Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN

sábado, 17 de abril de 2010

No 1º aniversário do Francisco


O que estás a fazer agora?
Hoje o Francisco comemora o 1º aniversário. Já anda e diz algumas palavras, como mamã, e continua risonho
há 1 minuto   »

♥ﻉ♥Feяmina The Bonaiяean Flamingo♥ﻉ♥
My baby Boy will be 4 years old monday 19~04~2010. God bless u, Ingvar!!!
hoje 


Margarida Garcia
" É possível ser jovem sem ter dinheiro, mas não se pode ser velho sem ele." Tennessee Williams

há 1 hora  

yolanda botelho
UM RAIO DE SOL,OUTRO DE LUAR.
há 2 horas

zéca Martins
BOM E FELIZ FIM DE SEMANA
hoje 

Rosa Lapinha
Enquanto ainda vivos... aproveitar para fazer coisas boas
hoje 

JoséPereira
Viver é muito fácil, porque meço a partir de ti o norte e o sul. Basta que existas para que os meridianos se arrumem e os oceanos não transbordem. (Teolinda Gersão)
hoje 

Odete Botelho
Basta a cada dia as coisas de cada dia....
hoje 

Alentejano de Évora
..No Merecido Fim de Semana..Tem que ser... o Corpo não é de Ferro...
hoje 

vitor correia
A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe. William Shakespeare
hoje 

KRISTINA JUST ME
COM VONTADE DE VIRAR AS COSTAS ...E DESAPARECER. ESTOU FARTA DE GENTE FEIA E POBRE DE IDEIAS...
hoje
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Jorgina
Bom Fim de Semana! Great Weekend! Szép hetveget! Week-end minunat! milutkiego weekendu! Bon week-end! Hezký víkend!

hoje
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Operação" facadas à direita e à esquerda "


Victor diz:
15/Abr 21:05
Estado foi alterado para 2ª vou tirar os pontos; a cicatrização está a correr bem. Depois é outra facada, na mão esquerda, e o processo de recuperação
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Victor diz:
9/Abr 16:15
Estado foi alterado para A operação correu bem mas agora ando de braço direito ao peito :-)
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filipa diz:
9/Abr 23:41

espero que a recuperação seja rápida e indolor.um beijinho pa si ,victor.

Vitor Correia diz:

10/Abr 11:10
As tuas rápidas melhoras amigo.E um bom final de semana.Um abraço
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Odete diz:
10/Abr 11:11
Meu amigo Victor não tenho vindo ao HI5, porisso não sabia do seu estado.Espero que tenha corrido tudo bem e que a recuperação seja rápida.
Pois é, é que o bracinho faz mta. falta principalmente o direito...(estou a brincar)
Rápidas melhoras meu amigo e até lá fique bem e descanse os HI5.Beijinhos do coração.
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Alentejano diz:
11/Abr 22:08
Rápida Recuperação companheiro.
Abraço
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Victor diz:
7/Abr 2:16
Estado foi alterado para Semi-ausente durante umas semanas !
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Alentejano diz:
7/Abr 7:17
Então e como é que decorreu essa porrra?As melhoras.
Abraço
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Jorgina diz:
7/Abr 11:59

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Espero que esteja tudo bem contigo...bjs
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Victor diz:
2/Abr 21:29
Estado foi alterado para Estou na contagem decrescente para levar duas de três facadas :-)
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irene diz:
2/Abr 22:05

feliz pascoa beijos grandes
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Alentejano diz:
4/Abr 11:13
Conta la ao teu camarada o que se passa?Vais á Faca?!!
Abraço
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Victor diz:
2/Abr 21:20
Estado foi alterado para Estou na contagem decrescente para lavar duas de três facadas :-)

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Victor diz:
23/Mar 4:49
Estado foi alterado para A Primavera parece ter chegado, apesar do Sócrates. Os dias estão quentes e soalheiros, o céu azul luminoso VN
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Alentejano diz:
23/Mar 8:18
Mas o Inverno foi muito chuvoso!!
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Victor diz:
20/Mar 22:32
Estado foi alterado para A quem interessa o que esteja eu a fazer no momento em que alguém leia isto? Quem me lê e quem me lê sem iletaricia? Haverá alguém? Os dedos duma das minhas mãos chegam e sobram ! VN
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Alentejano diz:
20/Mar 23:01
Mas o tê amigo é um dos 5.
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Victor diz:
21/Mar 4:57
Obrigado, cumpadre :-)
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Victor diz:
16/Mar 12:28
Estado foi alterado para Bom tempo e boa disposição para todo o Mundo :-)
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Victor diz:
12/Mar 15:49
Estado foi alterado para Inspirando e expirando com pulsação e batidas cardíacas normais :-)

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Odete diz:
15/Mar 13:45
Amigo Victor andas a fazer algum teste ao coração é????Beijinhos
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Jorgina diz:
12/Mar 16:59


....................-.'.....'.-.
...............-(......\..../.....)-.
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................\\ .Bom Fim de Semana!
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Susana ♥★ diz:
12/Mar 23:07
Amigo Victor andas a praticar algum exercicio fisico é?bjs
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Alentejano diz:
14/Mar 21:56
E por vezes tenho a Tensão um pouco alata. És um Sortudo!!
Abraço
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Notícias de mim, a quem interessar

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Vivam – duas das tês facadas já lá vão e 2ª feira vou tirar os pontos. Depois será uma facada à esquerda, não politicamente falando mas à mão sinistra me referindo. Parafraseando Pangloss, "Tout est pour le mieux dans le meilleur des mondes possibles" ("É tudo para o melhor no melhor dos mundos possíveis")
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Se quiserem dar novas, terei gosto em recebê-las. Se preferirem o silêncio, guardai o ouro em vez de gastarem a prata (O silêncio é de ouro e a palavra de prata)


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Eu deixo-vos a prata nos verso de Craveirinha
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quarta-feira, 17 de Março de 2010

Reza, Maria - José Craveirinha

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REZA, MARIA (1. versão)
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Suam no trabalho as curvadas bestas
e não são bestas
são homens, Maria!
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Corre-se a pontapés os cães na fome dos ossos
e não são cães
são seres humanos, Maria!
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Feras matam velhos, mulheres e crianças
e não são feras, são homens
e os velhos, as mulheres e as crianças
são os nossos pais
nossas irmãs e nossos filhos, Maria!
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Crias morrem á míngua de pão
vermes na rua estendem a mão a caridade
e nem crias nem vermes são
mas aleijados meninos sem casa, Maria!
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Do ódio e da guerra dos homens
das mães e das filhas violadas
das crianças mortas de anemia
e de todos os que apodrecem nos calabouços
cresce no mundo o girassol da esperança
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Ah! Maria
põe as mãos e reza.
Pelos homens todos
e negros de toda a parte
põe as mãos
e reza, Maria!
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JOSÉ CRAVEIRINHA
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Victor Nogueira 

 De negro vermelho
Em campo aberto mal fechado
              pela paz em construção
              pelo pão que se não faz
               pela  liberdade sem caridade ...
Coisas           belas só de vê-las
         uma criança em contradança
         com imaginação no coração
         esperança e alegria
         pedra a pedra no dia-a-dia
         da cidade em democracia.
Não há criação        sem mim, diz o patrão
                     amigo da servidão
                     de porrete na mão !
Quem assola o sossego de quem teme o povo demente
                 seja ou não terra-tenente
                 com o zé  povão em baraço ?
Mas poderá haver outra inspiração
                     poderá um homem dizer sim ou não
                     deixando de ser solidário
                     com quem tem mau solário
quando lhe pesam a fome
                       a sede e
                       a opressão
                      de quem não tem pão no meio da escuridão ?!


1991.06.25 | 1992.03.12|
Setúbal

Beijos  às moças e abraços à rapaziada
Victor Manuel
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Fechadura – Allegro  ma non troppo

NOTA IMPORTANTE
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Esta não é uma mensagem de SPAM mas sim enviada a alguém que por qualquer motivo conheço na vida real ou na WEB. Se não quiser receber mais mensagens devolva esta com a indicação «Retirar da Lista» na barra de assunto.

Saudações do.
Victor Nogueira

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Boa semanada ...

... mesmo para quem está na Galeria dos zombies
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* Victor Nogueira

A VIDA É VARIADO GOSTO E DESGOSTO
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Com boa fala ou coração calado,
A vida é um correr bom ou mau tempo,
Triste, ledo, colorido ou cinzento,
Dos outros próximo ou apartado.
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Com ou sem casa, bem ou mal amado,
Macho, fêmea, trazem seu sentimento
Do mundo ser ou não um bom momento,
No quotidiano com diferente rendilhado.
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É crer nervos crispados suavizar;
Leda ou triste, a dor desta jornada
Em florido peito acalmar, a rir.
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Tal é a vida, sendo o respirar
Do viajeiro, com sua passada,
Tenção p'ro horizonte se atingir.
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__-
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7. E João Bimbelo caminhava pelos caminhos da vida em busca de coisa nenhuma. Pensava nela por vezes com uma grande ternura e acordava no silêncio da madrugada com um desejo sufocante do ouvir o seu sorriso, ver a sua voz, sentir a carícia do seu corpo de mulher apetecida. Mas os seus dedos e os seus lábios não a encontravam e a madrugada era um poço sem fundo e o tempo cada vez mais curto. .
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Nas suas longas caminhadas João por vezes entrevia uma janela aberta, uma porta mal fechada, uma luz para além da curva da estrada. E o coração de João vestia-se com os melhores fatos e o seu andar tornava-se leve e fresco e as palavras eram um rio a cantar. Mas era tudo uma ilusão, porque a imaginação dos homens não tem limites e os gestos e as palavras ora são límpidos como cristal translúcido, ora um cristal multifacetado, ora um espelho baço de mil imagens e sons, mesmo se adornado com as cores do arco íris.
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E João procurava Aquela Cujo Nome Se Não Desvenda, volúvel como o vento, contrastante como o dia é da noite sem luar, e perante o seu silêncio e as suas fugas em redondel, ficava João sem norte como navio no mar alto em dia de tempestade, como frágil pardal de asas cortadas sem nada de águia altaneira, como cana agitada pela mais leve brisa sem a solidez do roble centenário. Estados de alma que se não perdoam a guerreiros vestidos com suas armaduras que nunca devem despir, mesmo se cansados da guerra, mesmo quando perdidos ou cavalgando no meio das quentes areias do deserto (porque os cavaleiros não andam pelos gelados desertos polares).
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E João procurava de novo pôr a máscara, erguer as muralhas, tapar as fendas e os interstícios nela abertos por onde entravam em golfadas crescentes a fragilidade, o desamparo e a tristeza que afogam o coração mesmo dos mais fortes se não mudarem de rumo em busca de portos e marés onde os dias sejam tudo menos uma noite cinzenta, fria, triste e sem esperança.



Foto Victor Nogueira
Lisboa - Rua Soeiro Pereira Comes
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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Victor Nogueira - Um dois, três textos em tempo de Páscoa

Data - dom 04-04-2010 01:48
Para - 'Clube sem estrelas'
Cc -    'Sinal.de.vida.vicnog'
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Abertura – Allegro  ma non troppo

NOTA IMPORTANTE
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Esta não é uma mensagem de SPAM mas sim enviada a alguém que por qualquer motivo conheço na vida real ou na WEB. Se não quiser receber mais mensagens devolva esta com a indicação «Retirar da Lista» na barra de assunto.
Saudações do.
Victor Nogueira

 



 



1 - Carta aberta em tempo de Páscoa



* Victor Nogueira


Assunto:
Carta aberta em tempo de Páscoa
Data:
3/Abr 13:59
Caríssimo
Eu fui trabalhador da Administração Pública e tu ainda és !
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Que eu saiba, fazes parte dum serviço indispensável às populações. Como o pessoal da Saúde, do Ensino, da Segurança Social, da Justiça. Farto estou de «modelares» empresas privadas que nada valem, a começar pela Banca e pelos grandes accionistas e seus capatazes, ou que controlam o processo produtivo a montante e a jusante. Como as grandes superfícies comerciais, que nada produzem!
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A tua juventude não desculpa a irreflexão deste mail.
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Negar aos trabalhadores o direito de se manifestarem por melhores condições de vida e de trabalho ou defender um serviço público de qualidade, só é reaccionário para o patronato. E a cantilena do «pénis rasca» não passa disso! Se todos fossem empresários não haveria trabalhadores e se todos fossem serventes de pedreiro ou mulheres a dias não haveria empreiteiros nem patrões ou patroas!
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Estou-me borrifando que os ricos não paguem mais para usufruírem do Serviço Nacional de Saúde, da Escola Pública, da Segurança Social, da Justiça … O que exijo é que esses sejam de qualidade, públicos, gratuitos e universais. E que as empresas e os ricos não fujam ao fisco e as empresas não esmifrem os trabalhadores sugando-lhes o tutano, sem pagarem impostos, salários justos, estabilidade de emprego, direito a terem vida social para além da empresa e descontarem para a segurança social.
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As pensões de reforma não são uma esmola, são um direito !
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O que os sucessivos governos PS/PSD/CDS fizeram desde 1976 foi destruir o sector produtivo, colocando o país na completa dependência do exterior, impedindo quaisquer veleidades dum governo de esquerda! Fecham a torneira e acaba a «reforma». Enchem-nos os ouvidos com o deficit, mas não falam do crescente deficit da balança comercial !
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Um abraço

Victor Nogueira
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Obviamente que não repasso o teu mail nem me parece que distribuas este :-)

Basta-me reflectires 
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O Salário da Miséria ...
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Victor Nogueira

 

 

2. - Goios - a Páscoa numa aldeia minhota (1974)


 Na casa de Goios - Na janela eu e o meu tio Zé Barroso

(foto de família)



Victor Nogueira


Aqui na cidade [do Porto] a maioria das freguesias paroquiais já não têm "compasso", isto é, procissão pascal - o pároco leva a cruz às várias residências; por ser uma manifestação inadequada aos dias de hoje. Mas na aldeia [Goios, ao pé de Barcelos] (e não só) ainda as pessoas aguardam a visita pascal - o padre deslocando-se pelas aldeias, cujas casas aguardam a sua visita. Na sala de entrada, bolos secos e vinho. No ar estralejam foguetes ! As pessoas dizem: " O compasso vai na casa de Fulano, daqui a xis horas está aqui!" As horas vão diminuindo e eis que aquela malta irrompe pela sala dentro, o povo ajoelha-se para beijar a cruz, (mais ou menos devotamente), e depois começa a comezaina e a copofonia. Ah! Ah! Ah! Ao fim do dia de certeza que o padre e seus acompanhantes estarão já um tanto ou quanto toldados!

(...) São 16 horas e o meu avô já me chamou ali do lado para me pedir um favor, muito de mansinho: que me ajoelhe e beije os pés da imagem. Se o não fizesse seria um escândalo, que as pessoas reparam em tudo: "Então ele é um ateu ?!" Quem diria, o sobrinho-neto do senhor D. António [de Sousa] Barroso", [que foi] Bispo do Porto (e esteve em S. Salvador do Congo, em Angola) ! Enfim ...

Na varanda coberta e fechada e comprida para onde dão os quartos de dormir a família aguarda o compasso. O primo Adelino tem o gravador aos berros, transmitindo música de ranchos folclóricos. É uma música mexida e movimentada, própria para bailar. Gosto muito mais da música alentejana.

Ali do guarda-fatos e das arcas retirou-se já a roupa domingueira. Estão todos enfiados nas fatiotas, colete, camisa de ver-a-Deus e gravata. Das arcas retiraram-se as cortinas, agora colocadas nas janelas, o soalho lavado, na casa velha cujo solo treme com o peso dos passos. Olho pela janela e a minha vista alcança os campos verdejantes, no meio da pequena e densa mata arborizada. O meu primo, dono da casa, sai descalço do quarto, sapatos e calçadeira na mão. O avô Barroso fala com o António e o resto da malta fala alto atrás de mim, enquanto o tio Zé [Barroso] está ali embrenhado na leitura dum "Précis de Statistique", dizendo‑me que ainda não percebe para que serve a Estatística.

Estralejam foguetes neste entardecer frio, cinzento e nublado. O compasso já está ali a dois passos: Vim agora da ponte que atravessa além o riacho, ao cimo da estrada, junto à pequena escola abandonada e arruinada onde o meu avô estudou.

Trouxeram o televisor lá de baixo da cozinha, onde estivemos no Natal, Estão a transmitir uma tourada do Campo Pequeno [em Lisboa] e toda a gente está entusiasmada, esquecida de meditar na Paixão e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, nesta casa onde há imagens e estampas devotas nas paredes da sala de estar, para além das fotografias do já falecido "Senhor D. António "e do seu secretário e sobrinho, também padre mas que não chegou a bispo.

A dona da casa, minha prima, pede‑me que avise quando o compasso se aproximar. Pego em mim e venho até aqui à janela, assim transformada em posto de vigia. No peitoril continuo o relato dos acontecimentos.

A malta ali na sala e na varanda está entusiasma: "Aquilo é que foi uma pega!".


A sineta toca e o compasso prepara-se para sair da casa do primo Manuel, nosso vizinho. Não, afinal não: acabou foi de entrar e o maralhal pode ainda assistir um pouco à tourada.

A estrada está atapetada de flores, melhor, de pétalas.

Reparo que sou o único barbado das redondezas. Tenho desculpa (terei ?) porque sou da cidade.

A televisão pode mais que o Nosso Senhor!

O compasso veio, as pessoas foram para a sala de entrada. Toca a sineta, que um miúdo traz adiante; uma cruz florida transportada por um homem de opa vermelha é dada a beijar às pessoas - que não se ajoelham - e o jovem seminarista aperta a mão aos presentes, desejando Boas Festas. Segue‑se uma "orgia" de apertos de mão e votos de boas festas. Alguns velhotes detêm‑se a falar com a sra.Elvira, criada do avô Barroso. Este está muito sorridente, apresenta a filha "que é professora em Luanda" e o neto. Não posso deixar de sorrir‑me e enternecer‑me com o ar jovial do avô, enquanto cumprimento "gravemente" as pessoas.

É para aí o 5º compasso em 8 anos e alguns destes homens são "habitués" nestas andanças (Sempre se come e bebe à custa dos outros). Mas ainda o compasso não abandonou a casa e já os meus primos e alguns amigos se precipitam para o televisor, "onde" um forcado é retirado de maca do redondel.
.....................
São 18:20 e ainda estralejam foguetes. O pessoal continua a assistir à tourada. A prima Clementina - mãe das que vimos a conduzir um carro de bois - tem um linguarejar (pronúncia) muito catita. Ali na outra casa [do primo Manuel] só se fala de terras e riqueza! Safa! Fazem parte da "elite" cá do sítio. Mas enquanto que os filhos do José são folgazões e desinibidos, mais que o pai, os do Manuel são muito acanhados.([1])

A senhora Elvira foi visitar uma amiga e ainda não voltou. A tourada já terminou e agora transmite‑se um programa de ginástica. (MCG - 1974.04.16)


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[1] - Em 1975, com a morte do meu avô Barroso e com o meu casamento com a Celeste, perdi o contacto com os primos de Barcelos (Goios e Pedra Furada). Em 1989, sediados no Mindelo no Verão, fui com a minha mãe, o Rui, a Susana e a Joana Princesa a Goios, para (re)vermos os primos. Mas uns tinham morrido, os mais sociáveis, e os outros nem apareceram, deixando-nos a secar na estrada. Como na altura me não lembrava do nome dos da Pedra Furada, não fomos a esta aldeia, onde regressei mais tarde, com a Fáfá das Caldas, mas apenas numa das nossas múltiplas deambulações turísticas por Portugal de lés a lés, amiga, navegadora, auxiliar de fotógrafo e scipt-girl dum Livro de Viagens inacabado do qual restam milhares de fotos e o borrão duma «peregrinação» em livro inacabado, casa vez mais perdido nas brumas do tempo e da memória.
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VN in RETRATOS
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3. - 6ª FEIRA SANTA - Victor Nogueira



6ª FEIRA SANTA


Ah! 15 horas!


Sim, foi há uns dois mil anos


Houve um Deus feito homem


- ou um Homem feito deus -


não sei bem.


A memória dos homens é fraca.





Mas, ... não interessa


Há dois mil anos alguém morreu numa cruz


Vejam lá!


Até disse coisas simples


"Que o vosso falar seja sim, sim,


"Amai-vos uns aos outros!"


"Perdoai as nossas ofensas


"Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido"


Tudo coisas neste género,





Bem, também falou em choro e ranger de dentes


em maus servos,


infiéis,


Lembro-me, bem, lá lembrar não lembro


- ainda não era nascido


pois, lembro-me


NÃO!


Dizem-me que esse alguém disse


para não cortar as ervas daninhas


antes de vir o tempo da ceifa,


não fosse estragar-se a seara.





Foram assim coisas nesse género.


Coisas simples..


Pois só os simples as entendiam.





"Não julgueis para não serdes julgados"


Parece-me ser também de sua autoria.





Não interessa.


Deve ter sofrido muito


-até chorou lágrimas de sangue! -


Vejam lá!


A mesma multidão que lhe cantou hosanas


ululou selváticamente no Calvário


- não confundir com o António.


Não brinco.


Sei quanto pesa a solidão,


a traição dos amigos


o sono dos que dizem acompanhar-nos


Ah! sei! Oh! se sei!


Quão pesados são os risos de escárnio


as galináceas multidões


cacarejando


aos uivos.


E eu não tenho pretensões de morrer


para salvar as meus irmãos


- só dou para alguns.





Dizem que foi há dois mil anos


que os seus frágeis ombros de Homem feito deus


ou Deus feito homem


suportaram o pesado madeiro


feito das nossas lágrimas,


dos nossos desesperos,


das nossas angústias,


das nossas raivas,


das nossas faltas


que não são nossos,


mas do Adão e da Eva.





Morreu sózinho,


abandonado,


numa a cruz


ladeado por dois ladrões


- o bom e o mau,


o Judas e o João


o espírito e a matéria


o homem e a mulher


o lupanar e a igreja


Gabriel e Lúcifer


o bem e o mal ...


Dizem que foi por mim, por nós.





Depois


os homens pegaram na sua solidão


Institucionalizaram-na


(é um termo bonito)


Juntaram-lhe artigos


alíneas,


parágrafos,


ritos


gestos


penumbras,


trindades,


Trentos e Vaticanos.





"Quem não for por mim


é contra mim!"





Organizaram-se cruzadas


Alcácer Quibir


a Inquisição


o Index


os autos de fé


- ah! o fogo purificador -


Vá, em fila


Auschwitz Bergen-Belsen





Está tudo bem escrito


o que deve fazer-se


o que não deve fazer-se


artigo 8º e suas alíneas


É preciso estudar muito


Direito Natural


Doutrina Social da Igreja


Filosofia


Teologia


Teodiceia


Direito Canónico


Internacional Público





Ética


e muita matemática


cálculo infinitesimal


para extrair a média aritmética


da raiz quadrada disto tudo


(parto sem dor)


e planificar bem. a distribuição dos pecadores


e dos bem aventurados,


para que não haja inflação


para que se equilibrem


as curvas da oferta e da procura.








Hoje não se come carne·


nem se ouve música


deve comungar-se ao menos·


uma vez cada ano


Pela Páscoa da Ressurreição


Domingo


Mete-se a moeda


sai a confissão - perdão - absolvição


despache-se


não vê a multidão


enorme


quedesejalavaraalma?


.


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Escrito no passado milénio, em Évora


O artº 8º era o da Constituição Fascista, que consagrava as liberdades, direitos e garantias e logo de seguida os limitava ou negava.


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Victor Nogueira 





sábado, 3 de abril de 2010

Goios - a Páscoa numa aldeia minhota (1974)

 Na casa de Goios - Na janela eu e o meu tio Zé Barroso

(foto de família)



Victor Nogueira

Aqui na cidade [do Porto] a maioria das freguesias paroquiais já não têm "compasso", isto é, procissão pascal - o pároco leva a cruz às várias residências; por ser uma manifestação inadequada aos dias de hoje. Mas na aldeia [Goios, ao pé de Barcelos] (e não só) ainda as pessoas aguardam a visita pascal - o padre deslocando-se pelas aldeias, cujas casas aguardam a sua visita. Na sala de entrada, bolos secos e vinho. No ar estralejam foguetes ! As pessoas dizem: " O compasso vai na casa de Fulano, daqui a xis horas está aqui!" As horas vão diminuindo e eis que aquela malta irrompe pela sala dentro, o povo ajoelha-se para beijar a cruz, (mais ou menos devotamente), e depois começa a comezaina e a copofonia. Ah! Ah! Ah! Ao fim do dia de certeza que o padre e seus acompanhantes estarão já um tanto ou quanto toldados!

(...) São 16 horas e o meu avô já me chamou ali do lado para me pedir um favor, muito de mansinho: que me ajoelhe e beije os pés da imagem. Se o não fizesse seria um escândalo, que as pessoas reparam em tudo: "Então ele é um ateu ?!" Quem diria, o sobrinho-neto do senhor D. António [de Sousa] Barroso", [que foi] Bispo do Porto (e esteve em S. Salvador do Congo, em Angola) ! Enfim ...

Na varanda coberta e fechada e comprida para onde dão os quartos de dormir a família aguarda o compasso. O primo Adelino tem o gravador aos berros, transmitindo música de ranchos folclóricos. É uma música mexida e movimentada, própria para bailar. Gosto muito mais da música alentejana.

Ali do guarda-fatos e das arcas retirou-se já a roupa domingueira. Estão todos enfiados nas fatiotas, colete, camisa de ver-a-Deus e gravata. Das arcas retiraram-se as cortinas, agora colocadas nas janelas, o soalho lavado, na casa velha cujo solo treme com o peso dos passos. Olho pela janela e a minha vista alcança os campos verdejantes, no meio da pequena e densa mata arborizada. O meu primo, dono da casa, sai descalço do quarto, sapatos e calçadeira na mão. O avô Barroso fala com o António e o resto da malta fala alto atrás de mim, enquanto o tio Zé [Barroso] está ali embrenhado na leitura dum "Précis de Statistique", dizendo‑me que ainda não percebe para que serve a Estatística.

Estralejam foguetes neste entardecer frio, cinzento e nublado. O compasso já está ali a dois passos: Vim agora da ponte que atravessa além o riacho, ao cimo da estrada, junto à pequena escola abandonada e arruinada onde o meu avô estudou.

Trouxeram o televisor lá de baixo da cozinha, onde estivemos no Natal, Estão a transmitir uma tourada do Campo Pequeno [em Lisboa] e toda a gente está entusiasmada, esquecida de meditar na Paixão e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, nesta casa onde há imagens e estampas devotas nas paredes da sala de estar, para além das fotografias do já falecido "Senhor D. António "e do seu secretário e sobrinho, também padre mas que não chegou a bispo.

A dona da casa, minha prima, pede‑me que avise quando o compasso se aproximar. Pego em mim e venho até aqui à janela, assim transformada em posto de vigia. No peitoril continuo o relato dos acontecimentos.

A malta ali na sala e na varanda está entusiasma: "Aquilo é que foi uma pega!".


A sineta toca e o compasso prepara-se para sair da casa do primo Manuel, nosso vizinho. Não, afinal não: acabou foi de entrar e o maralhal pode ainda assistir um pouco à tourada.

A estrada está atapetada de flores, melhor, de pétalas.

Reparo que sou o único barbado das redondezas. Tenho desculpa (terei ?) porque sou da cidade.

A televisão pode mais que o Nosso Senhor!

O compasso veio, as pessoas foram para a sala de entrada. Toca a sineta, que um miúdo traz adiante; uma cruz florida transportada por um homem de opa vermelha é dada a beijar às pessoas - que não se ajoelham - e o jovem seminarista aperta a mão aos presentes, desejando Boas Festas. Segue‑se uma "orgia" de apertos de mão e votos de boas festas. Alguns velhotes detêm‑se a falar com a sra.Elvira, criada do avô Barroso. Este está muito sorridente, apresenta a filha "que é professora em Luanda" e o neto. Não posso deixar de sorrir‑me e enternecer‑me com o ar jovial do avô, enquanto cumprimento "gravemente" as pessoas.

É para aí o 5º compasso em 8 anos e alguns destes homens são "habitués" nestas andanças (Sempre se come e bebe à custa dos outros). Mas ainda o compasso não abandonou a casa e já os meus primos e alguns amigos se precipitam para o televisor, "onde" um forcado é retirado de maca do redondel.
.....................
São 18:20 e ainda estralejam foguetes. O pessoal continua a assistir à tourada. A prima Clementina - mãe das que vimos a conduzir um carro de bois - tem um linguarejar (pronúncia) muito catita. Ali na outra casa [do primo Manuel] só se fala de terras e riqueza! Safa! Fazem parte da "elite" cá do sítio. Mas enquanto que os filhos do José são folgazões e desinibidos, mais que o pai, os do Manuel são muito acanhados.([1])

A senhora Elvira foi visitar uma amiga e ainda não voltou. A tourada já terminou e agora transmite‑se um programa de ginástica. (MCG - 1974.04.16)


[1] - Em 1975, com a morte do meu avô Barroso e com o meu casamento com a Celeste, perdi o contacto com os primos de Barcelos (Goios e Pedra Furada). Em 1989, sediados no Mindelo no Verão, fui com a minha mãe, o Rui, a Susana e a Joana Princesa a Goios, para (re)vermos os primos. Mas uns tinha morrido, os mais sociáveis, e os outros nem apareceram, deixando-nos a secar na estrada. Como na altura me não lembrava do nome dos da Pedra Furada, não fomos a esta aldeia, onde regressei mais tarde, com a Fáfá das Caldas, mas apenas numa das nossas múltiplas deambulações tutrísticas por Portugal de lés a lés, amiga, navegadora, auxiliar de fotógrafo e scipt-girl dum Livro de Viagens inacabado do qual restam milhares de fotos e o borrão duma «peregrinação» em livro inacabado, casa vez mais perdido nas brumas do tempo e da memória.
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VN in RETRATOS
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segunda-feira, 29 de março de 2010

Sol e Chuva

Acordei agora dum pesadelo; e me lembrasse dos enredos  daria para escrever novelas.Novamente acorde com metade do corpo na cama e a outra no chão. O que vale é que na 4ª feora eu e a Susana vamos à Moviflor reclamar do colchão. 
[23-03-2010 11:21:43]   Já combinei trocar a minha cama nova e as mesinhas de cabeceira por uma cama de ferro antiga que a Celeste e eu comprámos a uma velhota no Monte onde ela dava aulas: estava abandonada na rua como lixo e toda enferrujada. A Celeste tratou dela e pintou-a, mas qd nos divorciámos levou-a com uma mobília alentejana pintada à mão. Quando casou deixou-a em casa da mãe dela e quando a D. Maria morreu a Susana herdou-a.
[23-03-2010 11:30:24] Victor Nogueira: Gosto da minha cama nova mas é muito larga e a da Susana é mais estreita. Terei de comprar duas novas mesinhas de cabeceira que condigam e tenham arrumação Assim não bterei de mandar fazer um roupeiro novo mas comprar um a meu gosto e  com mais arrumação no IKEA.
(...)
[23-03-2010 19:37:54] Victor Nogueira: Cheguei agora da rua e tenho de preparar a reunião da Administração às 19 horas
(...)

[24-03-2010 02:29:50] Victor Nogueira: Eu esqueci-me da consulta da dentista
[24-03-2010 02:29:59] Victor Nogueira: Tenho de voltar a marcá-la
 (...)
[24-03-2010 02:34:04] Victor Nogueira: Ontem a Évora  veio comigo e com o Rui no carro e olhava atentamente para a frente
[24-03-2010 02:34:39] Victor Nogueira: e no elevador põe-se a olhar  para as portas a desaparecerem, com um ar muito sério
[24-03-2010 02:35:16] Victor Nogueira: Mas logo que saiu do elevador foi logo direita à porta da minha casa
[24-03-2010 02:36:10] Victor Nogueira: Eu e o Rui fingimos que íamos entrar noutra, ele foi ver-nos e voltou  para a porta da minha casa
[(...)
[25-03-2010 21:43:11] Victor Nogueira: Na loja de móveis aceitaram a reclamação mas tem de vir cá um técnico da fábrica a 1 de Abriil, entre as 9:00 da madrugada e as 13:00 da manhã :-(
(...).
[25-03-2010 21:48:46] Victor Nogueira: Agora está cá o Rui ajudando-me nas arrumações e no fim da semana vem a minha tia Lili. Depois da operação vou ficar duas a três semanas sem poder utilizar a mão direita
[25-03-2010 21:49:17] Victor Nogueira: A Évora anda aqui à minha volta para eu lhe fazer festas
 (...)
[25-03-2010 21:57:08] Victor Nogueira: O Rui  comprou a cadela n uma loja  e deve ter agora dois anos
[25-03-2010 21:57:35] Victor Nogueira: Quando o Rui comprou a cadela ela era bébé

[25-03-2010 22:01:40] Victor Nogueira: E agora está aqui
[25-03-2010 22:01:58] Victor Nogueira: É muito ternurinhas e aqui em minha  casa não faz barulho
[25-03-2010 22:02:25] Victor Nogueira: Eu não quero nem cães nem gatos num apartamento
[25-03-2010 22:03:08] Victor Nogueira: Quem trata da Évora aqui é o Rui, mas tenho de estar a dizer-lhe que são horas de levar a cadela à rua
[25-03-2010 22:04:43] Victor Nogueira: Se eu tivesse quintal/jardim está bem
[25-03-2010 22:04:51] Victor Nogueira: mas num apartamento, não
[25-03-2010 22:05:16] Victor Nogueira: Não quero ter prisões, já me chegam as que tenho
(...)
[26-03-2010 11:03:24] Victor Nogueira: Está hoje um dia bonito
[26-03-2010 11:04:01] Victor Nogueira: Vou sair par ir fazer as análises ao sangue

[05:15:27] Victor Nogueira: Vou para a cama
[05:15:47] Victor Nogueira: estou resfriado e dói-me muito o dente
[05:16:39] Victor Nogueira: Também devo ter febre, mas não sei usar os termómetros novos
[05:17:38] Victor Nogueira: Mas outros dois jás se partiram e  guardei o mercúrio num frasco
[05:19:00] Victor Nogueira: Lá em Luanda quando se partia um termómetro brincávamos com  o mercúrio no chão, juntando tudo numa única esfera ou partindo-a para a reunir de novo
(...)
[13:01:06] Victor Nogueira: o dia está cinzento e chuvoso mas, embora esteja frio, acordei todo suado.As gaivotas passam rápidas aqui defronte à janela. Cortei a barba e o bigode e a seguir vou tomar banho
[13:04:07] Victor Nogueira: Já falei com o meu mediador de seguros por causa de transferir o seguro do ford velho para o novo. Logo às 15 horas vou à dentista. Acordei com horrível dor de dentes que abrandou/atenuou/diminuiu com paracetemol.
(...)
[15:56:22] Victor Nogueira: Afinal a consulta era às 17:30 e ficou para amanhã
[15:56:48] Victor Nogueira: No parque verde e lá em baixo no largo os pardais saltitam em bandos e chilreiam, enquanto os pombos debicam no chão e na relva e as gaivotas esvoaçam baixo
(...)
[20:50:20] Victor Nogueira: Cheguei agora e ainda tenho de ir fazer o jantar
[20:50:30] Victor Nogueira: Chove e está muito frio
[20:50:56] Victor Nogueira: O  Ford já está apalavrado
[20:51:21] Victor Nogueira: Mas o Sérgio diz que não o devo ter antes de duas ou três semanas
[20:51:54] Victor Nogueira: e que o deixe no stand enquanto não poder voltar a conduzir
[20:52:12] Victor Nogueira: Dói-me muito o dente
[20:52:21] Victor Nogueira: Enfim ...

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sexta-feira, 19 de março de 2010

Os malefícios da traça e o derrube de árvores e não só !


[3/11/2010 12:26:52 PM] Victor Nogueira: Aqui o tempo continua instável
[3/11/2010 12:28:37 PM] Victor Nogueira: Ontem de manhã fazia muito frio, depois durante o dia muito calor e ao entardecer/anoitecer quando regressei a casa estava um tempo muito  frio. De dia parecia verão e à noite inverno
[3/11/2010 12:30:33 PM] Victor Nogueira: Vou deitar-.me continuo muito cansado
[3/11/2010 12:30:59 PM] Victor Nogueira: Às 1.30 tenho consulta com o cirurgião plástico
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(...)
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[3/11/2010 8:29:06 PM] Victor Nogueira: Cheguei há pouco e acabei de jantar
[3/11/2010 8:31:49 PM] Victor Nogueira: Vou ser operado à mão direita no dia 7 de Abril: duas operações. Se for com anestesia local saio no mesmo dia, se for anestesia geral, pk nunca sou capaz de estar quieto, só saio do hospital no dia seguinte. Depois são duas ou três semanas sem poder usar a mão direita. Em seguida serei operado à mão esquerda.
[3/11/2010 8:32:44 PM] Victor Nogueira: Durante esse tempo poderei andar e sair, mas não conduzir nem cozinhar
[3/11/2010 8:33:14 PM] Victor Nogueira: Tenho de pedir à Lili para vir para cá nesses dias

(...)
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[3/12/2010 6:23:08 PM] Victor Nogueira: Não, não fui ver do carro pois o Sérgio tinha de acabar o pedido de financiamento à união Europeia. Iremos na 2ª feira.
[3/12/2010 6:25:41 PM] Victor Nogueira: Vou buscar os jornais: estive a dormir e o jardim e a avenida estão  molhados.
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(...)
[3/12/2010 6:59:47 PM] Victor Nogueira: Já é noite. Vou deitar-me. Estou triste e desanimado
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(...)
[3/16/2010 8:35:11 PM] Victor Nogueira: Este ano a traça roeu-me 3 camisolas de lã novas
[3/16/2010 8:35:49 PM] Victor Nogueira: Deitei uma delas fora e as outras duas são para vestir debaixo do pijama
[3/16/2010 8:36:26 PM] Victor Nogueira: Houve um ano que a traça deu cabo de cinco camisolas novas e de um casaco de lã
[3/16/2010 8:38:19 PM] Victor Nogueira: Este ano a traça estragou-me 3 camisolas de pura lã novas
[3/16/2010 8:39:45 PM] Victor Nogueira: Da outra vez uma delas tinha tricotada pela Lili quando eu tinha 20 anos
[3/16/2010 8:40:22 PM] Victor Nogueira: As outras eram de compras na loja
[3/16/2010 8:40:51 PM] Victor Nogueira: Em Setúbal não há ar fresco mas sim poluído
[3/16/2010 8:41:12 PM] Victor Nogueira: E no Parque ali em baixo os bancos estão ao sol;
[3/16/2010 8:41:31 PM] Victor Nogueira: no inverno são frios e no verão quentes
[3/16/2010 8:42:18 PM] Victor Nogueira: O parque verde tem um pequeno anfiteatro mas a Câmara  abateu todas as árvores que lhe davam sombra
[3/16/2010 8:43:32 PM] Victor Nogueira: Muitas daquelas árvores foram derrubadas por um vendaval, incluindo uma que havia aqui junto ao prédio e que destruiu 3 carros
[3/16/2010 8:44:16 PM] Victor Nogueira: Tive sorte, pois caiu a uns paloms do meu Ford e do Fiat da minha mãe.
[3/16/2010 8:45:22 PM] Victor Nogueira: Então a Câmara serrou todas as árvores daquela espécie, para evitar mais prejuízos, pois as raízes eram demasiado frágeis para o seu avantajado porte.
[3/16/2010 8:45:52 PM] Victor Nogueira: Dantes a árvore ao pé do prédio estava cheia de pardais a chilrearem
[3/16/2010 8:46:37 PM] Victor Nogueira: Mas como disse as árvores não resistiam aos vendavais
[3/16/2010 8:46:52 PM] Victor Nogueira: Nessa noite caíram muitas árvores na cidade;
[3/16/2010 8:47:04 PM] Victor Nogueira: foi uma espécie de tornado
[3/16/2010 8:47:29 PM] Victor Nogueira: Agora o jardim tem só palmeiras, chorões e plátanos,
[3/16/2010 8:47:51 PM] Victor Nogueira: para além de arbusto. uma árvore da borracha e relva
[3/16/2010 8:48:53 PM] Victor Nogueira: Não tem flores, só as dos arbustos
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quarta-feira, 10 de março de 2010

Victor Nogueira - Dia da Mulher

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> 1. Na tua mão
> bate estrangulado
> o meu coração.
> Preso no teu olhar
> bate suave
> muito leve
> com desejo de voar.
> Onde o riso e a palavra
> que o façam sossegar?
>
>
>
>
> 2.........Com os meu dedos
> sigo lentamente o teu olhar
> Uma leve brisa agita o teu rosto
> e não sei bem se é um pássaro
> .................ou uma flor
> o sorriso que nasce nos teus lábios.
> Será noite
> ..........ou uma criança a navegar?
>
>
>
> 3. Nas minhas mãos
> o dia escurece
> e não ouço nelas
> o calor da tua voz a cantar.
> Uma gota cai lentamente no horizonte
> E outra
> E outra
> E mais outra ...
> E as minhas palavras são
> ............um novelo em busca do mar!
> O teu rosto,
> o teu rosto é uma linha a navegar
> onde loucas gaivotas
> querem mergulhar.
> Quem as recolherá
> como um cristal a brilhar?
> .
> .
>
 

sexta-feira, 5 de março de 2010

O Fado


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O Fado  - José Malhoa
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* Victor Nogueira
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A letra de «Não venhas tarde», de Carlos Ramos, é o tipo de fado que me irrita..É ou era muito apreciado pelas classes populares e não só, acarinhado pelo fascismo, e teve outros expoentes  em Alfredo Marceneiro e Hermínia Sillva
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Fado tanto pode ser uma música de Lisboa como factum=fatalidade, destino inexorável: «a vida foi assim». «o destino tem muita força», «temos de aceitar com resignação, nada podemos mudar», «os pobres nasceram para ser pobres e os ricos parfa vserem ricos», «É a sorte que Deus nos deu!»
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quarta-feira, 3 de março de 2010

Um dia a dia cinzento, de Inverno !

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[02-03-2010 15:36:53] Victor Nogueira: Nogueira é o nome da árvore que dá nozes
[02-03-2010 15:37:08] Victor Nogueira: e silva dum arbusto que dá amoras
[02-03-2010 15:37:34] Victor Nogueira: Victor significa vencedor e Manuel «Deus contigo»
[02-03-2010 15:38:05] Victor Nogueira: Rui é diminutivo de rodrigo=guerreiro
[02-03-2010 15:38:23] Victor Nogueira: e Pedro «feito de pedra»
[02-03-2010 15:38:46] Victor Nogueira: Susana significa lírio ou linda flor.
[02-03-2010 15:42:31] Victor Nogueira: é um nome bíblico
[02-03-2010 15:42:49] Victor Nogueira: e Judite significa «judia»
[02-03-2010 15:44:18] Victor Nogueira: Li que houve muitos judeus e ciganos que foram mortos pelos nazis e pelo regime fascista na Hungria durante a II Guerra Mundial
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[02-03-2010 15:55:37] Victor Nogueira: Está outra vez a trovejar e agora é mais perto
[02-03-2010 19:54:53] Victor Nogueira: Já fiz o electrocardiograma e depois fui às compras
[02-03-2010 19:55:20] Victor Nogueira: Cheguei agora e estou cheio de calor
[02-03-2010 19:55:36] Victor Nogueira: Continua a dor aguda no dente
[02-03-2010 19:55:57] Victor Nogueira: Tenho de tomar paracetemol :(
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[12:45:44] Victor Nogueira: Chove chuva miudinha e o céu está cinzento
[12:47:20] Victor Nogueira: Hoje é dia de vir a empregada de limpeza e às 14h a enfermeira para dar a injecção à minha mãe
[12:48:20] Victor Nogueira: Com esta chuva não me apetece ir fazer o RX pois  ficarei todo molhado
[12:48:41] Victor Nogueira: Pode ser que entretanto a chuva passe
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[14:31:31] Victor Nogueira: A enfermeira Inácia já veio dar a injecção à minha mãe
[14:32:14] Victor Nogueira: Continua a chover chuva miudinha e o céu continua cinzento
[14:32:54] Victor Nogueira: Daqui a pouco chega a D. Celeste, a empregada de limpeza
[14:33:31] Victor Nogueira: Se continuar a chover não vou fazer o RX pois não quero ficar todo molhado
[14:34:35] Victor Nogueira: O  almoço está a aquecer no micro-ondas: massa bolonhesa = massa com carne picada
[14:35:04] Victor Nogueira: Estou cheio de sono
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[14:37:03] Victor Nogueira: Um dia destes tenbo de pedir ao Rui para ir comigo ao correio
[14:37:44] Victor Nogueira: São tantos livros que pesam muito que não devo carregar por causa da mão
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[14:41:36] Victor Nogueira: Na próxima 3ª feira tenho consulta no hospital particular de Setúbal com o neuro-cirurgião Álvaro Lima e vou falar-lhe no síndroma do canal cárpico para ver como resolver  esta doença, que deve ser de teclar muito depois da operação à vértebra cervical que ficou lesionada quando caí em Abril do ano passado
.[14:49:26] Victor Nogueira: Não sei quantos livros tenho, talvez sete mil e continuo sempre a comprar livros e filmes
[14:52:24] Victor Nogueira: Eu herdei muitos livros do pai da minha mãe e do meu tio José João
Mas o meu pai apropriou-se da minha herança dos  livros do meu irmão e do irmão da minha mãe, apesar de saber que eram para mim. Também se apropriou dos discos e obras de escultura, pintura e fotografia do meu irmão.
[14:54:00] Victor Nogueira: E o Rui e a Susana também têm muitos livros e CD's e DVD's de filmes e de música, como eu
[14:55:57] Victor Nogueira: Tenho muitos discos de vinil e herdei todos os do meu tio José João, mas
.[15:03:10] Victor Nogueira: A Susana ficou com os meus filmes VHS pré-gravados, centenas de bobines
[15:06:49] Victor Nogueira: Mas deitei fora centenas de cassetes de VHS de filmes gravados da Televisão, mas não tinha onde arrumá-los nem tempo para escolher.

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[15:18:25] Victor Nogueira: vou almoçar
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[18:32:26] Victor Nogueira: Estive a dormir, pois chovia e estava em dia não!
[18:33:10] Victor Nogueira: Agora vou buscar os jornais e ainda tenho de fazer os recibos de Março para a cobradora
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[19:30:19] Victor Nogueira: Cheguei agora da rua onde fui buscar os jornais
[19:30:38] Victor Nogueira: Vou agora fazer os recibos para levar à Cecília
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Li dum fôlego um livro da colecção Autores lusófonos: Kikia Matcho, dum escritor guineense, Filinto de Barros. É completamente diferente dos do Mia Couto, do Pepetela ou do Agualusa. Mostra o desencanto dos homens da Luta, abandonados e esquecidos pelos novos senhores corrompidos, mas na perspectiva dum sincretismo religioso entre o ateísmo marxista, o animismo, o catolicismo e o islamismo.
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O Correio da Manhã, o jornal recordista crescente de vendas, continua  os exercícios mórbibos sobre assaltos, crimes violentos, e agora continua a dar o «minuto de glória» póstuma publicando as fotos dos mortos nas cheias da Madeira.
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Recomecei a comprar o jornal de referência que é o Público, supostamente dirigido às camadas instruídas e alta, mas os comentários dos  leitores são dum primarismo atroz anti-comunista. Prefiro ler o Público on line onde não tenho de andar à cata do que me interessa!
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Embora dirigido às camadas populares, as opiniões dos leitores do Correio da Manhã têm mais nível! Ironias dos «leitores»!
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