Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

.

Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

.

Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN
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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Vade.mécum (10) - Como salvaguardar as sessões no Claude?

 


* Claude

Há um certo prazer, tardio mas real, em olhar para trás e perceber que o trabalho disperso tem, afinal, uma forma.

Ao longo de várias sessões de conversa com a IA (Claude), fui pedindo — por vezes sem plano prévio, por impulso do momento — análises aos meus textos: poemas isolados, sequências, anos inteiros de silêncio poético, experiências formais, jogos de palavras. Cada sessão nasceu de uma pergunta concreta, mas o conjunto acabou por desenhar, sem que eu tivesse essa intenção inicial, um pequeno mapa do meu percurso de escrita.

Reuni aqui, a modo de índice, os títulos dessas sessões, tal como ficaram registados:

1.          Análise literária de post de blog

2.          Análise de anos com produção poética nula

3.          Analisa

4.          Continuing the analysis

5.          Evolução e análise dos meus poemas

6.          Organização de colectâneas textuais por período

7.          Análise de poema visual e wordplay

8.          Análise dos aspectos positivos e negativos de um poema

9.          Análise de poema experimental com vogais

10.      Faça um brainstorm comigo


terça-feira, 25 de agosto de 2026

A poesia em 'emparedado' (2026)

 * Victor Nogueira


emparedado

        no redondel

em círculos

        no circo

sem rede

         parado

na parada

        sem par

Setúbal 2026 08 25


segunda-feira, 24 de agosto de 2026

A poesia em 'Letras são tretas ' (2026)

 * Victor Nogueira


Letras são tretas 

        com as vogais aos ais

num campo de palavras

        lavradas

        e em parada?

Setúbal 2026 08 24


A poesia em 'gota a gota' (2026)

 


Imagem gerada pelo Claude AI

* Victor Nogueira


Gota a gota

ou de rompante

se vão

Que nos prendem

à vida

Vivida ou sofrida

Setúbal 2026 08 24


sábado, 15 de agosto de 2026

A poesia no re/torno de 'sonhos bisonhos' (2026)

 * Victor Nogueira / Gemini


1. A poesia (s)em 'sonhos bisonhos'

Despertas e desapertas

os sonhos, bisonhos

Sem tripeças, tropeças

e cais no cais

em desconcerto, sem concerto!

O beijo sem solfejo 


1. A poesia em 'sonhos bisonhos'

Despertas e desapertas

os sonhos, bisonhos

Sem tripeças, tropeças

e cais no cais

em desconcerto, sem concerto!

O beijo sem solfejo 

 3.

Despertas e desapertas

os sonhos, bisonhos

Sem tripeças, tropeças

e cais no cais

em desconcerto, sem concerto!

O beijo sem solfejo 

Setúbal 2026 08 15

~~~~~~ooo0ooo~~~~~~

A ideia de assumir as diferentes variantes do título como parte de um único ciclo ou de um exercício metapoético é fascinante. Transformar a indecisão autoral em matéria da própria obra é um recurso sofisticado (bastante comum na poesia moderna e contemporânea, como na obra de Fernando Pessoa ou Mário de Sá-Carneiro), onde o processo de criação, as dúvidas e as sucessivas tentativas de lapidação se tornam o verdadeiro tema do poema.

Se optar por apresentar estas quatro opções como variantes de um mesmo corpo textual, a ordem em que as organiza altera por completo a narrativa dessa "viagem criativa". 

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

A poesia em 'as palavras morrem de sede' (2011 / 2026)

 * Victor Nogueira / Gemini  

 

as palavras

morrem de sede

na tua ausência

enleadas na rede

com permanência

um punhal

sufocante

no torno das ondas

.

redondas

.

em remoinho

o vento nada me traz

no caminho

nada se faz e

tudo mas tudo

……..se liquefaz

.

Escalavradas

à parede encostadas

mal recostadas e recortadas

paradas

tumulam as palavras

 

em premência

..Setúbal 2011.12.12

A poesia em Palavras! Palavras! Palavras (1971 / 2026)

* Victor Nogueira / Gemoni

 Este poema datilografado em Évora, a 23 de Novembro de 1971, é uma peça extraordinária para a compreensão da sua arquitetura interior, Victor. Trata-se de um manifesto metalinguístico e existencial, onde o ato físico de escrever (a máquina de escrever) serve de palco para a desconstrução da própria ilusão poética.

Eis uma leitura analítica dos eixos fundamentais que atravessam esta página:

sábado, 18 de julho de 2026

O Gemini e dois poemas entre 2025 e 2026: Welwitschia mirabilis e a memória

* Victor Nogueira / Google Gemini

Em 2025 e 2026 escrevi muito, sobre variados assuntos. Mas estes foram os meus dois únicos textos poéticos, sem musa no horizonte. Numa primeira análise o Gemini comparou o incomparável, rectificando de seguida a sua 'visão' enviesada.


Welwitschia mirabilis

No.silèncio

que me cerca

não há liberdade no horizonte

nem música nos meus dedos

Mindelo 2025 08 25 

A memória é im campo minado

de silêncio

e palavras

....................ocas

...................vazias

...................envilecidas

O presente um deserto

...................estéril

um poço  sem fundo-


E o futuro um peso morto!

Setúbal 2026 07 18

~~~~~~ooo0ooo~~~~~~

A introdução de poesia na obra de Victor Nogueira traz uma nova camada à leitura do seu espólio, complementando os registos diarísticos e documentais anteriormente analisados. Estes dois poemas, datados de 2025 e 2026, mostram uma viragem íntima para a desilusão, o isolamento e o peso do tempo, utilizando uma linguagem minimalista e espacial.

sábado, 11 de julho de 2026

A Lupa do Gemini e os auto-retratos (2026)

 


* Victor  Nogueira / Google Gemini


ERROS MEUS, MÁ FORTUNA, AMOR ARDENTE
Nada tenho para te ofertar
Que saiba: joias, discoteca, dança;
No tempo busco vária temperança
que também vos dão bom estimar.
Um com outro bem quiz enredar,
Mas parece ser outra a contradança
Que muda a tua dor em festança,
Por aqui me deixando a vaguear.
Lembro a tua lábia, seio moreno,
Tua feição que muito me agradou;
A pele, doce ardor despertou
Que na barca me fez vogar, sereno,
Porém não está o meu coração pleno
De alegria, que por vós soou:
Nem grã Camões ou milionário sou
Para contigo navegar, no Reno.
Erros meus, má fortuna, amor ardente,
Não fazem da jornada bom soneto
Nem do navegante melhor "gineto"
Pois em ti está meu pensar, descontente'
Assim na Luísa Todi jazente,
Vogando entre o lume e o espeto,
Bem vivo, com meu bom ou mau "aspêto"
Buscando tua razão e paz, somente.
.
1989.Setembro.10 - Setúbal

AUTO RETRATO EM PASSATEMPO

Com nariz grande, olhar estrelado, Baixo, cabelo negro, ondulado, Magro, moreno, mui desajeitado, Nada ou p'la vida sempre perdoado. . Buscando amizade, mau achado, Agindo calma ou mui despeitado, O êxito logrou, mal torneado, Com persistência e pouco alegrado. . Tolerante, mas não libertário, Conduzindo, longe da multidão, Na vida procurando liberdade. Em tudo mal, buscando seu contrário, Com ar sério ou risonha feição, Mal sente, co'a razão, felicidade.

in "Retratos" - 1989.09.10 - Setúbal 

ANéMONA DO MAR
De um punhado
de branca areia salgada
fez-se
verde madeiro
.........................vogando
........................................ao sabor da corrente
na esteira de todos os sorrisos
De ilha em ilha
castelos no ar
que a chuva........gota .......a ........gota
...........................construiu
e o sol dispersou
Sousel 1969 Fevereiro

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Os cafés no Livro de Viagens - a lupa do Google Gemini (2026)

* Victor Nogueira / Google Gemini

 A colectânea de textos atribuída ou organizada em torno das vivências e registos de Victor Nogueira constitui um mosaico híbrido de memórias, diários, notas de viagem e crónicas urbanas que atravessam várias décadas (de 1959 a 2026) e geografias (Portugal continental e a Angola colonial).

Abaixo apresenta-se uma apreciação circunstanciada desta obra sob as perspetivas documental e literária, elencando os seus aspetos positivos e negativos.

sábado, 4 de julho de 2026

Visões do Gemini e do chatGPT sobre 'Ferrovias 14 - Memórias ferroviárias'

 


Algures numa Estação Feroviária - susana emília, victor e feeroviário - foto celeste gato


* Victor Nogueira

Encarreguei o Gemini e o chatGPT de procederm à análise literária e vlor documental da colectânea Ferrovias 14 - Memórias ferroviárias. Eis o resultado

Gemini

Esta é uma análise detalhada da coletânea “Ferrovias 14 - Memórias ferroviárias”, de Victor Nogueira, dividida entre a sua relevância estética (análise literária) e o seu peso histórico (valor documental).

em Évora, espraiando pelos cafés, visões do Gemini e do chatGPT

 


Évora - Café Arcada – interior

* Victor Nogueira

Encarreguei o Gemini e o chatPTt de fazerem uma análise literária e do valor documental duma colectânea minha subordinada ao tema desta publicação  em Évora, espraiando pelos cafés

Gemini

Esta coletânea de memórias e registos diários de Victor Nogueira possui um inestimável valor documental, funcionando como uma cápsula do tempo sociológica, política e urbana de Évora na transição entre o final do Estado Novo e o pós-25 de Abril (1969–1974).

O Gemini analisa a colectânea 'Fora com o calor, já!' (3* versão, alargada) (2026)

 


* Victor Nogueira / Google Gemini

Aqui tem uma análise aprofundada da sua coletânea "Fora com o calor, já", dividida entre a componente literária e o seu valor enquanto documento histórico e pessoal. 

sexta-feira, 3 de julho de 2026

O Gemini analisa a colectânea 'Fora com o calor, já!' (2* versão, alargada) (2026)


* Victor Nogueira / Google Gemini

Estes fragmentos de correspondência e diários de viagem, que se estendem de 1968 a 2016, constituem uma rica tapeçaria de teor autobiográfico e memorialístico. Através do pretexto meteorológico — a vivência do verão —, o autor constrói uma narrativa fragmentada que cruza o sensorial, o político, o geográfico e o existencial.

Abaixo, apresenta-se uma análise literária estruturada sobre os principais eixos temáticos e estilísticos presentes nos textos.

O Gemini analisa a colectânea 'Fora com o calor, já!' (1* versão, reduzida) (2026)

 


* Victor Nogueira

Esta coletânea de fragmentos diariísticos e epistolares (compreendida entre 1968 e 2016, constitui uma rica cronografia do calor estival. Longe de ser um mero registo meteorológico, o "calor" funciona nestes textos como um agente físico, psicológico, social e até político.

Abaixo, apresenta-se uma análise literária estruturada sobre os principais eixos temáticos e estilísticos que atravessam estes testemunhos.

domingo, 2 de novembro de 2025

(03) Os moinhos na literatura portuguesa (1)

 


(1)

"Encarreguei"  o IA overview do Google   de i me pesquisar o que nesta publicação  é o título   sendo o que a seguir trancrevo o resultado final apurado.    Restrito a literatura portuguesa, os seus resultados foram diferentes, embora omplemetares de pesquisa semelhante do chat GPT.

Os moinhos na literatura portuguesa: obras em que seja o assunto dominante ou pano de fundo Os moinhos na literatura portuguesa servem principalmente como um elemento de 

pano de fundo que evoca o ambiente rural, a tradição e, por vezes, a nostalgia. Raramente são o assunto dominante de uma obra, como acontece com a referência universal do Dom Quixote de Cervantes [1]. 

No entanto, a sua presença é notável em obras que se inserem no Regionalismo e no Realismo/Naturalismo, onde a descrição do meio rural é fundamental:

Pano de Fundo Etnográfico e Rural:

Em autores como Camilo Castelo Branco e Júlio Dinis, os moinhos e, principalmente, as figuras dos moleiros e a vida em torno deles, surgem frequentemente. Eles são cenários para encontros, intrigas amorosas e representações da vida simples do campo. A descrição dos moinhos de água e de vento ajuda a pintar um quadro detalhado da paisagem e dos costumes da época.

Simbolismo da Passagem do Tempo:

  • Os moinhos, com as suas velas a girar ou as suas rodas a mover-se incessantemente, são por vezes usados metaforicamente em poesia e prosa para simbolizar a passagem do tempo, o trabalho contínuo e o ciclo da vida rural [1].

Obras de Cariz Regionalista

  • : Em narrativas que se focam em regiões específicas de Portugal, como o Alentejo ou a Beira, os moinhos são descritos como parte integrante da identidade local. Embora a obra possa não ser sobre o moinho em si, ele é um elemento descritivo essencial para o cenário.

Poesia e Canto Popular:

  • Na poesia, nomeadamente na de tradição oral e no fado, o moinho e o moleiro são figuras recorrentes, muitas vezes associadas a temas de amor e saudade. 

Em suma, os moinhos na literatura portuguesa são um elemento de cenário que enriquece a descrição do ambiente, com um forte peso simbólico e etnográfico, mais do que o tema central da obra [1]. 

Os moinhos na literatura portuguesa são predominantemente um pano de fundo que evoca o mundo rural, a tradição e, por vezes, a nostalgia de um modo de vida mais simples. Diferentemente de Dom Quixote de Cervantes, onde os moinhos são centrais num episódio icónico (frequentemente referido na literatura portuguesa para ilustrar a luta inglória ou "quixotesca"), as obras portuguesas integram-nos no contexto etnográfico e na paisagem. 

Obras em que os moinhos (de água ou de vento) e a figura do moleiro marcam presença significativa:

Como Pano de Fundo/Elemento Descritivo

Autores do Realismo/Naturalismo e Regionalismo:

  • Nestas correntes literárias, que procuravam retratar fielmente a realidade social e rural portuguesa, os moinhos e as azenhas são frequentemente mencionados.
    • Camilo Castelo Branco: Nas suas novelas e romances de costumes, os moinhos de água (azenhas) são por vezes o cenário de encontros, intrigas ou da vida quotidiana das gentes do campo.
    • Eça de Queirós: Embora talvez menos focado nos moinhos em si, as suas descrições da paisagem rural portuguesa podem incluir estes elementos como parte do ambiente.

Poesia Lírica e Etnográfica:

  • Vários poetas usam a imagem dos moinhos — com as suas velas a girar ou a roda a moer a farinha — como metáfora para a passagem do tempo, o trabalho árduo ou a melancolia. A obra de Miguel Torga (Contos da Montanha, por exemplo) e de outros autores regionalistas incluem referências a estes elementos como parte da identidade transmontana ou de outras regiões.

Literatura Oral e Tradicional:

  • Em cantigas populares e contos tradicionais, o moleiro e o moinho são figuras e locais comuns, muitas vezes associados a histórias de amor, mistério ou provérbios. 

Obras Mais Focadas (Não Puramente Literárias)

Embora não sejam romances ou poesia no sentido tradicional, existem várias publicações que documentam exaustivamente a importância dos moinhos em Portugal, abordando a sua relevância cultural:

  • Os Moinhos e os Moleiros do Rio Guadiana de Luís Silva: Um exemplo de obra que aborda especificamente o tema dos moinhos de água e a vida dos moleiros numa região específica, combinando história, etnografia e património.
  • Moinhos de Água em Portugal de Ernesto Veiga de Oliveira: Uma referência fundamental na etnografia portuguesa, que cataloga e descreve os vários tipos de moinhos de água no país, sendo uma fonte importante para o estudo do tema. 

Os moinhos na literatura portuguesa simbolizam a união do homem com a natureza e o uso tradicional dos recursos, sendo um símbolo recorrente da portugalidade rural e do património vernacular.


os moinhos na literatura portuguesa: obras em que sejam o assunto dominante ou pano de fundo

Os moinhos surgem na literatura portuguesa principalmente como um elemento do 

património rural e etnográfico, servindo frequentemente de pano de fundo ou como símbolo de uma vida simples e tradicional. Embora não haja uma obra canónica portuguesa em que os moinhos sejam o assunto dominante da mesma forma que em Dom Quixote de Cervantes (obra de referência universal na representação de moinhos de vento), eles marcam presença em várias descrições e narrativas. 

Algumas obras e referências incluem:

Descrições Etnográficas e Regionais:

  • Em muitas obras de cariz etnográfico e regionalista, os moinhos são descritos em detalhe como parte integrante da paisagem e da cultura local, especialmente nas regiões onde são predominantes (ex: moinhos de vento na Estremadura e moinhos de água no Norte e Centro).

Poesia e Prosa com Ambiente Rural:

  • Vários autores, em contextos de poesia lírica ou prosa que retratam a vida no campo, usam os moinhos como pano de fundo para criar uma atmosfera bucólica, nostálgica ou para simbolizar o labor e a passagem do tempo. O moleiro e a vida no moinho são figuras recorrentes neste tipo de literatura.

Obras Académicas e de Divulgação:

  • Existem várias dissertações e publicações académicas em Portugal que abordam especificamente os moinhos portugueses do ponto de vista histórico, cultural, arquitetónico e até turístico, o que demonstra a sua relevância enquanto património, mesmo que o foco não seja puramente literário. 

Em resumo, os moinhos na literatura portuguesa funcionam mais como um elemento de caracterização do ambiente rural e tradicional do que como um foco narrativo principal, surgindo em obras que valorizam o património e a vida no campo.

AI responses may include mistakes. Learn more

Outra referência importante ocorre na transformação dos moinhos em alojamentos, oferecendo um abrigo adaptado para pernoite em um ...

Os moinhos, cujas primeiras construções remontam a 85 a.C., foram durante vários séculos a única forma de moagem. Os moinhos foram...

os moinhos na literatura portuguesa: obras em que seja o assunto dominante ou pano de fundo

Os moinhos na literatura portuguesa servem principalmente como um elemento de  pano de fundo que evoca o ambiente rural, a tradição e, por vezes, a nostalgia. Raramente são o assunto dominante de uma obra, como acontece com a referência universal do Dom Quixote de Cervantes [1]. 

No entanto, a sua presença é notável em obras que se inserem no Regionalismo e no Realismo/Naturalismo, onde a descrição do meio rural é fundamental:

Pano de Fundo Etnográfico e Rural:

  • Em autores como Camilo Castelo Branco e Júlio Dinis, os moinhos e, principalmente, as figuras dos moleiros e a vida em torno deles, surgem frequentemente. Eles são cenários para encontros, intrigas amorosas e representações da vida simples do campo. A descrição dos moinhos de água e de vento ajuda a pintar um quadro detalhado da paisagem e dos costumes da época.

Simbolismo da Passagem do Tempo:

  • Os moinhos, com as suas velas a girar ou as suas rodas a mover-se incessantemente, são por vezes usados metaforicamente em poesia e prosa para simbolizar a passagem do tempo, o trabalho contínuo e o ciclo da vida rural [1].

Obras de Cariz Regionalista:

  • Em narrativas que se focam em regiões específicas de Portugal, como o Alentejo ou a Beira, os moinhos são descritos como parte integrante da identidade local. Embora a obra possa não ser sobre o moinho em si, ele é um elemento descritivo essencial para o cenário.

Poesia e Canto Popular:

  • Na poesia, nomeadamente na de tradição oral e no fado, o moinho e o moleiro são figuras recorrentes, muitas vezes associadas a temas de amor e saudade. 

Em suma, os moinhos na literatura portuguesa são um elemento de cenário que enriquece a descrição do ambiente, com um forte peso simbólico e etnográfico, mais do que o tema central da obra [1]. 

Os moinhos na literatura portuguesa são predominantemente um pano de fundo que evoca o mundo rural, a tradição e, por vezes, a nostalgia de um modo de vida mais simples. Diferentemente de Dom Quixote de Cervantes, onde os moinhos são centrais num episódio icónico (frequentemente referido na literatura portuguesa para ilustrar a luta inglória ou "quixotesca"), as obras portuguesas integram-nos no contexto etnográfico e na paisagem. 

Obras em que os moinhos (de água ou de vento) e a figura do moleiro marcam presença significativa:

Como Pano de Fundo/Elemento Descritivo

Autores do Realismo/Naturalismo e Regionalismo:

  • Nestas correntes literárias, que procuravam retratar fielmente a realidade social e rural portuguesa, os moinhos e as azenhas são frequentemente mencionados.
    • Camilo Castelo Branco: Nas suas novelas e romances de costumes, os moinhos de água (azenhas) são por vezes o cenário de encontros, intrigas ou da vida quotidiana das gentes do campo.
    • Eça de Queirós: Embora talvez menos focado nos moinhos em si, as suas descrições da paisagem rural portuguesa podem incluir estes elementos como parte do ambiente.

Poesia Lírica e Etnográfica:

  • Vários poetas usam a imagem dos moinhos — com as suas velas a girar ou a roda a moer a farinha — como metáfora para a passagem do tempo, o trabalho árduo ou a melancolia. A obra de Miguel Torga (Contos da Montanha, por exemplo) e de outros autores regionalistas incluem referências a estes elementos como parte da identidade transmontana ou de outras regiões.

Literatura Oral e Tradicional:

  • Em cantigas populares e contos tradicionais, o moleiro e o moinho são figuras e locais comuns, muitas vezes associados a histórias de amor, mistério ou provérbios. 

Obras Mais Focadas (Não Puramente Literárias)

Embora não sejam romances ou poesia no sentido tradicional, existem várias publicações que documentam exaustivamente a importância dos moinhos em Portugal, abordando a sua relevância cultural:

  • Os Moinhos e os Moleiros do Rio Guadiana de Luís Silva: Um exemplo de obra que aborda especificamente o tema dos moinhos de água e a vida dos moleiros numa região específica, combinando história, etnografia e património.
  • Moinhos de Água em Portugal de Ernesto Veiga de Oliveira: Uma referência fundamental na etnografia portuguesa, que cataloga e descreve os vários tipos de moinhos de água no país, sendo uma fonte importante para o estudo do tema. 

Os moinhos na literatura portuguesa simbolizam a união do homem com a natureza e o uso tradicional dos recursos, sendo um símbolo recorrente da portugalidade rural e do património vernacular.

Não há obras (títulos)=que se assemelhem a Quixote ou às Lettres de mon moulin?

Não existem obras na literatura portuguesa que atinjam a proeminência ou o foco exclusivo no tema dos moinhos da mesma forma que 

Dom Quixote (que usa os moinhos como símbolo icónico da luta inglória) ou Lettres de mon moulin de Alphonse Daudet (que usa o moinho como cenário e fio condutor de uma coleção de contos).

No entanto, há títulos específicos onde os moinhos e o seu ambiente têm um papel de destaque significativo, funcionando como pano de fundo essencial ou elemento simbólico central, embora não o assunto dominante no sentido de serem o único foco da narrativa:

1.    "Assobio para a Gata" de Carlos de Oliveira (1972): Neste romance, que retrata a vida rural e as tensões sociais na região do Ribatejo, um dos cenários principais é um moinho de água (azenha) e a figura do moleiro tem alguma relevância. O moinho funciona como um microcosmo da sociedade rural da época.

2.    "O Delfim" de José Cardoso Pires (1968): O romance usa a Barriga de Égua, uma lagoa onde existia uma azenha (moinho de água), como um elemento central do cenário e da atmosfera do mistério que envolve a narrativa. O ambiente rural, a azenha e o decadente solar do Delfim interligam-se no desenvolvimento do enredo.

3.    "Gaibéus" de Alves Redol (1939): Esta obra, que é um marco do Neorrealismo português, foca-se na vida difícil dos trabalhadores rurais. Embora o moinho não seja o protagonista, ele e as azenhas são parte integrante do cenário social e da descrição das condições de vida no Ribatejo.

4.    Poesia de Miguel Torga e Outros: Na poesia e nos contos regionais, a descrição dos moinhos é frequente como parte da paisagem e do quotidiano beirão ou transmontano.

Em conclusão, enquanto os moinhos são elementos ricos em simbolismo e descrição na literatura portuguesa, não há um título canónico onde sejam o tema exclusivo e absoluto. A sua função é maioritariamente servir de pano de fundo etnográfico, social e simbólico para as narrativas centradas nas pessoas e nas suas realidades rurais.

Não há uma obra na literatura portuguesa que atinja a centralidade dos moinhos de Cervantes (símbolo universal da luta inglória contra a realidade) ou a dedicação lírica e exclusiva de Alphonse Daudet em Lettres de mon moulin (que são contos passados num moinho, sendo o moinho o local e o mote da escrita).

Em Portugal, o moinho é um elemento do cenário e do ambiente, especialmente no Neorrealismo e no Regionalismo, onde a vida rural e as suas condições são o foco principal. 

Alguns títulos em que os moinhos têm alguma proeminência, embora não sejam o assunto dominante ou exclusivo, são:

  • Assobio para a Gata (1943) de Carlos de Oliveira: Esta obra neorrealista, que se passa no Ribatejo, utiliza a paisagem rural onde os moinhos de vento são um elemento visível e recorrente. O ambiente e a vida dos trabalhadores rurais, incluindo a figura do moleiro, são descritos, e o moinho é um marco na paisagem e no quotidiano.
  • Gaibéus (1940) de Alves Redol: Considerado o marco inicial do Neorrealismo português, foca-se nas duras condições de vida dos trabalhadores rurais (os gaibéus) nas margens do Tejo. Embora o foco principal sejam os homens e o rio, as descrições do ambiente rural da Lezíria podem incluir referências a moinhos de água (azenhas) e a vida que os rodeia.
  • O Delfim (1968) de José Cardoso Pires: A ação passa-se na Gafeira, uma localidade fictícia no litoral onde a paisagem é marcada pelos moinhos de vento. Os moinhos são um elemento visual constante na narrativa e no filme que a adaptou, contribuindo para a atmosfera da província conservadora e isolada.

Em suma, as obras portuguesas utilizam os moinhos como parte do ambiente e da descrição social e etnográfica, mas não existe um título que faça deles o objeto principal da narrativa ou uma alegoria tão central como nas referências que indicou. O seu papel é mais de pano de fundo realista do que de símbolo literário dominante.


~~~~~~ooo0ooo~~~~~~

 (1) Azenhas no Rio Ave, junto a Ponte Zameiro, que liga Bagunte e Macieira da Maia

Creio que são as azenhas no Rio Ave, em Macieira da Maia e Bagunte, junto a ponte Ponte D. Zameiro.
A estrutura aparentemente precária na margem direita, seria de apoio a azenha, de pedra. ou a casa e armazém do moleiro. Note-se que esta azenha é de menores dimensões do que a que lhe fica defronte, na margem esquerda.

VER
https://www.facebook.com/photo/?fbid=10232794860279222&set=a.2617967293830


quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

Efabulações do CHATGPT (10) em torno duma ceia de Natal

 


A ceia da Consoada seria bacalhau assado, acompanhado com puré de batata e ovo cozido, refeição  comedidamente regada com Porta da Ravessa e  coroado por um Porto, “Velhotes”. 

Uma refeição simples,  sem a complexidade e dias prévios de preparação como  os da festa de despedida de Babette (1).  Mas acabei por decidir-me por uma refeição fast-food, com uma pizza de atum, preparada ali no forno eléctrico.

Para o almoço do Dia de Natal hesitei entre frango assado no  forno ou massada de marisco. Decidi-me por esta última. 

Desta vez havia comprado o marisco separado: bivalves, sobretudo mexilhão, e camarão “selvagem” grande. Não ficou tão saborosa esta refeição como uma anterior, de que falei num dos “Pingos do Mindelo”. Afinal o molho que da outra vez acompanhava a embalagem tinha razão de ser.

Algumas pessoas lembraram-se de mim. Telefonaram-me a Susana, a Faia Maria, a Salta-Pocinhas, o vizinho Geraldo, as minhas tias Isabel e Teresa.  Sem esquecer  a vizinha Amélia. Recebi mensagens de Virgílio Campos, do Fernando Pratas e das Lyudmila I e II.

Não tendo ido prévia e antecipadamente Maomé à montanha, esta também não veio até Maomé! Sem ovos não se fazem omeletes!

Ontem e hoje o dia esteve cinzentonho e chuviscoso, não incentivando saídas de casa!

EM TEMPO - Entretanto, com o correr das horas, já houve oportunidade de falar com a Susana, Sérgio, Rui Pedro, Francisco, João e Mariana, para além de mensagem da "Princesa".

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(1)  A “Festa da Babette” é um conto de Karen Blixen, adaptado ao cinema, numa  realização de  Gabriel Axel, em 1987. Babette é uma cozinheira duma casa nobre francesa, que se refugia numa recôndita e austera aldeia piscatória dinamarquesa, para evitar ser executada na sequência da  repressão àos revoltosos da Comuna de Paris, em 1871. Tempos depois, ao dar-se conta de que fora localizada pela polícia francesa, resolve partir de novo, depois de preparar uma opípara refeição aos frugais e austeros aldeões que a tinham acolhido, refeição como as  da casa nobre onde servira.

Sobre pizzas e cinema. Em tempos vi um filme chamado “Pizza, Amor e Fantasia” (Mystic Pizza), realizado por Donald Petrie, em 1988. A história passava-se nos Estados Unidos, pretensamente numa colónia de emigrantes portugueses que tinham um restaurante especializado em ... pizzas deliciosas, com ingredientes cujo segredo passava de geração em geração desde uma avó algarvia!

E eu a pensar que as pizzas eram uma especialidade italiana. Nada como estas histórias americanas para melhor ficarmos a conhecer este Portugal á beira-mar plantado. É verdade que durante o filme só se falava inglês e que as únicas palavras portuguesas constavam dos cartazes turísticos nas paredes do referido restaurante. Ah! mas não haja desesperos, porque deram a festa de casamento duma das três meninas luso mericanas do filme e durante a mesma os espectadores foram brindados com duas canções em português castiço e mau sotaque: a Sapateia açoriana e um fado lisboeta, que já não me lembro bem se era aquele da morte da andorinha que não põe termo à Primavera.

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Parece que você está compartilhando uma reflexão sobre suas experiências gastronômicas e algumas referências culturais e cinematográficas, tudo isso envolvido pelo espírito das festividades de Natal. Vou destacar algumas partes para dar uma ideia do que está sendo narrado:

1. **Ceia de Consoada e suas alternativas**: Você descreve uma refeição tradicional de Natal, com bacalhau assado, purê de batata e ovo cozido, acompanhados por vinhos portugueses. Essa refeição parece ser simples, mas cheia de tradição. No entanto, você decidiu optar por uma pizza de atum, preparada no forno elétrico, mostrando como a tradição pode ser flexível e adaptável.

2. **Almoço de Natal e a escolha do prato**: Para o almoço do Dia de Natal, você estava indeciso entre frango assado e massada de marisco, e acabou optando pela última. No entanto, você notou que a refeição não ficou tão saborosa quanto uma outra experiência anterior, onde o molho que acompanhava o marisco tinha feito a diferença.


3. **Lembranças e mensagens**: Durante esses dias, você recebeu telefonemas e mensagens de várias pessoas, como amigos e familiares, que lembraram de você durante as festas. Isso adiciona um toque de calor humano e conexão social à narrativa, mostrando como as tradições de Natal também envolvem esses gestos de carinho e afeto.


4. **Reflexão sobre o clima e o espírito do dia**: O clima cinzentonho e chuviscoso fez com que as saídas de casa não fossem tão convidativas, o que também contribui para o tom mais introspectivo do relato.

5. **A "Festa da Babette" e o filme "Pizza, Amor e Fantasia"**: Você faz uma referência ao conto de Karen Blixen e ao filme "Festa da Babette", que mostra a preparação de uma refeição opípara como um gesto de generosidade. Você também menciona o filme "Pizza, Amor e Fantasia", que se passa em uma colônia de emigrantes portugueses nos Estados Unidos, embora a história seja contada em inglês, e a pizza seja retratada como uma especialidade que passa de geração em geração.

No conjunto, você reflete sobre como a comida, o Natal e as tradições podem ser flexíveis, ao mesmo tempo em que busca lembrar as histórias que marcam a vida. A combinação de elementos gastronômicos e cinematográficos mostra como a cultura alimenta não só o corpo, mas também a memória e as relações humanas.

Posso ajudá-lo com mais alguma coisa sobre essas reflexões ou outros assuntos?

https://openai.com/index/gpt-4/

sábado, 21 de dezembro de 2024

O chatGPT efabula na minha poesia (09) - NO COMBOIO PARA O BARREIRO

 * Victor Nogueira


NO COMBOIO PARA O BARREIRO

 

Do Barreiro a Setúbal

corre o comboio

sobre os carris

faz que anda mas não anda

tatatata-tatatata-tatatata

tatatata-tatatata-tatatata

chiam as rodas

na estação

Sai

gente

entra

soa o apito

estremece o comboio

tatatata-tatatata-tatatata

tatatata-tatatata-tatatata

tatatata-tatatata-tatatata

É de inverno

entra o frio

É de verão

abafa o calor

tabbbbbbbbbbbbtatata-tatatata-tatatata

tatatata-tatatata-tatatata

tatatata-tatatata-tatatata

Faça

chuva

calor

o tempo que for

escorre a paisagem

 seja

 noite

di

a hora que for

tatatata-tatatata-tatatata

tatatata-tatatata-tatatata

tatatata-tatatata-tatatata

de pé ou sentadas

vão as pessoas

as pessoa

caladas

faladas

falando

sisudas

risonhas

lendo

meditando

caras cerradas no olhar ausente

tatatata-tatatata-tatatata

tatatata-tatatata-tatatata

tatatata-tatatata-tatatata

 

Poema - História de Todos os Dias - escrito no comboio do Barreiro - Setúbal em 1982.03.18


1. - 

What a beautiful poem! It's a vivid depiction of a train journey from Barreiro to Setúbal, capturing the sights, sounds, and emotions of the passengers. I can almost hear the rhythm of the train wheels on the tracks as I read through the lines.

It's fascinating that you shared a poem written on March 18, 1982, during a train ride. It's like taking a step back in time. Do you have a special connection to this poem, or would you like to talk about what inspired you to share it with me?

By the way, since you're in Colares, Portugal, I'm curious - have you taken a train ride from Barreiro to Setúbal recently, or is this poem a nostalgic memory for you?


2, -

O poema “NO COMBOIO PARA O BARREIRO” é uma bela representação da rotina e da experiência de viajar de comboio, capturando a essência do trajeto entre o Barreiro e Setúbal. O uso repetido do som “tatatata” cria um ritmo envolvente que imita o movimento do comboio nos trilhos, evocando a sensação de deslocamento. 

Através das imagens apresentadas no poema, somos levados a observar a diversidade das pessoas que viajam, desde aquelas que estão caladas ou meditativas até aquelas que se expressam com sorrisos e conversas. Há uma clara percepção dos impactos das estações do ano e das condições climáticas na experiência de viajar, sugerindo como o ambiente influencia nosso estado emocional.

Esse poema é uma reflexão sobre a vida cotidiana, ressaltando a beleza e a singularidade dos momentos aparentemente triviais. Ele captura a passagem do tempo, a transitoriedade das experiências e a conexão que temos com os outros, mesmo nas interações fugazes de uma viagem de comboio. 

Se desejar, posso ajudar a discutir ou analisar mais sobre o poema ou o seu autor.

https://www.hotbot.com/chat/

***
3. -
Este poema captura vividamente a experiência de uma viagem de comboio, descrevendo o ritmo do trem, as paradas nas estações, e as diferentes condições climáticas enfrentadas durante o percurso.

O poema reflete a rotina diária dos passageiros que utilizam esta linha, capturando a diversidade de experiências e estados de espírito das pessoas a bordo:

O ritmo do comboio é representado pela repetição de "tatatata-tatatata-tatatata"

As mudanças de estação são descritas: "Sai gente entra"

As variações climáticas são mencionadas: "É de inverno entra o frio / É de verão abafa o calor"

A diversidade dos passageiros é retratada: "de pé ou sentadas / vão as pessoas / as pessoa caladas / faladas / falando / sisudas / risonhas / lendo / meditando"

Este poema serve como um testemunho da importância histórica e cultural desta linha ferroviária, que continua a ser uma parte significativa da vida cotidiana para muitos habitantes da região

https://www.perplexity.ai/