1 de novembro de 2010
A tarde soalheira e de céu azul deu lugar a uma noite sem estrelas, como são as da cidade. Apenas para lá da janela desta torre no cimo duma encosta e em terra parece que elas pousaram. Mais prosaicamente, não são estrelas em terra que avisto até ao infinito longínquo, mas a iluminação pública nos povoados e caminhos até Lisboa, como se no castelo de Palmela estivesse.
Respigado - Também posso vestir a realidade com fatos alegres e música e folguedos e brisas cariciantes e olhares de veludo e sedutores e de pedrinhas saltitando pelo riacho com se aves cantando fossem. Com as palavras e a arte de usá-las se pode tornar mágico o que não é e soalheira a mais triste noite ou brilhante como se de mil sóis rendilhados falassem o que me cerca e com elas me libertando 🙂 Ou não ! Porque o mágico tem consciência dos truques para tornar mágicos os enganos !
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