Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN

domingo, 6 de março de 2022

NOTÍCIAS DO PCP, NAS VISÕES DO EXPRESSO #liberdadeparainformar

 


* Victor Nogueira  

1. -Um título garrafal, insidioso. Ao “pensamento único” atribuído ao PCP opõe-se o pensamento único, perdão, o pensamento plural da União Europeia atrelada aos EUA e á NATO proibindo em nome da “liberdade de informação" condicionada, perdão, liberdade de informação livre da propaganda russa, com reforço dos seus orçamentos armamentistas, em detrimento dos problemas do desemprego e da falência de milhares de pequenas e médias empresas por essa Europa do Grã-Kapital. 

2. Em 2º plano, a insídia de supor que os autarcas comunistas defendem uma linha política diversa da do PCP e á revelia deste, como se este alguma vez tivesse defendido a Guerra como forma de resolução dos conflitos entre estados independentes e soberanos, em contradição com o que sempre defendeu, a resolução pacífica e negocial dos conflitos,  de acordo com a Carta das Nações Unidas e a Acta Final de Helsínquia, em consonância aliás com o preconizado pelo artº 7º da Constituição da República Portuguesa, que também defende a dissolução dos blocos político-militares.

Cereja em cima do bolo: Domingos Lopes, ex-comunista, eterno “renovador”, e Marques Mendes, PSD / Conselheiro de Estado, comungariam da mesma visão: “a cegueira do PCP relativamente á guerra na Ucrânia”, juntando-se deste modo a altos dirigentes do PS, como Santos Silva, Sérgio Pinto e Cisco Assis, sem esquecer Ana Gomes, PS que votou o reforço da NATO e a venda de armas à Ucrânia e aos países da União Europeia.

Já não tenho pachorra para as homílias e recados de MM mas fui ler a entrevista de Francisco Lopes, desta vez muito fraquinha, muito rame-rame, muita palha, pouca uva, nada materialista dialéctica, distorcendo as posições do PCP. Mas enfim, teve mais um minuto de altifalante e direito a fazer parelha com MM, na "visão" do Expresso, liberdade para deturpar, rectifico, #liberdadeparainformar 

É A VERDADE A QUE TEMOS DIREITO, DECIDEM OS PATRÕES DA COMUNICAÇÃO SOCIAL E ALGUNS DOS SEUS AVENÇADOS.

Apesar de algum veneno, mais "isentas"  conseguem ser as reportagens do Público e do Observador acerca do Comício do PCP em 6 de Março, pela PAZ, Amizade e Solidariedade entre os Povos, no 101º aniversário da sua fundação.

2022 03 06

Paz, Liberdade, Democracia

 


* Victor Nogueira 

As palavras são um guia. Mas que significam? A democracia na Grécia antiga excluía as mulheres, os escravos, os estrangeiros. A Revolução Francesa fez-se em nome da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, afirmando que todos os homens nascem livres, iguais em direitos.

Mas logo de seguida a burguesia cerceou o alcance destes ideais, estabelecendo o voto censitário enquanto limitava ou negava direitos aos escravos, aos povos das colónias, as mulheres, aos trabalhadores.

Com as suas lutas os Povos, as mulheres e o mundo do Trabalho foram conquistando direitos, alargando-se o conceito de Direitos Humanos, desde os civis e políticos até aos económicos, sociais e culturais, incluindo os direitos ao desenvolvimento, à paz e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado (1). A paz, o pão, habitação, saúde, educação condicionam a liberdade para mudar e decidir com Humanidade.

Um direito fundamental é, pois, o direito á Paz, que ganhou especial acuidade após o fim da I Grande Guerra, com a criação da Sociedade das Nações, que, inoperante, não conseguiu impedir o deflagrar da II Guerra Mundial, no termo da qual foi criada a Organização das Nações Unidas, com a finalidade de preservar a paz no Mundo, e proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos. (2)

O conceito de segurança colectiva foi definido na Carta da ONU (1945) paralelamente com Tratados posteriores para proibição e a não proliferação das Armas Nucleares, Químicas e Biológicas. (3)

A desagregação do Bloco Socialista na Europa conduziu a uma nova fase nas relações internacionais, com a subalternização da ONU e a postura agressiva dos EUA e da NATO, esta assumindo um crescente protagonismo estendendo a sua acção a todo o Planeta, pondo em causa os conceitos de segurança colectiva, incluindo os da Acta Final da Conferência de Helsínquia, assinada em 1975, que definiu, em conjunto com os EUA, URSS e Canadá, um importante conjunto de princípios reguladores das relações internacionais, segurança colectiva e desenvolvimento de relações de cooperação entre os Estados, entre os quais se destacam matérias como a igualdade soberana dos Estados; a não intervenção nas questões internas dos mesmos; a reafirmação da resolução pacífica dos diferendos internacionais; o respeito pelos direitos humanos e liberdades fundamentais; ou a igualdade de direitos e a autodeterminação dos povos. (4)

Longos e difíceis são os caminhos da Paz. da Fraternidade, da Igualdade, da Liberdade e da Felicidade, no seio da Humanidade.

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(1) pt.wikipedia.org/wiki/Gera%C3%A7%C3%B5es_de_direitos_humanos

(2) pt.wikipedia.org/wiki/Direitos_humanos

(3) unric.org/pt/direito-internacional-e-justica/

(4) www.cppc.pt/dossiers/temas/paz-e-desenvolvimento/1030-4oanos-acta-helsinquia-solido-caminho-para-a-paz-para-o-futuro


Gravura - Volpedo - O 4º Estado

sábado, 5 de março de 2022

As amplas £ib€rd@d€$ no quintal do Capitão América

 * Victor Nogueira


Foto Victor Nogueira


2022 03 04 No chamado Mundo Livre e nas democracias ditas liberais não há censura prévia, mas há as agendas dos proprietários, os "critérios" jornalísticos e a mesma manipulação e ocultação da informação que não esteja de acordo com os int€r€$$€$ e  a voz dos dono§.


2022 03 05 Liberdade de Imprensa no chamado Mundo Livre e nas autoproclamadas Democracias (neo) Liberais - Cartoon de Zé Oliveira


2022 03 05 A generosidade e as aberturas / aperturas dos luso-empreendedores: trabalho com direitos e salários condignos ou ...  Novas Odemiras no horizonte?





2022 03 05 A agenda é "A Voz da América é a única que fala verdade" em defesa da chamada democracia "liberal", prima direitíssima da chamada "democracia orgânica" de Salazar e Caetano, nestes sombrios e tenebrosos tempos. A generalidade dos meios de comunicação, avençados, não informam. Manipulam e deformam. No caso em apreço, a própria mudança do título é significativa, esclarecedora e não inocente. De «Ponham os olhos no PCP e no BE» para «Ponham os olhos no PCP» (1)

É um preparar do terreno:

«Quando os nazistas levaram os comunistas, eu me calei; afinal de contas, eu não era comunista. 7 Quando eles prenderam os social-democratas, eu fiquei calado; eu não era social-democrata. / Quando eles levaram os sindicalistas, eu fiquei em silêncio; eu não era sindicalista. ´/ Quando eles vieram por mim, não havia mais ninguém para protestar.» (Martin Niemöller)


(1)  Joana  Petiz termina o seu editorial com a tirada  "Que se entenda de uma vez o que são e o que defende a extrema-esquerda.- " , mantendo na  realidade o título no site com uma rectificação que em nada abona  favoravelmente o seu profissionalismo ou isenção:  Este editorial foi alterado de forma a corrigir erros que escrevi por falta da devida informação na sua primeira versão. Com efeito, o Bloco de Esquerda votou favoravelmente no Parlamento Europeu (não se absteve, conforme aqui se afirmava) e participou ativamente na manifestação pró-Ucrânia, tendo condenado claramente a invasão de Putin. Pelo meu erro, peço desculpa ao BE e aos leitores, esperando com esta versão repor a verdade."


A alteração do título é apenas nos motores de pesquisa

https://www.dn.pt/edicao-do-dia/02-mar-2022/ponham-os-olhos-no-pcp-e-no-be-14638864.html

sexta-feira, 4 de março de 2022

Textos em março 04

 * Victor Nogueira

2014 03 04 memórias e (des)afectos

Pois ... Há objectos que são como que pessoas, aos quais nos afeiçoamos. Não sendo eu um habilidoso manual salvo para o corriqueiro-simples, a máquina de calcular Facit, barulhenta mas fiável, que me valeu durante todos os meus estudos nos anos 60 e 70 do passado milénio ainda foi recuperável por um especialista. Hoje é uma peça de museu, tal como a régua de cálculo, já sem cursor, que o meu pai me oferecera, in illo tempore.

Já a velha Oliveti Lettera 2000, na qual escrevi muitos trabalhos, correspondência, artigos e textos  literários, essa não era recuperável salvo por um preço injustificável em termos de custos/benefícios. E foi para a sucata, sem que ao menos uma foto dela tivesse  tirado. Mas não ganhei o mesmo afecto à que comprei para substituí-la até à generalização dos computadores e as cábulas dos comandos do MS DOS pré Windows e de programas hoje esotéricos como o Word Star, o dBase III e o  Quatro Pro, todos longe dum clique. Enfim ....

a propósito de "O enterro do berbequim", por Ricardo Garcia, in

http://blogues.publico.pt/nosnomundo/2014/03/02/o-enterro-do-berbequim



2014 03 04 Vida e Morte duma Cosina 1000 S (reflex)
(...)
.
1 - Neste local ermo [Lourinhã] , já com a noite adiantada, apanhamos um valente susto. Ao contornar a igreja gótica, no local do destruído castelo, encontramos uma motocicleta estacionada, mas prosseguindo, afoitamente, chegamos à fachada principal, que não tivemos tempo de admirar e fotografar, pois alguém assomou e gritou por entre a escuridão dos arbustos do jardim vizinho; resolvemos abreviar a visita e procurar local menos isolado, incomodados pelos passos rápidos que se aproximam cada vez mais até que surge um jovem de capacete na mão, olhar esgazeado e fixo, dirigindo se-nos sem responder às minhas interpelações, sempre direito a nós, sem que eu encontrasse no chão algo que permitisse usar em nossa defesa.


2014 03 04 Ele há cada contradição, D. Carlos I foi o ultimo rei de Portugal a pescada nunca escapa mesmo que tente e a fome, por mais que a matemos, é como felino de sete vidas ou hidra das sete cabeças, sempre em pé: nunca conseguimos dar cabo dela. É como fenix, das cinzas sempre renascida./


2015 04 03 As histórias de Lucky Luke, o "pobre cowboy solitário


muito longe de casa" e que "dispara mais rápido que a própria sombra" são situadas nos EUA, com argumentos normalmente baseados em episódios da sua história, no tempo do chamado "farwest". Desenhado por Morris, teve como 1º argumentista - delicioso - Goscniny, tb co-autor de outros personagens hilariantes da BD como Asterix, Iznogoud ou o indio Humpahpah.

Continua em Lucky Luke



2016 03 04 Luanda - numa das churrasqueiras dos arredores - manuel, victor, maria emília, zé luís

~PAIS E FILHOS
– carta do irmão de 22 anos ao irmão de 17
Não vou fazer um enunciado dos deveres filiais. Lembro-me, no entanto, da ternura que em princípio todos os filhos devem ter pelos pais; ternura, amor, respeito. Creio que talvez tenhas razões, quiçá justas e ponderáveis, para te fechares na tua torre de marfim. Mas seria bom para ti que te habituasses a descer ao povoado, pois se agora não podes esquecer ou superar os agravos que julgas ter recebido, da parte daqueles que, apesar de tudo, de todos os seus erros e fraquezas, te amam porque teus Pais, como agirás no futuro face aos teus companheiros de profissão, à família que porventura constituirás, em súmula face ao Mundo? Ocorrem-me, neste momento - e não é a primeira vez que isso sucede - o azedume que tenho espalhado e por vezes ainda espalho ao meu redor! Um sorriso amargo vem-me ao espírito ao recordar as nossas mesquinhas - agora, mas não então - macas (questões, zangas) por causa dos recortes dos jornais, da "Plateia" e do "Zorro", do álbum de fotos. Quanto azedume nas nossas relações, quanto má vontade, só porque éramos incapazes de sairmos da nossa torre! E no entanto, assim o creio, no fundo dos nossos corações éramos e somos amigos! Não deixes que sejam os outros a condicionarem a tua atitude, quando essa influência for negativa!
Tens de encarar os Pais (e toda a gente, afinal) como seres humanos normais, comuns, com virtudes e defeitos, como qualquer ser humano. É normalíssimo os filhos idealizarem uma imagem perfeita dos Pais. A idade, o desenvolvimento da consciência, faz ver que adoravam ídolos de barro, assim o pensam. Mas têm de superar esta desilusão, de transformar a adoração infantil pelo amor adulto! (JLNS - 1968.08.08)

CARTA aos 23 anos A UMA AMIGA
É possível que no próximo Verão eu vá a Luanda. A minha Mãe, esquecendo-se da minha face má, sonha ansiosamente com essas férias, para tentar juntar uma família que nunca esteve junta (embora vivendo sob o mesmo tecto), pelo menos até onde a minha memória alcança. E eu também lá quero ir, para tentar enterrar definitivamente alguns "fantasmas" e encerrar páginas do livro da minha vida. Para que desapareçam dois ídolos esboroados, de pés de barro, e nasçam finalmente dois Amigos: O Manuel e a Maria Emília.(NSM - 1969 PÁSCOA)




2019 03 04 foto victor nogueira - carnaval em setúbal - mural (vista parcial) comemorativo do 50º aniversário da morte de Fernando Pessoa (1935/1985) - Este mural. situava-se na Rua Acácio Barradas, no muro dum antiga fábrica conserveira de peixe, ambos entretanto demolidos

quinta-feira, 3 de março de 2022

Road closed


 

* Victor Nogueira

3 de março de 2013

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Que caminho se fecha e que caminho se abre para os trabalhadores e para os cidadãos em Portugal e em todo o mundo, inseridos na mesma luta, a luta pelo derrube do capitalismo e por uma sociedade socialista que não se confunde com a do "súcialismo" em liberdade, a liberdade dos grandes grupos económico-financeiros e dos seus capatazes, homens e mulheres de mão?
Tem havido desde sempre manifestações em Setúbal, embora nos últimos anos não tão participadas como esta, a de 2 de Março. Não havia clareiras, quase não havia "manifestantes" nos passeios a ver passar a manifestação, não havia acenos nem sorrisos entre uns e outros, não vi a polícia a filmar ostensivamente os manifestantes.
Era uma massa compacta a que desfilava, sem palavras de ordem, sem "panos" de passeio a passeio, bem ou mal desenhados. Apenas alguns cartazes de cartão escritos à mão, empunhados por alguns manifestantes. Na massa compacta não sobressaiam os jovens, contrariamente ao que observei noutras manifes. Algumas, poucas, bandeiras nacionais (símbolo do nacionalismo contra o internacionalismo), um aglomerado de bandeiras negras (símbolo da fome ou dos anarquistas), nenhuma vermelha (símbolo da revolução)
Era uma massa compacta a que desfilava, silenciosa, sem a alegria de outras jornadas de luta, em Setúbal e não só! Sem a alegria dentre Abril e Maio de 1974, quando parecia que o futuro estava ali, ao virar da esquina, ao alcance da nossa mão e no sorriso duma criança ?
Futuro traído desde logo por Mário Soares e Sá Carneiro, passando por Freitas do Amaral. Futuro traído pelos dirigentes do ps-ppd/psd-cds/pp e por quem se deixa enlear pelos seus cantos divisionistas.
Era uma massa compacta a que desfilava, transmitindo força mas algo intimidante e assustadora pela sua uniformidade e silêncio ! Que rumo tomarão estes manifestantes ? Que forças e futuro libertarão ?


«#PensebempensePúblico» Expresso «#liberdadeparainformar»

  


«#PensebempensePúblico» Expresso «#liberdadeparainformar»


* Victor Nogueira

Os seus directores, jornalistas e comentadores não sofrem de iliteracia. No mínimo poderíamos dizer que a maioria deles sofre de desonestidade intelectual. Na realidade cumprem uma agenda, serem a voz do dono. A Verdade é só uma, a voz da América fala Verdade, a única Verdade admissível.
É a democracia liberal, prima direitíssima da democracia orgânica, a de Salazar e Caetano. Não informam. Manipulam, conscientemente ou a soldo.
Sombrios e tenebrosos são os tempos que se avizinham, sombrios e tenebrosos são os tempos para os povos e para quem trabalha e produz.
O que eles não perdoam nem esquecem é que o PCP, Bloco e Verdes, em 2015, tenham viabilizado um Governo minoritário do PS que se preparava para reconhecer a “vitória” do PáF
O que eles não perdoam nem esquecem é que o PCP, Bloco e Verdes, em 2015, tenham contribuído para o afastamento dum Governo do PSD/CDS, tutelado por Cavaco e sempre elogiado por Marcelo, seu sucessor em Belém.
Mas tudo está bem quando termina bem. Pela mão de Santos Silva, António Costa, Cisco Assis, Carlos César, Sérgio Pinto, Manuel Alegre e companha o PS voltou ao redil. O redil dos negócios favorecidos pelo “centrão”, redil donde na realidade nunca o PS saiu. Usando uma expressão cara a certos dirigentes do PS, agora é hora de malhar nos comunistas e nos sociais-democratas. Ou … “Quem se (intro)mete com o Kapital, leva!”
No aproveitar é que está o ganho: “É fartar e malhar, vilanagem.” As vozes do dono assim “ordem(h)am”.
Depois da “geringonça”, preparem-se para a traquitana das “direitas” com as “direitíssimas”
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«Quando os nazistas levaram os comunistas, eu me calei; afinal de contas, eu não era comunista. / Quando eles prenderam os social-democratas, eu fiquei calado; eu não era social-democrata. / Quando eles levaram os sindicalistas, eu fiquei em silêncio; eu não era sindicalista. / Quando eles vieram por mim, não havia mais ninguém para protestar.» (Martin Niemöller)
(Victor Nogueira) 2022 03 03
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QUINTA-FEIRA, 3 DE MARÇO DE 2022 - Começou Jornal Público, 3/3/2022, POR JOÃO RAMOS DE ALMEIDA
Manuel Carvalho, director do jornal Público, assinou um editorial que, creio, mais tarde achará excessivo. Todos andamos nervosos com a guerra e com as suas implicações, mas, de repente, acabamos por participar nessas consequências.
O primeiro parágrafo parece zangado:
"A invasão da Ucrânia expôs com crueza a dificuldade de o PCP fazer parte de qualquer solução governativa numa democracia europeia". Mais adiante continua: "Os comunistas nunca esconderam a sua aversão à democracia liberal [muito se gosta de usar palavras na moda!], à União Europeia e, claro está à NATO. Como nunca esconderam a sua admiração velada por ditadores, como Nicolas Maduro, ou regimes autoritários como a China".(...) Quando, como agora, é preciso escolher [!] entre autocratas e democracias [!] o verniz do PCP estala e a sua essência emerge". "O PCP estava e continua na margem dos valores ou da história".
Tudo isto é dito sobre a votação no Parlamento Europeu da resolução sobre a invasão da Ucrânia. Ora, o Manuel deveria ter lido com atenção a dita resolução que tem 20 (!) considerandos e 46 (!) pontos de resolução. Quando se quer unir, reduz-se as arestas; quando se quer demarcar, acentuam-se as diferenças. Qualquer esforço sério, teria separado as propostas a aprovar. Uma declaração de princípios, uma proposta de acção. Mas não. Tudo parece ter sido embrulhado com uma intenção clara: à pala de uma condenação consensual à invasão - sim, o PCP condena a invasão! - embrulhar e fazer passar uma "declaração de guerra" nada consensual, ao fortalecer-se militarmente a própria NATO, numa iniciativa belicista que, a fazer o seu caminho face a uma invasão militar, conduzirá tudo à desgraça.
Ora, em vez de discutir isso, o Manuel retirou a conclusão primária - o PCP não condena a invasão! Talvez o PCP devesse dar mais atenção à forma como se afirma publicamente. Mas nada permite ao Manuel Carvalho extrapolar daquela forma. E assim deixou-se rebolar por essa rampa inclinada, no desvario assente numa base errada, embrulhando-se com toda a direita em ebolição.
Desvario semelhante, dessa vez olhando para a Rússia Soviética, era esgrimido pelo regime de Salazar, pela sua polícia político-ideológica e até pela própria pena de Salazar. Basta folhear os seus discursos, para se tornar claro o quão era impensável uma participação comunista num governo - um elemento da 5ª coluna do "imperialismo soviético"- porque o seu fim era... criar uma ditadura! Isto dizia a PIDE ou Salazar! E, por incrível que pareça, essa dificuldade em aceitar comunistas no seu seio - já nem falo das prisões e das mortes por isso motivadas - foi igualmente colocada por membros da administração dos Estados Unidos, como Henry Kissinger, já no pós-25 de Abril, porquanto o PCP era membro de uma Internacional que reinaria no Pacto de Varsóvia. E Portugal, como membro da NATO - aliás desde o tempo de Salazar! - nunca poderia permitir ter um inimigo no seu seio. E esta filosofia vem trespassando o debate e, de ora em quando, mesmo em tempo de democracia liberal, lá surge o argumento de que, quem é contra a NATO, nunca poderá fazer parte do governo de um país que é seu membro! Como se os povos ou os seus representantes precisassem primeiro de se inscrever no clube militar para poder exercer os seus direitos!
Tudo isto vem, portanto, de longe. E pena é que Manuel Carvalho não tenha tido em conta isso, quando usa ideias que ecoam há mais de 100 anos, em muitas circunstâncias. Possivelmente, não se terá apercebido do que disse. E, como é boa pessoa, lá colocará a mão na consciência. Mas o importante é que tudo o que escreveu, ficou. E, aliás, entronca já noutros comentários que vão fazendo o seu percurso.
O académico António Costa Pinto, igualmente boa pessoa, escreveu no seu Facebook algo com o mesmo corolário, mas noutro sentido:
"Já me tinha esquecido do famoso "complexo militar-industrial" Norte Americano, uma marca analítica antiga [!], mas João Oliveira, do PCP, ressuscitou-o hoje [!], a propósito da invasão da Ucrânia. É verdade que o declínio (e no passado ascenso) eleitoral do PCP tem pouco a ver com as suas posições internacionais. Mas reconheça-se que a coerência ideológica anti-UE e anti-"imperialismo norte-americano", em plena crise provocada pela invasão da Ucrânia pela Russia vai ditando a sua progressiva irrelevância política.
Sobre isso, relembro um texto de Mário Soares de 2008 que Costa Pinto sempre elogiou. Mas Costa Pinto nem sequer é o mais agressivo: a direita cerra fileiras nas colunas de opinião dos orgãos de comunicação social:
"A guerra na Ucrânia confirmou a essência de PCP e BE" (Tiago Dores). "Comunistas e bloquistas são tão perigosos como o Chega" (Luís Rosa). "Como mostra a guerra na Ucrânia, o Chega apoia a democracia e está ao lado dos aliados ocidentais de Portugal" (João Marques de Almeida). "E agora? O que dizem todos aqueles que acharam que o PCP e o BE eram bem-vindos ao sistema democrático? Os que se desfaziam com a simpatia de Jerónimo e com o aggiornamento de Louçã e Catarina?" (Raquel Abecassis). "Nunca falha: se amanhã a Noruega entrasse em guerra com a Coreia do Norte, ninguém duvida para que lado tombariam os discursos do PCP e os corações do BE" (Alberto Gonçalves). "Vão os países democráticos ceder à chantagem do regime herdado da ditadura soviética, reciclada há mais de três décadas, e entregar os seus restos à corte de um ex-agente do KGB?" (Manuel Villaverde Cabral). "A ‘hora mais negra’ regressou à Europa com a infame invasão da Ucrânia pelo banditismo político-militar do czar soviético Vladimir Putin. É altura de evocar Winston Churchill" (Joao Carlos Espada). "Putin acredita que os Estados ocidentais não intervirão militarmente na Ucrânia devido ao receio de uma escalada para um confronto nuclear. Talvez esteja na altura de o Ocidente surpreender Putin" (Samuel da Paiva Pires). "Durante décadas construímos uma civilização-casulo. Ou seja um mundo suficientemente rico para pagar para que não o ataquem. Mas agora o nosso casulo foi brutalmente rasgado pelo brutalidade de Putin" (Helena Matos).
Expulsem a esquerda! Vamos para a guerra! Pena que os comentadores comentem tanto a espuma dos dias e tão pouco a sua estrutura. Talvez assim se conseguisse mudar para melhor.
POSTADO POR JOÃO RAMOS DE ALMEIDA ÀS 3.3.22

quarta-feira, 2 de março de 2022

Textos em março 02 - Poesia

 * Victor Nogueira




Eros e Afrodite 02 - gota a gota.

gota a gota irrompe o desejo

folha a folha se espraia

cistern'areal

no murmúrio sincopado

entreaberto em mil pétalas

radiante sintonia

de mil candeias

.

bate-bate

rítmica batida

bate-bate

sinfonia cintilante

no rio chão e alteroso

um mar impetuoso

de calmaria

feito

degrau a degrau

arte flamejante

dos meus lábios

e dos teus dedos

rendilhada

e

cartografada.


Setúbal 2013.03.02

RIMANCE DE JOAO BAPTTSTA Andando João Baptista Mal descansado da guerra Caminhava pela pista Do mar ao cume da serra,

Bem ao longe avistou Um Paço no horizonte; Pela ponte atravessou Chegando ao cimo do monte. Viu uma bela Princesa Que na fonte se banhava, Por ela ficando acesa A flama que incendiava, - Que fazeis aqui senhora Dona da pele morena? A noite será cantora Se vossa mão for serena. - Por alguém vim em caminho Com muitas naus voando Mas não ficarei sozinho Se convosco for ficando. Ouçam qual foi a resposta Calmosa, doce, brilhante, Sem temor de lua posta, Precioso diamante. - Num crescendo de calor Nesta fonte mergulhada Por vós espero, senhor Não me deixeis assombrada. - Belo é vosso cavalgar Vosso desejo um espanto Vinde comigo arrulhar Alegre, mas sem quebranto. E com esta fala doce Se prendeu o cavaleiro Contente como se fosse Um artista, jardineiro. - Andando me fui chegando Para convosco encantar E ao ver-vos nesse encanto Passo a descansar. - Pois vosso olhar é botão Em busca do sol e do mar; Sereís bela sem senão Vinde comigo bailar. - E convosco bailo a noite Dedilhando esta guitarra Não há quem não se afoite Vendo a fruta sem a parra.

Da fala ficou suspenso Um punhal no coração Com olhar lembrando imenso O vale da solidão, Veio o gesto finalmente Negro de rosa dourado Rosmaninho com semente Em seu rosto acobreado, Cem mil águias voaram Mais, seguidas dum faisão E com leveza abalaram Silentes que nem trovão. - Convosco não bailo eu Bem gosto da liberdade, Ide-vos embora, oh! meu, Sou presa da soledade. Com esta fala malina A pensar ficou João. Era uma fala felina D'ensombrar o coração, Dez mil pássaros em viagem Sem nada no horizonte, Fechada aquela portagem Como arvore sem ponte, - Sinhá moça, a vida é jogo Sabemos nós muito bem; Ele há fumo sem fogo Sempre que tal nos convém. Como era belo seu sorriso D'encantar o navegar! À Princesa achou preciso Ver de novo seu falar. - Como tu desejas ficam Estrelas no meu olhar: Doçuras, beijos que picam, A brisa e o marulhar,

Com esta fala ficou
 A Infanta Gabriela,
 Um pintarroxo voou
 P’ra lá do castelo dela.

Setúbal 1991.06.19 (2)

~~~~~~~~~~~~~~~~

Judite Faquinha
LINDO O POEMA DA PRINCESA GABRIELA ADOREI, O TERMO COMO FOSSE DO PASSADO OBRIGADA VICTOR BEIJOS, DORME BEM SONHOS FELIZES, E BOM FIM DE SEMANABJS.
9 ano(s)
Manuela Vieira da Silva
Que delícia!! Boa noite.🙂
9 ano(s)
Judite Faquinha
Maraavilhoso,este quadro é lindo, boa noite!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
9 ano(s)
Luisa Neves
Adorei. Abraço e um sorridente fim de semana. 😉 🙂 😉
9 ano(s)
Alice Coelho
(Y) 😘
Ver tradução9 ano(s)
Thatalyscal Scaldelai
Muito bom!Obrigada amigo! 🙂
9 ano(s)
Ana Maria Madail
Adorei... Obrigada pela partilha...🙂
9 ano(s)
Deolinda F. Mesquita
Muito Bom, adorei, obrigada Victor.
9 ano(s)
Belmira Patrício
muito! grata amigo:)
9 ano(s)
Carlos Rodrigues
Já conhecia,Victor, mas reli. Gosto sempre dos teus Rimances. Abraço.
9 ano(s)
Victor Barroso Nogueira
Carlos Rodrigues Vou tateando para ver qual a forma que tomarão os meus escritos nos livros que tudo indica não serão publicados LOL
9 ano(s)
Carlos Rodrigues
Pois é Victor, A FORMA, é um problema, porque coloca a Poesia ou qualquer texto sob a ditadura da metragem, das encomendas por medida, dos cortes de cabelo curtinhos para agradar e por aí também não vou não. Just keep writing, porque a escrita não tem nada a ver com Alfaiataria Editorial, digo eu...LOL
9 ano(s)
Margarida Piloto Garcia
Os teus rimances atiram-me sempre para outras épocas. Fazem-me sonhar 🙂
9 ano(s)
Maria Rodrigues
(Y) obrigada amiga Victor Nogueira é cada romance lindissimo adorei...
9 ano(s)
Joaninha Duarte
Adoro, rimances e até alguns de cor. Este seu é muito belo, obrigada! Sabemos que o rimance é a joia da literatura tradicional, pela qual eu sou uma "curiosa". 🙂
8 ano(s)
Victor Barroso Nogueira
Joaninha Duarte Se quiseres ler tens aqui alguns dos meus "rimances", neste meu blog
http://aoescorrerdapena.blogspot.pt/search/label/Rimance
Ao (es)correr da pena e do olhar: Rimance
AOESCORRERDAPENA.BLOGSPOT.COM
Ao (es)correr da pena e do olhar: Rimance
Ao (es)correr da pena e do olhar: Rimance
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Joaninha Duarte
*sei. Obrigada. Irei espreitar. 🙂
8 ano(s)
Margarida Ourives
Adoro os teus rimances. Obrigado. Bjs
8 ano(s)

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terça-feira, 1 de março de 2022

Textos em março 01

 * Victor Nogueira


2013 03 01 PERGUNTAR OFENDE ? Qual será a muleta do ps seguro sócretinos - o cds de Paulo Portas "Gaspar" ou a corrente socialista" de louçã semedo ?

2014 03 01 assurancetourix é o bardo incompreendido na aldeia dos irredutíveis gauleses, xenófobos, misóginos, broncos, que à cultura preferem a pancadaria e a javardice dos banquetes de machos à volta do lume. Pobres javalis.


2014 03 01· São tão engraçados os coelhos, com as suas grandes orelhas, enormes os olhos, o narizito em constante vibração, andando aos pulinhos em zig-zag.
Não confundir os coelhos com os coelhones, torpes, de pernas portas, galifões com passes de coelho por lebre sorvendo os cifrões para os pat(r)ões, que nos fazem em estilhas com um prato de lentilhas.

2014 03 01 Num Carnaval pegado andamos quase todos nóe e deve ser por isso, para não rebentarmos de alegria, que esCavaco tentou e passes de coelho (quase) conseguiu ... proibir o feriado, com prejuízo para os festejos e para a economia dos municípios.
Esta gente do porrete e do escavaco nem válvulas de escape permite, tudo de castigo, por andarem a gastar acima das posses - coitadinha da banca e dos milionários - vá, a crise é grande, é preciso "trabucar", reanimar as exportações, tudo na miséria, nada de economias e folguedos de carnaval - tudo de cinzas coberto deve ficar para maior glória do grã-cifrão.
Nunca apreciei o Carnaval que era tema de redacções do estilo O Carnaval, A Primavera ou "Que queres ser quando fores grande" Não me recordo de alguma vez ter-me mascarado, quanto muito apenas uma caraça. Nas redações lá vinha a inevitável referência "à carne a vala", da folia que antecedia a quaresma das cinzas até à 6ª Feira Santa - em que se não podia ouvir música, antes meditar na Paixão e Morte de Cristo, Nosso Senhor que ressuscitaria em grande no Domingo de Páscoa, aquele em que pelo menos uma vez no ano se devia comungar. Mas retornando ao Carnaval, sempre me causou uma certa perplexidade que em Portugal, sociedade machista de pegas, toiros, engates e mulheres submissas ao estilo faduncho do "!Não Venhas Tarde", de Carlos Ramos, homens pretensamente másculos se disfarçassem de mulher. Do que recordo do Carnaval são as criancinhas mascaradas e das brincadeiras estúpidas e de mau-gosto, como atirar farinha, ovos ou urina para cima dos transeuntes. Farinha que em Luanda tb se lançava na rua ou para dentro dos automóveis, obrigando-nos a fecha os vidros e trancar as portas Em Luanda havia tb corsos carnavalescos indígenas, animados e multicolores, que foram proibidos após o início da guerra colonial em 1961.
Aqui há uns anos ao deambular por Oeiras com uma amiga minha, o passeio terminou inesperadamente com o arremesso por pretensos foliões de ovos que a deixaram a escorrer pela cara e fato claras e gemas. Enfim .... Embora os houvesse, não me lembro de haver corsos carnavalescos em Portugal antes do 25 de Abril como hoje existem, uma caricata e tola imitação do Brasil, onde nesta altura está sol e faz calor - como em Luanda, enquanto que em Portugal está frio e muitas vezes chove, obrigando as "corsantes" quase despidas a tiritarem e baterem os dentes.
Querer transpor para o inverno festejos como se no trópico sul estivéssemos é aquilo a que se poderá chamar uma mera "macaquice de imitação"
Na foto do Centro de Informação e Turismo de Angola, dos anos 60 do passado milénio - Carnaval em Luanda



2018 03 01 O ADEUS DE PEDRO DIABISTA
1. - Para além de ir para uma universidade da privada dar o seu contributo para tecnoformatar a geração mais qualificada de que ele, Pepe Sócrates e Relvas são excelsos exemplos, poderá recorrer quer à protecção de Ângelo Correia ou de Cavaco, quer ao Ilídio Pinho, antigo patrão, que disse que as empresas dele tinham sempre as portas abertas para o pedrocas, primo do outro que anda por aí, estilo "menino-guerreiro".
2. - Outros, nem para porteiro o quereriam, se não não teria estado este tempo todo alapado em S. Bento à Lapa, à espera do diabo, deitando para o rio um negrão estendal de minas e armadilhas
O Marcelo, mais fino que o Cavaco, sabia ao que ia, mas com muito mais afecto e popularuchicidade, elogiou Portas (em parte incerta a tratar da vida como o Relvas) e o Pedrocas (ingrato para com a mão de Marcelo). Nas próximas eleições ou o PS terá maioria absoluta, ou se puder tentará governar com outros apoios de bancada que não seja a do PCP.
A chamada geringonça foi um balão de oxigénio ao ps português, permitindo-lhe evitar ou adiar o que sucedeu aos partidos da internacional socialista europeia, varridos do mapa.
O que distingue o Marcelo e o Costa é que ao contrário da maioria alapada do ps(d) são a inteligência e finura políticas, de acordo com a filosofia do leopardo, de que é necessário que alguma coisa mude no acessório para que o essencial (e estrutural) se mantenham