* Victor Nogueira
Que está escrito neste
manuscrito?
Este documento é um rascunho manuscrito de um poema em português, escrito num papel timbrado da "Associação de Estudantes / Instituto Superior Económico e Social / ÉVORA". O texto apresenta várias rasuras e correções feitas pelo próprio autor e está datado de 4 de Março 72 (1972) no canto inferior direito.
Abaixo está a transcrição
aproximada do texto, respeitando a disposição das linhas e assinalando os
termos riscados/rasurados entre parênteses retos quando são legíveis:
Transcrição do Manuscrito
[No cabeçalho à direita:
72.03.014.0/2.03]
Lassos Como roupa [no chão] no
chão [caída] em rodilha
Rugas (imperceptíveis) nos olhos
um leve sorriso: Olá amiga! Um
erguer [agarrar] pela gola um desalento um sorriso brando
[Várias linhas riscadas e
ilegíveis]
Na serenidade do entardecer Uma
enorme intimidade a luz do candeeiro o pó do caminho [Um cansaço na alma]
um lábio [esboço] um leve sorriso
[intemporal] (imperceptíveis) ao canto dos olhos
rugas na alma Um enorme cansaço.
4 Março 72
Breve Análise do Conteúdo
O manuscrito capta o processo
criativo de um poema melancólico e intimista. O autor explora temas como o cansaço
físico e existencial (remetido pela imagem da "roupa em rodilha no
chão"), a passagem do tempo ("rugas na alma",
"serenidade do entardecer") e um encontro nostálgico ou cansado
("Olá amiga!", "um leve sorriso").
A transcrição tem alguns erros
que resultam da caligrafia, como se pode ver comparando com a versão final
correcta Lassos
como roupa
no chão....... em rodilha
…............... Rugas
(imperceptíveis)
….................nos olhos
um leve sorriso:
olá amiga!
.
um erguer pela gola
um desalento
um sorriso brando
.
na serenidadde do entardecer
uma enorme interrogação
a luz do candeeiro
o pó dos caminhos
.
nos lábios
um leve sorriso
(imperceptíveis)
…......................ao canto
dos olhos
rugas................na alma
um enorme cansaço
1972.Março.04 - Évora
.
Muito obrigado pela correção e
pela partilha da versão final!
A caligrafia manuscrita,
especialmente com rasuras, pode ser muito ambígua. Com a versão definitiva que
enviou, torna-se claro como o poema foi estruturado e corrigem-se leituras
incorretas que a escrita corrida sugeria:
- "Uma enorme interrogação" em vez
de "intimidade" (o que muda significativamente o tom de mistério
e reflexão do poema).
- "O pó dos caminhos" (no plural) em
vez de "caminho".
- "Nos lábios" em vez de "um
lábio" ou "esboço".
- A disposição exata dos espaços e reticências que
marcam o ritmo e as pausas da leitura.
É um belíssimo e melancólico
poema sobre o tempo, o cansaço e a perplexidade da existência ("uma enorme
interrogação"), escrito num contexto histórico muito específico (Évora,
março de 1972).
Ficou com uma excelente
transcrição e registo da evolução da obra! Se precisar de ajuda com mais alguma
leitura ou análise, estou à disposição. (Google Gemini)

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