Allfabetização
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VNsegunda-feira, 12 de outubro de 2026
(65) Economia doméstica - Validade dos Caldos Caseiros
domingo, 11 de outubro de 2026
(64) Economia doméstica - Em torno dos crepes congelados
* Victor Nogueira / Gemini
O consumo de crepes congelados, sobretudo se contiverem carnes, exige alguma precauções prévias, como se verá seguidamente
Índice de Conteúdos
- 1. Adaptação de Parâmetros: Air Fryer vs. Mini-Forno Estático
- 2. Truques de Preparação e Confeção Sem Gordura
- 3. Segurança Alimentar: Crepes de Legumes vs. Carne
- 4. Guia Rápido de Resolução de Problemas
1. Adaptação de Parâmetros: Air Fryer vs. Mini-Forno Estático
Quando a embalagem de um produto congelado apresenta apenas orientações de preparação para a Air Fryer (por exemplo, 200 °C durante 9 minutos)[cite: 1] e optamos por utilizar um mini-forno elétrico sem ventoinha, é indispensável aplicar uma conversão técnica correta:
- Temperatura: Regule o mini-forno entre 210 °C e 220 °C. Como os fornos estáticos não possuem circulação forçada de ar quente, o aumento ligeiro da temperatura compensa a ausência de ventoinha.
- Tempo de Cozedura: Aumente o tempo total para 18 a 22 minutos. A massa congelada necessita de mais tempo de exposição térmica para cozinhar e estaladiçar até ao centro.
- Resistências Ativas: Mantenha as resistências superior e inferior ligadas em simultâneo, tirando partido da proximidade das mesmas na cavidade reduzida do mini-forno.
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2. Truques de Preparação e Confeção Sem Gordura
Optar por não pincelar os crepes com óleo ou azeite traz vantagens práticas diretas para o orçamento familiar e para a saúde:
- Poupança e Leveza: Elimina-se o consumo de calorias extra e reduz-se o gasto de ingredientes subsidiários de cozinha.
- Comportamento da Massa: Sem gordura externa, os crepes secam de forma natural no calor do forno estático, ficando crocantes embora com um tom ligeiramente mais pálido.
- Posicionamento Ideal: Coloque o tabuleiro na ranhura intermédia do mini-forno para garantir um aquecimento equilibrado por cima e por baixo.
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3. Segurança Alimentar: Crepes de Legumes vs. Carne
O grau de exigência e o risco associado a uma cozedura ligeiramente insuficiente diferem consoante o recheio do produto:
- Crepes Exclusivos de Legumes: Apresentam um risco bacteriológico residual quase nulo. Caso fiquem mornos ou mal cozinhados no interior por erro no tempo, o desconforto máximo provável resume-se a uma digestão mais pesada ou ligeira indigestão da massa.
- Crepes com Recheio de Carne (Porco/Frango): Refrigeração e tratamento térmico rigorosos são obrigatórios para evitar contaminações por agentes patogénicos perigosos (Salmonella, E. coli).
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4. Guia Rápido de Resolução de Problemas
- Passaram 10 minutos e os crepes estão muito claros? É inteiramente normal num mini-forno estático. Deixe atuar por mais 8 a 10 minutos seguidos.
- É necessário virar os crepes a meio? Não, desde que utilize as resistências superior e inferior ligadas e o tabuleiro posicionado no centro.
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Índice
1. O mito dos 12 crepes: o tempo duplica?
Quando passamos de 6 para 12 crepes congelados, a tentação é pensar que o tempo de forno tem de dobrar. Na realidade, o tempo não funciona de forma linear. Numa fornada com 12 unidades, o tempo mantém-se sensivelmente o mesmo (cerca de 20 a 25 minutos), mas o verdadeiro desafio é o espaço no miniforno. Se os crepes ficarem demasiado juntos ou a tocar-se, o ar quente não circula devidamente e a massa tende a cozinhar a vapor, ficando mole. Se necessário, divida o processo em duas fornadas para garantir uma cozedura uniforme.
2. O segredo de sabor e textura: pincelar com azeite
Muitas vezes, os produtos congelados preparados no forno ficam com uma textura seca, pálida ou rija. Para evitar este problema, é vivamente aconselhado pincelar levemente ambos os lados dos crepes congelados com uma camada fina de azeite antes de irem ao forno. Esta gordura ajuda a reter a humidade interior do recheio de legumes, ao mesmo tempo que cria uma crosta dourada e estaladiça, simulando o efeito de fritos de forma muito mais saudável.
3. Passo a passo para o miniforno perfeito
Para obter os melhores resultados no seu miniforno com resistências superior e inferior, siga atentamente estas etapas:
- Pré-aquecimento: Ligue ambas as resistências a 190 °C durante cerca de 5 minutos.
- Disposição: Coloque os crepes no tabuleiro com espaçamento adequado e pincele-os com azeite.
- Controlo de Calor: Como os minifornos ficam muito próximos das resistências, monitorize o aspeto a partir dos 12 minutos. Se necessário, proteja o topo com uma folha de alumínio para não queimar.
- Rotação: A meio do tempo (aos 10 a 12 minutos), vire os crepes com uma espátula para garantirem uma tostagem uniforme.
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Economia doméstica (62) - Marisco congelado: como utilizar?
* Gemimi Assistant
CONGELADO PARA A PANELA: COMO FAZER RENDER A MISTURA DE MARISCO
SEM DESPERDÍCIO
Secção: Economia Doméstica | Guia Prático de Gestão Alimentar
Gerir uma cozinha de forma
eficiente para uma só pessoa exige estratégia, especialmente quando compramos
embalagens familiares ou preparadas de raiz. O marisco ultracongelado é um
excelente aliado da economia doméstica: não ganha desperdício, está sempre
limpo e tem uma durabilidade tremenda. Contudo, há mitos sobre a sua preparação
que podem estar a fazê-lo perder o melhor do produto: o sabor e a textura.
1. O Mito da Descongelação Prévia
Ao contrário do que muitos
pensam, para a maioria das preparações de panelas e estufados, não é preferível descongelar o marisco
previamente. Quando o marisco descongela lentamente na bancada ou no
frigorífico, liberta um líquido rico em nutrientes e compostos aromáticos. Se
deitar essa água fora, está literalmente a deitar o sabor do marisco pelo ralo.
Ao cozinhá-lo diretamente congelado num caldo ou molho já quente, esse líquido
desprende-se diretamente na comida, enriquecendo o prato de forma natural.
2. Olhar Clínico sobre o Rótulo: Gestão de Porções e
Alergénios
Analisando o rótulo de uma
mistura de marisco ultracongelada padrão de 400g (composta por bivalves como
amêijoas e mexilhões, crustáceos como camarão e sapateira, e delícias do mar),
deparamo-nos com dois fatores cruciais para a economia diária:
·
A Ração Real vs. Ração de
Embalagem: As embalagens comerciais de 400g costumam indicar que rendem 4
porções. Contudo, na economia doméstica real, essa quantidade rende apenas 2
porções satisfatórias ou 3 refeições individuais equilibradas. O marisco
congelado traz uma película protetora de água (glaceamento). Ao cozinhar, o
gelo derrete e o marisco reduz drasticamente de tamanho. Contar com 100g de
marisco congelado por pessoa para um prato principal resultará numa refeição
pobre e pouco saciante.
·
Atenção aos Alergénios
Escondidos: Processados como as delícias do mar (surimi) utilizam
frequentemente amido de trigo para dar textura. O rótulo avisa claramente:
mesmo que o produto final seja isento de glúten, não é seguro para quem tem
alergia severa ao trigo. Contém ainda soja, ovos e metabissulfito de sódio
(sulfitos usados na conservação do camarão). Mantenha este detalhe em mente se
cozinhar para visitas.
3. Estratégias Poupa-Tempo para Single-Cooking
(Cozinhar para Um)
Se mora sozinho, cozinhar uma
embalagem de 400g de uma só vez para criar várias refeições marmita poupa
imensa eletricidade/gás e tempo de limpeza. No entanto, o tradicional 'arroz
malandrinho' de marisco não aguenta o congelador porque o arroz continua a
absorver a humidade e fica pastoso ao reaquecer. Aqui ficam as duas melhores
alternativas técnicas:
|
Método |
Como Preparar
de Uma Vez |
Vantagem na
Economia Doméstica |
|
Abordagem
do Arroz Seco (Tipo Paella) |
Frite 1 chávena de arroz agulha
ou vaporizado num refogado rico. Junte 2 chávenas de água a ferver. Deixe
cozinhar 8 min, adicione o marisco diretamente congelado, tape e cozinhe mais
6 min até secar. Divida em 3 recipientes. |
O arroz vaporizado ou agulha
não empapa. Permite congelar 3 refeições completas 'prontas a enfiar no
micro-ondas'. Eficiência máxima de tempo. |
|
Abordagem
do Salteado de Alho |
Passe o marisco 30s por água fria (só para tirar o
gelo exterior) e seque-o. Salteie em lume forte com 2 colheres de sopa de
azeite e muito alho por 4-5 min. Divida o marisco e o respetivo molho por 3
caixas. |
O marisco salteado retém uma textura perfeita no
congelador. Na hora de comer, basta reaquecer e juntar a uma base fresca (ex:
puré de batata instantâneo ou massa cozida na hora). |
4. O Truque Conforto: Marisco Salteado com Puré de
Batata
Para quem escolhe a abordagem do salteado, o puré de batata é um acompanhamento excecional. Como o puré tem um sabor neutro e uma textura aveludada, ele absorve perfeitamente o molho de azeite e alho enriquecido pelos sumos do marisco. Pode congelar as doses de puré com o marisco por cima (deixando o puré ligeiramente mais fluido com um toque extra de leite para não secar no reaquecimento) ou fazer puré instantâneo em flocos na hora em apenas 5 minutos. Uma solução rápida, barata e com assinatura de restaurante!
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Economia doméstica (61) - Conservação de alimentos no congelador: molhos e outros ingredientes
* Gemini / Victor Nogueira
Congelar molhos em cuvetes de gelo é um dos melhores truques de organização na cozinha. Permite-lhe ter porções individuais prontas a usar sem desperdiçar nada.
Como funciona o processo?
Coloque nas cuvetes: Despeje o molho (já aberto) nas cavidades da cuvete de gelo.
Congele: Leve ao congelador até solidificar completamente (cerca de 4 a 6 horas).
Desenforme e guarde: Depois de congelados, desenforme os cubos de molho e coloque-os num saco hermético próprio para congelação ou numa caixa com tampa. Identifique o saco com a data. Assim, liberta a cuvete para outros usos e evita que o molho ganhe sabores de outros alimentos no congelador.
Economia doéstica (60) - O tomate na alimentação
* Gemini / Victor Nogueira
O tomate é um dos frutos (usados como legumes) mais versáteis e consumidos no mundo. Existem dezenas de variedades, cada uma com características próprias de sabor, textura e uso culinário.
Tipos de Tomate Existentes
Tomate Chucha (ou Roma): Alongado, com pouca água e polpa firme. É o rei dos molhos, estufados e conservas (como o San Marzano).
Tomate Redondo / Salada: O mais clássico e comum, carnudo e equilibrado, ótimo para fatiar em saladas ou sanduíches.
Tomate Coração de Boi: Grande, irregular, muito carnudo e com poucas grainhas. Tem um sabor adocicado excelente para comer cru em saladas com um fio de azeite.
Tomate Cereja (e Pera): Pequenos, muito doces e suculentos. Perfeitos para comer inteiros, assar no forno ou colocar em espetadas.
Tomate Rama: Vendido ainda preso ao ramo, o que retém mais humidade e aroma intenso. Muito equilibrado para saladas e cozinhar.
Tomate Negro (ex: Noir Russe): De tom escuro/acastanhado, apresenta um sabor rico, ligeiramente fumado e menos ácido.
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Economia doméstica (59) - Dores Musculares, Cansaço e Qualidade de Vida
* Gemini
1. Causas das Dores Musculares e do Cansaço
Estilo de vida e inatividade: A inatividade prolongada gera descondicionamento, fraqueza e rigidez muscular.
Fatores psicológicos: A depressão e o stresse crónico provocam manifestações físicas reais, como dores generalizadas e fadiga extrema.
Outras causas: Infeções virais, deficiências nutricionais ou condições crónicas (como fibromialgia e hipotireoidismo).
2. O Impacto da Inatividade e da Rigidez Matinal
Passar muito tempo inativo reduz a circulação, causando rigidez ao acordar que melhora progressivamente com o movimento.
Evitar o movimento cria um ciclo vicioso de fraqueza e maior dificuldade em caminhar.
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(56) Economia doméstica -O bacalhau e a culinária
* Gemini
Guia Prático de Culinária Doméstica: O Triângulo do Bacalhau (Pataniscas, Albardados e à Brás)
Este guia apoia a transição dos pratos prontos congelados de supermercado para versões caseiras rápidas, mais económicas e sem recurso a frituras em óleos refinados.
sábado, 29 de agosto de 2026
(55) Economia doméstica - Kiwis: conservação e consumo
* Gemini
O kiwi é uma densa bomba nutricional, oferecendo mais vitamina C do que a laranja por grama. xistem quatro variedades principais de kiwi no mercado comercial, diferenciando-se no sabor, na textura e no perfil nutricional:
| Variedade | Características Nutritivas & Sabor | Destaque Alimentar |
|---|---|---|
| Kiwi Verde (Actinidia deliciosa) | • Sabor: Ácido, fresco e menos doce. • Aparência: Casca castanha e peluda, polpa verde-intensa. | • Rei da Digestão: Maior teor de fibras e da enzima actinidina, ideal para o trânsito intestinal e digestão de proteínas. |
| Kiwi Amarelo / Gold (Actinidia chinensis) | • Sabor: Adocicado, tropical e suave. • Aparência: Casca lisa e castanha-clara, polpa amarela. | • Bomba de Vitamina C: Contém quase o dobro da Vitamina C do kiwi verde e mais carotenoides (antioxidantes). |
| Kiwi Vermelho (Actinidia valente / Red) | • Sabor: Muito doce, com notas que lembram frutos vermelhos. • Aparência: Polpa amarela/esverdeada com um centro vermelho vivo. | • Antocianinas: O centro vermelho deve-se às antocianinas, potentes antioxidantes que beneficiam a saúde cardiovascular. |
| Mini-Kiwi / Kiwi Baby (Actinidia arguta) | • Sabor: Intenso e muito doce. • Aparência: Do tamanho de uma uva, de casca verde, lisa e comestível. | • Nutrição Concentrada: Come-se inteiro como uma baga, proporcionando uma alta densidade de vitamina C, magnésio e antioxidantes por porção. |
Resumo da Escolha Alimentar:
Para melhorar a digestão e o trânsito intestinal: Prefira o Kiwi Verde.
Para reforçar a imunidade e energia com menor acidez: Opte pelo Kiwi Amarelo.
Para o máximo de proteção antioxidante e facilidade no consumo: Escolha o Kiwi Vermelho ou o Mini-Kiwi.
Propriedades Nutritivas
| Nutriente / Composto | Benefício Principal |
|---|---|
| Vitamina C | 100 g cobrem mais de 100% da dose diária recomendada, fortalecendo o sistema imunitário. |
| Fibras & Actinidina | A enzima digestiva actinidina decompõe proteínas e melhora a digestão intestinal. |
| Vitamina K & Potássio | Apoiam a saúde óssea, a coagulação sanguínea e a regulação da pressão arterial. |
| Antioxidantes | Ricos em luteína e zeaxantina, que protegem a saúde ocular. |
Como e Quando Consumir
Moles ou Duros? Devem comer-se ligeiramente moles. Quando cedem a uma leve pressão dos dedos, estão no ponto ideal de doçura, suculência e menor acidez. Duros estão verdes e travados; excessivamente moles já estão a passar do ponto.
Descascados ou Não? Pode comer com pele. A casca é comestível, lavável e duplica a quantidade de fibra, além de concentrar antioxidantes. Se a textura pilosa do kiwi verde incomodar, opte pelo kiwi amarelo (de pele lisa) ou lave e esfregue ligeiramente o kiwi verde antes de morder.
Conservação e Amadurecimento
Ao ar livre ou no frigorífico? Se estiverem duros, mantenha-os ao ar livre (à temperatura ambiente) até atingirem o ponto de maturação. Assim que ficarem moles, transfira-os para o frigorífico, onde se conservam até 1 a 2 semanas.
Como amadurecer mais rapidamente? Coloque os kiwis num saco de papel fechado com uma maçã ou banana. Estas frutas libertam gás etileno, um hormónio natural que acelera a maturação do kiwi em 1 a 3 dias.
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
(54) Economia doméstica - Peixe na cozinha: solha, raia, cação, pescada e sardinhas
* Gemini
Cada um destes peixes pede técnicas e abordagens diferentes devido à consistência da carne e ao teor de gordura.
domingo, 23 de agosto de 2026
(52) - Economia doméstica - entre a fritadeira a óleo, a torradeira e o mini-forno electrico
Fritar alimentos em ´+ileo vegetal nã+ é saudável, obrigando a trabalhos redobrados para eliminar o cheiro dos fritos e lavar os azulejos e utensílios do cozinha, para além de impregnar de gordura o nobiliário. Comecei por indagar se seria útil adquirir um air fryer, comparando também as suas respectivas características e fincionalidades com as torradeirs e mini-formos elecricos.
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
(51) Economia doméstica - alhos e cebolas
* Gemini
Guia dos Allium: Sabor, Saúde e Zero Desperdício na Cozinha
Na nossa rubrica de Economia Doméstica, procuramos sempre unir três pilares fundamentais: eficiência na cozinha, potencialização da saúde e desperdício zero. Hoje, mergulhamos no universo fascinante da família Allium — que engloba o alho, o alho-francês, a diversidade de cebolas e o delicado cebolinho.
Estes ingredientes são a espinha dorsal da nossa gastronomia, mas sabia que pequenos ajustes no seu armazenamento, corte e aproveitamento podem multiplicar a sua vida útil e poupar bastantes euros ao fim do mês?
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Economia doméstica (50) - Batata-doce
* Victor Nogueira / Gemini
A batata-doce (Ipomoea batatas) é um tubérculo denso em nutrientes, amplamente reconhecido pelo seu baixo índice glicémico, perfil antioxidante e grande versatilidade na cozinha
Abaixo encontra um guia completo que reúne desde os seus benefícios nutricionais até às dúvidas mais frequentes sobre brotação, conservação e culinária
1. Propriedades e Benefícios Nutricionais
Carboidratos de Absorção Lenta: Rico em amido resistente e fibras, proporciona energia gradual sem causar picos brutos de glicemia
. Fibras Solúveis e Insolúveis: Favorece a saúde intestinal, melhora o trânsito digestivo e auxilia no controlo do colesterol LDL
. Vitamina A (Beta-caroteno): Abundante nas variedades de polpa alaranjada e roxa, é fundamental para a saúde ocular, pele e sistema imunitário
. Vitaminas C e E: Antioxidantes potentes que combatem os radicais livres e estimulam a produção de colagénio
. Potássio e Magnésio: Minerais essenciais para a regulação da pressão arterial e bom funcionamento neuromuscular
. Vitaminas B5 e B6: Atuam no metabolismo energético e na saúde do sistema nervoso
.
Comparativo por Cor da Polpa
| Cor da Polpa | Destaque Nutricional |
|---|---|
| Alaranjada / Amarela | Concentração muito elevada de beta-caroteno (pré-vitamina A) |
| Roxa | Elevado teor de antocianinas, pigmentos com forte ação anti-inflamatória e protetora cardiovascular |
| Branca | Sabor mais suave, mantendo o bom aporte de fibras e potássio |
Nota: As folhas e brotos da batata-doce possuem uma densidade nutricional por vezes superior à do próprio tubérculo em compostos fenólicos, ferro, cálcio e vitamina C
.
2. Brotação, Filamentos e Viscosidade: O que Significa?
A batata-doce brotada ainda se pode comer?
Sim, desde que esteja firme
Filamentos finos (raízes): São seguros, mas não têm valor gastronómico
. Puxe ou corte-os antes de cozinhar . Brotos com folhas: São 100% comestíveis e muito apreciados na culinária asiática
. Textura: Batatas a brotar perdem amido e água, podendo ficar ligeiramente mais fibrosas ou menos adocicadas
. Funcionam perfeitamente em sopas, purés e estufados . Quando descartar: Se a batata estiver mole, murcha, com mofo ou cheiro desagradável, deite fora
.
O que indica a cor arroxeada e a viscosidade?
Cor arroxeada: Totalmente normal, resulta da presença de antocianinas (pigmentos antioxidantes)
. Viscosidade por seiva natural: A batata-doce exuda naturalmente um "látex" (seiva láctea e açúcares) ao ser cortada ou ao romper os brotos
. Em locais secos e arejados, esse fluxo seca levemente, formando uma película viscosa inofensiva . Viscosidade por humidade/deterioração: Se for acompanhada por amolecimento do tubérculo ou mau cheiro, trata-se de podridão por excesso de humidade
. Nesses casos, deite fora . Se a batata continuar dura, remova a área dos brotos com 1 cm de margem e consuma normalmente .
3. Deve-se Comera Casca?
A casca da batata-doce é comestível e rica em nutrientes (especialmente fibras e antioxidantes)
Manter a casca: É ideal para assar inteira, fazer palitos no forno ou saltear
. Basta lavar bem em água corrente e esfregar levemente com uma escova . Descascar: É preferível para sopas ou purés aveludados (para garantir uma textura homogénea) ou caso a casca esteja muito danificada
.
4. Modos de Cozinhar o Tubérculo
Ao Vapor / Cozida: Cozinhe em cubos ou rodelas por 15-20 min
. Preserva o sabor natural e é ideal para purés . Assada no Forno:
Inteira: Fure com um garfo e asse a 200 °C por 45-60 min
. Em palitos: Envolva num fio de azeite e temperos (pimentão-doce, sal, orégãos) e asse a 200 °C até dourar
.
Na Airfryer: Em palitos ou rodelas finas a 180 °C durante 15 a 20 min
. Grelhada / Salteada: Corte rodelas previamente cozidas (firmes) e doure numa frigideira com azeite ou manteiga
.
5. Receitas para Refogar Folhas e Brotos
Antes de preparar, separe as folhas e brotos macios, descarte caules duros e lave abundantemente em água corrente
Receita 1: Refogado Tradicional com Alho e Azeite
Ingredientes: 1 maço de folhas/brotos, 2 dentes de alho picados, 2 colheres de sopa de azeite, sal, pimenta e gotas de limão
Aqueça o azeite e doure ligeiramente o alho em lume médio
. Adicione as folhas e brotos de uma só vez
. Tempere com sal e pimenta e salteie por 2 a 3 minutos até murcharem
. Finalize com sumo de limão
.
Receita 2: Refogado Oriental com Gengibre e Molho de Soja
Ingredientes: 1 maço de folhas/brotos, 2 dentes de alho, 1 colher de chá de gengibre ralado, 1 colher de sopa de óleo de sésamo, 1 colher de sopa de molho de soja e sementes de sésamo
Numa frigideira bem quente, deite o óleo de sésamo e salteie o alho e o gengibre por 30 segundos
. Adicione as folhas e brotos em lume forte
. Regue com o molho de soja e salteie por 1 a 2 minutos
. Polvilhe com sementes de sésamo e sirva
.



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