Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

.

Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN

quarta-feira, 17 de março de 2021

"O Panorama", no século XIX

 * Victor Nogueira

Num alfarrabista comprei em tempos 2 volumes encadernados com a Revista Panorama, relativos a 1841 e 1842. Depois fui em busca dela na internet e na Hemeroteca Digital de Lisboa verifiquei que todos os números se encontram digitalizados, assim como de outras revistas dos séculos XIX e XX, tais como "Illustração Portuguesa" (1903-1923), com magníficas fotos, "Brasil-Portugal" (1899-1914), "O Ocidente" (1877-1915) e, de Rafael Bordalo Pinheiro, a humorística "António Maria" (1879-1899). Um regalo folheá-las, mesmo que virtualmente, podendo fazer-se o download integral da totalidade de qualquer delas.

As gravuras desta nota foram extraídas dos volumes que  adquirira no alfarrabista. São gravuras e não fotos, que nessa altura a fotografia ainda não fora inventada e disso veio a beneficiar a "Illustração", onde  publicava Joshua Benoliel, um dos primeiros foto-repórteres. Mas o interesse é ver em "O Panorama" como eram em 1841/1842 monumentos que hoje têm outro aspecto.

Aqui fica o endereço para uma visita. Deliciem-se 

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/COLECC%C3%83O.htm




Beja - Torre de menagem do castello


Cabo de S. Vicente


Faro e as suas muralhas


Igreja de S. Pedro de Rattes


Lagos e as suas muralhas


Castello d' Estremoz


Uma vista de Cintra


A Sé de Lisboa


Silves e as suas muralhas


Peniche e suas muralhas


Porto  Igreja de Cedofeita


Setúbal - Convento de Jesus


Lisboa . Mosteiro de Belém (Jerónimos)


Castello da Feira, visto de do lado do sudoeste


Guimarães - Igreja da Oliveira


Porto - Igreja e torre dos Clérigos


Braga - Praça do Paço dos Arcebispos


 Alandroal - Igreja da Boa Nova


Vista de parte de Lisboa, tomada do alto d'Almada


Cathedral de Vizeu


EXTRA Panorama


Lisboa - Vista do Convento da Madre de Deus


Setúbal - Mapa do século XVIII, autor desconhecido - Neste gravura vêm-se as muralhas medievais e as setecentistas, incluindo o Forte de S. Filipe (actual Pousada), o Forte Velho ou de S. Luís Gonzaga (no Viso, em ruínas e coberto de matagal) e o Forte da Estrela (junto ao Hospital de S. Bernardo, demolido, dele restando a memória na Ladeira do Forte da Estrela)


"Setuval", do cartógrafo e engenheiro Alain Manesson Mallet (1630-1706), que trabalhou em França para o rei Luís XIV, sendo autor de "Os Trabalhos de Marte ou a Arte da Guerra", obra em 3 volumes publicada em 1684, à qual pertence esta gravura de Setúbal.  in   

2006 - Cetóbriga


17 de Março de 2014

terça-feira, 16 de março de 2021

os textos em março 12 / 13 / 14 / 15 / 16

 *  Victor Nogueira


2014 03 16 Foi nas aldeias do alentejo que "aprendi" a dizer a palavra "amigo". Em setúbal usa-se o termo "vizinho" e, entre alguns de nós, nascidos e criados em África, a palavra "mano/a" . "Colega" no trabalho, no movimento sindical, "companheiro", "camarada", no partido

.
Amizade
espelho ....de muitas leituras
encanto.....descoberta
aventura de ser
amigo …......pássaro lançado no vento
…................rio tumultuoso
…................violento
…................inebriante
….............................. flor
…...............uma rosa verde papoila
…...............um bosque
nas encostas do mar sem fim
um canto de alegria
canto
…......delicado
suave
leve
suspenso
de alguém
.
.
1985.11.05
.
Ser amigo é colorido presente
Ao darmos nossa mão, mas sem maldade,
Mantendo a vera luminosidade
Do silêncio ou do verbo assente.
.
Na tarde calma, serena, luzente,
Ou de noite, dia sem claridade,
É uma dádiva, felicidade,
Esta da vigília ser não dormente.
.
Amigos têm vária feição:
Dão-nos sua tristeza ou alegria,
Compartilhando bons e maus momentos.
.
Velho, novo, mulher, homem, bem são;
Na estrada e no dia-a-dia
sempre atentos, prontos, nos tormentos.
.
.
1989.09.03 (3)
[1989.12.22]
Setúbal
Foto victor nogueira


2014 03 16 * Victor Nogueira

.
24 são as letras
pouco menos os sinais
alinhando de mil tretas
as águias e os pardais
.
andorinhas nos beirais
anúncio da primavera
vão-se os frígidos ais
sem grande amor, na galera
.
Alcança quem sempr'espera
cantaralegre magia
partindo a litosfera
sem ter dor nem azia.
.
Pois alinhar as palavras
bordejando dia e noite
apurando bem mil drogas
em verso que se afoite
.
setúbal 2014.03.16


Foto victor nogueira - Rua do Raimundo, em Évora, a long time ago, vista do 2º andar do nº 44

O meu quarto, nas traseiras, dava para telhados e para um pequeno pátio e as paredes que o circundavam. Habituado a espaços amplos e ao horizonte longínquo, aquela vista da janela foi um tormento nos anos em que estive hospedado no 44; sentia-me como que emparedado.

Mais tarde poderia ter mudado para outro, no 1º andar e com vista para a rua, mas o incómodo do barulho dos carros e das carroças no empedrado, o vozear dos transeuntes e dos clientes da taberna dos pais do Cachatra na porta ao lado, foram importantes óbices face ao confortável silêncio daquele em que vivi durante esses largos tempos.

Defronte ficavam a Pensão dos Manuéis e a caótica tabacaria do Zé Gonçalves; com uma cabine telefónica pública. Um pouco mais para cima era o Café Alentejo, onde por vezes via televisão, designadamente as chamadas "Conversas em Família", i.e., as charlas do Marcelo Caetano., e, quase junto ao Giraldo a tabacaria com cinco cabines telefónicas, as que eu utilizava mais frequentemente. Raramente utilizava a do Zé da Casarão.



2019 03 15 todos diferentes, todos iguais, uma só humanidade
(c) Editions Fleurus

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está sol com a sombra
dazulcinza o dia
de que serve
tecida
na entretela
a estela
a vida perdida
ou
sentida
irreal
como o silêncio
e
as palavras
naus
de
asas
desenfunadas
setúbal 2014.03.15


2020 03 15 foto victor nogueira - Rua do Raimundo, em Évora, a long time ago, vista do 2º andar do nº 44
O meu quarto, nas traseiras, dava para telhados e para um pequeno pátio e as paredes que o circundavam. Habituado a espaços amplos e ao horizonte longínquo, aquela vista da janela foi um tormento nos anos em que estive hospedado no 44; sentia-me como que emparedado.

Mais tarde poderia ter mudado para outro, no 1º andar e com vista para a rua, mas o incómodo do barulho dos carros e das carroças no empedrado, o vozear dos transeuntes e dos clientes da taberna dos pais do Cachatra na porta ao lado, foram importantes óbices face ao confortável silêncio daquele em que vivi durante esses largos tempos.

Defronte ficavam a Pensão dos Manuéis e a caótica tabacaria do Zé Gonçalves; com uma cabine telefónica pública. Um pouco mais para cima era o Café Alentejo, onde por vezes via televisão, designadamente as chamadas "Conversas em Família", i.e., as charlas do Marcelo Caetano., e, quase junto ao Giraldo a tabacaria com quatro cabines telefónicas, as que eu utilizava mais frequentemente.



2014 03 14 Desde 1976 os grandes grupos económico-financeiros foram tomando de novo conta do poder após o susto de 1974/75. E conseguiram-no graças aos manageiros do ps(d)cds, em quem nunca votei, mas outros o fizeram. Quem neles tem votado e continuará a votar ps(d)cds - cerca de 70% segundo as sondagens - é que deveria entrar em profunda reflexão.


2014 03 14 desenho do rui pedro, in illo tempore - 1986/87
"O PAPAGAIO DE PAPEL Está um dia cinzento. Lá vai o papagaio de papel levantar voo contra o vento. Encontra uma nuvem, dança com ela. Chegam outras nuvens pequeninas e fazem roda à volta dele, a cantar. Sem algumas gotas de chuva e as nuvens desaparecem. O papagaio de papel toma mais altura para se libertar da chuva"



2013 03 15 Tudo passa ou passou ou passará dos teus sentimentos por mim - amor, amizade, encanto, o desejo de nos conhecermos/convivermos. Toda a vida é fogo fátuo; só, eu, permaneço, como tronco varrido pelos ventos e pela aridez gasta e plúmbea, sem que as fontes reverdeçam em torno de nós, libertas. (Victor Nogueira) *****

Eugénio de Andrade

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor…,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
2014 03 15 Olá, bom dia, alegria, e ao sol que te alumia

🙂

2017 03 14 O CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES ENTRE BELÉM E S: BENTO SEM ESQUECER O CALDAS DA LAPA, OS TRÊS REIS MAGOS DA SANTÍSSIMA TRINDADE BANCÁRIA E AS VISÕES DOS TRÊS PASTORINHOS

1. - A caranguejola do ex-Páf já nem sabe o que diz, tão tonta está ? Seraficamente, sem mea culpa, Cristas que a(ssas)sina de cruz assunciona que tudo "Fazia parte da visão do primeiro-ministro. O primeiro-ministro sempre teve uma visão que é esta: a banca e o pilar financeiro do resgate eram tratados pelo Banco de Portugal (BdP), que tinha as funções de supervisor independente, e o Governo não deveria meter-se nessas questões. Esta foi sempre a visão do primeiro-ministro. Portanto, o Conselho de Ministros nunca foi envolvido nas questões da banca." e, cereja em cima da barata, afirma que nunca foram discutidos pelo Governo as questões do “sistema financeiro”, que, note-se, "passaram" os testes de stress da banca feitos pela seráfica Troika com as supervisões da Senhora de Fátima segundo Aníbal, de S. Victor e de S. Carlos, incluindo o BES , o BPI, o BCP, o Montepio e a CGD . Pensam a santíssima trindade do CDS/PSD com a benemérita troika que somos todos totós ?

2. – E o ilustre economista do Poço de Boliqueime, o impoluto homem, amigo dos seus amigos, que não lê jornais e raramente se engana, exigiu ao PS / Costa, que não era de Assis nem Seguro o que às 5ªs feiras nem nos restantes dias, ano após ano, nunca exigira a Passos, Gaspar, Luís, Portas, Macedo, Cristas & all good fell’as, que pretendia continuar a “proteger” com (não) exigências sobre o sistema financeiro ? Exigências que rocambolescamente fez ao PS / Costa, apesar deste ter apoio maioritário no Parlamento ? Bem sabemos que a democracia do senhor Silva segundo Jardim é sui generis, mas ---

3. ... considerando as Memórias de S. Paio. ao pé destes estarolas com elevado sentido de estado segundo seguro cisco assis, nada esquerdalhos nem leitões na Bairrada, Sant’Anna, o da incubadora e da Santíssima Casa da Misericórdia, era um anjinho ? E no meio desta sócretina narrativa, as direcções nacionais do PSD/CDS perante os quais Passes, Portas, Luís & Cristas política e partidariamente deveriam ser responsáveis, são “democraticamente” verbos de encher, “responsavelmente” assobiando para o lado, como se o Governo de Passos / Portas & tutti quanti não fosse um Governo do PSD/CDS e Passes/Portas & Cristas não continuem a ser seus militantes e dirigentes ? 

Abrenúncio, Satanás, seja em off.shore o Diabo cego,  surdo e mudo, valha-nos Belzebu, o perro ? A quem interessam toda esta mal enjorcada verborreia e tanga ensarilhadas entre o jornal diário público expresso correio da manha, a verdade  a que temos direito, dizem, como Pôncio Pilatos, eles e elas ?


2013 03 13 Sobre os movimentos anti-partidários e as listas de cidadãos "independentes" - sem que se saiba quem lhes paga as candidaturas por baixo da mesa - e sobre os 60 subscritores: Vasco Lourenço, capitão do 25 de Novembro ? Veiga Simão, ministro do fascismo acolhido pelo PS de Mário Soares Guterres Sócrates Seguro? PS(D) que após 25 de Novembro inviabilizaram as comissões de moradores, as comissões de trabalhadores, as comissões sindicais, o movimento popular ? PS(D) de que são ou foram dirigentes e cúmplices no rasgar da Constituição que juraram defender com reserva mental? 

Que bom para a classe dominante são os cidadãos independentes, sem "passado" nem compromissos (com os partidos) nem contas a prestar (nas eleições  seguintes, pois serão substituídos por outros "independentes" que não prestam contas ou "escapam" à justiça, como Isaltino Morais ex-ppd/psd ou Fátima Felgueira, ex-PS)

https://5dias.wordpress.com/2013/03/12/isaltino-morais-valentim-loureiro-avelino-ferreira-torres-juntai-vos-aos-60/ 

2012 03 13 Pois ... Mas há uma pequena GRANDE diferença. Em democracia podes dizer e partilhar contra a democracia. Em ditadura defender a democracia dá direito a calar, torturar, prender, despedir, marginalizar, perseguir  ou assassinar quem fale, defenda ou lute pela democracia, mesmo que esta tenha defeitos. Quem lerá e partilhará o que acabei de escrever ? [ A propósito dum cartoon contra a democracia e o pluralismo em Movimento Antipartidos

2021 03 12 QUAISQUER QUE SEJAM OS MANAGEIROS DE TURNO E PARA LÁ DAS CORTINAS E A APESAR DO FOGO DE ARTIFÍCIO, PS E PSD NO ESSENCIAL VÃO-SE ENTENDENDO E DANDO AS MÃOS (vns)

domingo, 14 de março de 2021

escritos em 2009


* Victor Nogueira

Não fossem os registos e a memória perder-se-ia ou seria "retocada". Mas manter os escritos em suporte digital é torná-los mais frágeis e contingentes do que se o fizéssemos em papel, papiro ou pergaminho. Mas os textos que foram registados em  programas de processamento de texto  "comerciais" deixam de ser abertos e "lidos" por versões anteriores. Para  além de exigirem um "suporte" intermédio que facilite a sua "visão" - seja computador, notepad, ipad ou o que se lhe seguir. Alguém se lembra do spectrum ? Ou das disquetes de 5" 3/4 que armazenavam fabulosos 160/320 KB e dos pc's com extravagantes 50 MB de capacidade de armazenamento ? Que computadores lêem hoje as disquetes ou  as zip-drives de armazenamento com capacidade de 100 ou 750 MB ? "Monos", ali numa gaveta, como os filmes e programas registados em betamax ou em vhs 

Durante uns quinze anos mantive a intensa correspondência com a família e amizades, de que recuperei apenas a que escrevi para casa, em Luanda,  ou  para o Porto e Lisboa, para além da que a Celeste me deixou - a minha para ela - após o divórcio.Outra de anos com uma amiga minha perdeu-se, pois há uns anos qd lhe perguntei se ainda a tinha e se ma emprestava tive como resposta que resolvera rasgar todos os papéis pessoais porque não queria que fossem lidos por outrem após a sua morte. E assim se perderam anos das minhas notas sobre évora, o instituto e a vida ! Mas disse-me que eu poderia publicar as que me escrevera, que guardei e considero, acima de tudo, textos duma enorme beleza literária. 

A única vantagem da digitalização da minhas biblioteca e dos meus escritos e dossiers seria ocuparem menos espaço: em vez de mais de duas centenas de metros que totalizam dezenas de prateleira cheias muitas em duas filas teria uma dúzia de DVD's.

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2009.12.19 - Sim, que escrever? Escrever porquê e para quem? Interessa escrever sem «feed-back»? Quem me lê, se eu já não tenho tempo para ler os blogs «amigos»? Na Contabilidade do deve-haver, o meu saldo é negativo e a moeda de troca é a mesma - nada! E como a caixa nunca pode ter saldo negativo, enchêmo-la de ... letras, melhor ou pior avalizadas

Escrver é «gastar» tempo e tempo é dinheiro, numa sociedade onde tudo é a contado para uns e a descontado para a maioria. Sem cobertura, contabilisticamente falando, a falência e o arresto são quase certos. Para que tal não suceda é preciso ter cobertura, sobretudo em paraísos fiscais e na hermética Suiça.

Sim, que isto da contabilidade tem que se diga: Por falta de preparação no Liceu, a malta em Economia tinha dois anos de Propedêutica Comercial e em Évora dois de Contabilidade Geral. Ao professor desta devia fazer-lhe espécie num curso superior estar a ensinar bê-à-bá da contabilidade de qualquer escola comercial, pelo que no 1º ano tínhamos de gramar em Contabilidade I a chatérrima teorização acerca da ... fiosofia da contabilidade ! Um pouco como o Direito Comercial, em que o 1º semestre era dado a discutir as várias interpretações do artº 2º, que definia o que era um acto comercial. Farto de tanta discussão e teoria, um dia perguntei ao Sertório, o professor, porque não revogava o Governo o tal artº 2º, escrevendo um outro de fácil interpretação. Santa ingenuidade a minha, que recebi como resposta que se assim não fosse de que viveriam os advogados e jurisconsultos?

Pelo que registo que ontem choveu e o dia esteve cinzento, enquanto hoje esteve cheio de sol com céu azul e brilhante.

Das minhas apreciações políticas darei contas no Mu(n)do Phonographo.

E «prontus», a escrita está em dia! Daqui a pouco será um novo dia, o dia do Senhor!.

E graças à Judite, termino com um ar de erudição:

Amicus certus in re incerta cernitur. Latim

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2009.12.16 - Para não variar começo falando do tempo: de 6ª a 2ª feiras estiveram dias de sol, luminosos. 6ª fui às compras com o Rui, ao Jumbo, que estava praticamente vazio, sem as enchentes de outros anos em época natalícia. Bem pode o Governo dizer que estamos em deflacção, com malabarismos estatísticos, que as bolsas dementem-no e a prenda para muitos é o desemprego.

Já é noite de novo. Ando deprimido e sem vontade de sair ou de estar com as pessoas. Passei o fim de semana a dormir ou a ler, quer papel, quer no monitor. Ou a dormir, agora que desde 2ª feira veio uma onda de frio. tendo já chovido hoje.

Cada vez se utilizam mais palavras em inglês por causa da informática. Muitos programas têm nomes ridículos mas em português parecem sonantes:

software=programas de informática mouse=rato link=hiper-ligação drive=compartimento windows=janelas access=acesso works=palavras paint shop = loja de pintura paint brush= pincel de pintura file=ficheiro note pad = bloco de notas ou de apontamentos browser=navegador firewall = Barreira/muro de fogo spam = lixo electrónico e-mail = correio electrónico firefox = raposa de fogo etc

Ao jantar era para cozinhar entrecosto de porco estufado com massa, ervilhas e pimentos, mas como já tinha costeletas descongeladas estas substituíram aquelas no domingo, fritas e com ovos estrelados. Como não me apetecia cozinhar, na 2ª à noite trouxe do pronto-a-comer empadão de carne e carne de porco à portuguesa.  

De noite noite arrefece muito e tenho de na cama substituir a colcha por um edredão. Hoje o dia esteve frio e tempo de chuva, cinzento. As gaivotas esvoaçam para lá da janela. Há um ditado/provérbio português que diz "Gaivotas em terra, tempestade no mar».

Também ontem passei pela livraria Culsete, para comprar o livro do Medeiros, que o autografou, e nos intervalos cavaqueámos, ficando a saber onde ainda existem ninhos de andorinhas em Setúbal, donde praticamente desapareceram desde há anos com o seu chilrear na Primavera. O Medeiros é uma figura típica, sempre com o chapéu que nunca tira e o cachecol ao pescoço.

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 2009.12.21 Mais um Domingo, menos um dia na jornada! Mais um dia de inutilidade. Outrora teria saído, agora não. E bem sei que a justificação é apenas isso, uma justificação: o tempo cinzento, frio, chuvoso. Está nortada e sei porque a chuva bate nas vidraças deixando pequenas gotículas que mal escorrem. E porque na varanda da cozinha, onde não pus vidros duplos, o ar que entra pelos interstícios das janelas de correr é uma lâmina gelidamente cortante.

Às 16:00 a estação meteorológica caseira indicava 15º C dentro de casa. Lá fora, para lá da janela, as gaivotas esvoaçavam ou planavam graciosamente, mas não me apeteceu tentar fotografá-las. Quanto às nossas irmãs plantas, aquelas que necessitam de cuidados especiais, estão moribundas: o bonzai, a hera ... Bem, esta terá recobrado quando a coloquei na varanda do lado onde o sol não bate directamente e resguardada por um vaso maior. Quanto ao feto, rejuvenesceu, quando o tirei da sala e o coloquei na varanda, ao abrigo do vento! Quanto ao resto, são plantas xerófilas. Mas nada que chegue às dezenas de variedades de cactos e de malvas ou sardinheiras que tínhamos em Évora no amplo terraço como se fora um quintal num 2º andar adjacente à cozinha.

Gosto de jardinagem, de animais e de aquários. Mas os dois primeiros não dão para espairecer em minúscula varanda e quanto aos aquários, dão muito trabalho, embora seja repousante ver as evoluções dos peixes. E animais só em casa com quintal.

Continuo as minhas leituras - agora de António Brito «O céu não pode esperar» um romance histórico. Continuei na faina de alimentar os meus blogs e hoje dediquei-me a pesquisar por Manfred Gregor, descobrindo vídeos sobre o filme «A Ponte», realizado por Bernhard Wicki (1959) Também re-descobri Mário Castrim e Alice Vieira e pesquisei por outro Mário, o Crespo e suas crónicas

E com esta termino estas linhas.

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A ponte -o filme e o livro



http://www.youtube.com/watch?v=9BkK7qRvSTw

http://content.time.com/time/magazine/article/0,9171,939797,00.html#ixzz0aFhVRTtZ

sobre Alice Vieira

http://www.publico.pt/temas/jornal/so-gosto-da-minha-vida--a-partir-dos-20-e-tal-anos-18421991

 sobre Mário Castrim

http://daliedaqui.blogspot.pt/2009/12/mario-castrim-1920-2002.html


quinta-feira, 11 de março de 2021

os textos em março 09 / 10 / 11

 * Victor Nogueira



2017 03 11 A reacção não passou em 24 / 26 de Abril de 1974, nem no Golpe Palma Carlos, nem em 28 de Setembro de 1974 e 11 de Março de 1975, com as spínoladas apoiadas pelo PPD/CDS. Mas triunfou em 1975, a 25 de Novembro, com pézinhos de lã, do PS / Soares aliado à rede bombista do ELP / MDLP / Maria da Fonte e com o apoio e ajuda do auto-proclamado "verdadeiro" MFA, o do "socialismo da 3ª via", o de Melo Antunes, Salgueiro Maia e Ramalho Eanes, sem esquecer Vasco Lourenço, irmanados contra os "totalitarismos", o dos "pé-descalço", dos "sans-culottes", dos "sem-terra", dos "ventres ao sol" ....

Costa Gomes afirmava que "Todos os responsáveis serão julgados e punidos." Uma punição que Soares tornou exemplar: Spínola foi pelo PS / Soares promovido ao Marechalato, homenageado e condecorado. 

Com efeito, sobre Spínola reza a Wikipedia "Não obstante [a sua actividade contra-revolucionária e oposição ao 25 de Abril e à descolonização], a sua importância no início da consolidação do novo regime democrático foi reconhecida oficialmente a 5 de Fevereiro de 1987, pelo então Presidente Mário Soares, que o designou Chanceler das Antigas Ordens Militares Portuguesas, tendo-lhe também condecorado com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (a segunda maior insígnia da principal ordem militar portuguesa), pelos «feitos de heroísmo militar e cívico e por ter sido símbolo da Revolução de Abril e o primeiro Presidente da República após a ditadura» a 13 do mesmo mês e ano."

A derrota da extrema direita e a "consolidação" definitiva ou transitória da democracia burguesa, esta em que estamos, deve-se não a Spínola ou a Mário Soares mas sim a Melo Antunes, Ramalho Eanes, Costa Gomes e Álvaro Cunhal.



2021 03 11 MARCELÍADAS - MARCELO O TUDÓLOGO TÃO DEPRESSA COFINA COMO DESCOFINA. 

COMO DESTA VEZ NÃO PODE CONFINAR O PAGODE ATÉ ÀS CALENDAS GREGAS, CONFINA AS SUAS DECLARAÇÕES E VAI DE ABALADA, DESDE BELÉM ATÉ AO VATICANO.


2016 03 11 Entoam-se loas ao discurso de S. Exa o Presidente da República, Senhor Professor Doutor MRS. um discurso mal cerzido, num enfiamento de palavras em estilo aparentemente soft. Mas .... 

Fosse Cavaco a referir Mouzinho de Albuquerque, o que derrotou e humilhou o herói da resistência moçambicana, Gungunhana, exibido como "troféu" no século XIX e hoje perante a "Representação" Oficial da República de Moçambique, após  uma longa e sangrenta Guerra ~ Colonial para uns, de Libertação para outros ~ o que se diria ? Fosse Cavaco e não Marcelo a invocar o desde Alexandre Herculano desmistificado "Milagre" de Ourique, contra a "infiel" moirama em cristã Cruzada e teríamos uma nova queda do Carmo e da Trindade ! E queriam que a "esquerda" no Parlamento duma República laica aplaudisse pérolas ou "morcelas" deste calibre ?  By the way: porque faltou aos aplausos o líder do PSD, o senhor dr. Passes de Coelho, algures na "pérfida" Albion ?

CARTOON - João Abel Manta - Festival - Cartoon que valeu ao autor do mesmo e ao Diário de Lisboa - que o publicou em 11 Nov 1972 - serem levados a Tribunal pela PIDE e pelo Governo de Marcello  Caetano, vindo a ser absolvidos em 1973.


2014 03 11 Foto Victor Nogueira - cerca de 1986 - Setúbal - Museu do Trabalho Michel Giacometti (na antiga Fábrica Conserveira Periennes) 

 [rectificação - a foto refere-se a uma dum conjunto de exposições organizadas pela Câmara Municipal de Setúbal com peças que viriam a integrar o futuro Museu do Trabalho, inaugurado apenas anos depois]

O Museu contém parte do espólio recolhido pelo etnógrafo que lhe dá o nome, para além de reproduzir uma fábrica de conservas de peixe, de que a cidade foi um importante centro fabril até ao 25 de Abril, com as operárias trabalhando apenas qd o peixe era descarregado no porto, com salários de miséria e sem regalias. Baseadas essencialmente no trabalho manual e não mecanizado, opressivo e repressivo,  a maioria faliu a seguir ao 25 de Abril. Na foto representação do homem que ia pelas ruas dos bairros de lata avisando que as operárias deveriam apresentar-se no local de trabalho, fosse  dia ou fosse madrugada.

O espólio do Museu recolhe também alfaias agrícolas e instrumentos de ofícios tradicionais e uma loja tradicional, proveniente de Lisboa. A sua reserva tem o espólio duma chapelaria tradicional da cidade, entretanto encerrada.  

Na foto a foto dum  troço da rua Camilo Castelo Branco que ia desembocar no Bairro das Fontainhas e a uma das docas. Nesta rua existiam várias fábricas, todas demolidas excepto uma, em abandono. 

Algumas poucas  fábricas foram reconvertidas, sobretudo para armazéns, na zona oriental da cidade.


2014 03 11 Texto e Foto de Victor Nogueira ~- Pôr do Sol no Estuário do Sado
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Ninguém volta, moça
Ninguém vem, moça.
São apenas palavras com o brilho que o papel lhes dá
apenas lantejoulas sem substância
ou com a substância que lhes dou
isto é o vazio na Terra do Nunca
que é a única certeza
nesta aldeia-roda da vida
Palavras. Apenas palavras.
E "uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma!"

setúbal Outubro 26, 2012

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2014 03 11 Hoje, rio seco das palavras que em mim estão vazias, pleno pelas tuas, deixo-te Eugénio de Andrade na orla do meu sentir e nas asas do meu desejo
Havia uma palavra no escuro. Minúscula. Ignorada. Martelava no escuro. Martelava no chão da água.
Do fundo do tempo, martelava. contra o muro.
Uma palavra. No escuro. Que me chamava.
Publicada por Victor Nogueira à(s) segunda-feira, Novembro 12, 2012


2020 03 10 

1, - À boleia do Corona vírus, mais outra campanha aterrorizante, insidiosa. 

Isto é uma completa insanidade, alimentada em benefício de quem? Ou é um novo ensaio geral para que paulatinamente as massas aceitem restrições à liberdade e aos seus direitos? 

Os órgãos de comunicação social criam o alarme, ansiedade e terror  que justificam que os Governos de boa vontade ou constrangidos pela pressão comunicacional restrinjam direitos e a liberdade de circulação e se acantonem em guetos populações inteiras e se paralise a actividade económica.

Quem está por detrás disto tudo são aprendizes de feitiçaria ou gente muito sapiente que sabe muito bem o que pretende alcançar? É a preparação paulatina para a declaração dum "estado de sítio" permanente?

A primeira, eficaz medida, seria proibir o alarmismo na comunicação social, que deveria ter um papel pedagógico e preventivo? Ou não?1. 

2. - A PROPÓSITO DO EVENTUAL CANCELAMENTO DE MANIFESTAÇÕES PÚBLICAS COMO A PROGRAMADA PARA 20 MARÇO.

Dividem-se os manifestantes em grupos de 4 500 pessoas, separados pelo intervalo sanitário de segurança. A imaginação ao poder.

A mim este insidioso clima de alarmismo parece-me que é mais um e novo ensaio geral para fins "inconfessáveis" que levem a aceitar como banal e normal a efectiva declaração dum "estado de sítio" generalizado e mais ou menos permanente no chamado mundo "livre". e das amplas "liberdades"   🙁

2014 03 10 Tudo passa, tudo esquece, tudo é triturado pela voragem do Tempo

Apenas eu fico, estéril, como se não houvesse passado nem futuro e tudo fosse um eterno Presente. Ah! esta memória perene dos caminhos que percorri, das pedras que pisei, das cores que vislumbrei, das pessoas que «conheci» ! Grande é o deserto, coalhado de cinzas o olhar, incerto o andar sem andor [nem ardor]!

Publicada por Victor Nogueira à(s) sábado, Maio 15, 2010

2021 03 09 O TIC-TOC TIC-TAC RECORRENTE DE CAVACO. HOUVE UMA VEZ UMA CERIMÓNIA DE QUE SAÍU MAIS CEDO PORQUE TINHA UMA FESTAROLA COM OS NETOS. DESTA FEITA SAÍU MAIS CEDO PORQUE TINHA DE REGRESSAR A CASA.


2021 03 09 O direito à propriedade privada é uma mistificação. 

Porque não havendo planificação da produção de acordo com as reais necessidades individuais e sociais, porque não sendo colectiva a propriedade dos meios de produção nos sectores  estratégicos, os trabalhadores (m/f) são esbulhados do seu direito ao trabalho e sustento e se o salário ou a pensão forem insuficientes serão esbulhados dos direitos à saúde, à habitação, ao lazer, à livre circulação, entre muitos outros, ou não adquirindo bens ou perdendo os bens por arresto e dívidas. 

Portanto o direito à propriedade privada é apenas o direito dos tubarões mamando à conta dos "inocentes" mexilhões na pseudo-democracia burguesa, limitada a encenações eleitorais, descurando outras vertentes como por exemplo os direitos sociais, culturais e ambientais. 

De que nos serve a liberdade,  se não podemos viver uma vida plena, com dignidade? Que liberdade têm os mexilhões, os sem terra, os ventres ao sol, os descamisados, os sans-cullote, os desempregados ou com remunerações insuficientes, que são milhões de milhões manietados pelos tubarões dos cifrões e seus capatazes e manajeiros? (vn dixit)

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 OPINIÃO  -  Vacinas: passaporte ou coragem? O lucro ou a liberdade?  - Daniel Oliveira 9 MARÇO 2021 7:49


Brasil - Movimento dos sem terra

2013 03 09 O 25 de Abril foi uma época única, irrepetível, para quem viveu e lutou contra o fascismo e contra a guerra colonial. Fazendo  parte da história dos trabalhadores e do povo português, será outra a próxima etapa na estrada que permita reabrir as portas que Outubro (1917) e Abril em Maio (1974) abriram. 

O Movimento é, não pode deixar de ser, dos Trabalhadores e do Povo, nunca hoje em dia das forças armadas (portuguesas) que derrotaram o 25 de Abril em 25 de Novembro de 1975, por mais que hoje chorem lágrimas de crocodilo ou  lancem bravatas para os ares !

The Legacy (A Herança), uma série televisiva

 * Victor Nogueira


2016 03 11 - No blog Aquem-Tejo (http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/
) acidentalmente descoberto tenho sabido de séries em exibição e seguido interessado os comentários.
Mas esta série tem-se revelado pouco credível. Quem nos papéis de Signe figurava como mãe (a biológica ou a adoptiva) ?. É evidente que Frederick é um homem torturado, estilo "pão-pão, queijo-queijo" e que soa a inverosímil a cena das brincadeiras descontraídas entre os 4 irmãos.
No inicio quem teria amado Signe e a não teria esquecido seria o contraditório Emil. Desde o início aquela era uma família desestruturada girando melhor ou pior na órbita de Veronika. Talvez isso explique o "abandono" da ideia de Museu/Fundação em favor da doação à filha "dada" para adopção. Signe vivia numa família feliz até Veronika ressurgir na sua vida com a "dádiva" que tudo complica e nada resolve. Esperemos os próximos episódios e temporadas
Na história ninguém é "inocente", incluindo a "ingénua" Signe, assim lançada às feras, entre a família dos "afectos" e a tardia "biológica".