* Victor Nogueira
Acordei com o que me parece ser uma valentíssima constipação, daquelas que pedem cama, abafos e bebidas quentes. A manhã esteve cinzenta, com o nevoeiro tornando a paisagem fantasmagórica, como cortina que a partir do meio campo ocultava o horizonte.
Não estou eufórico. Os 3,5 milhões de votos que ‘o Homem que veio de Penamacor’ obteve não são garantia de que a 'democracia' sobreviverá. A 'esperança' da geringonça que permitiu ao PS de enCosta ganhar uma maioria absolua, sem 'empecilhos' à esquerda, não impediu que este, viderinho, a desperdiçasse, abrindo caminho ao pântano da traquitana da AD, capitaneada por Montezero. e ao crescimento do Chega sob a omnipresente batuta do Mestre André.
O ‘Homem que veio de Penamacor’ teve o apoio das elites da IL, do CDS e do PSD, defensoras do consenso neoliberal em que também milita o PS de Luís Carneiro e toda a sua ala direita que o metastizou. Por seu turno, Herr Venturra armou-se em paladino da ‘gente de bem’, contra o ‘socialismo’, contra o sistema, contra as elites, contra 50 anos de corrupção, desordem e bandalhalheira. Arrecadou cerca de 2 milhões de votos conra os 3,5 milhões que lhe deram com os pés.
Até à 3ª volta que se avizinha, folgam as costas? Para já Seguro admitiu promulgar o Código de Trabalho de Montezero & Rosário Palma, desde que a UGT o avalizasse, introduzindo-lhe algumas alterações cosméticas. Para isso conta desde já com as aperturas do ‘Homem que veio de Espinho’. Sintomaticamente, Seguro prescindiu do aval da CGTP. Chega-lhe a prestimosa UGT.
Como Montezero quer cumprir a legislatura, para isso contará com o sentido de estado de Seguro e Carneiro? Se assim for, com o agravamento das condições de vida da maioria do eleitorado, os 3,5 milhões serão chão que deu uvas numa 3ª volta.
Para esta perfilam-se Herr Venturra e Cotim de Figueiredo, Este pretende lançar um movimento de extrema-direita, mais finório e menos arruaceiro. Para já deramlhe palanque e um púlpito para pregar como comentador televisivo. Tendo admitido votar em Venturra numa 2ª volta, por ter perdido a cabeça, alegou, agora reencotrou-a, descobrindo que o líder do Chega é … ‘socialista’, contra ele se preparando para terçar armas, em defesa de libérrimas liberdades.
Teremos pois uma embrulhada entre homens do sistema contra homens do sistema e do anti-sistema. No horizonte, ainda semiencoberto, perfila-se um 3º movimento, liderado por um homem que paira acima do sistema, diz ele. Trata-se do Almirante Passaláqua, submarinista, o da Voz de Comando. Alcançará também palanque e púlpito para uma prédica semanal?
Resolvi pois ilustrar este meu estado de espírito e das várias imagens geradas pelo chatGPT e pelo Google Gemini a partir dum guião de minha autoria escolii duas para foto de capa.
Guião
Á esquerda desenha um craveiro com cravos vermelhos, uma roseira com rosas cor de rosa e uma laranjeira com laranjas. O solo é verde. Á direita desenha uma uma árvore de ramos descarnados. O campo é arenoso e pedregoso, com tufos de erva ressequida. No solo ovos de serpente, algumas a romperem a casca. As raízes das plantas penetram no solo, perfurando um túnel que vai da esquerda para a direita. vindas da esquerda, serpentes e e ratazanas corroem as raízes da roseira, do craveiro e da laranjeira. Á esquerda o céu é azul, com núvens brancas e cinzentas. Á direita o céu está coberto de nuvens cinzentas. Á esquerda esvoaçam gaivotas, andorinhas e vampiros. Á direita esvoaçam vampiros. Á direita, junto à arvore, está uma hiena.
A TALHE DE FOI-SE, no dia seguinte ao dia seguinte, Passaláqua escreeve um longuíssi artigo no 'Público', com o título 'Estudo do Improviso'. Entre o lead e os parágrafos finais escreve:
«O primeiro-ministro deve refletir se a ministra da Administração Interna tem condições para permanecer no lugar. Parecer-me-ia adequado que a ministra pedisse, por sua iniciativa, a exoneração.
(…) Em resumo: somos, demasiadas vezes, o país do improviso. Mas não temos de continuar a sê-lo.
Precisamos de mudar. Os tempos que se aproximam exigirão um preço elevado aos Estados e populações que não se prepararem.
Precisamos de mudar. Os tempos que se aproximam exigirão um preço elevado aos Estados e populações que não se prepararem.»
Teremos mais outro colunista, cronicando em 'Público?
Olho para lá da vidraça: Goteja água do telhado e no quintelejo novos limões juntaram-se aos que vão apodrecendo em torno do limoeiro. O dia continua cinzentesco, como o de ontem, e o nevoeiro, menos cerrado, torna fantasmagóricos os edifícios e as poucas árvores que se vislumbram no horizonte.
Continuo a leitura de 'Por dentro do Chega', de Miguel Carvalho, e de José Cardoso Pires vou iniciar 'O burro-em-pé'. concluída a 'República dos Corvos', que incluia 'Dinossauro Excelentíssimo', mas não as 21 ilustrações de João Abel Manta, na edição de 1972. 'Dinossauro Excelentíssimo' também está incluído n'O burro- em-pé'.
SER AMIGO
Ser amigo é colorido presente
Ao darmos nossa mão, mas sem maldade,
Mantendo a vera luminosidade
Do silêncio ou do verbo assente.
Na tarde calma, serena, luzente,
Ou de noite, dia sem claridade,
É uma dádiva, felicidade,
Esta da vigília ser não dormente.
Amigos têm vária feição:
Dão-nos sua tristeza ou alegria,
Compartilhando bons e maus momentos.
Velho, novo, mulher, homem, bem são;
Na estrada e no dia-a-dia
Nem sempre atentos, prontos, nos tormentos.
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Ser amigo ou amante
Terra construída
feita.......................,de
.................................portas que se não fecham
.................................janelas que se abrem
.................................rasgadas ao sol
...................................................à chuva
.................................ou nas noites do lobisomem
........................................plenilúnio da sereia
.................................a ...sombra refrescante
........................................brisa no campo sem fronteiras
Presente
a presença
........................atenta
........................necessária
.........................livre
resguardada
sem muros nem barreiras
Galeria chat GPT e Google Gemini
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