Allfabetização
Escrevivendo e Photoandando
No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.
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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.
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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.
VNsexta-feira, 6 de novembro de 2026
A poesia em 'É cinzento o tempo' (2012)
A poesia em "SIMTAGMA" (2012)
6 de novembro de 2012
ou
miga o magma
amiga
A poesia em 'De rajada gosta' (2013)
Picnic em Luanda (2014)
6 de novembro de 2014
* Victor Nogueira
foto de família - picnic em Luanda - cerca de 1960 - á esquerda em pé o meu pai e ao lado o meu tio José João. Em terra, em 1º plano, o meu irmão e o escriba. Não estando a minha mãe, a fotógrafa deve ter sido ela.
As carrinhas eram de caixa aberta, com uma grade atrás das cabines, como se vê na foto. Um dos prazeres da miudagem era viajarmos na caixa, de pé,.agarrados à grelha, com o vento a bater no rosto.
Era costume usar-se a camisa por fora das calças ou dos calções. Tal prática era proibida no liceu, onde por essa altura o contínuo me tentou impedir a entrada, apesar de lhe dizer que as balalaicas ou camisas casaco (com bolsos de chapa por altura da cintura) não se enfiavam por dentro dos calções. Depois duma acesa argumentação lá o consegui convencer e deixou-me entrar.
Nos idos de 1966 em Lisboa ainda usava balalaicas, no verão, peça de vestuário muito comum entre os que regressaram das colónias depois de Abril, como o meu pai, o ,meu tio e muitos outros.
auto-retrato monástico (2019)
`Victor Nogueira
6 de novembro de 2019 ·
mindelo 2019.11.06 - auto-retrato monástico, sem que se vislumbre qualquer Penélope no horizonte. Carago, está um frio do caraças, gelidamente envolvente e cortante, o cansaço infiltrando-se por todos os poros.
Tudo está cinzentonho, os sonhos transformado em pesadelos, como tecida teia que não ateia nem incendeia, não aquece mas arrefece, o tempo, o corpo e a alma.
Fernando Pessoa - Do vale à montanha
De quantas roupagens e de quantos espelhos se veste o amor? (2019)
6 de novembro de 2019
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Gião (Vila do Conde) Cemitério - campas, jazigos e mausoléus (2022)
* Victor Nogueira
6 de novembro de 2022
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Nesta sequência figuram três concepções tumulares, desde os imponentes jazigos e mausoléus mais ou menos monumentais até simples e despojadas campas rasas, estas nos talhões mais recentenente abertos.
Em Setúbal o Cemitério da Paz, em Algeruz, inaugurado em 1975, era para ter apenas campas rasas e despojadas em campo relvado, como as que acima figuram, mas acabou por se transformar numa caótica cacofonia de estilos e representações tumulares.
quinta-feira, 5 de novembro de 2026
A poesia em 'Olho para a tua fotografia' (2011)
* Victor Nogueira
O Poeta é um fingidor (2011)
* Victor Nogueira
5 de novembro de 2011
O Poeta é um fingidor - Mas o que para mim resta da nossa relação são apenas pó e cinzas. Acredito que talvez possa renascer o encanto, a sedução, a magia, a empatia. Porque continuo a querer-te como amiga que me deu felicidade, alegria, vida e paz. Perante ti despi-me de todas as máscaras e armaduras que a vida~~ me fez erguer para me proteger. Perante ti fui eu mesmo e não me reconheceste! (Victor Nogueira).
Pesistência da(s) memória(s) (2011)
* Victor Nogueira
5 de novembro de 2011
2008/8/19
As fotos são mui belas. Devíamos ter destruído todo o passado que nelas está representado? Adorei as fotos mas o passado é memória de erros que devemos evitar no futuro e testemunho de alegrias que tivemos. De qualquer modo, mesmo no desacordo que entre nós surge muitas vezes, gracias pelas belíssimas fotos do pps, que compartilho com algumas das pessoas que estimo ou amo, apesar da sua ausência. ( Victor Nogueira para Hanah)
Setúbal - memorial à cantora lírica setubalense Luisa Todi (2013)
5 de novembro de 2013
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Mosteiro da Serra do Pilar em Vila Nova de Gaia (2018)
5 de novembro de 2018
Vila Nogueira de Azeitão - Igreja de S. Lourenço e cruzeiro (2021)
5 de novembro de 2021
Arcas tumulares e a vã glória (2022)
5 de novembro de 2022
Fotos victor nogueira - Os pobres seriam enterrados em valas comuns ou onde calhasse, deles restando apenas ossadas despersonalizadas. Houve p.ex em Lisboa o poço dos negros, para onde seriam lançados os cadáveres dos escravos.
As pessoas mais abonadas, nobres ou burgueses, mantinham a memória da sua existência em campas rasas, arcas tumulares ou capelas privativas, no interior das igrejas ou no exterior das mesmas.
Nesta sequência figuram a capela tumular de Garcia de Resende (Mosteiro de N. Sra do Espinheiro, em Évora), Igreja de S. Vicente (Atouguia da Baleia) e arca tumular de Vasco da Gama (Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa)
cinzas outonais (2024)
A poesia em "A praça-forte n'O círculo das Praças" (2026)
A praça-forte n'O círculo das Praças
As praças de volta a nós.
A coisa mais bonita (Alexandra Lucas Coelho)
São tantas as Praças
A Praça da Jorna
A Praça da República
A Praça de Touros
A Praça das Flores
O Rossio da Feira do Gado
A Praça Vermelha
A Praça da Fruta
A Praça da Paz Celestial
A Praça do Peixe
O Campo Grande
O Campo Pequeno
A Praça do Comércio
O Terreiro do Paço
A Praça da Ribeyra
A praça das armas
Tantas praças, tantas rimas
Na praça interrogam-se o praça e o marujo
Qual o rumo?
Qual o remo?
Qual o destino da sortida?
Setúbal 2026 Novembro 04 / 05
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Gravuras geradas pelo Gemini e pelo chatGPT a partir da 1ª versão do poema. Cada uma destas três representação é uma 'leitura a parir da epígrafe e em conjunto complementam.se, que entretanto foi sendo sujeito a alterações.
O círculo das praças
As praças de volta a nós.
A coisa mais bonita (Alexabdra Lucas Coelho)
São tantas as Praças
A Praça da Jorna
A Praça do Comércio
A Praça de Touros
A Praça das Flores
O Rossio da Feira do Gado
A Praça Vermelha
A Praça da Fruta
A Praça da Paz Celestial
A Praça do Peixe
Tantas praças, Tantas Rimas
Perguntam o praça e o marujo
Umas que arrimam e animam?
Outras, não!
Qual o rumo?
Qual o remo?
Qual o destino?
Qual porto de partida ou chegada?
Serúbal 2026 Outubro 04
VER
Sobre as coisas mais bonitas, entre Abril e Maio até Novembro (2026)





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