Victor Barroso Nogueira - Este foi o texto integral que João Oliveira deu a conhecer em Conferência de Imprensa. Não foi deturpado ou escamoteado pela Imprensa escrita e televisiva, mais virada para a saga do chamado futebol ?
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JMC - Victor Barroso Nogueira, lamento, não concordo nem aceito como boa a argumentação utilizada.
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Victor Barroso Nogueira - Leste o texto na íntegra? Discordas em tudo? Discordas até disto? «6. É esta a concepção de vida profundamente humanista que o PCP defende e o seu projecto político de progresso social corporiza. Uma concepção que não desiste da vida, que luta por condições de vida dignas para todos e exige políticas que as assegurem desde logo pelas condições materiais necessárias na vida, no trabalho e na sociedade.
Perante os problemas do sofrimento humano, da doença, da deficiência ou da incapacidade, a solução não é a de desresponsabilizar a sociedade promovendo a morte antecipada das pessoas nessas circunstâncias, mas sim a do progresso social no sentido de assegurar condições para uma vida digna, mobilizando todos os meios e capacidades sociais, a ciência e a tecnologia para debelar o sofrimento e a doença e assegurar a inclusão social e o apoio familiar.
A preservação da vida humana, e não a desistência da vida é património que integra o humanismo real – e não proclamatório – que o PCP assume nos princípios e na luta.»?
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JMC - meu caro, é irrelevante se discordo de tudo ou só de parte, quando considero que esta decisão viola a liberdade individual de qualquer cidadão, em seu perfeito juízo, decidir que a vida lhe é insuportável e querer ter uma morte assistida. Eu quero esse direito para mim...
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Victor Barroso Nogueira - Eu, eu, eu. Pois EU gostaria que as pessoas idosas não fossem despejadas em lares, autênticos depósitos de pessoas à espera da morte. EU gostaria que a carga de cuidar das pessoas doentes ou incapacitadas recaísse também na sociedade. EU, que todos os dias visitei e estive com os meus pais num lar, EU gostaria que o meu pai não tivesse morrido em sofrimento, mandado do lar para morrer no banco de urgência só num corredor apinhado e do banco reenviado para o lar para morrer neste e assim em ciclo durante cerca duma semana. EU gostaria de ter tido condições para que os meus pais e muitas pessoas idosas tivessem condições para viverem os últimos tempos de vida com dignidade – fosse a vida longa ou breve - a dignidade que resulta de ter trabalho, salário, assistência na doença, habitação e uma reforma condignas. EU defendo que antes do “direito” à morte assistida estivessem a “solidariedade”, a “entre-ajuda”, e o “direito” a uma vida com dignidade, com respeito pelos direitos a esta associados. Mas isto sou EU desfasado a pensar em “NÓS”, com laços.
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JMC - Só falo por mim. Passa bem.
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Victor Barroso Nogueira - Eh pá, não pessoalizes, pois considero-te uma pessoa solidária !.
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JMC - sou naturalmente uma pessoa solidária, sim senhor. Toda a minha vida pessoal e profissional o testemunha.
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JEB - Compreendo e respeito a tua opinião José Manuel mas tenho a mesma opinião que o Eu do Victor. Abraço aos dois
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JMC - Joana o respeito é igual, mas penso assim e fiquei chocado com a justificação do Oliveira...
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JEB - não ouvi o João Oliveira! só li o comunicado do Avante com o qual me identifico.
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Victor Barroso Nogueira - Joana O João Oliveira leu o comunicado na íntegra. Mas não o leu da melhor forma nem com fluência, como podes verificar
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