 'maçãs podres' que não reflectam a realidade da corporação.

A mesma atitude é usada relativamente ao Ministério Público e à Procuradoria Geral da República? No mesmo saco cabem todos os Procuradorres?

O processo Marquês tem vários arguidos e arrasta-se desde há longos anos. Dos restantes arguidos e dos eventuais corruptores pouco ou nada se conhece. Se há gente alegadamente corrupta, quem beneficiou da corrupção? O Processo Marquês aparentemente tem um único sujeito, José Sócrates. Sem contar com as 'fugas' ao 'segredo de justiça'. que podem ter origem em distintos 'agentes de jistiça', entre os quais poderão eventualmente estar advogados dos arguidos.

Mal ou bem, melhor ou pior, o Ministério Público e a Polícia Judciária estão envolvidos em milhares de processos judiciais, desde a pequena à grande criminalidade, envolvendo pessoas poderosas e pessoas que não têm meios de fortuna, nem palco na comumicação social, nem acesso a equipas de advogados. Desses milhares de processos, de maior ou menor complexidade, uns são arquivados, outros terminam com absolvições ou condenações. Sem esquecer os que prescrevem.

A quem interessa descredibilizar o Ministério Público no seu conjunto? Quem beneficia destas campanhas de descredibilização? Que interesses ou propósitos estão por detrás delas? Será em todos os casos um acrisolado amor à Justiça, na igualdade de tratamento e na equidade?

Quando há quem afirme que o Ministério Público é a nova PIDE. que se pretende, comparando o incomparávrel, ignorando (aparentemente?) contextos diferentes, um Estado policial, com investigações baseadas na tortura, nos Tribunais Plenários, nas medidas de seguança, na ausência de garantias, com um Estado de Direito democrático-burguês?




Guião

Gera uma gravura que ilustre o texto, incluindo equipas de investigação de crimes, sacos de dinheiro, machados, cacetes, um ladrão com mascarilha, uma sala de tribunal, com os juízes, os réus, os defensores e os acusadores. Como título

1.  'Justiça a 2 velocidades'  2. Confiança no Mundo e na Justiça

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Na morte de Carlos Brito (2026)

 


* Victor Nogueora

A morte do jornalismo na imprensa de 'reverência'


Em Portugal, ao contrário do que por exemplo sucede na Ucrânia, qualquer pessoa pode declarar ser 'comunista', ‘socialista’, ‘democrata-popular’, ’ popular-democrata’, ’social-democrata’ ou ‘liberal’ e, consequentemente, votar, simpatizar ou militar no partido com o qual se identifique. Uma única excepção constitucional: a proibição de organizações armados e para-militares e de partidos racistas ou que perfilhem a ideologia fascista. Os partidos têm uma ideologia, um programa, um modelo de sociedade. E têm estatutos, que para além disso definem a organização e os direitos e deveres dos seus militantes. O PCP, afirmando-se comunista, não foge à regra.

Ninguém é obrigado a militar no PCP ou a nele permanecer se discordar dos estatutos ou da linha política definida nos Congressos.

Carlos Brito, como outros que foram militantes do PCP, defendeu as posições que entendia mas que não foram aceites pelo colectivo. Os que não concordam com as decisões colectivas pretendendo que vinguem as suas são  livres de saírem ou são penalizados, de acordo com os estatutos do PCP, cuja pena máxima é a expulsão. 

Carlos Brito, a quem foi aplicada uma sanção de 10 meses de suspensão em 2002, não pediu a demissão. Resolveu ‘autossuspender-se’. Isto é, inventou criativamente a figura de ‘militante que não milita’, que não participa do ‘colectivo’. Entretanto em 2003, foi um dos fundadores da Associação Política Renovação Comunista de que foi dirigente e porta-voz.

Esta organização afirma defender convergências à esquerda e "contribuir para a renovação da identidade, do projecto e da intervenção comunista". Em actos eleitorais, apoiou candidaturas do Partido Socialista, como as candidaturas presidenciais de Manuel Alegre (2011) e de Ana Gomes (2021)  e as listas do PS nas eleições europeias de 2014, em detrimento das candidaturas apoiadas pelo PCP. Recentemente Carlos Brito em Alcoutim apoiou a candidatura autárquica do PS contra a coligação que integra o PCP e apoiou Seguro logo desde a 1ª volta, contrariando a orientação do PCP que obriga os seus militantes e apenas estes Mas no seu ecletismo Carlos Brito foi um dos impulsionadores da fundação do Livre, cujas candidaturas ao Parlamento Europeu apoiou em 2014 e 2019, uma  vez mais  contrariando as candidaturas propostas e apoiadas pelo PCP. Nem o Livtr nem o PS se reclamam como marxistas e muito menso como marxistas-leninistas ou comunistas.

Não se põe em causa que qualquer militante do PCP tenha a liberdade de sair por discordar da linha política, das  orientações e da prática do PCP. Ninguém põe em causa que qualquer pessoa possa afirmar-se como ‘comunista’ sem obrigação de militar ou votar no PCP.  E, não sendo militante do PCP, tem a liberdade inquestionável de militar ou apoiar qualquer outro partido.

Carlos Brito fez uma opção. Discordando do PCP, não prevalecendo neste o que defendia, não se demitiu. Autossuspendeu-se. É como se numa equipa de futebol um qualquer jogador, discordando do treinador e da Direcção do clube, entrasse em campo e ficasse encostado à baliza. Qualquer pessoa entende que um jogador pode discordar do treinador e da direcção do clube. Mas também me parece claro que não pode encostar-se a baliza, facilitando goleadas do adversário ou apelar à sua equipa para que marque golos na sua própria baliza. Portanto, parece claro que tal jogador ou sai ou é expulso.

Em todos os partidos os respectivos estatutos definem quem pode ser ‘militante’ ou ‘sócio’, bem como os direitos e deveres do ‘militante’ ou do ‘sócio’. E as sanções disciplinares aplicáveis a quem viole os estatutos.

Vai pois um frenesim nas redes sociais e nos órgãos de comunicação do patronato, onde as reivindicações e as lutas dos trabalhadores não são noticiadas, ao contrário do que por exemplo sucede no ‘Avante’ e na imprensa sindical. Órgãos de comunicação social escrita e televisionada, nas mãos do patronato, onde a ‘voz’ do PCP só tem cabimento através do seu silenciamento ou deturpação e falsificação.

Carlos Brito é apenas um pretexto para ‘denegrir’ o PCP. Como o foram os tempos do covid, nos quais tentaram impedir as celebrações do 25 de Abril, as manifestações do 1º de Maio, a realização da Festa Avante! Ou a posição mais que esclarecida de que a Federação Russa é um país capitalista, do qual o PCP discorda frontalmente, e que os conflitos devem ser resolvidos evitando a guerra.

Não espanta, pois, que em órgãos do patronato, no caso o Público e o Expresso, as parangonas sejam como as que encimam esta publicação. Ou que Daniel Oliveira, pela enésima vez, informe que militou na UJC dos 17 aos 20 anos, desvinculando-se então do PCP. E faz paródia com o título do artigo de que é autor. Ana Sá Lopes, por seu turno, faz insídia com trocadilhos no título da sua peça jornalística.

Carlos Brito, Zita Seabra, José Augusto Silva Marques, Manuel Alegre, Pina Moura, José Magalhães, Mário Soares, Barros Moura, Edgar Correia, Vital Moreira, João Amaral, Miguel Portas, Domingos Lopes, Mário Lino, Mário Sottomayor Cardia, Raimundo Narciso, Fernando Luso Soares, entre outros, com diferentes graus de militância, saíram do PCP, tal como os ‘renovadores’ ou a ‘intervenção comunista’, prosseguindo caminhos distintos, não poucas vezes antagónicos aos do PCP. No seu comunicado este reconhece o papel do Carlos Brito entre 1954 e 2002, enquanto seu militante, nao se pronunciando sobre o seu percurso depois desta última data.

Numa altura em que se avizinham tempos tenebrosos, para os povos e para os trabalhadores, os órgãos de informação nas mãos do patronato servem-se da indiscutível ‘militância’ de Carlos Brito entre 1954 e 2002, ano em que se ‘autossuspendeu’ do PCP.  E fazem-no por desamor aos ideais comunistas da paz entre os povos, da liberdade, da igualdade e da solidariedade, numa sociedade mais justa e fraterna. Aquela que Carlos Brito afirmava defender, abominada e combatida pelos donos da comunicação social e disto tudo, que deste modo querem moldar e alienar a consciência social e política das populações e dos trabalhadores. Dum lado, a Internacional e Grândola Vila Morena. Do outro, Os Vampiros.


Zeca Afonso - Grândola, Vila Morena (Ao vivo no Coliseu dos Recreios, 1983)

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Sobre as Manifestações do 25 de Abril (2012)

 


 

* Victor Nogueira

24 de abril de 2012

Apesar da última Greve Geral ter sido pacífica, as parangonas dos jornais foram para a VIOLÊNCIA, não das políticas do PSDCDS apoiadas pelo PS, mas sim sobre a exercida sobre um piquete de greve e sobretudo da carga policial não inocentemente difundida até à à exaustão, para intimidar, amedrontar, desmobilizar eventuais manifestantes.

Não sei se as "secretas" são incompetentes e preveêm "violências" que justifiquem cargas policiais ou se a sua "competência" é fabricar notícias que darão cobertura a provocadores e "justifiquem" as cargas para que a ordem e a paz dos cemitérios reinem nas ruas, amedrontando por acréscimo e desmobilizando antecipadamente quem queira manifestar-se. 

A resposta só pode ser uma - contra a política violenta do Governo para servir os interesses da Troika e do capitalismo, um 25 de Abril  de festa, luta e confiança na solidariedade e na força da HUMANIDADE.

Gravura gerada pelo chatGPT em 2026 04 14 a partir do texto anterior e após algubs ajustamentos

segunda-feira, 13 de abril de 2026

O wrestling viciado de Ventura sobre Pacheco Pereira (2026)

 


* Victor Nogueira

Pacheco Pereira cilindrado por André Ventura, num 'debate' viciado. Resumo do 'reality show': "Posso falar?" repetido vezes sem conta e cordatamente por Pacheco Pereira. com um moderador que deu completa roda-livre a Ventura enquanto a CNN passava em rodapé as atoardas deste. Um macro tema - o 25 de Abril, e dois micro temas: a descolonização e a corrupção depois do 25 de Abril.

Salazar segundo Ventura, enquanto Presdente do Conselho, nunca assimou uma ordem para matar ou prender quem quer que fosse, enquanto depois do 25 de Abril o 1º Ministro assinava mandatos em branco para prender pessoas, que eram violadas e torturadas.

André reconheceu que se a Espanha invadisse Portugal era seu dever patriótico combater contra os invasores. Mas são criminosos e mereciam a prisão todos os que em África atacaram o exército português. Os responsáveis pelo descalabro da descolonização, segundo Ventura, foram os comunistas, Mário Soares e Álvaro Cunhal. Responsáveis pela violência depois de Abril? As FP 25, os comunistas e o Bloco de Esquerda. Os 'criminosos' nas colónias foram os que mataram e violaram homens, mulheres e crianças. metendo no mesco saco a UPA/FNLA (apoiada pelos EUA) e o MPLA (apoiado pela URSS e pela social-democracia nórdica). Em 500 anos Portugal levou a África a civilização, estradas, escolas, hospitais, barragens, tudo miseravelmente abandonado na sequència da descolonização. Nem uma palavra sobre o tráfico negreiro e o regime de 'contrato'.

Por mais 'Posso falar?' e contextualizações que JPP pretendesse introduzir, tudo era cilindeado por Ventura com a complacência do 'moderador'.

Nem uma palavra sobre massacres como os de Batepá, Pidgiguiti, Wiriamu, Baixa do Cassange ...Ou em Luanda, a seguir ao 4 de Fevereiro de 1961 pelas milícias brancas da OPVDCA, após o assalto do MPLA às cadeias da cidade para libertar presos políticos.

Nem uma palavra sobre quem eram os presos 'políticos' depois do 25 de Abril: ex-PIDES e membros de organizações terroristas de extrema-direita, como o ELP, ;aria MDLP e a . 'Maria da Fonte', esta ligada à Diocese de Braga da Igreja Católica.

Nem uma palavra sobre os direitos e liberdades, negados ou severamente condicionados, durante o fascismo. Nem uma palvra sobre a situação social antes do 25 de Abril e a emigração. Nem uma palavra sobres os direitos políticos, laborais e sociais conquistados e acolhidos na Constituição de Abril, entre cujos constituintes se encontravam 'criminosos' que a ajeitaram de acordo com os seus interesses e os dos comunistas, segundo Ventura..

Ventura, como é a sua táctica, interrompia constantemente o seu opositor, falando muitas vezes por cima dele, teatralmente sorrindo e piscando o olho para as câmaras, enquanto acusava JPP e a esquerda de terem palas nos olhos e não serem 'isentos' como ele, que condenava tanto as violências e prisões arbitrárias da esquerda e dos comunistas como as das direitas, dos tempos de Salazar.
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Os massacres coloniais portugueses, intensificados durante a Guerra Colonial (1961-1974), incluíram episódios violentos como Wiriyamu (1972) em Moçambique, Batepá (1953) em S. Tomé, e Pidjiguiti (1959) na Guiné, além de ações na Baixa do Cassanje (1961), Angola.
Estes atos, envolvendo execuções de civis e repressão brutal, marcaram o fim do império e foram alvo de denúncias internacionais e posterior pedido de desculpas.
Os principais massacres e eventos de violência colonial documentados incluem:
  • Massacre de Batepá (São Tomé, 1953): Repressão violenta a nativos que recusaram trabalho forçado, resultando em centenas ou mais de mil mortos, liderada pelo governador Carlos Gorgulho.
  • Massacre do Cais do Pidjiguiti (Guiné-Bissau, 1959): A polícia colonial disparou contra trabalhadores portuários em greve, resultando em dezenas de mortos.
  • Revolta da Baixa do Cassanje (Angola, 1961): A Força Aérea portuguesa bombardeou várias aldeias, utilizando napalm, após protestos contra o regime de trabalho, causando milhares de vítimas.
  • Massacre de Wiriyamu (Moçambique, 1972): Militares portugueses assassinaram a população de uma aldeia no norte de Moçambique, um dos episódios mais graves denunciados no final da guerra.
  • Massacres da UPA (Angola, 1961): Ataques da União dos Povos de Angola (UPA) contra colonos e populações locais no norte de Angola.
A denúncia destes crimes, frequentemente impulsionada por missionários católicos, contribuiu para o isolamento internacional do regime do Estado Novo antes da Revolução de 25 de Abril de 1974. Recentemente, Portugal reconheceu a gravidade destes acontecimentos, com pedidos de desculpas oficiais a Moçambique. (Google Gemini)
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 Estimativas de presos 'políticos' por organização (ordem de grandeza)
Extrema-esquerda
  • PRP/BR
    👉
     ~100 a 200 detidos (1974–76)
    • É o grupo mais bem documentado
    • Inclui detenções após ações armadas e processos judiciais relevantes
  • LUAR
    👉
     ~dezenas (20–60)
    • Já em declínio após 1974
  • MRPP
    👉
     ~centenas (sobretudo detenções curtas)
    • Muitas detenções em manifestações/conflitos de rua
    • Poucos processos prolongados
  • UDP
    👉
     dezenas
    • Maioritariamente detenções episódicas
Extrema-direita / contra-revolucionários
  • MDLP
    👉
     ~50–150 detidos
    • Especialmente após 1975
    • Inclui redes ligadas ao exílio e ações bombistas
  • ELP
    👉
     ~dezenas (20–80)
    • Menos detidos em Portugal devido à atuação a partir de Espanha
Militares (sem filiação partidária clara)
  • Após o 11 de Março de 1975
  • E o 25 de Novembro de 1975
👉
 centenas de detenções temporárias
  • Difícil atribuição a “organizações” formais
  • Inclui oficiais de várias correntes (spinolistas, gonçalvistas, etc.)
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 Leitura global (muito aproximada)
Se agregarmos:
  • Esquerda revolucionária: ~300–600 detenções (muitas de curta duração)
  • Direita contra-revolucionária: ~100–300
  • Militares (eventos políticos): ~200–500
👉
 Total possível (com sobreposição): ~600 a 1.200 pessoas detidas em contexto político (chatGPT)

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VER

Em tormo do 25 de Abril, entre Pacheco Pereira e André Ventura