Allfabetização
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VNsexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Véspera de Natal sem rede :-P
Victor Nogueira
Hoje para este Kant_O há poucos olhares. Deve ser por me ter portado mal :-P
há 17 minutos · Amigos de amigos · GostoNão gosto · Comentar
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Manuela Miranda Comigo não Bom Natal bjs
há 5 minutos através de Facebook Mobile: · GostoNão gosto
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Victor Nogueira És um Anjo, Nela. Bom Natal para ti, também :-)
há 2 segundos ·
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
RECEITA PARA UMA MENINA CALADA
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
DECLARAÇÃO: O poeta é um fingidor
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Talvez porque o escriba, embora malabarista do verbo bordejando a chama, pouco valor teria nas histórias que inventava com a liberdade e arte que a todos os escribas é permitido.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Hoje é domingo ...
* Victor Nogueira
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Victor Nogueira
há 9 horas · GostoNão gosto
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Victor Nogueira
há 9 horas · GostoNão gosto
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Victor Nogueira
há 9 horas · GostoNão gosto
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Ana Albuquerque
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Maria Lua, Francisco Santos, João Fael e 3 outras pessoas gostam disto.
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Victor Nogueira Desencravou. Bjo grande e soalheiro :-)
há 10 horas
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Victor Nogueira
Grato Ana, pela presença presente :-)
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há 10 horas através da aplicação My Christmas Wish Amigos de amigos · GostoNão gosto · Comentar · Ver opiniões (1)Ocultar opiniões (1) · Send My Christmas Wish Fo
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Ana Albuquerque
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sábado, 18 de dezembro de 2010
Está um tempo gélido e de nortada ...
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Morte de Carlos Pinto Coelho
Lia Branco
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Ler Mais Ler Melhor - Livro da vida Carlos Pinto Coelho seguido duma entrevista a Ernesto Rodrigues
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A Fotografia de Carlos Pinto Coelho
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Até logo noite, até logo pessoal, até logo Mundo,..
Victor Nogueira
Até logo noite, até logo pessoal, até logo Mundo, até logo facebook. Vou mesmo para Vale de Lençóis, no quarto logo aqui ao lado do escritório/biblioteca. Mas ... com um corredor de 13 metros, vamos ver se me não engano na porta e adormeço lá fora no átrio, ao pé dos elevadores :-P
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Hoje o dia esteve quente, com sol e céu azul ...
Victor Nogueira
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
De manhã esteve sol ...
Victor Nogueira
Victor Nogueira
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
NOTÍCIAS DO BLOQUEIO - I por Victor Nogueira
NOTÍCIAS DO BLOQUEIO - I
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Do Victor Manuel para alguém, saudações
Não as notícias do meu amigo
mas apenas um aceno
entre a espontaneidade e a reserva
com maior ou menor lucidez e serenidade
neste deserto mais ou menos florido
neste caminho quotidianamente (des)feito
por entre os farrapos das alegrias
..........................dos sonhos
..........................das imaginações
por coisa nenhuma
um apelo
um gesto
........apenas
uma simples palavra
Olá amiga!
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Victor Nogueira - Poesia
8508. 035.0 / 2. 014
1985.Agosto.11 - Setúbal
Foto Victor Nogueira
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Lia Branco e Carmen Montesino gostam disto.
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Carmen Montesino
Victor!
Estava a pensar que ia encontrar o poema do Egito Gonçalves, que tanto me maravilhou há uns tempos ...
Fiquei sem palavras perante a surpresa que me ofereces, meu querido amigo! Pelo modo como vives a amizade, pelo real carinho que não te inibes de exibir, apesar de todas as reservas que te conheço!
Um abraço e um beijo para agradecer a luz que iluminou o meu coração!
há 5 horas · GostoNão gosto
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Victor Nogueira Carmen - a gentileza retribui-se! Bjo :-)
há 4 horas · GostoNão gosto · 2 pessoas
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Lia Branco Obrigada! Estás bem? Beijinhos :)))
há 46 minutos · GostoNão gosto
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Victor Nogueira Vai-se andando devagar devagarinho, à espera de melhores dias :-)
há 40 minutos · GostoNão gosto · 1 pessoa
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O dia esteve cinzento com várias tonalidades ...
Victor Nogueira
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Uma aridez e o silêncio
Victor Nogueira
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
O dia esteve cinzento e de aguaceiros ...
Victor Nogueira
O dia esteve cinzento e de aguaceiros, com menos frio enquanto as gaivotas planavam velozes para lá da janela. O dia passou, agora é noite, amanhã será novo dia e assim sucessivamente até ao instante final e último !
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domingo, 5 de dezembro de 2010
O frio gélido e cortante ...
Victor Nogueira
sábado, 4 de dezembro de 2010
O frio gélido e cortante continua
Victor Nogueira
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Sonetos do Kant_ O (1) por Victor Nogueira
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DE BREU ESTÁ O CÉU NÃO HA POR QUEM CHAMAR
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De breu está o céu, não há quem chamar;
Sem qualquer linha no horizonte,
Perdido farol, luzeiro luzente,
Não há motivo, nenhum, p'ra chorar!
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Não há estrelas nem brisa no mar;
Riso e pranto num silêncio crescente,
Em círculo de pedra envolvente,
Não há sol nem luar p(a)ra (en)cantar.
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Sem rio, nave ou ponte na calha,
Uma a uma vão-se partindo as cordas
Que à vida nos prendem com prontidão;
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Vagueando sem rumo, com a tralha,
Uma de cada vez, cerrando as portas,
Dia e noite, com tanta brusquidão.
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Setúbal 1991.07.01
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CAMINHANDO INTERROGATIVAMENTE
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Caminhando o caminho, bem ou mal,
Partindo a derrota que seguirei,
Em busca daquilo que serei
Usando faladura em areal.
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É razão instinto de animal?
Acordado pe(r)di o que sonhei?
Como águia ou pardal não voei
Atolado em verde lamaçal?
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Como posso dormir ficando desperto?
Onde vivem o amor e o ódio?
Como fazer a paz estando em fera guerra?
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Como afastar do mundo o mar, deserto,
Afastando a dormideira do ópio?
Caminho em busca do sol na terra!
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Setúbal 1089.09.12
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Fogoso é o fogo da juventude:
Amar longa e mui profundamente;
Logo restam o pó e a cinza, sómente,
Não trazendo qualquer boa virtude.
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No ribeiro, o arrulhar no açude,
Encanta de verdade, tão bem assente;
Mas o passar do tempo, só, desmente,
Mostrando não haver bem que não mude.
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E lento, passa o mundo bem veloz,
Com máscara ou riso no olhar
A cobrir ou mostrando o ser da alma.
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Mas de ontem fica a tenção, a voz,
Da paz e felicidade encontrar,
A juventude esvaída na calma.
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Setúbal 1989 09 11
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O MUNDO É COMPOSTO DE FAZENDA E MUDANÇA
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.Cada um de nós é só ele próprio
E a sua boa ou má circunstância,
Procurando em tudo uma substância,
Com arte ou não, o alfa milenário.
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Há na terra quem faça santuário
Do sentir ou razão, em abundãncia;
Mas é do cacau terna a fragância
Do fado ter um bom ou mau solário.
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O tempo bem diz que é tudo ilusão;
O amor, doçura, felicidade,
Em lixo ou pó substanciando.
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Honra, beleza, sentir, no caixão;
Erramos, pelo campo ou na cidade,
No mundo, bem ou mal, vagueando.
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Pinhal Novo - 1989 09 10
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Com desconcerto, há na vida tempo
P'ra estar sózinho ou na companhia,
Em paz ou na guerra do dia-a-dia
Com grã siso ou sem qualquer assento.
Devagar na viagem correndo,
Çom má tristeza ou boa alegria,
Os pés em terra ou na fantasia,
Palrando ou nada mesmo dizendo;
A casa com ou sem comodidade,
Com comida em fartura ou faltosa,
Com amor, ódio, carinho ou secura.
Vivendo ou não, onde a felicidade,
Na vida, destemida ou receosa,
Perdida ou na doce candura?!
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Setúbal 1989 09 10
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Rico ou pobre estão sem paz, na guerra.
Na vida esta é a lei dos contrários,
Em tudo havendo tom, matizes vários,
Variando a qualidade na terra.
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Há quem mal entenda, por isso berra,
Não sabendo como dar volta ao fadário,
Roubando-se assim o operário
Do profundo vale ao cimo da serra.
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É preciso bem unir cem mil forças
Para um mundo novo construir,
Onde haja gosto e felicidade.
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Haverá tempo do leão e corça
Andarem juntos, em paz, a sorrir,
Sem ódio ou pressão, com liberdade?
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Setúbal 1989 09 08
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A VIDA É VARIADO GOSTO E DESGOSTO
Com boa fala ou coração calado,
A vida é um correr bom ou mau tempo,
Triste, ledo, colorido ou cinzento,
Dos outros próximo ou apartado.
Com ou sem casa, bem ou mal amado,
Macho, fêmea, trazem seu sentimento
Do mundo ser ou não um bom momento,
No quotidiano com diferente rendilhado.
É crer nervos crispados suavizar;
Leda ou triste, a dor desta jornada
Em florido peito acalmar, a rir.
Tal é a vida, sendo o respirar
Do viajeiro, com sua passada,
Tenção p'ro horizonte se atingir.
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1989.09.08 Setúbal
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É a guerra o monstro que ceifa a vida
Ruína as casas, viola a criança;
Velhos, novos, não fogem à matança,
No campo a seara é já perdida.
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O fogo e a peste, em grande corrida,
Afastam do burgo a bela festança;
O mal, a vida e natureza alcança.
Só dos loucos pode ela ser querida.
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Homens, mulheres, crianças, lutam
Por outro mundo novo construir;
Cantam rouxinóis, bem alto voam águias.
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Na verde planura os cordeiros vivam;
Na festa, na eira, todos a bailar,
P'la paz lutando, sem demagogias.
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Setúbal 1989 09 06
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NO MUNDO ALGO SE PERDE OU MAL CRIA
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Na vida é bem, não desconcerto,
Em cada dia nascer novo mundo;
No cimo do monte ou no mar profundo
Natureza e vida buscam acerto.
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Desde sempre tem havido conserto;
Veio o homem meter-se no assunto
E agora bem dá volta ao bestunto
P'ra ver se isto não fica um deserto.
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Com fera guerra mata seu irmão,
A vida destruindo, chacinando,
Tudo coberto de fome e ruína,
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Sem que se possa cultivar o pão.
Sol, céu, flores e canto se calando;
Em nós a tristeza desta chacina.
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Setúbal 1989 09 05
Odete Maria Botelho Botelho, Carmen Montesino, Lia Branco e 3 outras pessoas gostam disto.
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Lurdes Martins (re)Nasçamos!
6/11 às 23:32 · GostoNão gosto
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