* Victor Nogueira
25 de setembro de 2022
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VN* Victor Nogueira
25 de setembro de 2022
* Victor Nogueira
25 de setembro de 2021
Foto victor nogueira - aeronave sobevoando o Mindelo - Diariamente, com maior ou menor intensidade, intermitência ou regularidade, troam os aviões sobre o município de Vila do Conde, descolando ou aterrando no aeroporto de Pedras Rubras, cerca de duas dezenas de km mais a sul. É um continuum a que já me habituei, por vezes como trovoada, que incomodaria o meu avô António que há cerca de meio século escolheu esta zona então sossegada e silenciosa, a dois passos da estação ferroviária da freguesia e a cinco da praia, para construir esta casa onde estou, que tentei e pensei continuasse a ser a casa da família, mas tal não sucede. "Malhas que o Império tece ...."
* Victor Nogueira
25 de setembro de 2020
Aljezur foi fundada pelos árabes no século X, aqui permanecendo cerca de 300 anos. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Alva, também conhecida como Igreja Nova de Aljezur`, edificada no século XVIII, situa-se na planície, na qual a partir do terramoto de 1755 se desenvolveu a Vila, até então alcandorada na íngreme colina defronte.
Em 2000.04.21 as minhas Notas de Viagem registam: «De Marmelete a Aljezur existem muitos eucaliptos e o cheiro penetra nos pulmões. Perto daquela povoação há muitos cabeços e vales, com vewrde vegetação rasteira. Não se vê uma única casa, que começam a aparecer, isoladas, perto de Aljezur.
ALJEZUR - Fotos: de longe ao castelo, a chaminé, ao Castelo, ao cão e vista geral. Museus de Arte Sacra e Francisco Pardal. A povoação está separada pela Estrada Nacional, à beira mar a parte antiga, para leste a nova.».
Esta foto regista alguns pormenores interessantes: o aparente alheamento e separação entre as pessoas, o contraste entre sol, dominante e sombra, a separação entre homens e mulheres.
* Victor Nogueira
25 de setembro de 2016
Outono, dos contrastes: dias cálidos ou frígidos, soalheiros ou pluvientos, risonhos ou cinzentonhos, dos poentes tingidos de vermelho ou laranja e as árvores, despindo-se em tons de amarelo, atapetando ruas e jardins de melancólicas folhas secas, esquálidos e despidos ramos erguendo-se por aqui e por ali, com a noite crescendo à custa da diurna claridade minguando.
Foto victor nogueira - pôr do sol em Cela (Coutos de Alcobaça)
* Victor Nogueira
25 de setembro de 2013
Escapei à justa de ser castigado/silenciado pelo FACEBOOK - Motivo - estar a partilhar demasiadas fotografias. A mim não me parece que assim fosse, mas como respondi certo às perguntas escapei a um castigo de 14 dias LOL
Eu não acredito em bruxas/os mas que as /os há, há, já dizia d. quixote, o cavaleiro da triste figura
Na cronologia e na capa tenho partilhado de 2 em 2 ou 3 dias. ,Mas, HOJE, de seguida, 3 ou 4 contra os malfeitores e apelando ao voto. apenas no meu mural, sem identificações
* Gemini
Quem cultiva o hábito de escrever, fotografar e acumular instantes ao longo dos anos sabe que um blog deixa de ser um mero espaço na internet para se transformar numa extensão da própria memória. No entanto, gerir arquivos digitais — especialmente quando envolvem projetos fotográficos de autoria própria ou séries onde a gravura serve de matriz e ponto de partida para o texto — traz um desafio prático: como salvaguardar a íntegra de tudo isto sem cair na armadilha do trabalho puramente manual, moroso e sujeito a falhas?
Na conversa que mantivemos recentemente, debruçámo-nos exatamente sobre este dilema, procurando cruzar a segurança do arquivo com a preservação estética e narrativa das publicações.
De nada serve descarregar um blog inteiro se o formato obtido se resumir a linhas de código XML intransmissíveis ou a ficheiros soltos que perdem a ordem cronológica. O Blogger oferece ferramentas nativas de exportação, mas estas pecam pela rigidez: guardam a estrutura e os links das imagens nos servidores da Google, mas invertem a ordem natural de leitura — atirando sempre o mais recente para o topo —, o que quebra o ritmo de séries concebidas para ser lidas do princípio ao fim.
Copiar e colar publicação a publicação para um documento de texto tradicional (.docx), garantindo que o tipo de letra, a formatação e as imagens de autoria ficam intactas, revelou-se um esforço titânico e inviável para quem acumula dezenas ou centenas de textos.
Para contornar o problema de forma limpa e automatizada, explorámos uma solução intermédia: utilizar o WordPress (através de uma instalação local e privada no computador via ferramentas como o LocalWP, sem custos ou necessidade de alojamento web) como um motor de conversão.
O processo desenha-se em três passos lógicos:
A Importação Limpa: O ficheiro de backup do Blogspot é absorvido pelo WordPress, que traduz automaticamente as antigas etiquetas (como 'arte urbana', 'economia doméstica', 'photomaton', ou os evocativos 'pingos do Mindelo' e 'pingos da Lanchoa') em categorias e etiquetas funcionais.
A Gestão Cirúrgica de Séries: Em vez de tratar o blog como um bloco cego, o sistema permite isolar instantaneamente cada série temática com apenas um par de cliques.
A Correção Cronológica e Gráfica: Ao contrário da ordenação decrescente habitual, o ambiente permite reordenar os textos do mais antigo para o mais recente, assegurando que o documento final em formato Word (.docx ou PDF) respeita escrupulosamente a sequência narrativa original, mantendo as fotografias e as gravuras firmemente ancoradas ao texto correspondente.
Salvaguardar o passado digital não tem de ser um exercício de exaustão mecânica. Quando a tecnologia serve de ponte e não de obstáculo, ganha-se o sossego de ter o arquivo protegido no disco rígido e a certeza de que cada série — ao escorrer da pena e do olhar — continuará a fazer sentido para quem a lê hoje e para quem a há de folhear amanhã.
* Victor Nogueira
24 de setembro de 2016
·De repente apercebo-me que o tempo arrefeceu e ouço o barulho da chuva a cair. Assomo à janela e são mesmo grossas as bátegas obliquadas por ligeira mas gélida brisa. Afinal a chuva não esperou pelo domingo para sair das nuvens, neste sábado que amanheceu cinzento mas se tornou soalheiro pela tarde fora.
24 de setembro de 2021
* Victor Nogueira
24 de setembro de 2019
* Victor Nogueira
24 de setembro de 2013
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Qualquer beco tem pelo menos uma saída a da entrada. E se esta estiver obstruída, há tantas saídas quantas as portas, janelas e cancelas que ao longo dele existam. E se todas estiverem obstruídas, uma marreta para abrir um buraco no muro ou na parede. E, em último recurso, uns balões de hélio, apesar de potencialmente explosivos
* Victor Nogueira
24 de setembro de 2010
Hoje o dia está soalheiro mas vê-se a poluição do ar, que ao cair da chuva nocturna deixa os carros cheios de pó ! Não vale a pena gastar dinheiro a lavá-los, por enquanto !
23 de setembro de 2019
Tentam as autarquias salvaguardar a arte criando escolas de rendeiras, como sucede em Vila do Conde e em Peniche e outrora em Setúbal, onde aliás nas duas primeiras esculturas homenageiam a arte e suas executantes, as rendeiras de bilros.
22 de setembro de 2024
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Queixam-se-me os ossos neste início de outono, dando assim dorido sinal de vida nas articulações, o sol esmaecido, o dia neblinado, o silêncio envolvente como carapaça, a batata doce florescente e o cravo ressequido, sem que raízes tivesse criado. O parque verde, esse permanece verdejante até que, com o passar das semanas, as árvores de folha caduca formem no solo, sobre a relva, um tapete amarelo acastanhado, deixando à vista ramos esquálidos apontados para as alturas. Permanecerá no inverno o verde do relvado e o das árvores de folha perene.
Com o tempo mortiço, abafado, o suor é uma película de pequenas gotículas. viscosas, dsagradáveis, (re)cobrindo a minha pele. Como se estilvesse numa sauna, ao ar livre.
22 de setembro de 2022
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* Victor Nogueira
22 de setembro de 2020
Depois da Foto Cetóbriga encerrar, esta passou a ser a minha casa fotográfica no tempo da fotografia analógica, onde revlava as películas e fazia as ampliações, onde era atendido com simpatia.
Tem outro ar o Centro Histórico de Setúbal, do Largo da Misericórdia até à Avenida 22 de Dezembro, por debaixo da qual corre a Ribeira do Livramento, já não ao ar livre. Com efeito, muitas montra têm as portadas de correr embelezadas com pinturas ou, por vezes, com gigantescas ampliações fotográficas.
22 de setembro de 2019