
Allfabetização
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VNdomingo, 26 de abril de 2009
O nosso partido - Victor Nogueira

sábado, 25 de abril de 2009
Victor Nogueira - Poesia
Sorriste e
na tua voz
os pássaros vieram de longe
pensando que era....... madrugada!
Setúbal
De Negro Vermelho
25/Abr 9:49
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De negro vermelho
Em campo aberto mal fechado
............pela paz em construção
............pelo pão que se não faz
............pela liberdade sem caridade ...
Coisas belas só de vê-las
........uma criança em contradança
........com imaginação no coração
........esperança e alegria
........pedra a pedra no dia-a-dia
........da cidade em democracia.
Não há criação sem mim, diz o patrão
................amigo da servidão
................de porrete na mão !
Quem assola o sossego de quem teme o povo demente
................seja ou não terra-tenente
................com o zé povão em baraço ?
Mas.....poderá haver outra inspiração
................poderá um homem dizer sim ou não
................deixando de ser solidário
........com quem tem mau solário
quando lhe pesam a fome
..................................a sede e
..................................a opressão
.............de quem não tem pão no meio da escuridão ?!
1991.06.25 | 1992.03.12|
Setúbal
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ELEGIA POR UMA CERTA JUVENTUDE
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Eram jovens
..........passeando como fantasmas
com fatos talhados à medida duma roda sem destino.
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Sorriam
e o sorriso era
.................uma vereda para lado nenhum
.................uma vida de sonhos amortalhados.
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Eram jovens
de gestos calculados
...............com mil olhos e
.......................dez mil bocas em cadeia
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E no entanto
para lá deste horizonte cinzento
debruado a cetim
as gaivotas (não) eram águias inatingíveis!
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1991.03.20
Setúbal
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Liberdade!
a triste liberdade
de nada poder fazer
onde o emprego?
........o salário?
........a casa?
........a família?
........o futuro?
Ausente a solidariedade
sem amizade nem companhia
neste vazio
lentamente consumidos
1985.08.31
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Quadro de Helena Vieira da Silva - "A Poesia está na Rua"
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
Acidentes de Percurso e não só !
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Sinal de Vida, notícias e um poema
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Vivam :-)
Uma madrugada destas caí desamparado em casa e no dia seguinte acordei com a mão direita semi-oaralizada. Lentamente vou melhorando e «aprendendo» a utilizar a esquerda. Mas o médico requer um exame que no meu caso requer determinadas condições, que na Grande Lisboa e Península de Setúbal só existem no sector público, no Hospital Garcia da Horta e, no sector privado, mesmo pagando do meu bolso, num hospital e três clínicas ou empresas privadas … com lista de espera, salvo em Caselas.
Mas o que é preciso é seguir em frente e já consigo escrever com a mão direita, embora muito lentamente e com caligrafia de menino de poucas letras.
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Um abraço e se quiseres encontras-me no Kant_O_Scriptorium e suas ramificações:http://kantoscriptoriumindex.blogspot.com/
Victor Nogueira
2009-04-09
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Nazim Hikmet, (1902 - 1963) c. 1960. - Carta ao Filho
Traduzido do inglês por Carlos Eugênio Marcondes de Moura.
Carta ao Filho - Nazim Hikmet
. Novo Sinal de Vida
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Vivam:-)
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Isto vai indo devagarinho, mas já vou dominando a mão direita e aprendendo a utilizar a esquerda até aquela ficar completamente operacional, como espero.
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A todos quantos me escreveram ou telefonaram, a expressão do meu reconhecimento pela sua amizade e simpatia.
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Victor Nogueira
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ter 14-04-2009 15:43
Escrevendo contente pk vou melhorando devagarinho e pk nasceu o meu 1º neto, Francisco :-)
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Agora vou tratar do almoço.
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Victor Nogueira (hi5)
sex 17-04-17
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Victor Nogueira (hi5)
Dom 2009.04.19
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sábado, 4 de abril de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
Aqui estou !
Aqui estou no meu quarto, buscando para ti as palavras que não encontro, corpo sem imaginação mas irritado e desassossegado pela constipação que me percorre as veias e me enche dum nervoso miudinho. Busco para ti as palavras dos outros, nos livros dos outros, os ponteiros aproximando se das nove e trinta, hora da vinda do homem que levará de mim as letras que cadenciadamente vão surgindo no papel branco que já não é só! Busco as palavras e apenas encontro estas, hoje vazio de ti pela tua ausência, ontem pleno pela nossa presença. São vinte e uma e vinte, hora de parar, os livros espalhados pela mesa, o corpo quebrado, a imaginação e a voz quase secas e frias. Daqui desta terra, para ti noutra terra, te abraço e beijo com ternura e amizade, na memória do tempo que fomos juntos. Aqui estou!
Évora, 1972.09.21
terça-feira, 17 de março de 2009
Um filme "A Biblia"
Vou ver "Bíblia"? Vou, não vou ... Quando entrei já Deus ia no 3º dia. O filme desiludiu me imenso. A criação do mundo é qualquer coisa de fantástico, difícil de conceber. Tudo muito verdinho, muito limpinho. E o Adão e a Eva, tão lindos, tão amorosos, tão lourinhos, eles que pouco diferentes seriam dos macacos. O Caim era feio, não se barbeava com Gilette como o Abel. E o Noé? Um simplório, tímido, a dar palmadinhas nos tigres, nos avestruzes, a dar o leitinho aos hipopótamos. Mesmo a voz de Deus nada tinha de solene, de majestosa ! Muitas passagens importantes nem sequer são citadas. A Bíblia é algo que não pode ser transposto para o cinema. A sua linguagem é quase sempre figurada, obscura. É algo que cada um de nós imagina e sente ao lê la. Transplantá la para o cinema é ridicularizá la, identificar Adão com o actor Xis, Sara com a actriz épsilon. E ficamos desiludidos. O filme é muito parado e fez me sono. Não havia meio de aparecer o "FIM". Lá apareceu às 18 h e 30 m. (1)
1 - "Estive a ler o "Genesis" e cheguei à conclusão que o filme "A Bíblia" é fiel ao livro, embora não cite algumas passagens, como por exemplo a embriaguez de Noé. (...) Será sempre uma deturpação dos textos bíblicos - refiro me ás imagens, dado o seu carácter comercial" (MEB - 1966.12.16)
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segunda-feira, 16 de março de 2009
Um filme - S.Francisco de Assis, de Liliana Cavalcanti
Ontem a RTP na sua noite de cinema transmitiu o filme italiano "S.Francisco de Assis
O apresentador comparou-o ao "Evangelho segundo S.Mateus , de Piero Paolo Pasolini premiado pelo Office Catholique International du Cinema (?) - OCIC - este último filme, cinematização daquele Evangelho, caracteriza-se pela rudeza e crueza das suas imagens e cenas. Os seus personagens são gente do povo: não são bonitinhos, como Adão e a Eva da "Biblia". Este realizador é comunista, e há pouco tempo viu galardoado por aquele organismo um outro filme seu, o que levantou uma onda de protesto por parte de determinado sector dos católicos!
Mas retomemos o fio à meada. Voltemos ao argumento de filme:
Após uma juventude despreocupada, Francisco resolve despojar-se de todos os seus bens materiais e viver segundo o desprendimento evangélico. Em breve se juntam a ele dois outros homens. A sua vida miserável, o seu deprendimento dos bens materiais, escrupuloso respeito pelos preceitos evangélicos "Vai, vende tudo o que possuíres, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro nos Céus; depois vem e segue-me." e "Não vos inquieteis quanto à vossa vida, com o que haveis de comer ou de beber, nem quanto ao vosso corpo com que haveis de vestir. (...) O Vosso Pai Celeste bem sabe que tendes necessidade de tudo isso. Procurai primeiro o seu reino e a sua justiça, e tudo o que mais vos será dado por acréscimo. Não vos inquieteis, portanto, com o dia de amanhã.", tudo isto, como escrevia eu, escandaliza a hierarquia da igreja, ameaçada pela proliferação de heresias como a dos Albigenses. Mas não só a hierarquia; os leigos, demasiados realistas e comprometidos com os bens materiais, fazem chacota deles. Estou a lembrar-me daquela cena em que Franscisco envia os seus companheiros em diferentes direcções para pregarem a boa nova. Rufino terá que falar na Sé. Balbucia, suplica que seja enviado outro em seu lugar, pois não sabe falar e tem vergonha de fazê lo em frente aos seus familiares e amigos que abandonou para seguir Franscisco. Este, para humilhá-lo pelos seus escrúpulos, ordena-lhe que vá, ... apenas de calções. A medo, entra na igreja, atravessa a multidão atónita e dirige-se para o altar. A assembleia começa a vaiá-lo. Cada vez mais constrangido, perturbado pelo clamor e pela chacota crescentes, não consegue senão repetir, quase inaudivelmente "Cristo disse: Amai-vos uns aos outros ..." Como são despreziveis os homens com a sua miserável tacanhez de espírito, a sua estupidez, a sua falta de caridade, a sua superioridade farisaica!
O número dos adeptos de Francisco aumenta mais e mais e os problemas também. São já tantos que este desconhece muitos deles. Incapazes de aceitarem a total renúncia de bens e cuidados materiais, eles criticam-no frequentemente, mesmo quando ele afirma não ser nada de transcendente o que propõe: viverem, voluntáriamente, como a esmagadora maioria dos seus semelhantes, que nada possuíam e viviam miserávelmente. Há aqui uma situação flagrantemente semelhante à do mundo dos nossos dias, em que o número de miseráveis suplanta, de longe, o dos opulentos. Pretendem uma renovação da ordem, a escritura de novas regras, "onde esteja escrito o que devem fazer e o que devem deixar de fazer". E Francisco não consegue convencê-los de que não é necessário que os doutores as escrevam porque já as possuem: o Evangelho.
Há em Francisco uma constante preocupação pela vivência da doutrina cristã, uma vivência real, traduzida em acções, em modos de vida. Na sequência daquela cena que atrás transcrevi, Francisco, também em calções, entra na igreja, dirige-se para junto de Rufino. Mas este está demasiado perturbado. Francisco, olha á sua volta (o pandemónio é indescretível) apodera-se dum crucifixo e coloca-o junto a Rufino. O pandemónio reduz-se cada vez mais, transforma-se num múrmúrio e esvai-se. Francisco, então, inicia um àspero discurso no qual critica todos aqueles que se prostam e reverenciam um pedaço de madeira enquanto, numa atitude pouco caridosa e fraterna, apupam um semelhante seu que lhes vai falar da Palavra de Deus.
Em todo o filme transparece uma crítica contra a inautenticidade da aplicação do Evangelho por parte dos fiéis e da hierarquia, contra a falta de confiança nos cuidados da Providência Divina, contra a vassalagem daqueles "homens de pouca fé" a dois senhores diferentes. (...) (NSF - 1968.10.05)
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Nota:
Em Portugal persiste a ideia que a Compnhia de Jesus era a responsável pelas prseguições da Inquisição ou Tribunal do Santo Ofício. Contudo isto não é verdadade, a meu ver ver, pois os jesuítas forram por esta perseguidos, sendo os inquisidores Dominicanos (os Padres Negros) e os Franciscanos (a este propósito o Nome da Rosa, filme baseado em livro de Umberto Ecc)o é elucidativo.
O «Crime» dos Jesuítas foi serem os «educadores» da classe dominante e daí resulta a perseguição do Marquês de Pombal, que pretendia a «industrialização» de Portugal e o controle absoluto do poder real contra a «parasitária» classe dominante, como os Távoras e a Casa de Aveiro, entre outras.
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domingo, 15 de março de 2009
Um filme - "A Súbita Riqueza dos Camponeses Pobres"
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Pois é ... É como o filme de que se falava no último boletim do Núcleo Juvenil de Cinema: "A Súbita Riqueza dos Camponeses Pobres"
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Os tipos assaltaram a carroça dos impostos extorquidos pelo Príncipe para o faustoso casamento da princesa. Os camponeses eram pobres e não podiam pagar impostos?! E então, a princesa deixaria de casar se faustosamente , como convinha á sua condição? Lá estava o juiz inteligente, que descobre os "miseráveis" assaltantes, que alguns até se denunciam para ver se salvam a pele! Que a vida, apesar de tudo, é a única certeza. Mesmo que miserável! E exigem as autoridades e os padres o arrependimento público de todos - condenados á morte para não morrerem de fome - E aqui, o realizador deste filme, propõe outra leitura crítica da realidade, pela boca de um dos padres: desde Lutero, a religião está ligada ao poder civil, é o seu sustentáculo. [Por oportunismo dos príncipes alemães, Lutero teria proclamado aquilo que desde Constantino a Igreja Católica tem como princípio de actuação. ] É pois necessário que os criminosos sejam castigados, para sossego dos "príncipes" e aquietação dos que - justamente ou não - tenham a veleidade de querer perturbá lo. (MCG - 1973.04.16)
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Com uma assistência relativamente reduzida foi projectada na 4ª feira passada o filme "A Súbita Riqueza dos Pobres CamponesesXE "filme: Súbita Riqueza dos Pobres Camponeses (A)"§", narrando XE "argumento de filme: Súbita Riqueza dos Pobres Camponeses (A)"§as relações de poderio político e religioso exercido sobre os camponeses que cometem um assalto a um carro transportando o produto de impostos e as consequências que advêm para os autores de tal assalto, quando descobertos pela justiça: a pena capital, após o arrependimento e remorsos de todos salvo um, que afirma querer morrer como um homem, apesar de todas as pressões que sobre ele se exercem. (Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Boletim 1973.Abril)
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Ninguém !
Na internet, sejam salas de conversação, seja o hi5, seja o MSN, seja o ICQ, tudo é efémero e virtual.
Segunda-feira, Setembro 25, 2006

Dizem que os livros são os nossos melhores e maiores amigos.
Mas os livros não se sentam á nossa beira,
nem têm olhos, nem sorriem
nem nos abraçam,
nem connosco passeiam pela rua, pelo campo.
Nada podemos dar aos livros
senão as letras dos nossos pensamentos
ou um pouco de nós
para que chegue aos outros.
Os livros têm os olhos que nós temos.
E os seus lábios são os nossos lábios.
Porque se os livros tivessem olhos
e lábios e mãos e dedos
seriam talvez pessoas
mas nunca livros.
Victor Nogueira (1969)
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http://kantoximpi.blogspot.com/2006/09/dizem-que-os-livros-so-os-nossos.html
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sábado, 7 de fevereiro de 2009
Rimas
Alegria rima com fantasia, maresia, simpatia ...
Abraço com laço ou lasso.
Sono não rima com sonho, apesar da aparente ligação!
E qual a rima para re-torno ou feed-back?
Quem sabe responder?
Victor Nogueira
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