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* Victor Nogueira
31 de outubro de 2019
O separador do Google Chrome hoje afinfa-nos com o Halloween ou Dia das Bruxas. Escreveu outrora Cervantes, pela voz de D. Quixote, que não acreditava em bruxas, mas que as havia, havia. Eu cá não acredito na sua existência, nem em bruxedos, bruxarias e maus-olhados ou assombrações, embora a crença popular na sua existência tenha ao longo dos milénios levado à morte de muitas mulheres, queimadas em fogueiras, ateadas pela fúria popular, em "divertidos" folguedos, ou pela "Santa Inquisição"
Célebres ficaram as chamadas "bruxas de Salém" (The Crucible), tema duma peça de teatro de Arthur Miller, denunciando o anticomunismo do que ficou conhecido como "macarthismo".
Noutro registo há as bruxas boas ou más criadas por Walt Disney, muitas vezes baseadas em "contos de fadas" de origem popular, por vezes tenebrosos.
Mas as "bruxas" revivem espalhando-se pelas sete partidas do mundo, como mais um negócio consumista para encher a bolsa do capital.
Contudo, em tempos de igualdade do género, haverá alguém que defenda a criação do "Dia dos Bruxos" ou. no ramo da doçaria, o "doce do avô" ou os "papos de anjolas"?!
O tempo continua cinzentonho, mas não de chuva quase contínua ou não fosse a meteorologia apenas previsional, Nada de novo se passa no quintal, salvo o restolho ter sido coberto por um oleado para que se decomponha para utilização posterior como adubo natural. Rolas de negro "penadas" e saltitantes pardais, como se fossem gaivotas em terra, esvoaçam pelo campo ou pousam com brevidade no muro do quintal.
Continua em pingos do mindelo 12.19 - nocturnos
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