Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Na recta final das ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS (2011)

 


* Victor Nogueira

.20 de janeiro de 2011

Na recta final das ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS, Cavaco o homem que se desloca apenas em carros blindados e com extrema "segurança", arma-se em virgem ofendida e, do alto do seu desdém, diz que era"mísero professor" [universitário além de quadro superior do Banco de Portugal] que amealhou uns patacos graças a uma  grande poupança e que sempre teve uma relação de confiança na Banca. O mesmo não posso dizer eu e muitos dos que me leêm, com as mãos que ela me mete no meu bolso. O homem é tão ingénuo que apesar de poupado nem é consultado acerca das aplicações financeiras da sua "poupança" nem do paradeiro de escrituras de "barracos"

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Fernando Nobre, o candidato a caudilho, anti-partidos,  lança o terror na campanha - depois de dizer que só um tiro na cabeça o faria não chegar a Belém, trombeteia que desde então tem recebido ameaças de morte.  Pois é, quem brinca com o fogo e não toma as precauções de Cavaco .... queima-se.

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Defensor Moura reconhece antecipadamente o malogro da sua candidatura - segurar o eleitorado PS devido à aparente coligação anti-natura BE/PS a Manuel Alegre, o poeta contorcionista.

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Coelho faz o seu papel histriónico de acordo com o menino Alberto João. A Madeira merecia melhor !

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Francisco Lopes , o único que tem um programa alternativo para o país, consegue a proeza de nas sondagens eleitorais ter fracas votações, pese embora alguns comentadores encartados "destacarem" positivamente a sua prestação, o que não merece honras de 1ª página !

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Domingo há eleições. Cavaco continuará o representante do Grande Patronato - basta ver a sua Comissão de Honra - Alegre e Defensor voltarão ao regaço do PS, e Coelho voltará para a toca da Madeira. Para Francisco Lopes e para os comunistas e outros democratas, a luta continua por uma sociedade mais JUSTA, SOLIDÁRIA E HUMANA !

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O voto em branco é um  desperdício. VER CNE http://www.cne.pt/index.cfm?sec=0201000000&NewsID=144

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Sem ofensa, «deixo aqui um poema de Brecht

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O Analfabeto Político

 

"O pior analfabeto é o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,

do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio

dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia

a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,

o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,

pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."

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Nada é impossível de Mudar

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"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.

E examinai, sobretudo, o que parece habitual.

Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de

hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem

sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,

de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural

nada deve parecer impossível de mudar."

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Privatizado

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"Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.

É da empresa privada o seu passo em frente,

seu pão e seu salário. E agora não contente querem

privatizar o conhecimento, a sabedoria,


e de Vinicius por Mário Viegas:  Operário em Construção 

e de António Jacinto

Rui Mingas  "Monagambé" 


Victor Barroso Nogueira

O melhor para quem ? Não duvido que Sócrates, Cavaco, Alegre e Soares são os melhores. Mas .... para quem? 🙂

Carlos Rodrigues

" O MELHOR CANDIDATO NÃO É O QUE, ESTATISTICAMENTE, JÁ GANHOU, MAS O QUE SE MANTÉM FIEL AOS SEUS PRINCÍPIOS E AOS SEUS ELEITORES " ( Se ganhasse ).

15 a

Victor Barroso Nogueira

Com sondagens feitas ao telefone, o bombardeamento para o pensamento único em nome da democracia e da liberdade (deles) e a alienação da sua real força por parte de muitos eleitores, ELES podem dormir descansados. Mas ...

Parafraseando Cícero e até que a maioria descubra que o "imperador" vai nú e de rastos:

Qvosque tandem abvtere, Catilina, patientia nostra?

(Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?)

15 a

Carlos Rodrigues

" Abusus non est usus, sed corruptela "

" O abuso não é uso, mas corrupção "

15 a

Victor Barroso Nogueira

Depende, Carlos. O abuso das positividades em benefício de todos não será malefício 🙂

15 a

Carlos Rodrigues

As generalizações são sempre perigosas e claro que o abuso das positividades é quase um " Laissé faire laissé passer " e aí passa-se sempre por cima de alguém.

15 a

Victor Barroso Nogueira

Bem, Carlos, creio que a burguesia revolucionária de 1789 em França proclamava que "só não há liberdade para os inimigos da liberdade", sendo um dos direitos inalienáveis o da propriedade individual.

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E Kissinger, prémio Nobel da Paz em 1973, teria dito:

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* "Não vejo porque precisamos ficar parados e assistir um país tornar-se comunista por causa da irresponsabilidade do seu povo. As questões são muito importantes para deixarmos os eleitores chilenos decidirem por si mesmos."

- Sobre o apoio dos EUA ao golpe que derrubou Salvador Allende, presidente democraticamente eleito do Chile, em 11 de setembro de 1973.

- citado em Richard R. Fagen, "The United States and Chile: Roots and Branches", Foreign Affairs, January 1975.

15 a

Gélidos Pingos do Mindelo

 

* Victor Nogueira

2026 01 21 - Está um frio nórdico de rachar, com chuva e ventania, por vezes de rajadas tempestuosas!

Esta casa do Mindelo que era do meu avô materno tem amplas janelas e apanha sol o dia inteiro, embora ao entardecer seja rasteirinho, nas traseiras voltadas a Norte, que confinam com um campo agrícola até ao horizonte, onde as árvores derrubadas nos últimos tempos puseram a descoberto uma enfiada de edifícios brancos, a maioria instalações fabris, aparentemente não poluentes.

Colhido o milheiral, coberto o solo de relva verde, a nortada vem por aí abaixo, por vezes gélida e pluviosa. Assomando à porta da frente, virada a Sul, o céu está não poucas vezes azul e luminoso, enquanto nestes dias invernais é cinzentonho quando de seguida assomo à janela da cozinha ou à desta sala que é o meu posto de trabalho.

Na varanda da frente muitas vezes está uma temperatura agradável, enquanto na cozinha faz um frio de rachar, com o tubo ou conduta da chaminé amplificando assustadoramente o vento que sopra lá no topo.

Também em Setúbal, na Av. República Guiné-Bissau, morámos num apartamento duma enfiada de prédios com fachadas viradas a Norte (quartos de dormir) e a Sul (cozinha e sala comum), com vista desafogada para a cidade e o estuário do Sado, dum lado, e para Palmela, do outro. Então costumava dizer que de Inverno andávamos em mangas de camisa a Sul, enquanto teríamos de vestir um sobretudo quando nos deslocávamos aos quartos de dormir, a Norte.

Ainda falando de frialdades. 5ª feira passada à noite acabou-se-me o gás de botija. Na 6ª feira de manhã fui ao quintal para trocar a garrafa e, oh céus, estavam todas vazias. Imaginem o que é tomar chuveiradas de água gélida. Portanto, no fim de semana as abluções foram à gato. As botijas de gás costumam vir da Ribeirinha, um minimercado a dois passos, que está em processo de liquidação. Informaram a vizinha Amélia que só me podiam aviar uma na 4ª ou 5ª feira.

E assim tomei consciência da minha provecta idade. A vizinha Amélia, em minha defesa, disse a quem a atendeu ao telefone que o sr Victor já tem 80 anos e estava a tomar banho de água gelada. Vai daí, do outro lado exclamaram: "Ah, coitadinho do velhinho" e foram de propósito buscar uma botija que na 3ª de manhã já estava colocada no casinhoto do gás, no quintal, permitindo chuveirar-me com água quente. Por esta do "velhinho" é que eu não esperava!

Imagem gerada pelo Google Gemini com base em guião de minha autoria. 

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Foi-se estreirando a estrada da vida, minguando o horizonte, em pingos do Mindelo

 

* Victor Nogueira

 Salut, Camarada

Foi-se estreitando a estrada da vida, minguando o horizonte. A 'família' são os amigos, quanto mais solidários, altruístas e desinteressados. Nem todos na 'famiglia' são amigos, 'desinteressados', mas sim com interesses, de olhos postos na 'herança', no saque e nos ganhos.

Foi-se estretrando a estrada da vida, minguando o horizonte. Na beira da sinuosa estrada da vida, junto ao rio esperando a barca para alcançar a outra margem, em pé está um ancião, apoiado numa bengala, com ar sereno e 'fartigado', esperando a vinda do barqueiro e sua barca.

Foi-se estreitando a estrada da vida, minguando o horizonte. Para trás ficam os generosos sonhos de igualdade, solidariedade, liberdade e fraternidadade. Desinteressados os sonhos, em partilha pela Humanidade, com a Paz entre os Povos.

Foi-se estreitando a estrada da vida, minguando o horizonte. Para lá do rio são pedregosos e arenosos os tempos. Para lá do rio, campeiam a desumanidade e a lei da selva, com os quatro Cavaleiros do Apocalipse, carneiros e ovelhas balindo, a caminho do matadouro, hienas, milhafres, vampiros, galináceos e raposas no galinheiro. No ar cinzento amontoam-se negras núvens e relâmpagos, prenunciando apocalípticas, virulentas e tempestuosas tempestades.

Foi-se estreitando a estrada da vida, minguando o horizonte. Para cá do rio havia andorinhas, águias, pardais, leões, tigres, golfinhos, pombas brancas e gaivotas. num rutilante céu azul, coalhado de nuvens brancas, num campo verdejante.

Foi-se estreitando a estrada da vida, minguando o horizonte, Junto ao rio esperando a barca está um ancião, de pé, empunhando uma desfraldada bandeira vermelha.

Salut, Camarada.

«Se puede enganar
a todo el Pueblo
parte del tiempo
Se puede enganar
a parte del pueblo
todo el tiempo
pero no se puede enganar
a todo el pueblo
todo el tiempo.
(Lincoln)

Aqui está a minha esperança! Nós venceremos. Mesmo que eu seja derrotado ou me venda, outros tomarão o meu lugar, empunharão o estandarte. Algum dia venceremos! Algum dia! Salut, camarada! (MCG - 1972.08.13)

Foi-se estreitando a estrada da vida, minguando o horizonte. Esperemos que na outra margem, ainda haja Vida, Sonhos, Luta, União, Fraternidade, Igualdade, Solidariedade e Humanidade. Que a Humanidade possa vencer e crescer em verdes e ubérrimas campinas, com trigais em flor!

Até amanhã    camarada    ou não!

~~~~~~ooo0ooo~~~~~~

Imagem gerada pelo Google Gemini de acordo com sucessivos guiões meus, aos quais não corresponde exactamente. Mas diz a popular sabedoria que nem sempre o óptimo é alcançado e temos de nos contentar com o mal menor, isto é, com a mediania



Jornada | José Gomes Ferreira

Não fiques para trás, ó companheiro,
É de aço esta fúria que nos leva.
Pra não te perderes no nevoeiro,
Segue os nossos corações na treva.

Vozes ao alto!
Vozes ao alto!
Unidos como os dedos da mão
Havemos de chegar ao fim da estrada,
Ao sol desta canção.

Aqueles que se percam no caminho,
Que importa! Chegarão no nosso brado.
Porque nenhum de nós anda sozinho,
E até mortos vão ao nosso lado.

Vozes ao alto!
Vozes ao alto!
Unidos como os dedos da mão
Havemos de chegar ao fim da estrada,
Ao sol desta canção

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Notícia dos combates na Feira da Falperra

 

* Victor Nogueira

A 4 dias do botox na urna. a grande farsa em marcha, a todo o vapor. O Cotim do ilusionismo liberal que apoia o Venturra, pede o apoio de Montezero contra Mendes. Tudo para que Venturra passe à 2ª volta com o Seguro, do Grã Kapital, secando de novo a "extrema-esquerda" que seriam Filipe do PCP e Catarina, do Bloco. O Livre do Pinto e do Tavares, seja Rui ou Miguel, esse pretende ser o seguro do seguro da central de negócios e negociatas. Para esta, tanto valem o Cotim, o Mendes e o Tó Zé como o Passaláqua. Com farinha do mesmo saco, uma mais grosseira, outra mais fina, uma mais arruaceira, outra mais manteigueira, com mais ou menos ranço, os avalistas e os traque bolas induzem a formigada para um embate entre o Venturra dos 3 SSSalazares, Deus, Pátria, Família e Trabalho.


Estilo mural de Diogo Rivera


Imagens geradas pelo Google Gemini em 2026 01 14, a partir do texto supra

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Elegia(s) (2018)

 

* Victor Nogueira

8 de janeiro de 2018

Há um ano regressara eu do Norte, onde está parte da minha família, os Barroso, os Nogueira da Silva e os Castro Ferreira para além de muitas amizades algumas com décadas, .Na minha vida há outras famílias. algumas outras delas perdidas como os Martins e os Gomes Pereira.

Há um ano a minha tia Luísa era viva. Há um ano era viva a minha amiga e confidente de sempre, e que conheceu muitos dos meus amigos e amigas ou colegas de Luanda. de Económicas em Lisboa ou de Évora, que sempre mas recebeu em casa dela, e que se lembram dela como se lembram da minha mãe. que também conheceram. 

Há um ano as casas dos meus tios José João e Maria Luísa e da minha tia-avó Esperança eram mais do que a casa dos meus pais. 

Há um ano sem que o previsse que seria tão cedo faltavam 72 dias para que me tornasse o único sobrevivente. 

Há um ano e umas semanas iniciou-se - após meio século - o processo de Paço de Arcos deixar de ser a minha terra e porto de abrigo, depois de perder Luanda após a independência de Angola e o Porto.na sequência  da morte dos meus avós Luís e António.  

"Malhas que o Império tece / jaz morto e apodrece / o menino da sua mãe", na terra da gente dum país pequenino com muitas aldeias com teias, peias e tolhida generosidade e abertura. numa compartimentação não na Humanidade mas apenas e contabilísticamente num ultrapassado e sem retorno  estádio do clã e da tribo..,

~~~~~~~~ooo0ooo~~~~~~

Maria Jorgete Teixeira

Neste preciso ano tens ainda os teus filhos e neto!

8 a

Victor Barroso Nogueira

Pois ...

8 a

Victor Barroso Nogueira

Malhas que o Império tece / jaz morto e apodrece / ...

8 a

Helena Sousa

o menino de sua mãe.

8 a

Rui Silva

Pois

8 a

Graça Maria Teixeira Pinto

Olhando p/ trás, quantos rostos a morte levou? Agarremo-nos ao presente, que também é futuro... 🙂

8 a

Clara Roque Esteves

Vitor, todos nós já perdemos Avós, Pais, Tios muito queridos. Grandes Amigos. Hoje, nas nossas idades, temos o privilégio de estarmos vivos, com saúde, com filhos e netos. Irmãos, sobrinhos.

Um abraço grande.

4 a

Victor Barroso Nogueira

Clara Roque Esteves e tutti quanti - Do que se fala neste meu texto de 2018 é dum modo de vida., de estar na vida. O texto foi escrito em 2018 e não vivo no passado, vivo no presente olhando o futuro, que se projecta tendo em consideração, em cada momento, o presente que, em cada tempo, existe. Tem piada que falam nos filhos, nos netos, e não nas amizades, nos amigos e amigas . Ao longo da vida tenho perdido famiiares mas também amigos e amigas, que já partiram para a terra do nunca. Sobre alguns deles tb tenho escrito em textos que ao longo dos anos aqui tenho partilhado.

Escrever sobre este tema de se reduzir a vida a uma "tribo" ou "clã" e não alargá-la e projectá-la na humanidade, não egoisticamente individualista mas colectivamente solidária, daria pano para mangas e para isso não serve o inFaceLocked 😛

4 a

Maria Amélia Marques Martins

Victor Barroso Nogueira mas Victor...do passado falas muito na família.....

4 a

Victor Barroso Nogueira

Opiniões. Mas isso não invalida o que escrevi. Fruto da terra em que nasci e fui criado, para mim a família são os amigos e nem todos nas famílias que se nos vão ajuntando ao longo da vida são amigos. Aliáas, no texto não refiro apenas a familia, mas também as amizades.

4 a

Clara Roque Esteves

Victor Barroso Nogueira , que bom termos amigos, para além do clã. E sorte a nossa quando existe paz dentro do clã.

4 a

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

O "carocha" da PIDE em Évora (2011)

 José Eliseu Pinto em 7 de janeiro de 2011

 ·Iniciático...


José Eliseu Pinto

... e medonho. Para que não se perca a memória.

15 a

Fernando Brás

Boa mecânica (embora bêbada), tive um que transformei em buggy.

15 a

Maria Helena Figueiredo

Gosto do post, não do carro, das memórias que faz vir ao de cima e do que simboliza.

15 a

José Eliseu Pinto

Em memória dos inúmeros passageiros, alguns com viagem só de ida.

15 a

Victor Barroso Nogueira

Bem, era um carocha simpático, tal como o Renault 4 e o Dyane, que um colega nosso do Couço conduzia num banco de madeira de 4 pés, pois o original sumira-se. Mas a polícia nunca implicou com ele 🙂

15 a

Victor Barroso Nogueira

E também havia os Triumph da Zé Peixoto e do João Luís, este especialista em gincanas no largo defronte da casa que partilhávamos na Quinta de Santa Catarina !

15 a

Fernando Godinho

Carros à parte, o que me f.... chateia é que ainda por aí devem andar muitos pides, que tiveram uma rica vidinha. Alguns até foram agraciados com pensões no tempo do 1º ministro Cavaco (por exemplo o Oscar Cardoso que disparou sobre o pessoal na Ant Maria Cardoso no dia 25 de Abril).Convém não esquecer!

15 a

Victor Barroso Nogueira

Agora não entendo: que tem a ver o Carocha com a PIDE, salvo ter sido concebido no III Reich Hitleriano ?

15 a

José Espada

Bicho feio.

15 a

Victor Barroso Nogueira

O Carocha? Eu não acho: até era aerodinâmico 🙂 Mas estou fora de algumas "jogadas"/comentários anteriores, que não percebo

15 a

Maria Helena Figueiredo

Para que a memória não se apague é que é importante rever o VW da Pide, aqui em évora

15 a

Victor Barroso Nogueira

Ah! o problema é esse? A PIDE tinha mais marcas de carros. Este era o carro da PIDE em Évora - FE-52-24? Para não esquecer a PIDE em Évora tenho memórias muito mais elucidativas do que o Carro, se alguma vez me der ao trabalho de publicá-las ! Dos PIDES e do posto em Évora, lembro-me, dos carros não

15 a

Eu Antmou

Agora imaginem! E isto é um caso real: - Em 1969 houve uma farsa eleitoral (assim mais ou menos como aquela que vai haver agora em Janeiro para escolher os candidatos que (como agora) já estavam de antemão eleitos. E em Estremoz havia um grupo a quem chamavam de Comunas que resolveu apoiar a candidatura dos pré-derrotados da CDE (assim como agora que também há quem apoia os pré-derrotados). Vai dai os possuidores deste carocha (a quem chamavam PIDES assim como aqueles que agora andam de AUDI e outras marcas que tais, só não sei como lhe chamam - Cá eu chamo-lhes FDP). Atão não é que Eu e outros putos de 16 / 19 anos tapamos o vidro de trás do caroja da PIDE com autocolantes da CDE! Ca granda bronca! Tou cá a pensar quando a Maria vier a Évora tapar-lhe o vidro do carro do cachorro com autocolantes que ainda restam por aí do 25 de Abril. Era Capaz de ser dificil porque o vidro de trás é demasiado grande para lá caber o que resta de 25 de Abril. Mas aí para metade do vidro era capaz de dar! Vamos nessa?

15 a

Fernando Brás

Afinal a matricula estava implícita gostei

15 a

Antonio Casqueira

Não é o mesmo a janela traseira não era esta.

15 a

Maria Sarmento

Os "carochas" são resistentes, tal como as carochas... são uns "insectos" bem difíceis de combater, sobretudo quando já não têm esta marca que os identifica, agora os contornos são mais ténues e multiplicados... Mas eles estão aí, convivem connosco,querem que sejamos nós os "novos carochas", olhó que eles queriam!

15 a

Eugénia Botelho

Comecem a preparar-se que o casal Cavaco, hoje anda por Setúbal. Se lhes dá para descer chegam aí num instante.

15 a

Luis Tobias

BOA ZÉ PINTO.......

é bom que se saiba que muitos andamos naquele carro contra nossa vontade e que aquele bicho era uma visão sinistra nas ruas de Évora.

15 a

Victor Barroso Nogueira

Música para amenizar


The Beatles - Revolution


The Beatles - With A Little Help From My Friends

15 a

Victor Barroso Nogueira

a) o Comentador do Kant_O invisível

15 a

Victor Barroso Nogueira

Desculpem lá a minha ignorância acerca do carocha da foto, mas as mensagens devem ser perceptíveis e não apenas para "iniciados". Zé, não me devias ter enviado a foto, pois a malta fica a pensar que eu era um betinho acomodado e não incomodado nem incómodo LOL

15 a

Maria Helena Figueiredo

Luis és mesmo mal agradecido. Os senhores, tão simpáticos, a dar boleia à malta prá R. da Ladeira e tu ainda a refilar...

15 a

José Eliseu Pinto

Era este mesmo. Modelo de 1964/65, resistiu até 1974, pelo menos.

Victor, só não tiveste o "privilégio" de viajar nele. De resto, não falhaste nenhuma.

15 a

Victor Barroso Nogueira

Mas à saída do Garcia de Resende o Agante foi abordado pela Pide para ir ao Posto para explicar uma revista subversiva que trazia debaixo do braço e a malta acompanhou-o ao posto, onde o chefe da PIDE dizia que podíamos ir embora descansados, pois nada aconteceria a nosso colega, que estava só a prestar umas declarações, pois "a delicadeza era o timbre da corporação", ao que lhe respondi, "pois, pois, mas só saímos daqui com o nosso colega", enquanto ele com um sobretudo cor de camelo andava na sala dum lado para o outro. E perante a nossa atitude lá deu ordem de soltura ao Agante, que salvo erro tinha comprado a revista por baixo do balcão numa livraria do António, na Rua Serpa Pinto, onde a malta se "abastecia"

15 a

José Eliseu Pinto

A papelaria do Zé António. A secção "escaldante" era ao fundo, passado um corredor ziguezagueante. Também aí havia algo que nunca mais vi: livros com aprumadas encadernações e... nada impresso. Nada. Folhas em branco. Vendiam-se ao metro linear para "compor" estantes domésticas, quando vagas. As estantes e os proprietários.

15 a

Antonio Casqueira

Tenho cá alguns lá comprados.

Salvo erro assistimos lá a declamação de poesia da Natália Correia

15 a

Victor Barroso Nogueira

O António qd era empregado Nazareth contou-nos duas histórias de agrários. Numa chegou lá um que queria comp'rar não sei quantos metros de livros e vendera-lhe a velharia toda que lá estava. Outro chegou com uma resma de livros de variados tamanhos para encadernar a preceito, todos pela mesma medida, para caberem nas estantes LOL

15 a

Luis Tobias

a declamação de que falas era de uma peça de teatro curta e chata escrita pela Natália de Brito.... amiga da Maria Alice da Quadrante

Nada que fizesse moça ao sistema......!

15 a

José Espada

( Ajuda à reconstrução do cenário da livraria do Zé António )...

Não esquecer a presença do enorme cofre de modelo antigo onde "dormiam" alguns livros.

15 a

José Luís Pacheco

Quem não se lembra também do belo BMW 1602, propriedade do chefe Melo?

15 a

José Eliseu Pinto

Lembro-me bem da Maria Alice (+ caniche irritante) e da Quadrante, onde expunha o Chico Bellizzi, quando o conheci. Outro, cujo paradeiro se tornou misterioso. A última vez que soube dele andava por bandas de Odemira, já lá vai um par de anos muito jeitoso.

SONETO DE ANIVERSÁRIO, por Matos Serra (2022)

 


* Victor Nogueira

7 de janeiro de 2022 
Conteúdo partilhado com: Público
No Porto (Travessa da Carvalhosa, 44), em 1949, e no Mindelo (Praia da Gafa), nos anos '80 do passado milénio.
Foram mais duma centena as pessoas que me felicitaram pelo meu aniversário, a maioria através do inFaceLocked, algumas pelo Messenger ou sms, outras telefonicamente. Através dum vídeo a Susana, o Cisco Kid e o Janicas cantaram-me os "Parabéns a Você", O mesmo fez o Rui, num telefonema.
Foram múliiplas as formas de expressão e, na impossibilidade de todas reproduzir, delas destaco um soneto e uma quadra, partilhados respectivamente pelo Matos Serra e pelo Elias Quadros.
Elias Quadros
Olá, Víctor: Parabéns!
«Haveis de subir na vida
Por umas escadinhas brancas
Qu ´inda tendes p´ra gozar
Felicidades tantas, tantas»
FELIZ ANIVERSÁRIO
Vida plena de venturas!
Feliz Ano Novo
~~~~~~~~~~~~~~~~
Matos Serra - JANEIRO
Jano era um deus com muito poder sobre o tempo e o espaço e, por isso, com as suas duas cabeças, olhava e vigiava em todas as direções do espaço e do tempo… presidia a todos os inícios e mudanças, tendo grande poder no destino dos seres humanos e da Humanidade em geral, em termos do espaço e do tempo, e tinha o poder de controlar o passado, presente e futuro…
Já no calendário de Numa Pompílio, o primeiro calendário romano de que temos memória, organizado sob supervisão desse rei etrusco… Jano tinha um papel importante em termos de controlo do espaço e do tempo…e Ele está aí para a festa dos vossos aniversários…
SONETO DE ANIVERSÁRIO:
Hoje, sob os auspícios do Deus Jano…
aquele deus, do tempo, tão antigo,
não quis deixar de estar, aqui, contigo…
ao somares, à idade, mais um ano!!!
Eu desejo que aquele deus romano,
que pôs o próprio tempo ao seu abrigo
te venha proteger… traga, consigo
seu poder protetor e soberano!!!
Podendo olhar em todos os sentidos,
que ELE seja teu guarda e protetor…
e proteja, também, teus entes queridos…
Que, Jano, em seu poder, te traga amor
e momentos alegres, divertidos
e, que ELE…hoje, se ponha ao teu dispor!!!!
Matos Serra

AUTO RETRATO EM PASSATEMPO (2023)



* Victor Nogueira

2023 01 06 - A todos e todas que me felicitaram por mais um aniversário nesta terrena jornada, o meu aceno de gratidão. Na foto, 1965 janeiro 04 / 05 - Em Luanda, na Praia do Bispo, comemoração do 19º aniversário meu e 45º da minha mãe - na foto João Seabra, Noémia e Jorge Castelo, os Coimbra, os Sequeira, os Antunes, os Orquídio Silva, os Fardilha, Armindo Gonçalves e Maria José, os Martins e o contabilista das Obras Públicas e família.
No telheiro no quintal das traseiras, onde normalmente almoçávamos, jantávamos ou jogávamos, vendo-se o quadro preto para estudos e que o meu irmão utilizava para os seus desenhos.

AUTO RETRATO EM PASSATEMPO

Com nariz grande, olhar estrelado,
Baixo, cabelo negro, ondulado,
Magro, moreno, mui desajeitado,
Nada ou p'la vida sempre perdoado.
Buscando amizade, mau achado,
Agindo calma ou mui despeitado,
O êxito logrou, mal torneado,
Com persistência e pouco alegrado.
Tolerante, mas não libertário,
Conduzindo, longe da multidão,
Na vida procurando liberdade.
Em tudo mal, buscando seu contrário,
Com ar sério ou risonha feição,
Mal sente, co'a razão, felicidade.
1989.09.10 - Setúbal

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

NATUREZA iMORTAL (2024)


* Victor Nogueira

Tudo é silêncio
Inaudível o dedilhar no teclado
As persianas, brancas, escondem o negrume da noite,
para lá das vidraças que nada reflectem
Com lentidão uma incómoda mosca surdiu do nada e volteia pela sala,
enquanto dos altifalantes se evolam lentos acordes de piano,
entre o silêncio, a majestade ou saltitante leveza
- nada de empolgante que afaste esta dormência ou sonolência!
É dia de Reis, pese embora vivamos ou vegetemos numa democracia republicana onde,
- como sempre,
os terratenentes são quem mais orden(h)a.
Em breve pausa uma leitura:
"O rio triste", de Fernando Namora,
entremeado com "A casa do Diabo", de Mafalda Ivo Cruz.
Descobri que para além do bolo-rei há o bolo-rainha, um com fruta cristalizada, o outro com frutos secos.
Ergo-me desta dormência e … que transmite o leitor de cd’s? Ah! Pois então! De Ravel o que tenho estado a ouvir é …
…. “Pavane pour une infante défunte”
A “Princesa”, uma de Velasquez, e a pavana não deveria ser entendida como fúnebre,
esclarece-me uma breve pesquisa na internet.
Mas … que é uma pavana? Nova e rápida pesquisa esclarece-me que é uma “dança espanhola, grave e séria e movimentos pausados”.
Prontus, mais uns miligramas de sabedoria!
Mais 40 minutos e começarei a comemorar ou vivenciar o 2º dia na casa dos 78 anos,
a caminho do suspiro final.
Um aceno à pequena multidão que me felicitou pela ultrapassagem desta barreira de transição!
Um aceno a quem me escreveu ou telefonou, com parcas ou trabalhadas palavras, mais ou menos rendilhadas!
Um aceno a quem me acolheu na véspera dos Reis!

Mindelo 2024 01 06
Maria Márcia Marques Dormência, sonolência é o que sentimos quando o sol se esconde nas montanhas que nos rodeiam e a noite nos pesa, mas sobra sempre a esperança de um novo dia, com sol ou sem ele, há, pelo menos, claridade que nos incita a viver.

domingo, 4 de janeiro de 2026

Maria Emília (1920/ 2013)


2026 01 04 maria emília - fases da vida ou as marcas do tempo (fotos de estúdio) - Porto 1920.01.04  Setúbal 2013.04.17

* Victor Nogueira

Se fosse viva, teria comemorarado o 106º aniversário do seu nascimento. Fazem-me falta os meus pais e os meus tios José João, Esperança e Lili, embora não me esqueça doutros antepassados, meus amigos, também importantes na minha vida! Que sempre respeitei e me respeitaram.