Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O Rio Tejo segundo Adriano, Manuel da Fonseca e Alberto Caeiro

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Carregado por  em 1 de Fev de 2009
www.cidadevirtual.pt/cdl


Tejo que levas as águas - Manuel da Fonseca / Adriano C. de Oliveira


Beijinhos, amigo e camarada :)))

www.cidadevirtual.pt/cdl Tejo que levas as águas - Manuel da Fonseca / Adriano C. de Oliveira

    • Victor Nogueira Gracias, Lia :.-)*
      Ontem às 23:19 · 

    • Victor Nogueira 
      De Alberto Caeiro - 

      O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,

      Mas o tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
      Porque o tejo não é o rio que corre pela minha aldeia,
      O Tejo tem grande navios

      E navega nele ainda,
      Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
      A memória das naus.
      O Tejo desce de Espanha
      E o Tejo entra no mar em Portugal.
      Toda a gente sabe isso.
      Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
      E para onde ele vai
      E donde ele vem.
      E por isso, porque pertence a menos gente,
      É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
      Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
      Para além do Tejo há a América
      E a fortuna daqueles que a encontram.
      Ninguém nunca pensou no que há para além
      Do rio da minha aldeia.
      O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
      Quem está ao pé dele está só ao pé dele

      há 22 horas
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Tejo que levas as águas



Manuel da Fonseca



Tejo que levas as águas
Correndo de par em par
Lava a cidade de mágoas
Leva as mágoas para o mar

Lava-a de crimes, espantos
De roubos, fomes, terrores,
Lava a cidade de quantos
Do ódio fingem amores

Leva nas águas as grades
De aço e silêncio forjadas
Deixa soltar-se a verdade
Das bocas amordaçadas

Lava bancos e empresas
Dos comedores de dinheiro
Que dos salários de tristeza
Arrecadam lucro inteiro

Lava palácios, vivendas,
Casebres, bairros da lata
Leva negócios e rendas
Que a uns farta e a outros mata

Tejo que levas as águas
Correndo de par em par
Lava a cidade de mágoas
Leva as mágoas para o mar

Lava avenidas de vícios
Vielas de amores venais
Lava albergues e hospícios
Cadeias e hospitais

Afoga empenhos, favores,
Vãs glórias, ocas palmas
Leva o poder dos senhores
Que compram corpos e almas

Leva nas águas as grades
De aço e silêncio forjadas
Deixa soltar-se a verdade
Das bocas amordaçadas

Das camas de amor comprado
Desata abraços de lodo
Rostos, corpos destroçados
Lava-os com sal e iodo.

Tejo que levas as águas
Correndo de par em par
Lava a cidade de mágoas
Leva as mágoas para o mar. 

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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Na casa de Goios * Victor Nogueira

Domingo, Abril 08, 2007

Na casa de Goios


Na casa de Goios


* Victor Nogueira


À beira da estrada, a grande casa fora dividida em duas nas partilhas; uma metade para o primo Manuel, outra para o primo José. Era na deste último que o meu avô Barroso ficava, antes de construir a casa no Mindelo (Vila do Conde), para as férias de Verão. Fora isso, era nesta casa que se passava a Páscoa ou se faziam as visitas ao fim de semana.

Como boa casa minhota, o r/c era reservada aos animais e o acesso ao 1º andar, em qualquer delas, fazia-se por escadaria exterior. No primeiro andar havia nas traseiras um corredor comprido para o qual davam os quartos. Havia também uma enorme lareira, fuliginosa, onde me aquecia no inverno distraído com o dançar das chamas. Nessa lareira se cozinhava ao lume, em tripeças. Supremo luxo na casa do primo José era a casa de banho, construída a expensas do meu avô Barroso.

Escrevia eu em 1963: «No dia 14 [Abril. 1963], domingo de Páscoa, fui, com o avô Barroso e o tio Zé a Goios, passando por Famalicão. Almoçámos em Goios, tendo‑me aborrecido imenso. O "compasso". chegou por volta das 17 horas. À tardinha fomos para a Pedra Furada. Revi com prazer a Lourdes e a Cândida, e fiquei a conhecer a Celeste e a Amélia. Divertimo‑nos bastante. (Diário III - pag. 165)».
Havia também outros primos, como a Deolinda e a filha Laurinda, assim como o Adelino e o Joaquim, este surdo-mudo mas lá nos conseguíamos entender por restos. Creio que a última vez qe nos vimos todos, ainda a Celeste era minha namorada, foi em 1974, no faustoso e farto casamento dum deles, onde até os talheres eram de prata!

Os meus primos moravam uns em Goios e outros numa aldeia próxima, chamada Pedra Furada. Estes eram mais pobres Deles todos perdi o rasto após a morte do meu avô Barroso, em 1975 e após o meu casamento na mesma altura, quando as férias deixaram de ser passadas no Norte, em casa dos meus avós. Disso falo no meu poema Elegia pela minha família dispersa.

Na foto, à janela, o meu tio Zé Barroso e o autor destas linhas. 

1 comentários:


Anónimo disse...
Ai Jesus se eu gosto do Minho!... Aquelas videiras entrelaçadas nas árvores!... Aqueles tons de verde que só podem ter saído da paleta dum grande criador! Mas eu sou das searas que, em tempos que já lá vão, ondulavam ao vento, do trigo maduro que adorava ceifar, dos molhos de palha seca onde rebolava e sonhava, pensando que iria ser sempre assim!... Que saudades das ondas do meu trigo ondulante!...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Um pouco de mim - Victor Nogueira





Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009


Um pouco de mim - Victor Nogueira


01 - Nome?  

Victor Manuel Nogueira de Aragão Avis e Calatrava  :-)

02 - Quantidade de velas no teu último aniversário?
63

03 - Tatuagens?
nenhumas

04 - Piercings?
nenhuns

05 - Já foi à África?
Vivi em Angola 16 anos mais 8 nas férias de verão. E duas férias grandes (de Verão em Portugal, pk nas colónias portuguesas a sul do Equador Julho a Setembro correspondiam ao "cacimbo", pino da estação fria) em Pointe Noire (na altura África Equatorial Francesa)

06 - Já ficou bêbado?
Várias vezes mas passou-me definitivamente a bebedeira das bebedeiras

07- Já chorou por alguém?
Sim, de alegria, de  tristeza e de raiva. E de imensa alegria, quando ouvi na rádio a proclamação da independência do meu País – Angola !

08 - Já esteve envolvido em algum acidente de carro?
Vários, mas só um grave, ao entrar  numa auto-estrada, a do Estoril, com pedaços do meu carro e dos da frente a voarem, pois a minha velocidade e o pouco espaço de manobra só permitiram que o embate fosse lateral e apenas com prejuízos materiais. Durante meses forcei-me a continuar a conduzir pois via sempre pedaços de chapa a irem pelos ares.

09 - Peixe ou carne?
Peixe, carne, verduras, fruta ...

10 - Música preferida?

Depende do estado de espírito, desde que não seja da pesada como era a da banda de garagem do Rui Pedro

11- Champanhe?
Nunca bebi do verdadeiro. Gostava de uísque e rum, mas já não gosto!

12 - Metade cheio ou Metade vazio?
Depende do que for, mas como filosofia de vida .... metade cheio se mais não puder ser :-)

13 - Lençóis de cama lisos ou estampados?
Estampados mas discretos

14 - Filme preferido
Um dicionário deles

15 - Flores?
Todas as que tenham bom cheiro, incluindo as pequenas campestres. Se tiver de escolher alguma – papoilas e gira-sóis

16 - Coca-Cola simples ou com gelo?
Com gelo. Mas só Coca-Cola. As outras Colas não se entranham, estranham-se apenas pelo mau gosto :-)

17 - Quem dos teus amigos vive mais longe?
Judite, na Hungria

18 - Quem você acha que vai responder a esse e-mail mais rápido?
Ninguém, pois não tenciono re-enviá-lo

19- Quantas vezes você deixa tocar o telefone antes de atender?
O fixo ao 5º toque passa para o voice-mail e o télélé é quase secreto e atendo logo se estiver ao alcance da mão e do ouvido, excepto  se for a conduzir

20 - Qual a figura do tapete do seu rato?
Um calendário da CDU das eleições autárquicas de ... 2002. É resistente e continua com bom aspecto :-)

21 - Pior sentimento do mundo?
 Depende da situação e do contexto. Em termos genéricos, o espírito mesquinho e tacanho, a cobardia, a sabujice, a mentira, a subserviência.

22 - Melhor sentimento do mundo?
A Paz na Humanidade, Amoramizade, Solidariedade, Felicidade, Inteligência, Sensibilidade, Franqueza

23 - Ultima coisa que faz antes de dormir?
Apago a luz do candeeiro

24- Qual o primeiro pensamento ao acordar?
Depende. Dava um romance descrevê-los :-)

25- Qual o último pensamento antes de dormir?
idem, aspas

26 - Se pudesse ser outra pessoa, quem seria?
Sou o que sou e o que de mim a vida, as circunstâncias, e outrem foram moldando, a meu gosto ou contra-gosto

27 - O que você nunca tira?
Nada tenho de externo ao meu corpo que não tire

28 - O que você tem debaixo da cama?
Os sapatos, as sandálias, os chinelos ou pantufas e por vezes poeira :-)
[E claro e sempre - o soalho]

29 - Qual a pessoa que talvez não te responda?
Ninguém vai responder porque só a quem me envia respondo e não re-passo!

30 - Aquele que com certeza vai te responder?
Prejudicada pela resposta anterior

31 - Quem gostarias que te respondesse?
Se repassasse, a meia dúzia do costume  da galeria de 88 retratos no hi5 [2011 - e as poucas pessoas que me correspondem no Facebook, algumas já vindas do mIRC e do hi5]

32 - Qual é o livro que estás a ler?
Vários simultaneamente. Mas assim de momento «Capitão de Abril,  Capitão de Novembro», de Sousa e Castro, «Camaradas de Guerra», de Sven Hassel, «Hitler, Ascensão Irresistível», de Kurt Gossweiler  e «A Viagem do Elefante», de José Saramago, para além da poesia que me enviam e publico no meu blog D'Ali e D'Aqui e a que vou descobrindo nas minhas deambulações pela Internet. Para além das news-letters e da imprensa on line, diariamente

33 - Uma saudade?
Luanda, que já não é ! E também os meus familiares e amigos, que já morreram ou se dispersaram porque em muitas terras vivi intensamente ! Mas se tivesse que mencionar alguém, dos que morreram,em 1º lugar,  a Celeste, mãe do Rui e da Susana e o meu irmão caçula Zé Luís, e depois os meus avós António Barroso e Zé Luís ,a minha tia-avó Esperança e os meus tios José João e José Barroso, a minha cunhada Teresinha [Gato], a minha colega Isabel Pimentel [que morreu aos 20 anos porque o para-quedas não se abriu]. E muitas pessoas que conheci na Internet e  «desapareceram» como a Manariana, a Gabi e o Suave Perfume do Lis, a minha amiga Fátima da Madeira, ou a minha colega de Económicas de quem perdi o rasto depois de se reformar, a Emília. [E também gostaria de reencontrar o Jorge Zamith e o José Carlos Abranches de Figueiredo e a Maria José Morgado e a Rita, estas minhas colegas em Évora, bem como a Bia de Safara e a Florinda] E sempre, a minha mana e doce Clarisse !

34 - Uma característica tua:
Não pregar rasteiras e assumir a responsabilidade do que faço e de quem me está subordinado, mas se um inimigo meu tropeçar ao cimo da escada nada faço para detê-lo. Se for um(a) amigo/a, deito-lhe a mão  para tentar evitar que caia. Sentido do humor e da ironia fina (dizem-me)  e uma grande capacidade de rir-me de mim mesmo e dar quase sempre  por cima) a volta às situações.

35 - Decepções que tiveste na vida...
Muitas. A maior - Joana Princesa, que me inspirou muitos e belos poemas e deixou um vazio dentro de mim.

36 - Lugares em que morei.
Por mais de de cinco anos: Luanda (antiga S. Paulo da Assunção de Luanda - Angola), Évora, Lisboa, Setúbal,  Porto, UCP Soldado Luís (Monte da Arouca – Vale de Guiso),  Paço de Arcos,
De um a três anos: Uíge (antiga Carmona - Angola), Amareleja, Santo Amador (Moura),  Barreiro, Alcácer do Sal, Salvada (Beja), Caldas da Rainha, Mindelo (Vila do Conde), Vila do Conde, Póvoa de Varzim,
De uma a várias semanas: Huambo (antiga Nova Lisboa - Angola), Caála (antiga Vila Robert Williams - Angola), Pointe Noire (antiga África Equatorial Francesa), Beringel (Beja),  Santiago do Cacém,  Viana do Castelo, Tavira, Lagos, Aljezur, Vila Nova de Mil Fontes, Portimão, Beja, Covilhã. Lamego, Mirandela, Braga, Leiria, Coimbra, Cascais, Pateira de Fermentelos (Águeda), Goios (Barcelos), Canha (Vendas Novas), Santarém, Cartaxo,  Funchal (Ilha da Madeira), Óbidos

37 - Programas de TV que assistias quando criança [e adolescente]
Não havia televisão em Luanda. Mas  era frequentador assíduo de cinema, incluindo o Cine Clube de Luanda, e de todas as raras temporadas de ópera.

38- Programas que assisto hoje:
Reportagens, Entrevistas e Documentários

39 - Lugares em que estive e gostava de voltar
Todos, em especial a Beira Baixa, Coimbra, Castelo Novo, Silves, Sines, Mértola e Tavira.  E sempre - Lisboa [Setúbal para mim já "morreu"]

40 - Formas diferentes que me chamam
Victor, Victor Nogueira, Dr. Victor, Dr. Victor Nogueira, Dr. Nogueira, Camarada Victor, Camarada Victor Nogueira, Camarada, Companheiro, Vizinho  (Setúbal), Amigo (Alentejo), senhor Victor, Vitinho, Vitinha, Vic, Vi, Pai e quando menino – Vitó. [2011 - E para o meu  neto Francisco, com dois anos, sou o  Tó] E como Victor é difícil de pronunciar, Vítaro pelas pessoas de poucas letras. E pelos empregados em Luanda: menino Vitó.


41 - Pessoas que me mandam mails quase todos os dias
Moranguinho Pereira e Flor do Oásis

42 - Comidas Favoritas
Várias e depende da disposição

43 - Lugar em que desejaria estar agora
Num lugar onde pudesse ser feliz


44 - Espero que este ano eu possa..
Que todos nós consigamos dar a volta ao mundo tenebroso, sombrio e desumano em que a esmagadora maioria da Humanidade vegeta

45- Mande um recado para quem te enviou:
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a) Gosto de ti e gostaria que nos encontrássemos para nos conhecermos.
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b) Gosto de ti,  porque és a única pessoa que me telefona para saber de mim, para além dos meus filhos, da minha tia Lili e da Madalena. :-)
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c) Gosto de ti, da poesia que escreves e dos poemas de outrem que partilhas e continuo à espera do cafezinho :-)
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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Aniversários

Um convite à valsa, apenas virtual pois não sei dançar - sou a ovelha negra da família neste campo - e muitas, doces, coloridas e felizes Primaveras :-)*

www.youtube.com
Music Beautiful from Jacques Brel Video created by me
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Manuela Miranda e Yolanda Botelho gostam disto.
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Yolanda Botelho MEU ESQUERDISTA PREFERIDO,OBRIGADA PELO CONVITE À VALSA,
há 14 horas · Gosto

Yolanda Botelho ACEITARIA DE BOM GRADO,BJ
há 14 horas · Gosto
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Manuela Miranda é esquerdista mas é amigão, e não é nada ovelja negra bjs aos dois
há 16 minutos · Gosto
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Victor Nogueira Bi - :-)*
há 3 minutos · Gosto

Futebol Clube do Porto


  • Carmen Montesino Fiquei feliz, gosto mais do FCP do que do SLB! Bem, espero que a Alice não fique zangada comigo ; - )
    há 23 horas ·  ·  1 pessoa

  • Victor Nogueira LOL. Eu não sou fanático :-)*
    há 23 horas ·  ·  1 pessoa

  • Odete Maria Botelho Botelho Sabes a minha filha já queria ir para a baixa festejar, mas amnha tem de se lavantar as 7 para ir aturar a miudagem.A Avv. dos Aliados já está cheia e o estádio do Dragão.Eu ainda nem acredito que és Dragão amigo...mas fico mto feliz.Beijinhos.Boa noite!!!!
    há 21 horas · 

  • Victor Nogueira 
    Carago, se os meus pais são de Cedofeita, se o meu avô materno viveu dezenas de anos, até morrer, na Rua dos Bragas, se o meu avô paterno de Mora se fixou no Porto depois de passar por Angola, onde nasci e vivi, querias que eu fosse de qual clube? Aos 16/17 anos estive a estudar no Porto, 1º no Grande Colégio Universal e depois no Almeida Garrett, à 2ª feira sabia-se se o Porto tinha ganho ou não na véspera, cf as pessoas fossem alegres ou bisonhas. Quando eu tinha uns 12 anos o Porto ganhou um campeonato e foi uma loucura, montes de malta e carros na rua. Ainda estive matriculado na Faculdade de Economia do Porto, mas os meus colegas usavam demasiados palavrões pelo que fiz as malas e marchei para Económicas, em Lisboa LOL
    há 21 horas · 

  • Victor Nogueira A loucura foi em Luanda !
    há 21 horas · 

quinta-feira, 17 de março de 2011

Eugénio de Andrade, segundo Victor Nogueira



  • Victor Nogueira ‎"Tinha uma carta já escrita, fluente na minha mente. Chegou a hora de escrevê‑la e ela ruiu, as palavras escorregaram por entre os dedos, em todas as direcções, e no papel nada fica senão uma pasta informe (...) Nunca liguei á poesia. Achava‑la inútil, algo inexistente para mim. Ouvi falar em rima (amor com fervor, queijo com vejo, morte com sorte), em métrica, etc. Das divisões silábicas apenas me lembro dos alexandrinos.... Bem, como a prosa é mais fácil, com mais canelada para a direita, menos cotovelada para a esquerda, resolvi escrever epístolas por gosto e exercícios de apuramento e chamadas escritas a contra‑gosto e relógio. Se alguém dissesse que eu acabaria um dia por escrever frases desiguais empilhadas umas em cima das outras a que a minha amiga chama poemas, eu rir‑me‑ia. Mas também nunca nos dias da minha vida sonhara viver em Évora e tirar um curso de sociologia." (NSM - 1969. Páscoa)


  • Victor Nogueira ‎"O "teu" Eugénio de Andrade tem poemas belos mas o António Reis, para mim, não lhe deve nada, embora seja um poeta algo desenganado: a vida que ele reflecte é um rosto sereno com rugas ao canto dos olhos sorridentes; às vezes duma bondade repousante, outras reflectindo um certo cansaço, um certo desengano. Existe amor - em certa medida tal como o entendes - na simplicidade dos seus "Poemas Quotidianos". Por isso gosto deles." (NSM - 1971.04.11)

  • Victor Nogueira ‎"Disse-te um dia destes que relera com emoção um poeta que é o Eugénio de Andrade , de quem talvez tenha noutro tempo transcrito para ti alguns poemas. Dou comigo a relê-lo com uma certa tristeza. Porque afinal muitos dos poemas do Eugénio de Andrade expressam não a plenitude da alegria do amor alcançado mas a nostalgia do que se perdeu ou não alcançou." (MMA - 1993.09.25)

 



Pôr do Sol no Estuário do Sado - Foto VN


Sesimbra - Foto VN



terça-feira, 8 de março de 2011

Carnaval



Carnaval - imagens

Ao Sabor do Olhar (23) - Carnaval e Entrudo

Marcha de quarta-feira de Cinzas - poema de Vinicíus de Morais
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Algumas modas de Entrudo - vários
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Carnaval e Entrudo - imagens - vários
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Pequena história do Carnaval - vários

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Jogos Infantis - Pieter Brueghel, o Velho
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Provérbios do Carnaval e do Entrudo - popular
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A Banda - poema de Chico Buarque
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História do Carnaval de Luanda



Autor/Data
J. Alberto Domingues - 1969

Aspecto do Carnaval de 1969 em Luanda.
Ficheiro: Luanda03 - 46 KB


FOTOS DO CARNAVAL EM LUANDA
                                O CARNAVAL DE ANGOLA

                                                         HISTÓRICO                      

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O festejo do carnaval nos bairros pobres as cidade de São Paulo as Assumpção de Loanda, remota a mais de um século; com efeito sabe-se de danças e mascaras carnavalescas, anteriores a 1870.
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A primeira de que se tem registro, foi a “Matinguita”, dança em que só figuravam homens, trajados de branco, com boné e botas, à semelhança dos marinheiros de guerra.
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Os instrumentos que faziam o acompanhamento musical da coreografia, eram o Batuque e as Puítas, e esta resumia-se a um andar bamboleante com pequenos pulos para a frente e para trás.
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Por volta de 1880, apareceu uma dança, a “Kinava”, que era um aperfeiçoamento da Mantiguita. Na Kinava, à semelhança da anterior, também só figuravam homens trajados de marinheiros, mas em blocos, e com separação pela escala militar hierárquica.
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Á frente ia um reduzido pelotão, com as fardas a imitar as dos oficiais da marinha, com Galões e Dragonas, e na cabeça, Boné de Pala; ao centro, puxado pelo grupo dianteiro, vinha um barco, armado sobre um carro de bois; o terceiro bloco, era o dos outros participantes todos vestidos de marinheiros.
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Dançavam e cantavam ao som de Dikanzas e Batuque, a que se juntava o coro de vozes. A coreografia era uma marcha engraçada, imitando o andar bamboleante dos homens do mar.
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Este grupo passava pelas ruas da cidade, parando às portas das casas, onde depois de um pouco de exibição, recebiam um “Matabicho”; o grupo parava no portão do quintal, o “comandante” subia ao posto de comando onde, com um tubo oco simulando uma luneta de longo alcance, fingia olhar o horizonte, dando tempo a que todos os moradores da casa se aproximassem do barco carnavalesco.
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Quando o numero de espectadores já era considerado aceitável, descia do posto de observação e dava o sinal para começar a dança e o canto.
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Terminada a exibição, com uma vênia cortes, davam a entender estava terminada a apresentação, e esperavam o Matabicho – gratificação em dinheiro, ou um garrafão de vinho e um pouco de comida, para ajudar a “matar o bicho da fome e da sede”.
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Poucos anos depois, por volta de 1885, apareceram nos Musseques de Luanda, dois outros tipos de grupo: os Jimbas e os Cazumbis.
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Os Jimbas, ficaram com esse nome, por causa das Jimbas, principais instrumentos a acompanharem a musica e dança, apesar de usarem também Dikanzas, e latas percutidas com pedaços de pau.
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Os homens alinhavam enfeitados com panos vistosos à cintura, e lenços cruzados no peito; as mulheres alem dos panos vistosos, usavam adornos nos pulsos e tornozelos.
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Homens e mulheres, comunicamente pintados, dançavam em coreografia desconexa, esforçando-se as mulheres para associar ao ritmo, graciosidade e sensualidade.
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Os Cazumbis, também em grupos mistos, vestiam todos de branco, e completamente tapados, com fronhas na cabeça e luvas nas mãos.
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Eram grupos divertidos, que pulavam e emitiam sons guturais, fingindo assustar as pessoas; por fazerem lembrar fantasmas, foi-lhes dado o nome de Cazumbis.
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Por volta de 1910, surgiu o “Samba Cuteco”, que eram pares de homens, um deles vestido de mulher, com saias curtas e calções por baixo.
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Os pares faziam palhaçadas, sacolejavam com o corpo, e de vez em quando, o que se vestia de mulher, andava sobre as mãos, mostrando os calções, o que provocava hilaridade do publico.
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O nome de Samba Cuteco, supõem-se vir de Kussamba, que quer dizer folgar, brincar, e de Kutekuka, que significa desatinar, em alusão as brincadeiras que o par de foliões fazia.
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Desde o inicio, os grupos folclóricos que tomaram parte no carnaval de Luanda, procuraram como motivo das canções que acompanhava a coreografia, escarnecer e satirizar outros grupos rivais, aproveitando-se de qualquer falta cometida por dirigentes ou participantes.
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Esta rivalidade carnavalesca era o ponto culminante do carnaval, e motivo de expectativa de todos os foliões.

O grupo “Cidrália” formou-se por volta do ano de 1935, resultado da fusão dos grupos “Invieta e caridade”, passando a designar-se por união Cidrália, abreviado para Cidrália.
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Tinha mais de trezentos participantes, entre homens, mulheres e crianças, que se vestiam a preceito e apresentavam todos os anos temas variados.
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No ano de estréia por exemplo, simularam o desembarque de entidades oficiais – nas pessoas dos Sobas kapulo, Munongo, e Kumbi  - que o grupo foi recepcionar trajando à antiga, para subentender a vontade que essas entidades teriam de assistir o carnaval.
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Essa primeira apresentação do grupo, teve tanto sucesso, que causou a inveja de muitos outros grupos carnavalescos, especialmente a do grupo do Musseque Prenda que, por causa da inveja demonstrada, passou a designar-se pelos “Invejados”.
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Este grupo, também bastante numeroso, tinha cerca de duzentos elementos, homens, mulheres e crianças
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Os homens trajavam calças brancas, largas em baixo, casaco damasco debruado a preto, e sapatos de lona pintados de vermelho; as mulheres usavam os trajes regionais da festa.
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Os invejados criticavam e satirizavam a Cidrália, dizendo serem estes incivilizados, que só desde que moravam no Musseque, é que sabiam construís casas para morar, e que haviam sido eles, Invejados, a ensinar.
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Assim que o pessoal da Cidrália soube, regozijou-se, pois estava ali o motivo para o carnaval seguinte. A letra do tema, dizia o seguinte:
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“Cidade tem um romance que conta toda a vida triste vida triste de quem ama vida triste de quem chora Cidrália em movimento Cidrália vem dançar
Santa Maria que nos acompanha
Santa Maria que nos acompanha
Olha a Cidrália em movimento

Santa Maria que nos acompanha
Olha a Cidrália em movimento
Olha a Cidrália em grande azul
Cidrália este ano é uma memória
Cidrália já aprovou (provou)
O gatuno do bacalhau
Santa Maria nos deu sempre
A providencia do gatuno do bacalhau
Fica todos sabendo
Que o presidente dos Invejados
Roubou o bacalhau na alfândega
Pra gozar mais os seus amigos
Toma cuidado com os rapazes da Cidrália
Santa Maria que é nossa mãe
Nos acompanha junto à nossa estrela.
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Anos mais tarde, o grupo vocal “Duo Ouro Negro” grandes divulgadores do folclore musical Angolano, compôs uma musica com o nome Cidrália, cuja letra se baseava nessa original.     
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A partir de 1960, inicio dos conflitos armados pela independência de Angola, as autoridades coloniais, proibiram o carnaval, e as danças e demonstrações de rua.
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Temia mais a critica e sátira política, do que eventuais degenerações violentas, numa festa que era alegria pura.                 
                                                                                    Carlos Duarte 
                                                                                (extraído do Site:
 http://www.carlosduarte.ecn.br/)
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O Carnaval em Luanda
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Na sexta-feira 27 de Março de 1987, Luanda festejou o seu Carnaval na .... cadamente um Carnaval de Luanda e os membros do bureau político têm ...
analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223038982C6wMI2dc8Gb56EW4.pdf
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Cecilia Barata, Francisco Santos, Alice Coelho e 2 outras pessoas gostam disto.
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Antonio Garrochinho excelente trabalho !
há 20 horas · GostoNão gosto
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Carmen Montesino Excelente nota, Victor! Obrigada, amigo!
há 17 horas · GostoNão gosto
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Alice Coelho uauuu...fantastico!!!gostei muito amigo!
há 14 horas · GostoNão gosto
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Cecilia Barata Uma nota excelente, Victor.Bem hajas e um beijinho.
há 12 horas
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Delmo Fonseca gosta disto.
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Lia Branco Espectacular. Obrigada, amigo. Beijinhos
há 11 minutos
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