Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Sobre a terra, no horizonte ...


sexta-feira, 27 de Novembro de 2009



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* Victor Nogueira
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Sobre a terra, no horizonte, cinza por debaixo da brancura das nuvens, como se estas fossem ondas do mar encapelado. Entre estas e o cinzento que tudo cobre, uma réstia de azul claro. Lá em baixo, no parque verde, um homem brinca com o cão; algumas árvores já estão despidas de folhas, com os ramos descarnados, enquanto a maioria ainda este coberta de verde e duas têm as folhas da cor do amarelo do Outono. Faz frio: dento de casa o termómetro marca 19º C.
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Neste preciso momento o sol, algures para lá a minha janela, a caminho do poente, deve  ter rompido pelas nuvens porque uma claridade imensa invadiu o escritório, mas já desapareceu voltando o tom sombrio, enquanto escrevia as palavras anteriores. Como se diz em português, «Foi sol de pouca dura»
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O correio electrónico traz apenas news letters e alguns mail interessantes mas não dirigidos especialmente a mim. Por outro lado estou cada vez mais cansado da virtualidade das pessoas na internet e de manter nove blogues e três grupos sociais.
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Estou triste e desanimado e vou deitar-me. Se acordar a tempo irei buscar os jornais e à Baixa. Tenho de tratar da Contabilidade do prédio, introduzindo os dados no computador, o que ainda não fiz por causa do acidente que tive em Abril.  Precisava de sair, de espairecer mas não gosto de andar sempre sozinho!
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Foto Victor Nogueira (Guincho - Cascais)
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01 - Os Vampiros
(José Afonso)

No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada 

A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas
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São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei
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Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada 

No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

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Publicada por Victor Nogueira em Sexta-feira, Novembro 27, 2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

É já noite !





* Victor Nogueira
ter 01-12-2009 21:20
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Desde ontem que estou cheio de frio e com calafrios, todo a tremer, como se fora varas verdes. Os pesadelos continuam! O tempo arrefeceu dum dia para o outro e parece inverno, sem que os aquecedores consigam afastar o gelo. Não sei se estou a chocar uma gripe.  Ando triste, desanimado e deprimido. 
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Ontem fui buscar os óculos e fazer os exames de electromiografia. Não sei onde pus a máquina fotográfica. Fui buscar as fotos que tinham ficado a revelar. Ontem todo o dia andei como se estivesse nas nuvens. Ontem e hoje tenho passado o tempo a dormir.  Agora estou a cozinhar o jantar: resolvi estufar as costeletas, com massa e feijão verde.
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Tenho de emitir os recibos do prédio e fazer os mapas da quotização, mas o o botão interruptor da impressora/scanner avariou de vez  
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Muitas vezes as pessoas desaparecem na internet e nunca sabemos o que lhes sucedeu. Mas hoje tinha na minha caixa de mensagens do hi5 a notícia de que a Margot falecera num acidente de automóvel.« Sono andrea,madrina di margot.Devo comunicare che per un incidente stradale margot non è più tra noi...Il suo profilo rimarrà per chi,ogni tanto,avrà un pensiero per lei.Grazie»
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O Lugar da Casa - Eugénio de Andrade
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Uma casa que fosse um areal
deserto; que nem casa fosse; só um lugar
onde o lume foi aceso, e à sua roda
se sentou a alegria; e aqueceu
as mãos; e partiu porque tinha
um destino; coisa simples
e pouca, mas destino:
crescer como árvore, resistir
ao vento, ao rigor da invernia,
e certa manhã sentir os passos
de abril
ou, quem sabe?, a floração
dos ramos, que pareciam
secos, e de novo estremecem
com o repentino canto da cotovia.
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Kant_O e Paula

http://lh3.ggpht.com/_8TPETlJEIqo/Sg2K9h0PosI/AAAAAAAADW0/L2u1D7Dwy1E/Cheesecake%20com%20gel%C3%A9ia%20de%20morango_thumb%5B1%5D.jpg

Paula Moranguinho diz:
O tópico foi alterado para uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma
1/Dez 0:14
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Victor diz:
Na ponta dos meus dedos, um sopro dum beijo como se borboleta ou suave brisa fosse :-)
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Paula Moranguinho diz:
O tópico foi alterado para esquecendo dia a dia e cada vez mais rapidamente, o que é necessário para ACREDITAR
22/Nov 22:19
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Victor diz:
Olá, amiga! Passei por aqui, vi-te à janela e deixo-te um beijo como ave a flutuar no sabor do teu olhar :-)
23/Nov 0:29

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Paula Moranguinho diz:
O tópico foi alterado para Olhem....estou farta que o meu estado desapareça. Estou numa má onda, pronto, ou seja, não estou no melhor dos mundos nem dos humores...desculpem a consequência deste estado - ausência...
6/Nov 20:41
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Victor diz:
Não há más ondas, pois ha (sempre) Mar e Mar, há ir e voltar.
Com o inverso de Roma, deste Kant_O fraterno :-)

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Paula Moranguinho diz:
O tópico foi alterado para DIZEM QUE O SOL AQUECE A ALMA E A ROSAS O CORAÇÃO......DIZEM........
22/Out 18:52
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Victor diz:

Pois a mim, tropicalense do Cruzeiro do Sul, o sol de inverno ainda me engana, pois ao contrário do que por lá sucedia, cá o Sol nem sempre aquece ... no Inverno.
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.Quanto às rosas, sem espinhos, não são verdadeiras, pelo que prefiro os cravos ... de Abril :-)

Tudo de bom para ti e poesia na alma e no coração!

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O dia está frio ...



 * Victor Nogueira

…e já  liguei um dos aquecedores a óleo, embora esteja claridade e céu brilhante Tive novamente um pesadelo: os mais pais haviam chegado a Lisboa, mas depois fui deixá-los ao hotel. Entretanto encontrei a minha ria Lili e pedi-lhe o nº do telemóvel da minha mãe, mas apesar de escrito na minha agenda esfarrapara não o encontrava. Encontrei uma colega de trabalho do Barreiro, que me andou a mostrar Alfama, ao entardecer, em Lisboa! Mas esquecera onde escrevera o telefone  e ela também não conseguiu encontrá-lo, pelo  que me andou a mostrar Alfama, bairro mouro em Lisboa; foi um belo passeio, mas sem máquina fotográfica não pude registar as cena e os cenários,.E eu, que me gabo de conhecer bem Lisboa, encontrava sítios e recantos onde nunca estivera. Resolvi voltar a Setúbal e acordei, só tomando consciência de que não passava dum pesadelo muito depois. Telefonei ao António Luís desmarcando a nossa ida a uma loja de informática para comprar vários artigos, ficando para o fim de semana.

om a última falha de electricidade a impressora digitalizadora deixio de ligar, talvez por avaria definitiva do interruptor, que já andava a falhar há meses.


Adormeci a ler, com as almofadas empilhadas e acordei com o pulso direito a doer. Como atrás escrevi, apesar do sol e da claridade do dia, está frio. Logo são os exames de elcectromiografia! Vamos ver se tenho ainda tempo de tratar de alguns outros assuntos, pois amanhã é feriado nacional. Q 1º de Dezembro comemora a expulsão de Espanha, que governava Portugal desde há 60 anos. (1580 / 1640) Em Évora era pretexto para a maioria dos estudantes apanharem monumentais bebedeiras, mas não eu!

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domingo, 29 de novembro de 2009

Iluminações natalícias eborenses !

Alentejano diz:
O tópico foi alterado para ..De Capote...Barrete..Cascol..Luvas..Junto ao Templo Romano...em Évora a contemplar..a Iluminação de Natal...

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Victor diz:
Cadê a foto? Estas sempre em mangas de camisa, janela aberta ... Já deixam andar carros na Praça do Giraldo? By Jove !
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Margarida Garcia Caia a faca no melão ou o melão na faca, o melão sofre.----Provèrbio chinês (Mad

sábado, 28 de novembro de 2009

Religião e Celibato

Alentejano diz:
O tópico foi alterado para ...A tentar perceber..o que se passa..com o padre Rui..não sei o quê..um!!..está em parte incerta..com uma miúda de 18 anos...
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Victor diz:
Ai cumpadre! O amor não escolhe idades! E antes o amor por uma miúda de 18 anos que a pedofilia do clero abafada e descoberta, nos EUA e na Irlanda. Porque em Portugal, nada disso se passa, vai tudo no andor, de mãos postas no regaço e os olhos em alvo para a ... Virgem Maria e a Santíssima Trindade! Vê-se mesmo que vives no meio de ateus empedernidos. Por penitência, um rosário e três PN mais três AM. AMEM !
Abraço do Kant_O :-)
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D'Amizade

Sam  (hi5) diz:
O tópico foi alterado para O preço da Fidelidade, é a eterna Vigilância!!! é o dever de quem gosta a séria dos amigos.
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Victor diz:
O preço da Fidelidade .... Fidelidade a quê? Vigilância sobre quê ou sobre quem? O dever de ser amigo reside na confiança, na sinceridade, na atenção e na solidariedade! Ou não?
Abraço do Kant_O :-)
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Antonia diz: O tópico foi alterado para Cada um de nós vê nos outros aquilo que carregamos em nosso próprio coração.

... Diz Antónia (hi5)
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Replicando Victor
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LOL. Então pouco peso tenho pois ao meu coração aqui no h5 poucos/as me «ligam» É a vida, «feira de desencontros ou de turnos diferentes!
Bjo e boa disposição
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VM :-)
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Em tempo: este comentário era para o para o anterior mas fica com os meus votos dum bom «sim» de semana e melhor «semanada»

28/Nov 13:37
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Um nevoeiro leitoso cobre a cidade ...


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiuSM3dBwce11Y5MYiyzL_sKrhEd_58XbSqQfKv8RHi3x25rVpA8vcOjiHdmnN4skCbn8tx4V4Aj7KjlE_Xse0b-RzyGRL-vtSoUujGZ0f6xVa9YXc-efwjqLpK2KHVy9JBBEWvbbmGFq7n/s1600/Tempo+2.jpg
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* Victor Nogueora
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Um nevoeiro leitoso cobre a cidade, tudo envolvendo aparentemente. E digo aparentemente porque ao assomar à varanda da cozinha consigo vislumbrar o largo e as copas das árvores do jardim que estão mais próximas, quase fantasmagóricas. Um frio trespassante enregela-me até aos ossos.Levanto-me e vou até ao meu quaro consultar a minha estação meteorológica caseira, cujo termómetro marca 17º C. Contrariamente ao habitual, tenho as mãos geladas. Pode dizer-se que do alto desta torre, ou estamos acima das estrelas com o luzeiro de estrelas em terra, ou mergulhados nas nuvens. Fora isso, a cidade parece estender-se até ao infinito, como se o mundo estivesse a meus pés! Mas fora isso, não tenho nem a riqueza e poder do magnate William Randolph Hearst nem o génio de Orson Welles.
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 Já aqui dei notícia das iluminações natalícias na Baixa de Setúbal, algumas delas originais, não estáticas. Mas ontem à noite, ao regressar a casa, verifiquei que ali a rotunda e a avenida também estão natalíciamente iluminadas, o que não se vê daqui, dando un certo ar de alegria em tempo de crise generalizada para a maioria! E o supermercados ou mini-preços ainda só não estão abertos 24 horas em 24 horas porque a escravidão aonda não é total, apesar do CDS advogar a abolição da prestação social do rendimento mínimo e os patrões da indústria têxtil a abolição do 14º mês, vulgo subsídio de Natal. Isto para não falar nos jornais que noticiam como milionárias reformas de três mil a dez mil euros ! É preciso lata quando os bancos esmifram os credores e clientes para acumular ano após ano lucros fabulosos, conjuntamente com outras empresas monopolistas ou oligopolistas, que entre si concertam os preços !
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Na minha caixa de correio caiem cartas a oferecerem-me posssibilidades de créditos ou facilidades de pagamento que, nestes tempos, originam uma espiral de dívidas com juros leoninos! Apesar disso a banca faz o choradinho da crise, envolve-se em má gestão e negócios duvidosos, enquanto os Governos injectam milhõs de euros para evitar a sua «falência». E no entanto, nunca houve tantos bancos e agências bancárias, umas a seguir às outras, como desde o tempo do (es)cavaquismo. É como os cafés, que proliferam como cogumeolos. Só aqui, num raio de cem metros,, há pelo menos 16 (dezasseis cafés ou pastelarias. Uma única  mercearis resiste à concorrêncisa da Cooperativa de Consumo, do supermercado Lidl e de duas lojas mini-preço. De vento em popa vai também o mini-mercado dos paquistaneses (que já aprenderam a falar português) e que já vendem de tudo um pouco. No mesmo raio de cem metros existem quatro estabelecimentos de pronto-a-comer e três lojas de artigos chineses..
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Nos jornais impressos o televisivos as notícias doi dia são as fraudes do presumível inocente Vara mai-lo Primeiro Ministro do PS, a confusão nas hostes do PSD para correrem com a Manuela Ferreira Leite, todos de cabeça perdida porque Sócrates já está a prazo mas faz a poítica anti-social que eles não conseguiriam fazer, mas a «clientela» a satisfazer é muita, seja com tachos, seja com panelas. Foices e Maerelis é que não, embora se ral sucedesse a dependência do exterior e os ditames da União Europeia facilmente garrotariam qualquer Governo de Esquerda com veleidades de atacar as grandes Fortunas e o Grande Capital, que deixou praticamente de ser nacional para passar a transnacional. Mas entre um e outro, venha o Diabo que escolha. Note-se que 80% das dívidas ao modelar BCP são apenas de oito clientes, dois deles gtrandes accionistas.do mesmo, como Joe Berardo
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Enquanto isso o Governo prepara-se para alterara o Código Contributivo, asfixiando ainda mais as pequenas e médias empresas, e para taxar ainda mais os recibos verdes, «esquecendo» que estes e os contratos a prazo são um subterfúgio utilizado pela Administração Pública e pelas empresas qualquer que seja a sua dimensão, para escaparem às suas obrigações para com o Fisco e a Segurança Social.
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Para além das notícias sobre assassinatos, roubos e violações, prossegue a saga da vacina contra a chamada gripe suína, agora travestida de H1N1, com a maioria do pesssoal médico e de enfermagem a recusá-la, não obstante as imagens do Primeiro Ministro José Sócrates, da Ministra da Saúde Ana Jorge e o Direcroe Geral da Saúde George qualquer coisa, de manga arregaçada a serem injectados. Não me lembro se no filme também entrou o Presidente da República. Contudo deixaram de ser notícia os partos em âmbulâncias devido ao encerramento de inúmeras maternidades por esse país fora, enquanto as grávidas se recusam a romarem a vacina contra a gripe H1N1 devido ás notícias das mortes de fetos, não esclarecendo os órgãosm de informação se tal é normal ou não.
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Mas isso pouco interessa, bem como a falta de capacidade de resposta dos Centros de Saúde, devido à política deliberadamente destrutiva do Serviço Nacional de Saúde. As vacinas já foram compradas pelos Governos, a indústria farmacêutica já arrecadou os lucros e  os stocks em armazém serão benemeritamente canalizados para tratar da saúde aos povos do chamado terceiro mundo, assim mais facilmente despachados para o mundo dos anjinhos!
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Entretanto o Governo prepara-se para «ajustar» as Leis Penais ao sabor das conveniências do momento ,o do direito à privacidade, direito esse que não existe para a pequena criminalidade, violenta ou não, Mas, do ponto de vista de quem efectivamente ordena, quanto mais violente, melhor para os estados policiais, como são cada vez mais e sem máscara os dos países capitalistas.
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Já são 10h30m, o nevoeiro cerrado persiste, embora a luminosidade seja maior ! Também a temperatura já não é tão baixa. neste momento o termómetro marca 20º C.
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Angel Figurine photo
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Acordei agora cheio de dores de cabeça ...

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* Victor Nogueira
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 2009.11.12
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Acordei agora cheio de dores de cabeça e tive de ir tomar um comprimido, Resolvi escrever no Word, para ele corrigir automaticamente os meus erros de teclar (carregar nas teclas). Agora (06:54 PT) o dia está a começar, mas não se vê o Sol a nascer porque está nevoeiro no horizonte e as luzes da iluminação pública ainda estão acesas (Elas acendem e apagam automaticamente conforme a claridade do dia). Tudo é silêncio, salvo o barulho das teclas e um ou outro carro que passa lá em baixo na avenida, depois do parque verde (jardim).
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Tive de novo um pesadelo e acordei cheio de dores na coluna (espinha) e dores no polegar esquerdo e no calcanhar do pé direito. Do pesadelo lembro-me apenas duma parte boa: que me enviavas muitos poemas de poetas húngaros, nos idiomas que leio e percebo embora não fale ou escreva neles. Lembro-me que te dizia que na minha enorme biblioteca não tenho poetas húngaros a não ser talvez em alguma das antologias. Talvez tenha prosa (romances) na minha enorme biblioteca, mas os livros ainda só estão arrumados por assuntos e não ordenados, desde que os tirei dos caixotes quando as obras em minha casa terminaram.
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Vou deitar-me novamente e quando acordar de novo tenho de tratar de alguns assuntos antes do almoço. À tarde tenho mais assuntos para tratar. Felizmente que já posso conduzir o carro, embora sempre que possa ande muito a pé.
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Antes de deitar-me tenho de tomar o Lyrica 75 mg (Pregabilina) e tomar o pequeno-almoço. O almoço será língua estufada com arroz. A empregada de limpeza, que se chama Celeste, já tem 68 anos e é de confiança, mas está doente e custa-lhe já trabalhar, mas precisa do dinheiro.  Antes desta esteve cá senhora ucraniana, indicada pelo empreiteiro que fez as obras cá em casa e mãe do encarregado de obras, um jovem ucraniano chamado Yuri, ,mas não falava português e quando precisava de lhe dizer ou explicar alguma coisa eu tinha de telefonar-lhe para ele servir de intérprete entre mim e a mãe.
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Quando acordar tenho de fazer a barba. A Susana diz que me fica bem mas eu já não gosto e quanto mais crescer mais me custará fazê-la, pois desde sempre que uso máquina eléctrica (Philips), e raramente uso lâminas de barbear (Gillet)
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Se me perguntarem ...

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* Victor Nogueira

…. o que fiz ontem, durante o dia, não me lembro e, a esta hora, no alto da madrugada, não estou para lembrar-me. Pensando bem, acho que não saí. Sim, não saí: não fui buscar os jornais, nem comprar pão, nem ao supermercado, nem à Baixa. Continuo pois sem óculos e a ler de enfiada romances de Sven Hassel: depois de «Monte Cassino» estou em »Batalhão de Choque». Mas tenho de deixar para mais tarde «Os Carros do Inferno», «Gestapo» e «Camaradas de Guerra». Ou por saturação ou não, aquele que estou lendo parece-me mais fraco e inverosímil. Com efeito, «alguns» daquele grupo em vez de estarem unidos passam a vida à pancada uns com os outros ao mínimo pretexto, cheios de ódio  mortífero. E aquela viagem pela URSS, envergando uniformes soviéticos em tanques soviéticos sem perceberem patavina de russo …
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Interrompera a leitura de Monte Cassino por um outro livro, histórico, não romanceado. O paradoxal foi  o salvamento dos tesouros do Mosteiro pelos SS como se os nazis fossem «civilizados» enquanto os aliados tentavam tomar de assalto um edifício onde pensavam estar acantonadas as tropas nazis, edifício esse que foi destruído à bomba …. estando vazio. Foi uma batalha mortífera para ambos os lados, mas o impressionante é a atitude dos frades, retirados do mundo, alheios a tudo o que à sua volta se passava, que não  queriam abandonar a sua casa, resistindo à evacuação pelos nazis,  e considerando um fardo as populações civis que se refugiavam no Mosteiro e com as quais não queriam repartir os mantimentos. Dominando estrategicamente a única via terrestre que possibilitava o acesso dos aliados a Roma, era incompreensível que não fosse uma posição ocupada pelos nazis, enquanto os americanos pretendiam um ataque frontal que provocou milhares de mortos, rejeitando um ataque pela retaguarda, como propunha o general francês. Cada metro de subida na cota da montanha ali ao alcance da mão era impossível face ao fogo devastador dos nazis, o que era incompreendido pelos  políticos em Londres e Washington.
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Depois de Hassel regressarei a Hans Helmut Kirst, de que lera antes «Camaradas», um policial que nos prende até à última página para perceber e saber o desfecho. Portanto relerei os 4 volumes do 08/15, que narram a história do cabo Hasch, durante a II Guerra Mundial. Entretanto entremearei com Mia Couto e  José Saramago e lerei algumas peças de teatro de Ibsen, Gil Vicente, Eugene O’Neill e Buchner, para além da leitura de jornais on line,
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Andei às voltas com os meus blogs e leituras na Internet, algumas plasmadas para aqueles. A História da Literatura Húngara foi  um dos objecto das minhas investigações.
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Para o jantar cozinhei camarões, mas deveria ter posto um pouco mais de sal. Tenho é de habituar-me a utilizar o forno eléctrico, para variar as ementas.

Hoje ou mais precisamente, ontem o dia esteve nublado mas creio que não choveu, apesar do céu cinzento.E também ontem de madrugada faltou inesperadamente a luz, quando dedilhava no computador, tendo de andar às apalpadelas até à cozinha em busca duma vela. Embora há uns 30 anos fosse frequente faltar a electricidade nesta zona, agora é muito raro!
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As gaivotas esvoaçavam em frente ao prédio, em voos elegantes e deslizantes, mas só consegui apanhar uma, penso eu, porque entretanto o rolo da máquina fotográfica terminou e, como estava muito frio na varanda, não me apeteceu pôr um novo, voltando para o quente de Vale de Lençóis, isto é, para  a cama, debaixo duma genuína e certificada manta alentejana com 30 anos, que é o que vou fazer de seguida!
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http://www.baixaki.com.br/imagens/wpapers/BXK661_Gaivota800.jpg
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Foto de Luciano Luiz Rezini
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Wapedia - Wiki: Battle of Monte Cassino

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Batalha de Monte Cassino - Wikipédia, a enciclopédia livre

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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Todo o dia choveu miudamente

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiuSM3dBwce11Y5MYiyzL_sKrhEd_58XbSqQfKv8RHi3x25rVpA8vcOjiHdmnN4skCbn8tx4V4Aj7KjlE_Xse0b-RzyGRL-vtSoUujGZ0f6xVa9YXc-efwjqLpK2KHVy9JBBEWvbbmGFq7n/s1600/Tempo+2.jpg

* Victor Nogueira
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Todo o dia choveu e não saír. Com a chuva miudinha o asfalto da avenida e os caminhos do parque verde brilhavam como espelhos negros um, vermelho, outro.
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Nas ruas da Baixa há vendedores de castanhas assadas, com os seus carros típicos, com fornos a carvão, vendendo as castanhas aos clientes embrulhadas em cones feitos de papel de jornal, mas há muito que as não compro, por um lado porque são caras, por outro porque muitas estão estragadas. Para além disso há as roulottes de farturas, que são fritos de massa polvilhados de açúcar e por vezes com recheio de morango ou de chocolate.
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(Re)descobri um poeta que há muito não lia, agora sob outra perspectiva, com preocupações sociais e cujo único livro foi publicado postumamente por um amigo. O poeta é Cesário Verde, que para além da acutilância da sua análise social tem alguns poemas repassados de humor, como «Lágrimas»
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Ela chorava muito e muito, aos cantos,
Frenética, com gestos desabridos;
Nos cabelos, em ânsias desprendidos
Brilhavam como pérolas os prantos.
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Ele, o amante, sereno como os santos,
Deitado no sofá, pés aquecidos,
Ao sentir-lhe os soluços consumidos,
Sorria-se cantando alegres cantos.
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E dizia-lhe então, de olhos enxutos:
- "Tu pareces nascida da rajada,
"Tens despeitos raivosos, resolutos:
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"Chora, chora, mulher arrenegada;
"Lagrimeja por esses aquedutos...
-"Quero um banho tomar de água salgada."
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Lisboa, 1874
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Embora a temática seja completamente difente, este poema fez-me lembrar um outro, de Filinto Elísio ou Nicolau Tolentino  (1741 - 1811) - «O colchão dentro do telhado»
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Chaves na mão, melena desgrenhada,
batendo o pé na casa, a Mãe ordena
que o furtado colchão, fofo e de pena,
a filha o ponha ali, ou a criada.
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A filha, moça esbelta e aperaltada
Lhe diz co´a doce voz que o ar serena:
- Sumiu-se-lhe o colchão, é forte pena!
Olhe não fique a casa arruinada...
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- Tu respondes assim? Tu zombas disto?
Tu cuidas que, por teu pai embarcado,
já a mãe não tem mãos? E dizendo isto,
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Arremete-lhe à cara e ao penteado;
Eis senão quando – caso nunca visto! –
Sai-lhe o colchão de dentro do toucado.
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terça-feira, 24 de novembro de 2009

88 retratos ...

... como se fora uma Galeria de Antepassados Veneráveis e Venerandos, de lorgnon ou bastas suiças esbranquiçadas. Alguns estão vivos o que diminui a Galeria dos Avoengos! Vivos são os que me dão sinal de Vida. Quantos passarão para o Jardim da Vera Amizade, onde merecem estar? Quanto à Galeria dos Egrégios Avós, uma leve passagem com o pano do pó mostrará o que são de verdade: madeira cheia de caruncho. É lindo o pó esvoaçante quando visto através dos raios de luz que entram pelas frinchas da telha vã. Mas eu gosto de portas e janelas escancaradas ao vento, ao sol e à chuva, abertas de par em par! E não há sótão onde guardar a inútil Galeria de Antepassados! Quem me responde? .
http://www.cremepa.org.br/institucional/museu_medicina/galerias/objetos_pessoais/images/3.jpg http://www.oac.cdlib.org/affiliates/images/cana/kt2199p9w7/hi-res/P380.jpg
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Estado: não a melhor creme de beleza do que um sorriso !! ah pois é !!

Irene dixit
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Victor diz:
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Pois ... mas o restante, que não é pouco, também ajuda. LOL
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Bjo e sorriso do Kant_O, The horrible man :-)
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http://cesariopowah.zip.net/images/sorriso.JPG
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

E no alto da madrugada

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* Victor Nogueira
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9309.226.1/7.018
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E no alto da madrugada acordou João Bimbelo tendo em seus lábios o nome de Joana Princesa e com eles e com seus dedos procurou o seu corpo jovem, esbelto e apetecido. E traçada a geografia de seus corpos, a madrugada se tornou murmúrio, rio caudaloso, brisa refrescante. E deste modo o ar se fez belo e calmo e o mar verde e sereno enquanto uma criança corria dentro de João Baptista Cansado da Guerra.
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Mas a noite nem sempre tem luzeiros, nem sempre tem estrelas e deste modo regressaram o silêncio e a ausência de Joana Princesa Cujo Nome Não É Desvendado. Pelo que João Bimbelo partiu em sua demanda, do cimo do monte ao fundo do vale, por fragas e rochedos, por entre janelas entreabertas, portas fechadas, soleiras que se não ultrapassavam, ficando o riso de João Bimbelo apenas à flor da pele, sem marca que se visse.
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Quando João encontrava Joana e ouvia a sua voz, havia estrelas, sol e gaivotas loucas no horizonte, num crepitar de mil candeias que enchiam os ares com a leveza e a fragilidade dum murmúrio de ave a navegar. Mas perante o silêncio e ausência Daquela cujo nome não é desvendado, transformava-se João em novelo emaranhado e cinzento como riacho sem norte ou águia sem rumo. E assim por todo o lado surgia uma pesada, envolvente e crescente aridez, invadindo todos os poros e o menor interstício, as palavras e os gestos esfarelando-se em negro de chumbo, um peso no lugar do coração, a respiração cortada e apertada por um punhal longo e profundo.
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Porque perante o silêncio e ausência da Princesa Donairosa Cujo Nome Se Não Desvenda, sentia--se João Baptista como se fora um cego, que tacteia a estrada para chegar a ela, sem saber se na encruzilhada não teria uma vez mais tomado o caminho errado e que os afasta de novo cada vez mais. Pois dentro dele João só tinha a voz e o silêncio dela, para além desse duplo desejo seu de estar com ela e de sabê-la consigo; perante o silêncio de Joana Princesa não sabia João se não era para o vazio da ausência dela que ele se dirigia. Apesar de outros serem seu desejo e vontade. Mas nada pode o vento contra o mar a não ser encrespá-lo em ondas alterosas ou torná-lo chão como um espelho liso. E aos homens nada resta senão orientar ou recolher as velas para que a nau prossiga ou se não afunde.
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Setúbal, 1993.10.03
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domingo, 22 de novembro de 2009

Ao Sabor do Olhar

Olá, amiga! Passei por aqui, vi-te à janela e deixo-te um beijo como ave a flutuar
no sabor do teu olhar :-)
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Todos estamos ausentes uns dos outros (2009=

 * Victor Nogueira

22 de novembro de 2009

Todos estamos ausentes uns dos outros, especialmente neste mundo asséptico, sem odor, sem calor, mais ou menos enconchado,minado ou armadilhado com algumas máscaras sem veludo ou aspereza ao tacto, insonoro,silencioso, ausente,mesmo quando presente,que é a existência virtual! Bjo ou abraço do Kant_O

Margarida diz: Status was changed to No meio de uma grande alegria, ...

... não prometas nada a ninguém.No meio de uma grande fúria, não respondas a carta alguma.
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Victor diz:
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Subscrevo a segunda, com acréscimo de «não repliques», acrescentando que «no meio duma separação ou fim de amor litigiosos» nunca te permitas apaixonar-te imediatamente por alguém porque é quase certo que corres o risco de saíres de novo ferido e magoado :-)»
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O tempo é o Mestre da Sabedoria !
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Bjo e grato pelo poema do Ary. Continuo à tua espera no Ao Sabor do Olhar!
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O tópico foi alterado para "Quando eu morrer voltarei para buscar / Os instantes que não vivi junto do mar". (CecíliA)

Meninos Brincando -Portinari,1955
Meninos Brincando -Portinari,1955
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Quando eu morrer e em vida vou vegetando, não voltarei. E no entanto, como fardo sobre mim, carrego um pouco de outrens que conheci ou comigo se cruzaram, bem como os lugares em que estive, deixando pegadas no solo e levando pó nos meus sapatos, (Victor Nogueira) 
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7/Nov 21:22 
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