Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
por Victor Nogueira a Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011 às 10:30
* Victor Nogueira
LOL. Isto do inFaceLook ou inFaceLock é um vazio de zapinggs e "amizades" ou entusiasmos na maioria como fogos fátuos, estralejantes e tudo muito light e pela rama como a efémera espuma dos dias !
Ser amigo é colorido presente Ao darmos nossa mão, sem maldade, Mantendo a vera luminosidade Do silêncio ou do verbo assente.
Na tarde calma, serena, luzente, Ou de noite, dia sem claridade, É uma dádiva, felicidade, Esta da vigília ser não dormente.
Amigos têm vária feição: Dão-nos sua tristeza ou alegria, Compartilhando bons e maus momentos.
Velho, novo, mulher, homem, bem são; Na estrada e no dia-a-dia Nem sempre atentos, prontos, nos tormentos. . . 1989.09.03 (3) [1989.12.22] Setúbal
Ser amigo ou amante
Terra construída feita de portas que se não fecham janelas que se abrem rasgadas ao sol á chuva ou nas noites do lobisomem plenilúnio da sereia a sombra refrescante brisa no campo sem fronteiras
Presente a presença atenta necessária livre resguardada sem muros nem barreiras
Abril de 1995
Rien que la verité
Eu sou eu tu és tu ele é ele ela é ela tudo o resto é ilusão e/ou ingénua boa vontade
Victor Manuel
Que é a verdade?
1971.JAN.26 Évora
Neste jogo de palavras e de gestos comedidos Aqui neste canto da cidade preso à roda do leme em sonhos que sonho em ti busco o passado que não fui no futuro que não serei
suspenso do teu andar
Arde-me o sangue nas veias neste fogo vento suão murmúrio do teu sorriso verde brisa na planura fresca do teu olhar
Setúbal 1985.07.23
No beiral da minha porta Veloz mal vieste a poisar E debicando na horta Tu partiste sem cuidar.
1992.03 SETUBAL
CANÇAO DE RODA
Uma semente Dentro da semente Uma seara Para lá da seara Uma barca
Uma rapariga Para lá da rapariga Uma floresta Em torno da floresta O sol e o mar
Um homem Dentro do homem Uma criança Para lá da criança uma aguia
Uma leoa Dentro da leoa Uma águia Para lá da águia Uma sereia ao luar de Agosto
Uma semente Para lá da semente Uma rapariga Em torno da rapariga O sol e o mar
Um homem Dentro do homem Uma leoa Para lá da leoa Uma barca aparelhada
19.11·94 SETUBAL
CALENDÁRIO
Uma cidade No meio da cidade Uma rua No cimo da rua Uma casa Dentro da casa Uma flor Em torno da flor Um jardim Perfeito um amor girassol malmequer muito pouco nada Uma pétala No meio da pétala Um sorriso Em torno do sorriso Uma lágrima Dentro da lágrima Uma saudade água e cloreto de sódio Uma palavra No meio da palavra Uma luz Para lá da luz Uma sombra No meio da sombra Um deserto Uma cisterna de pedra e areia Muitas palavras No meio das palavras Uma alvorada alvoreada na planície
Para lá da planície uma árvore Em torno da árvore Uma rosa verde papoila.
1989.Novembro.03 - Setúbal
Dizem que os livros são os nossos melhores e maiores amigos. Mas os livros não se sentam á nossa beira, nem tem olhos, nem sorriem nem nos abraçam, nem connosco passeiam pela rua, pelo campo. Nada podemos dar aos livros senão as letras dos nossos pensamento ou um pouco de nós para que chegue aos outros.
Os livros têm os olhos que nós temos. E os seus lábios são os nossos lábios. Porque se os livros tivessem olhos e lábios e mãos e dedos seriam talvez pessoas mas nunca livros.
Évora 1969.Março.19
SEM A VENTURA
Tu foste a esperança em que mergulharam meus dias sequiosos Esperança feita de pequenos nadas Um sorriso Uma palavra amiga Um gesto de alegria! Mil pássaros nasceram nos teus lábios! Mas hoje hoje escuto nas tuas mãos o silêncio dos campos destruídos enquanto um navio sulca lento um deserto de flores esmaecidas!
1988.01.04 Setúbal
Sorriste e na tua voz os pássaros vieram de longe pensando que era madrugada!
1992.03.10 Setúbal
Rio canto e choro e todos os dias respiro o ar que me rodeia com a limitação dos grandes sonhos imaginações feitas de nada Sustenho os gestos e as palavras ou deixo que elas nasçam rodeados de mil cautelas sem o desassombro da aventura e do risco plenos Resguardo os gestos e lanço as palavras ao vento para que um novo dia surja no horizonte mas na orla das ondas vem a ressaca de estar aqui de olhos secos silencioso como a esfinge no deserto Rasgo o peito e as palavras e nem uma gota de sangue cai dentro de mim Abro o riso e as mãos as aves passam de longe e os rios correm silenciosamente para o mar As vozes dos marinheiros passam no horizonte enquanto sonho e luto e te procuro mergulhado na multidão que está e permanece para além de mim . . FIM 1989
7. E João Bimbelo caminhava pelos caminhos da vida em busca de coisa nenhuma. Pensava nela por vezes com uma grande ternura e acordava no silêncio da madrugada com um desejo sufocante do ouvir o seu sorriso, ver a sua voz, sentir a carícia do seu corpo de mulher apetecida. Mas os seus dedos e os seus lábios não a encontravam e a madrugada era um poço sem fundo e o tempo cada vez mais curto. .
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Nas suas longas caminhadas João por vezes entrevia uma janela aberta, uma porta mal fechada, uma luz para além da curva da estrada. E o coração de João vestia-se com os melhores fatos e o seu andar tornava-se leve e fresco e as palavras eram um rio a cantar. Mas era tudo uma ilusão, porque a imaginação dos homens não tem limites e os gestos e as palavras ora são límpidos como cristal translúcido, ora um cristal multifacetado, ora um espelho baço de mil imagens e sons, mesmo se adornado com as cores do arco íris.
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E João procurava Aquela Cujo Nome Se Não Desvenda, volúvel como o vento, contrastante como o dia é da noite sem luar, e perante o seu silêncio e as suas fugas em redondel, ficava João sem norte como navio no mar alto em dia de tempestade, como frágil pardal de asas cortadas sem nada de águia altaneira, como cana agitada pela mais leve brisa sem a solidez do roble centenário. Estados de alma que se não perdoam a guerreiros vestidos com suas armaduras que nunca devem despir, mesmo se cansados da guerra, mesmo quando perdidos ou cavalgando no meio das quentes areias do deserto (porque os cavaleiros não andam pelos gelados desertos polares).
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E João procurava de novo pôr a máscara, erguer as muralhas, tapar as fendas e os interstícios nela abertos por onde entravam em golfadas crescentes a fragilidade, o desamparo e a tristeza que afogam o coração mesmo dos mais fortes se não mudarem de rumo em busca de portos e marés onde os dias sejam tudo menos uma noite cinzenta, fria, triste e sem esperança.
E DE REPENTE É COMO SE TODAS AS ESTRELAS SE APAGASSEM
De repente é como se todas as estrelas se apagassem ficando o cansaço e a velha vontade, por vezes renascida, de partir para longe, de apagar tudo, como se fosse possível recomeçar tudo de novo, rasgando o que escrevera, lixo para lançar aos quatro ventos, porque não ria, nem chorava, nem tinha uma pedra no lugar do sentir pelo qual se deixara envolver.
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Estava assim porque o tinha considerado seu igual e confiara nele e com ele procurara falar sem reservas. Parecia contudo evidente que ele jogava à defesa e que as palavras seriam para ele fogo de artificio e manobra de diversão por detrás das quais se escondia e protegia. Assim o julgava, apesar de poder considerar-se má leitora dos factos e dos gestos, como outrora o fora de outras pessoas, nuns casos porque se ficara pelas palavras, noutros, como no presente, por ter procurado "ler” para além delas.
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Talvez a considerassem presumida porque em determinada altura do seu relacionamento não acreditara em tudo o que ele lhe dizia, relativamente a ela própria e aos sentimentos que afirmava nutrir por ela: seria uma presunção diferente da que ele tinha, porque ela perante ele se descobrira, talvez cedo e desajeitadamente demais, talvez porque tivesse lido nele aquilo que desejara ler. E assim, conhecendo-lhe os sentimentos dela, seria levado a pensar que lhe bastaria dizer quem era para que ela largasse o trabalho ou interrompesse a reunião para atendê-lo ao telefone, fosse do emprego, fosse da casa onde morava. Era simultaneamente verdade e mentira afirmar que pouco ou nada lhe interessava saber se ele estivera, estava ou algum dia poderia vir a estar "enamorado” por ela. Era de presumir que fosse adulto, crescido, responsável; então porque não haveria de acreditar no que ele lhe dizia e deixar-se de "poesias" e de imaginações!?
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Recordava-o por vezes com uma grande ternura mesclada de inquietação e desassossego. Lembrava-se das primeiras vezes em que o vira, quando procurava conhecê-lo, e de como se encantara por ele. Recordava-se das vezes em que pretendera envolvê-lo numa longa e doce caricia ou o desejara como um homem pode ser desejado por uma mulher. Como esquecer a rede em que se deixara enlear, que ele muitas vezes parecera também tecer e outras rompera? Recordava o seu jeito gaiato, sorridente e brincalhão, sem esquecer os desencontros e as vezes em que ele disparatara ou faltara sem dizer água vai, apesar da importância que ela, parvamente, dera à sua presença e companhia.
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Ele dizia-se amante da liberdade e no entanto não poucas vezes desrespeitara a dela, deixando-a a falar sozinha, com a refeição fria ou o fim de semana “estragado". Ele dissera preocupar-se com o efeito que os seus actos e as suas palavras poderiam provocar nos outros, por recear e não querer magoá‑los, mas não poucas vezes a magoara, sem que ela soubesse verdadeiramente distinguir quando falava a sério ou na brincadeira ou se estava apenas desatento por feitio ou preocupação. Não podia esquecer-se das vezes em que ele lhe entrara pela casa dentro, enchendo o ar de poalha dourada e refrescante, libertando a sua fragilidade, como ave inquieta na brisa que ela era.
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Recordava-se disso e de muitas coisas e palavras, que gostaria tivessem (o)corrido ou acontecido de outro modo. E lembrava-se de algumas cartas, poucas, duas ou três, que lhe escrevera, arrumadas no fundo duma qualquer gaveta, porque resolvera deixar sedimentar as palavras, que deste modo, com o decorrer do tempo, haviam perdido o sentido e a oportunidade. Pensava ser natural que os homens e as mulheres procurassem uns nos outros amizade, ternura e carinho, considerava natural que os homens e as mulheres se sentissem mutuamente atraídos por serem de sexos diferentes ou que, se fosse caso disso, pudessem ir para a cama um com o outro, dum modo saudável, sem táximetro e tabela de preços consoante o serviço.
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Mas nem sempre acontecia o que deveria ser natural, não poucas vezes porque muitas e variadas razões levam a renegar, condicionar, proibir e "regulamentar" a sexualidade e as suas manifestações duma forma que nada tinha a ver com a expressão saudável da vida.
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E fora como uma expressão de vida e um cântico de alegria que ela o considerara, de forma aberta. No entanto e talvez demasiado cedo partira, quando em vão por ele esperara, para logo de seguida considerar o amor um bem que suaviza, quando alguém afaga a nossa vida, o que lhe dissera inopinadamente.
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Há na vida um tempo e uma ocasião para tudo e para cada coisa, segundo expressava um belo poema judaico, e por isso talvez as palavras e os sentimentos dela tivessem sido expressos demasiado cedo.
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Entendia ser natural que o desejasse como natural seria que outros homens a desejassem, mas não ele, que até era um homem que sabia "provocar" as mulheres, que a "provocara" não poucas vezes, embora dum modo que na altura lhe parecera "natural", sem maldade.
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Contudo, o passar dos dias e os "desentendimentos” pelo que talvez fosse ou tivesse sido por ambos desejado fazia com que ela pensasse já não ser natural que ele "provocasse" e amesquinhasse (consciente e deliberadamente ou não) quem "provocara" (por ela não o entender), apenas porque teria tido com a mulher com quem vivera experiências, isto é, vivências, humilhantes ou perversas, gerando situações que ambos não haviam conseguido ultrapassar (supondo que ele desejaria ultrapassá-las), por preconceito ou falta de simplicidade ou por utilizarem gestos e códigos diferentes. Situações que não haviam logrado superar em busca da amizade, do amor, da ternura, do prazer, da paz ...
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É um facto que fora por ele seduzida e que, ao considerá-lo seu igual, procurara sobretudo a sua amizade. Mas tendo ambos códigos e chaves de leitura diferentes, só veramente poderiam saber quem eram através da convivência, para descobrir o que estava para lá das categorias redutoras que (des)ajudavam ao entendimento das pessoas. Porque ele falava nas mulheres dum modo simplista, cómodo, mas irreal (são todas iguais, logo são todas tratadas da mesma maneira); outros falariam nos homens (são todos iguais, andam todos ao mesmo, logo devem ser todos tratados da mesma maneira).
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E no entanto, por temperamento, vivência e "leitura", ela sabia que há homens e mulheres, com características comuns, é certo, mas que para além disso cada pessoa tem as suas características próprias, especificas, da sua cultura e classe social; para lá das "cómodas” categorias e definições redutoras ela procurava o que existe de próprio, de pessoal, fosse no Zacarias ou na Carlota, fosse na Maria ou no Manel, independentemente de se não empenhar em "convencer” as pessoas, o que por vezes em nada facilitava a sua relação com outrem.
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Falava com as gentes, é certo, mas não como apóstolo; buscava aquelas com as quais se identificava, afastava-se das que nada tinham em comum com ela naquilo que reputava essencial, aceitava e tolerava as outras.
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Sendo assim, é natural que tenha pensado e lhe tenha dito "gosto deste homem, gosto dos filhos dele, postaria de com ele viver e compartilhar o dia-a-dia". É natural que ele lhe respondesse ter outros objectivos prioritários na vida e que ela estava à margem deles, apesar dela o considerar seu igual e procurar respeitar a sua liberdade. Admitia contudo que algumas vezes os seus gestos e atitudes para com ele pudessem parecer desmenti-la, apesar de serem também condicionados pelos gestos e atitudes dele. Admitia pois que ele quisesse provar que sozinho poderia triunfar, sem a solidariedade dos outros, e que ela o desejava "controlar", a ele que estava farto de prisões, pressões e bofetões; por isso talvez tivesse sido erradamente levado a pensar para consigo mesmo que o paleio é sempre igual e que no princípio são tudo rosas e arco-íris, para lá dos quais surgem os espinhos e as tempestades e os ventos ciclónicos.
.
Tudo bem, continuaria ela a pensar, ninguém a mandara ser apressada, sem dar tempo ao tempo, embora depois os erros se possam a vir a pagar raro, face à brevidade da vida e à impaciência dos mortais. É natural que os sonhos" não sejam os mesmos para todos, é "natural" que para algumas pessoas fique a nostalgia dos sonhos que se sonharam mas não viveram ou falharam. Afinal os sonhos nem sempre são pesadelos e por isso podem também ser a expressão dos anseios com vista à concretização, talvez por vezes dum modo errado e desajustado, dos desejos de uma vida diferente, melhor, mais cheia e saborosa.
.
Como a que ela pensara encontrar nele e retribuir-lhe!
Setúbal 1990.03.19/20
(Victor Nogueira, sobre uma epístola de S. Sebastião aos gentios, em 4 de Outubro de 1989, a D.)
Foto victor nogueira- Sesimbra
Foto victor Nogueira - Fábrica de Pólvora de Barcarena (Oeiras)
Alice CoelhoPode ser que um dia deixemos de nos falar... Mas, enquanto houver amizade, Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe... Mas, se a amizade permanecer, Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos... Mas, se formos amigos de verdade, A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos... Mas, se ainda sobrar amizade, Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe... Mas, com a amizade construiremos tudo novamente, Cada vez de forma diferente. Sendo único e inesquecível cada momento Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida: Uma é acreditar que não existe milagre. A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Ana AlbuquerqueNesta geografia do tempo, espaços afastados uns dos outros mas que se cruzam ao virar de cada emoção... Muito bonito, tudo. Gostei de ler. Um abraço
No ovo
o povo
a ova
nova
e
o polvo
O mote
o bote
o lote
a lota
e
a luta
A sorte
forte
A porta
aporta
com a morte
da bota
A ementa
e
a
pimenta:
ensopado de enguias
e lulas guisadas
ou coelho com “potas”
e cavacas das caldas.
HÁ 8 ANOS 3 de outubro de 2011
Nada posso comentar a não ser que trago comigo o peso de todas as pessoas que tenho conhecido, sobretudo daquelas que na realidade e não apenas virtualmente corresponderam e me acompanharam em momentos mais ou menos breves da minha vida, de todas as terras, estradas e calçadas que tenho percorrido, das de quem, para além da escrita, conheço a voz única no meio de todas as outras, ou sentido a mão no ombro, a carícia no rosto ou nos cabelos, o ajeitar do meu kispo, o gesto físico de amizade, carinho, afecto e solidariedade verdadeiras. De quem não me cerrou portas e janelas. Tudo o resto são apenas palavras, poeira, ilusão e solidão ! Cada vez maiores ! (Victor Nogueira)
3 de outubro de 2011 às 20:44 ·
"Por mais que morram, o número de tolos é infinito, e os inteligentes não querem morrer. Mas a morte não poupaa ninguém." Hans Hellmuth Kirst in "Os Lobos"
Maria Jorgete Teixeira Quer dizer que a esperança é uma coisa muito frágil, nestes tempos é mesmo!
Victor Barroso Nogueira Este romance passa-se no tempo do nacional socialismo na Alemanha. É uma denúncia da sua desumanidade. Aliás, tenho uma brochura editada nessa altura pelos serviços de propagada nazi, com discursos de Hitler, empresários alemães e ministros das finanças onde está escrito no branco o que se pretendia e está-se concretizando - uma Alemanha acima de todos os restantes povos, subjugados como sub-humanos.
O silêncio não tem nós, é uma planície imensa, umas vezes seca, outras verdejante, mas por vezes a garganta sente os ditos como nozes duras de ... roer ! (VN)
3 de outubro de 2010 às 14:00 ·
Chove, faz frio e o tempo está muito nublado.
Dia bom para estar à lareira que não tenho, a ver as chamas esvoaçarem, como em Goios (Barcelos), na aldeia do meu avô materno, quando lá íamos no inverno.
3 de outubro de 2010
É noite e vou acabar de arrumar a secção de poesia da minha biblioteca ! Não vale a pena estar aqui à espera de Godot ou de Godota
Oh Isabel ! Escolher dez obras em largos milhares espalhadas por décadas de peregrinação é "obra". Que critério definir ? O autor ? O tema ? Como esquecer ou deixar de referir Fernão Lopes ou Fernão Mendes Pinto ou as "cantigas de amigo" ou os policiais de Simenon ? Ou a banda desenhada ? Ou Eugénio de Andrade e Alda Lara ou a lírica de Camões ? É admissível esquecer Jorge Amado e o "Luuanda" de Luandino Vieira ? O teatro e a história ou obras de sociologia e de psicologia ou de economia e politica ficam de lado ? E a antologia dos poetas das colónias editada pela Casa dos Estudantes do Império ?
Uma miscelânea quando muitas delas estão sepultas nas brumas do tempo e da memória ? Olha, repesco/repenso estas desde os meus tempos de menino e moço, mas muitas outras listas e muitos outros autores e temas poderiam ser registados nesta nota. Ficam estes, todos eles me "marcaram" e são larguíssimas centenas o que nela deveriam figurar.
Eu não gosto de "cadeias", mas retribuo a gentileza da Isabel, cujas regras são "faz uma lista de 10 livros que, de uma maneira ou de outra a(o) marcaram a ti ou na tua vida. Enfim, não pensem de mais e não pensem em termos de o livro ser "bom" ou "mau". Depois escolhe 10 amigos (incluindo eu, que verei a tua lista) e passa-lhes o desafio". Onde está amigos deverá ler-se "amigos e amigas".
Aqui fica pois uma de muitas listas que englobariam inúmeros outros autores,e temas, o que daria um rol quase quilométrico LOL
Tolstoi – Guerra e Paz
Anne Frank - Diário
Edmundo de Amicis - Coração
Hans Helmut Kirst – 08-15
Eça de Queiroz – Cartas de Inglaterra
Shakespeare - Sonetos
Stoetzel – Psicologia Social
Manuel Alegre – Praça da Canção
Maxence Van Der Meersch – Corpos e Almas
Pepetela – O Quase Fim do Mundo
Harper Lee - Não Matem a Cotovia
Thomas Hugues - Tom Brown na Escola
Budd Schulberg - O que faz Correr Sammy?
BÓNUS
Ariano Suassuna – Auto da Compadecida
Saramago – Levantados do Chão
William L. Shirer - Ascensão e Queda do III Steve Reich
·Oh Isabel ! Escolher dez obras em largos milhares espalhadas por décadas de peregrinação é "obra". Que critério definir ? O autor ? O tema ? Como esquecer ou deixar de referir Fernão Lopes ou Fernão Mendes Pinto ou as "cantigas de amigo" ou os policiais de Simenon ? Ou a banda desenhada ? Ou Eugénio de Andrade e Alda Lara ou a lírica de Camões ? É admissível esquecer Jorge Amado e o "Luuanda" de Luandino Vieira ? O teatro e a história ou obras de sociologia e de psicologia ou de economia e politica ficam de lado ? E a antologia dos poetas das colónias editada pela Casa dos Estudantes do Império ?
Uma miscelânea quando muitas delas estão sepultas nas brumas do tempo e da memória ? Olha, repesco/repenso estas desde os meus tempos de menino e moço, mas muitas outras listas e muitos outros autores e temas poderiam ser registados nesta nota. Ficam estes, todos eles me "marcaram" e são larguíssimas centenas o que nela deveriam figurar.
Eu não gosto de "cadeias", mas retribuo a gentileza da Isabel, cujas regras são "faz uma lista de 10 livros que, de uma maneira ou de outra a(o) marcaram a ti ou na tua vida. Enfim, não pensem de mais e não pensem em termos de o livro ser "bom" ou "mau". Depois escolhe 10 amigos (incluindo eu, que verei a tua lista) e passa-lhes o desafio". Onde está amigos deverá ler-se "amigos e amigas".
Aqui fica pois uma de muitas listas que englobariam inúmeros outros autores,e temas, o que daria um rol quase quilométrico LOL
Tolstoi – Guerra e Paz
Anne Frank - Diário
Edmundo de Amicis - Coração
Hans Helmut Kirst – 08-15
Eça de Queiroz – Cartas de Inglaterra
Shakespeare - Sonetos
Stoetzel – Psicologia Social
Manuel Alegre – Praça da Canção
Maxence Van Der Meersch – Corpos e Almas
Pepetela – O Quase Fim do Mundo
BÓNUS
Ariano Suassuna – Auto da Compadecida
Saramago – Levantados do Chão
William L. Shirer - Ascensão e Queda do III Steve Reich
António Reis - Poemas Quotidianos
Raymond Chandler - Um Imenso Adeus
Leon Uris - Exodus
T.H. Lawrence - Os 7 Pilares da Sabedoria
Alexandre Dumas - Os 3 Mosqueteiros
Daniel Defoe - Robinson Crusoe
Álvaro de Campos - Poesia
Simone de Beauvvoir - O 2º Sexo
Harper Lee - Não Matem a Cotovia
Thomas Hugues - Tom Brown na Escola
Budd Schulberg - O que faz Correr Sammy?Bye Bye
Isabel
Maria Obrigado Victor,também gosto de um bom policial,bjs
Maria
João De Sousa É o meu quarto ou quinto desafio, Victor Barroso
Nogueira... vou buscar-te a minha lista e deixo-ta aqui mesmo! :) "A
Maria José Cantarinha desafiou, eu aceitei o desafioe aqui vão os meus Top Ten
da literatura, por ordem completamente aleatória: uns porque li, reli e
“tresli”, outros porque foram leituras que, até hoje, não esqueci.
Os Bichos – Miguel Torga
Diário - “ “
O Apelo da Selva – Jack London
Spartacus – Howard Fast
O Caminho das Aves – José Casanova
Ensaio Sobre a Cegueira – José Saramago
Picasso, Vida e Obra – Antonina Valentim
Lust of Life – Irving Stone
Um Socialista Insociável – Bernard Shaw
Os Subterrâneos da Liberdade – Jorge Amado
Maria
Lisete Almeida Grata Amigo Victor Nogueira pela sua inclusão.
Abraço e um óptimo fim de semana! :)
Graca
Maria Teixeira Pinto " Coração" de Edmundo de Amicis!
..O meu pai ofereceu-mo quando fiz 11 anos.Gostei tanto! Em seguida,
descobri numa estante em casa dos meus avós maternos," Nossa Senhora de
Paris." Li-o todo .Não sei bem se percebi metade até porque era
daqueles de capa castanha, c/ ortografia antiga. Mas hoje pasmo.O que a
nossa geração lia! Ah, e desencantei o Eça escondido numa gaveta de roupa
branca, não fossem os meninos da casa abrirem os olhos para o mundo dos
adultos..."O primo Basílio"., claro. Obrigada,Victor Nogueira pela
partilha e o que despoletou...:)
Victor
Barroso NogueiraGraca Maria
Antunes Ah! Na minha meninice e adolescência o livro
"escondido" era a Velhice do Padre Eterno, do Guerra Junqueiro, mas
cujo esconderijo descobri. Mas poderia citar colecções que devorava,desde a
"Vampiro" e a "Xis" até à Condessa de Segur e a
Biblioteca dos Rapazes passando pelo Salgari, Júlio Verne, Paul Féval e
Alexandre Dumas ou as Obras Escolhidas de Autores Escolhidos (Dickens, Walter
Scott), da Romano Torres, ou a Colecção Dois Mundos, da Livros do Brasil, com o
Steinbeck à cabeça, sem esquecer o Caldwell e a Colecção Século XX e os Livros
de Bolso da Europa América ou as obras de Mark Twain ou Não Matem a Cotovia, de
Harper Lee ou a Banda Desenhada (Senhor Doutor, Mosquito, Mundo de Aventuras,
Cavaleiro Andante e os suplementos dominicais infantis Pim Pam Pum (dum jornal
do Porto enviado pelo meu avô Luís) e Bambi (Provincia de Angola) e a Joaninha
(da revista Eva) ou uma revista de fotonovelas brasileira (O Grande
Hotel) :-) Bjos
Isabel
Maria É isso !na minha lista mencionei Adeus Quinze Anos não pk o
livro seja bom ou mau só sei que o li na minha adolescência e ficou para sempre
marcado o meu fascínio pelos Países Nórdicos.
Graca
Maria Teixeira Pinto Beijo, Victor Nogueira, por tudo e todos que
me vieram à memória ao ler a tua lista de livros. :( Além
desses de que falas, nós meninas, líamos a Berthe Bernage Com ela . vivemos as
alegrias e tristezas da Brigitte solteira, casada, mãmã..Com ela viajámos pela
Île de France, os Campos Elíseos, conhecemos a Normandia .. .:) :)
Carlos
Rodrigues Bom, eu não sei se é o mesmo "Inquérito
Escolar", ao qual já respondi e passei há uma semana atrás , onde o pedido
era o mesmo, começado pelo nosso Amigo Francisco Cunha. Volto a responder, mas
tentarei não me repetir. A Des(ordem ) é arbitrária: 1º - Dom Quixote de
la Mancha - Miguel de Cervantes; 2º Os Capitães da Areia - Jorge Amado, 3º
Fanga - Alves Redol ; 4º O Crime do Padre Amaro ; 5º Por quem os sinos dobram -
Ernest Hemingway ; 6º Human Bondage - Sommerset Maugham;7º O Livro do
Desassossego - Fernando Pessoa 8º La critique de la Raison Pure - Emmanuel Kant
; 9º O Livro do Desassossego - Fernando Pessoa 10º; A Caverna - José de
Saramago.
Carlos
Rodrigues Está aí o Livro do Desassossego duas vezes, substituir
por O Rei Leão de Shakespeare.
Margarida
Piloto Garcia Fui convidada para isto por várias pessoas. Tal como
tu também não gosto de cadeias mas ao contrário de ti tive de pedir desculpa
porque não a consegui fazer mesmo. Impossível escolher apenas uma lista de 10.
em vez de obras :-) E a minha lista ultrapassa os
dez, pois nos comentário cito ... autores. o que implica muito mais obras
Victor
Barroso Nogueira Oh Carlos
Rodrigues Isto é como as cerejas. Temos muitas leituras comuns. Para
além do Processo Histórico, do Zamora, um livro que me mostrou que homens e
mulheres serão sempre "incompreensíveis" entre si foi de Simone de
Beauvoir "Le Deuxieme Sex". Foram tb determinantes as obras dum
osiquiatra marxista, Erich Fromm, ou os livros de Martha Harnecker, entre
outros marxistas. :-)
Carlos
Rodrigues Seria muito dificil Vitor, não termos livros em comum,
mas a maior dificuldade é o "Inquérito Escolar " não referir temas ou
categorias, pois há livros que de lêem como um entretimento ou por curiosidade
intelectual, outros para aprendizagem ou experiências da vida ou ainda porque
já lá estavam em casa quando nós nascemos, Claro que, por exemplo, um que lemos
de certeza e nem tu nem eu mencionamos foi o " Das Capital ", não é
? :)
Carlos
Rodrigues Fizeste bem, que o Pigrilli para além de sexualmente
incerto, até chamava nomes à mãe, mas como era proibido, nos meus tempos, era
uma sensação de vitória sobre o Sistema, consegui-lo por portas e
travessas...:)
Carlos
Rodrigues A mensagem de cima é para o meu Amigo Vitor Nogueira.
Victor
Barroso NogueiraAh Carlos Rodriges. O humor é tb uma secção especial: Mark Twain, Eça, Ricardo Araújo Pereira, Giovannino Guareschi (D. Camilo e Pepone), Artur Portela Filho,Gervásio Lobato, José Cardoso Pires (e o seu "Dinossauro Exclentíssimo), Jorge Amado entre muitos outros, para além duma revista que havia, chamada "Cara Alegre", sem esquecer uma parte do Miguel Esteves Cardoso, qd ele era mais jovem. Mas humor, humor, há na Banda Desenhada e isso daria um tratado.
Bem, o melhor é parar com o rosário, mencionando pela sua inventividade o Mia Couto.
Não li o Capital todo, apenas uma versão condensada editada por uma célebre editora brasileira, a Zahar, com outros livros por ela publicados que me serviram de apoio em muitas das cadeiras no "Colégio" da Sé, em évoraburgomedieval.
Quanto aos livros de leitura comuns é natural que haja não poucos, quer na secção da política, quer na do neo-realismo :-P
Flora
Vasconcelos Vocês precisam mesmo de ler Pedro Páramo , de Juan
Rulfo . Um editor norte - americano gozou à minha custa , mas quando lhe mandei
a foto de uma edição em inglês , que ele conseguiu arranjar , não lhe chegaram
as palavras para elogios . Eu fiquei grudada àquela história e àquela escrita ,
como não me acontecia já nem lembro quando .
Carlos
Rodrigues É evidente que poderíamos ficar por aqui dias a inumerar
tanta coisa, até realmente no campo do humor ou na ironia ( sabes que o próprio
Saramago foi desafiado a escrever um livro onde não fosse irónico ) e todos os
que ai mencionas e muito bem o foram de facto, há coisas a que é muito
difícil escapar, a ironia é uma coisa muito séria, mas quando a ironia se
transforma, como em muitas comédias Hollyoodescas, em pura palhaçada já é outra
coisa e aí realmente o Cara Alegre da minha meninice era muito superior.
Carlos
Rodrigues Florinha estás com tudo. Gabriel Garcia Marques e Luís
Borges foram muito influenciados por Juan Rulfo. Depois de o lerem, nunca mais
foram os mesmos. Juan Preciado encontra uma Cidade Fantasma, quando vai visitar
a sua mãe. No primeiro ano vendeu apenas 2 000 exemplares, nos E.U. creio eu, 4
anos depois a Edição Inglesa fez desse livro um best-seller, estou certo ou
estou errado ? Xiiis.
Carlos
Rodrigues Vitor, claro que é King Lear, por causa das bandas
desenhadas e desenhos animados saíu-me Rei Leão, está reposta a verdade :)
Victor
Barroso Nogueira O Rei Leão e os Dinossauros são os grandes
"amores" do meu neto Francisco Já vi o Rei Leão não sei quantas
vezes, embora muitíssimo menos que ele Carlos
Rodrigues LOL
Clara
Roque Esteves Meus lindos, eu já dei para esse peditório, com
muito prazer. tal como o Vítor argumenta, é muito difícil elencar 10 livros
quando se tem as nossas idades e percursos de vidas semelhantes. Óbvio que
leríamos mais ou menos os mesmos autores. Olhei a lista do Vítor Victor Barroso
Nogueira. Um ou dois não me são familiares, outros não integraram a lista
dos mais mais mais. Mas acho muito interessante o " jogo".
Carlos
Rodrigues A minha Neta mais velhinha a Debora também e desenha
tudo de cor e salteado, mas agora os /as mais novas passaram para a Violeta,
não há nada a fazer, são os temps...:)
Hoje a Dona Gertrudes faz dois meses. Na verdade, daqui a pouco. Julgo aliás, que por esta hora, nesse dia acontecido há 2 meses ainda não sabia ser esse o dia. Mas foi. Provavelmente por esta hora ainda planeava passar a noite a ver TV com pão, mas afinal passei a noite com umas enfermeiras a perguntar se eu queria despir a t-shirt para fazer o contacto pele com pele. E assim foi uma das primeiras experiências da Dona Gertrudes, uns cinco minutos depois de nascer. A cara enfiada nas tetas, gordas, peludas e suadas do pai.
As enfermeiras foram embora e o Orangotango ficou sentado sozinho numa sala com sua macaquinha minúscula de gorro branco ensanguentado. Pensou "e agora?!..."