Allfabetização

Este postal é - creio - uma fotografia retirada dum dos dois filmes que há dias vi sobre as campanhas de alfabetização, as tais em que eu gostaria de ter participado em Agosto último se ... Esta cena do filme era comovente: uma mulher que até aí não sabia comunicar por escrito, conseguir fazê-lo. A procura das sílabas, o gesto hesitante, o voltar atrás para corrigir ou desenhar melhor a letra !!! Deve ser bestial um tipo descobrir que sabe ler, não achas? (1974)

Escrevivendo e Photoandando

No verão de 1996 resolvi não ir de férias. Não tinha companhia nem dinheiro e não me apetecia ir para o Mindelo. "Fechado" em Setúbal, resolvi escrever um livro de viagens a partir dos meus postais ilustrados que reavera, escritos sobretudo para casa em Luanda ou para a mãe do Rui e da Susana. Finda esta tarefa, o tempo ainda disponível levou me a ler as cartas que reavera [à família] ou estavam em computador e rascunhos ou "abandonos" de outras para recolher mais material, quer para o livro de viagens, quer para outros, com diferente temática.

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Depois, qual trabalho de Sísifo ou pena de Prometeu, a tarefa foi-se desenvolvendo, pois havia terras onde estivera e que não figuravam na minha produção epistolar. Vai daí, passei a pente fino as minhas fotografias e vários recorte, folhetos e livros de "viagens", para relembrar e assim escrever novas notas. Deste modo o meu "livro" foi crescendo, página sobre página. Pelas minhas fotografias descobri terras onde estivera e juraria a pés juntos que não, mas doutras apenas o nome figura na minha memória; o nome e nada mais. Disso dou por vezes conta nas linhas seguintes.

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Mas não tendo sido os deuses do Olimpo a impor me este trabalho, é chegada a hora de lhe por termo. Doutras viagens darão conta edições refundidas ou novos livros, se para tal houver tempo e paciência.

VN

quinta-feira, 17 de março de 2011

Eugénio de Andrade, segundo Victor Nogueira



  • Victor Nogueira ‎"Tinha uma carta já escrita, fluente na minha mente. Chegou a hora de escrevê‑la e ela ruiu, as palavras escorregaram por entre os dedos, em todas as direcções, e no papel nada fica senão uma pasta informe (...) Nunca liguei á poesia. Achava‑la inútil, algo inexistente para mim. Ouvi falar em rima (amor com fervor, queijo com vejo, morte com sorte), em métrica, etc. Das divisões silábicas apenas me lembro dos alexandrinos.... Bem, como a prosa é mais fácil, com mais canelada para a direita, menos cotovelada para a esquerda, resolvi escrever epístolas por gosto e exercícios de apuramento e chamadas escritas a contra‑gosto e relógio. Se alguém dissesse que eu acabaria um dia por escrever frases desiguais empilhadas umas em cima das outras a que a minha amiga chama poemas, eu rir‑me‑ia. Mas também nunca nos dias da minha vida sonhara viver em Évora e tirar um curso de sociologia." (NSM - 1969. Páscoa)


  • Victor Nogueira ‎"O "teu" Eugénio de Andrade tem poemas belos mas o António Reis, para mim, não lhe deve nada, embora seja um poeta algo desenganado: a vida que ele reflecte é um rosto sereno com rugas ao canto dos olhos sorridentes; às vezes duma bondade repousante, outras reflectindo um certo cansaço, um certo desengano. Existe amor - em certa medida tal como o entendes - na simplicidade dos seus "Poemas Quotidianos". Por isso gosto deles." (NSM - 1971.04.11)

  • Victor Nogueira ‎"Disse-te um dia destes que relera com emoção um poeta que é o Eugénio de Andrade , de quem talvez tenha noutro tempo transcrito para ti alguns poemas. Dou comigo a relê-lo com uma certa tristeza. Porque afinal muitos dos poemas do Eugénio de Andrade expressam não a plenitude da alegria do amor alcançado mas a nostalgia do que se perdeu ou não alcançou." (MMA - 1993.09.25)

 



Pôr do Sol no Estuário do Sado - Foto VN


Sesimbra - Foto VN



terça-feira, 8 de março de 2011

Carnaval



Carnaval - imagens

Ao Sabor do Olhar (23) - Carnaval e Entrudo

Marcha de quarta-feira de Cinzas - poema de Vinicíus de Morais
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Algumas modas de Entrudo - vários
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Carnaval e Entrudo - imagens - vários
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Pequena história do Carnaval - vários

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Jogos Infantis - Pieter Brueghel, o Velho
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Provérbios do Carnaval e do Entrudo - popular
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A Banda - poema de Chico Buarque
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História do Carnaval de Luanda



Autor/Data
J. Alberto Domingues - 1969

Aspecto do Carnaval de 1969 em Luanda.
Ficheiro: Luanda03 - 46 KB


FOTOS DO CARNAVAL EM LUANDA
                                O CARNAVAL DE ANGOLA

                                                         HISTÓRICO                      

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O festejo do carnaval nos bairros pobres as cidade de São Paulo as Assumpção de Loanda, remota a mais de um século; com efeito sabe-se de danças e mascaras carnavalescas, anteriores a 1870.
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A primeira de que se tem registro, foi a “Matinguita”, dança em que só figuravam homens, trajados de branco, com boné e botas, à semelhança dos marinheiros de guerra.
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Os instrumentos que faziam o acompanhamento musical da coreografia, eram o Batuque e as Puítas, e esta resumia-se a um andar bamboleante com pequenos pulos para a frente e para trás.
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Por volta de 1880, apareceu uma dança, a “Kinava”, que era um aperfeiçoamento da Mantiguita. Na Kinava, à semelhança da anterior, também só figuravam homens trajados de marinheiros, mas em blocos, e com separação pela escala militar hierárquica.
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Á frente ia um reduzido pelotão, com as fardas a imitar as dos oficiais da marinha, com Galões e Dragonas, e na cabeça, Boné de Pala; ao centro, puxado pelo grupo dianteiro, vinha um barco, armado sobre um carro de bois; o terceiro bloco, era o dos outros participantes todos vestidos de marinheiros.
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Dançavam e cantavam ao som de Dikanzas e Batuque, a que se juntava o coro de vozes. A coreografia era uma marcha engraçada, imitando o andar bamboleante dos homens do mar.
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Este grupo passava pelas ruas da cidade, parando às portas das casas, onde depois de um pouco de exibição, recebiam um “Matabicho”; o grupo parava no portão do quintal, o “comandante” subia ao posto de comando onde, com um tubo oco simulando uma luneta de longo alcance, fingia olhar o horizonte, dando tempo a que todos os moradores da casa se aproximassem do barco carnavalesco.
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Quando o numero de espectadores já era considerado aceitável, descia do posto de observação e dava o sinal para começar a dança e o canto.
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Terminada a exibição, com uma vênia cortes, davam a entender estava terminada a apresentação, e esperavam o Matabicho – gratificação em dinheiro, ou um garrafão de vinho e um pouco de comida, para ajudar a “matar o bicho da fome e da sede”.
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Poucos anos depois, por volta de 1885, apareceram nos Musseques de Luanda, dois outros tipos de grupo: os Jimbas e os Cazumbis.
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Os Jimbas, ficaram com esse nome, por causa das Jimbas, principais instrumentos a acompanharem a musica e dança, apesar de usarem também Dikanzas, e latas percutidas com pedaços de pau.
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Os homens alinhavam enfeitados com panos vistosos à cintura, e lenços cruzados no peito; as mulheres alem dos panos vistosos, usavam adornos nos pulsos e tornozelos.
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Homens e mulheres, comunicamente pintados, dançavam em coreografia desconexa, esforçando-se as mulheres para associar ao ritmo, graciosidade e sensualidade.
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Os Cazumbis, também em grupos mistos, vestiam todos de branco, e completamente tapados, com fronhas na cabeça e luvas nas mãos.
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Eram grupos divertidos, que pulavam e emitiam sons guturais, fingindo assustar as pessoas; por fazerem lembrar fantasmas, foi-lhes dado o nome de Cazumbis.
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Por volta de 1910, surgiu o “Samba Cuteco”, que eram pares de homens, um deles vestido de mulher, com saias curtas e calções por baixo.
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Os pares faziam palhaçadas, sacolejavam com o corpo, e de vez em quando, o que se vestia de mulher, andava sobre as mãos, mostrando os calções, o que provocava hilaridade do publico.
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O nome de Samba Cuteco, supõem-se vir de Kussamba, que quer dizer folgar, brincar, e de Kutekuka, que significa desatinar, em alusão as brincadeiras que o par de foliões fazia.
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Desde o inicio, os grupos folclóricos que tomaram parte no carnaval de Luanda, procuraram como motivo das canções que acompanhava a coreografia, escarnecer e satirizar outros grupos rivais, aproveitando-se de qualquer falta cometida por dirigentes ou participantes.
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Esta rivalidade carnavalesca era o ponto culminante do carnaval, e motivo de expectativa de todos os foliões.

O grupo “Cidrália” formou-se por volta do ano de 1935, resultado da fusão dos grupos “Invieta e caridade”, passando a designar-se por união Cidrália, abreviado para Cidrália.
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Tinha mais de trezentos participantes, entre homens, mulheres e crianças, que se vestiam a preceito e apresentavam todos os anos temas variados.
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No ano de estréia por exemplo, simularam o desembarque de entidades oficiais – nas pessoas dos Sobas kapulo, Munongo, e Kumbi  - que o grupo foi recepcionar trajando à antiga, para subentender a vontade que essas entidades teriam de assistir o carnaval.
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Essa primeira apresentação do grupo, teve tanto sucesso, que causou a inveja de muitos outros grupos carnavalescos, especialmente a do grupo do Musseque Prenda que, por causa da inveja demonstrada, passou a designar-se pelos “Invejados”.
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Este grupo, também bastante numeroso, tinha cerca de duzentos elementos, homens, mulheres e crianças
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Os homens trajavam calças brancas, largas em baixo, casaco damasco debruado a preto, e sapatos de lona pintados de vermelho; as mulheres usavam os trajes regionais da festa.
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Os invejados criticavam e satirizavam a Cidrália, dizendo serem estes incivilizados, que só desde que moravam no Musseque, é que sabiam construís casas para morar, e que haviam sido eles, Invejados, a ensinar.
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Assim que o pessoal da Cidrália soube, regozijou-se, pois estava ali o motivo para o carnaval seguinte. A letra do tema, dizia o seguinte:
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“Cidade tem um romance que conta toda a vida triste vida triste de quem ama vida triste de quem chora Cidrália em movimento Cidrália vem dançar
Santa Maria que nos acompanha
Santa Maria que nos acompanha
Olha a Cidrália em movimento

Santa Maria que nos acompanha
Olha a Cidrália em movimento
Olha a Cidrália em grande azul
Cidrália este ano é uma memória
Cidrália já aprovou (provou)
O gatuno do bacalhau
Santa Maria nos deu sempre
A providencia do gatuno do bacalhau
Fica todos sabendo
Que o presidente dos Invejados
Roubou o bacalhau na alfândega
Pra gozar mais os seus amigos
Toma cuidado com os rapazes da Cidrália
Santa Maria que é nossa mãe
Nos acompanha junto à nossa estrela.
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Anos mais tarde, o grupo vocal “Duo Ouro Negro” grandes divulgadores do folclore musical Angolano, compôs uma musica com o nome Cidrália, cuja letra se baseava nessa original.     
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A partir de 1960, inicio dos conflitos armados pela independência de Angola, as autoridades coloniais, proibiram o carnaval, e as danças e demonstrações de rua.
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Temia mais a critica e sátira política, do que eventuais degenerações violentas, numa festa que era alegria pura.                 
                                                                                    Carlos Duarte 
                                                                                (extraído do Site:
 http://www.carlosduarte.ecn.br/)
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ver também
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[PDF]

O Carnaval em Luanda
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Na sexta-feira 27 de Março de 1987, Luanda festejou o seu Carnaval na .... cadamente um Carnaval de Luanda e os membros do bureau político têm ...
analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223038982C6wMI2dc8Gb56EW4.pdf
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Antonio Garrochinho excelente trabalho !
há 20 horas · GostoNão gosto
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Carmen Montesino Excelente nota, Victor! Obrigada, amigo!
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Alice Coelho uauuu...fantastico!!!gostei muito amigo!
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Cecilia Barata Uma nota excelente, Victor.Bem hajas e um beijinho.
há 12 horas
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Delmo Fonseca gosta disto.
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Lia Branco Espectacular. Obrigada, amigo. Beijinhos
há 11 minutos
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No dia internacional da mulher (e do homem) que são todos os dias !

Iraque
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Portugal





   1.       ................................ Na tua mão
                                               bate estrangulado
                                               o meu coração.
                                               Preso no teu olhar
                                               bate suave
                                               muito leve
                                               com desejo de voar.
                                               Onde o riso e a palavra
                                               que o façam sossegar?




                                      2.    Com os meu dedos
                                               sigo lentamente o teu olhar
                                               Uma leve brisa agita o teu rosto
                                               e não sei bem se é um pássaro
                                                                              ou uma flor
                                               o sorriso que nasce nos teus lábios.
                                               Será noite
                                               ou uma criança  a navegar?


                              
3.   Nas minhas mãos
         o dia escurece
         e não ouço nelas
         o calor da tua voz a cantar.
         Uma gota cai lentamente no
                                         [ horizonte
         E outra
         E outra
         E mais outra ...
         E as minhas palavras são
                         um novelo em busca do mar!
         O teu rosto,
         o teu rosto é uma linha  a navegar
         onde loucas gaivotas
         querem mergulhar.
         Quem as recolherá
         como um cristal  a brilhar?


                               
               



Setúbal - 1995
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Herança Feminina - Victor Nogueira -
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Francisco Santos, Ana Albuquerque, Alice Coelho e 3 outras pessoas gostam disto.
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Ausenda Hilario Somos "novelos (muitos) em busca do mar"
Somos braços de luta
e mãos de amor...todos os dias!
há 19 horas · Não gostoGosto · 2 pessoasA carregar...
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Carmen Montesino Sem palavras, Victor, que tenho a lágrima fácil! Obrigada, amigo, pelo que escreveste para nós!
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Carmen Montesino E pelas fotos...
há 16 horas · GostoNão gosto
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Carlos Rodrigues Muito bom.
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Alice Coelho obrigado Victor!!!
muito sensibilizada e grata pela tua atenção...pelo teu maravilhoso poema....por tudo!!!
beijinho
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Yolanda Botelho gostei muito meu esquerdista preferido...bj.
há 11 horas · Não gostoGosto · 1 pessoaGostas disto.
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Maria Lua OH Victor, como sempre deixas-me sem palavras! Bem hajas pelo poema, pelas fotos, e por teu belo coração! É um previlégio ter-te como amigo! Beijo grande.
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Victor Nogueira ‎:-)*
há 10 horas · GostoNão gosto
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Maria Lua saudades do meu mano cigano ... rsss
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Odete Maria Botelho Botelho Amigo, mto obg....fiquei sem palavras.Mto bonito.Sinto-me previlligiada em ser mulher..só pelo teu poema.Beijo enorme.Obg:::!!!
há 8 horas ·
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Luísa Noronha Muito bom, Victor!!! Adorei! Obrigada
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Victor Nogueira ‎:-)*
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Lia Branco Bolas! Olha que eu sou uma chorona... lindíssimo, belo. Muito, muito obrigada. Beijo enormehá 11 minutos 
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Uma outra Luanda - o antes e o agoramente ou o impossível retorno

*  Victor Nogueira


Ainda para Maria e Kalinka




Esta foto, actual, representa a ilha do Cabo, de novo unida, e a linha amarela corresponde à antiga Avenida Marginal da Praia do Bispo e o assoreamento do braço de mar que a separava da ilha. A casa dos meus pais deixou de estar junto ao mar e passou para o interior. Nos terrenos «conquistados» ao mar construiu-se um bairro de lata, tal como na ilha, onde outrora havia uma pequena aldeia de pescadores, de casas de pau a pique com paredes e tecto de folhas de palmeira. Uma dessas casas fora comprada pelo meu pai e nela passávamos os fim de semana com montes de amigos, antes do meu pai «emigrar» para a Ilha do Mossulo, mais a sul, onde iniciou a construção duma casa melhor. Em qualquer dos casos os barcos com motor fora de borda eram construídos pelo meu pai no quintal, com a ajuda dum carpinteiro, segundo modelos e plantas retirados da Popular Mechanics




Esta foto é mais antiga (1962) e nela se vê a Ilha do Cabo. cortada quase defronte da fortaleza de S. Miguel, no morro homónimo. e as Avenidas marginais da Praia do Bispo e a de Paulo Dias de Novais, esta um dos ex-libris da cidade.



Vista actual da Praia do Bispo e dos bairros de lata construídos defronte à antiga marginal da Praia do Bispo e na ilha do Cabo. Ao fundo, a mancha branca é a fortaleza de S. Miguel, agora com bairros de lata no sopé do morro.




Uma outra vista dos bairros de lata ou musseques que se construíram defronte ds antiga marginal da Praia do Bispo



Vista da marginal da Praia do Bispo. Defronte ao mar havia palmeiras e coqueiros do lado das vendas. Ao fundo, encoberto, o morro de S. Miguel e no cimo a fortaleza homónima  (autor - alguém da família)





Preparação do embarque (a minha mãe, o meu irmão Zé Luís e o escriba destas notas). Á esquerda o paredão que evitava que as marés vivas (calemas) destruíssem a marginal e as casas. Ao cima do morro e nas traseiras fica e ficava o Palácio que outrora foi dos Governadores Gerais, sucessivamente alterado na sua traça ao longo dos tempos. A casa dos meus pais era à esquerda da segunda vivenda. (autor - alguém da família). Muito disto é referido no meu poema RAÍZES




A casa dos meus pais era a parte esquerda da vivenda (autor - alguém da família)



Vista da marginal da Praia do Bispo, tirada a partir da Fortaleza de S. Miguel. Ao fundo o morro da Samba


Fotos de autores não identificados

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Espécies em vias de extinção ...

Joao Pereira
Cada vez se veem menos...nesses confins de Portugal.
há cerca de uma hora ·
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Carlos Rodrigues E é pena...bem bonitos.
há 50 minutos · GostoNão gosto
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Victor Nogueira É como os burros, que tão úteis foram, e agora são uma espécie em vias de extinção sem as preocupações que cercam o lince da Malcata e outras espécies em vias de desaparecimento!

.v

Nunca fui pescador ...

Caxinas - Igreja
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* Victor Nogueira
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Nunca fui pescador pois nem paciência tenho para pescar à linha mas admiro muito os pescadores e lamento a sua vida dura, como os de Vila do Conde (Caxinas, com uma igreja que parece a proa dum navio), Póvoa de Varzim e Nazaré, tantas vezes  notícia nos jornais. E Setúbal, tal como Portimão e Matosinhos, já foram grandes centros industriais de conserva de peixe !
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Memórias da Amareleja e arredores

* Victor Nogueira (texto)
* VN e Celeste Gato (fotos)
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Amareleja
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Situada perto da ribeira do Ardilaxe, possui moinhos de água nas margens do Guadianaxe O cemitério espelha um costume característico, cuja razão desconheço, com as campas ao cimo da térra, onde ninguém é enterrado. (Memórias de Viagem, 1997)
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Esta é uma terra como poucas, aldeia, grande embora, mas com... postais turísticos. (1) E bem povoada de mirones nas esquinas. O Largo do Regato é o Giraldo do sítio, com muita gente conversando, acima do qual existe um jardim. Dois cafés: o dos ricos... e o dos pobres, como não podia deixar de ser. Tal como sucede com as duas Sociedades [Recreativas]. (MCG - 1972.10.17)(...)
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A acreditar [no sr. Coelho], entre outras coisas, os(as) amarelejenses são libérrimos em matéria de relações e tolerância ("Tudo boa gente e amiga de receber") Ah! Ah! Ah! ("Mas parece‑me que lá pela Amareleja não apreciam muito a M.  " [ao que me responde: "Bem as pessoas não vêm com bons olhos que ela meta o namorado lá em casa a qualquer hora, mas ninguém liga que vá com ele para qualquer lado, de carro ou que vão passear pelo campo, como vocês fazem". Ah! Ah! Ah! (MCG - 1973.03.09)
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O quarto onde tenho dormido em casa do senhor Cachopo - o da frente - é barulhento. Toda a noite se ouvem motorizadas roncando e homens cantando com todas as cordas vocais desafinadas. Numa das vezes ouvi cantar os versos duma das canções dos "ensaiados", no Carnaval. (MCG - 1973.04.02)
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(...) Para não falar nas "cowboyadas" e fotonovelas [na RTP] mais os filmes à quarta‑feira na Casa do Povo. (MCG - 1973.07.03)
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 (...)   Podia falar te da tristeza sem sentido desta vida que levo. Da necessidade de agarrar o presente com ambas as mãos. Do nenhum entusiasmo ao avistar anteontem à noite as luzes de Évora. A viagem [de regresso da Amareleja] foi rápida, com minutos de silêncio, outros de conversa animada e outros de busca desesperada de palavras, no negrume da noite, com a estrada deslizando sob nós, o rádio transmitindo música e as pontes aparecendo bruscamente na curva da estrada, dois parapeitos brancos, esguios, varridos pelos faróis do automóvel. Chegados ao burgo, deixada a Marília e [outro] em casa, foi a busca dum lugar para estacionar. As aulas recomeçaram, mas ... quero ir me embora. É quase uma obsessão. Évora e o Instituto não são apenas o negativo.   (MCG - 1973.11.20)
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(...) Nos arredores da Amareleja  existe um castelo arruinado. Falou‑me dele a Ana Maria, que disse que o acesso de automóvel era difícil. O Castelo está isolado e não me ocorre o nome [Noudar]. Quanto ao Monte da Estepa diz que nada de especial tem para ver. (MCG - 1973.11.21)
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Fui ontem aquela cidade‑mumificada (-museu, reza a propaganda turística!). Nem queiras saber como fiquei doente, como estive doente nas horas que estive naquela terra, que me parece um pesadelo, longe que dela estou. (...) Em Évora encontrei montes de malta: eram olás! hellos e bons dias quase pegados. Até encontrei o cobrador da camioneta da Amareleja! (MCG - 1973.09.08)
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O Diogo apareceu‑me hoje ao meio dia aqui pelo quarto, com o seu ar desempenado e sorridente, naquele seu jeito característico e uma grande bacalhoada. Fazia‑lo pela Amareleja, mas pelos vistos , segundo ele, os ares por lá davam pouco rendimento, de modo que se veio aprochegando para o exame de Matemática. (MCG - 1973.06.28 B)
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Ajoujado de sacos de viagem, ele apeia‑se no largo da aldeia, circundado de casas de dois pisos, feias como não são as que conhece doutras terras alentejanas. É um rapaz moreno, em cujo rosto avulta um enorme bigode. Olha em volta e a cara ilumina‑se (ou antes, as guias do bigode permanecem imóveis, enquanto o rosto se abre). Seguimos o seu olhar enquanto ele atravessa a praça e entra no largo [do Regato], cheio de homens gozando a aragem quente do entardecer, falando em todas as coisas sem interesse: a última história do velho sargento mai‑la professora (aquilo é que foi um forrobodó!), (2) de olhinhos "concupiscentes" e língua ferina - guardado estava o bocado.... Mas estas e outras histórias não as ouve o moço que agora atravessa o largo, algo atrapalhado pela multidão - forasteiro em terra estranha - até pousar os sacos e abraçar, com muito carinho, a rapariga que se aproximara dele. Os homens do largo abaixam‑se para apanhar os queixos que tinham entretanto deixado cair ao chão e recolhem os olhos às órbitas. Houve um, coitado, a quem eles saltaram com tal força e rapidez que as lunetas ficaram apenas em cacos de lentes agarrados aos aros (como irá ele logo ver o teleteatro?)

.Abraços, ambos entram em casa e aqui o escriba interroga‑se se não deverá retirar‑se discretamente, não vá perturbar a sua (deles) intimidade. Mas tal discrição é desnecessária, porque a D. Maria, senhora muito simpática (quando não está com a mosca) lá está ao cimo das escadas, para zelar pela moral e bons costumes. Portanto continuamos a seguir o parzinho que vai retirando da mala livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros, livros,... bolas, chega! Eles riem‑se às gargalhadas e dão‑se mais outro beijinho.
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No dia seguinte, ela aparece roufenha, quase afónica, tossindo cavernosamente, enfim, parecem o espelho um do outro. Os homens no largo têm mais uma história e um vale de lágrimas corre pelas escadas abaixo e a toda a presa vêm barquinhos que passeiam pelas ruas da Nova Veneza, em noites de luar com alvoreceres de rouquidão! (MCG - 1973.08.02)
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Conheci a Ana SorRiso dos Olhos Grandes[Ana Maria Caldeira] e o João Honrado naquela aldeia grande que é a Amareleja, onde existe um Largo do Regato que se não vislumbra e morava a Maria Papoila, no 1º andar por cima duma loja, numa casa sem portas interiores. No tempo da outra senhora era aquela uma aldeia aberta, com os bailes na Sociedade e os longos passeios dos casalinhos ao longo das estradas que dela partiam ou para ela convergiam. Tinha a Amareleja muita gente conhecida: a Marília (muito bonita) e o tio, o sr. Coelho (da oposição ao regime e dono da farmácia), o Diogo (meu colega na pensão da D. Vitória), a Adélia, o sr. Guerreiro (regedor da aldeia) e a D. Marcelina (pais do Diogo e da Adélia), a Ivone (muito faladora,,a D. Manuela (dona de uma loja e, como a anterior, professora), para além do casal velhote com a mercearia, [o senhor Cachopo] no largo da igreja arruinada, em cuja casa ficava aos fins de semana, com o motorista da camioneta da carreira. Seguramente que havia mais gente, como a minha colega do Instituto, simpática, cujo nome esqueci e que por vezes me dava boleia [Ana], ou o Francisco (Lucas] Honrado, que também fora meu colega. (AMC) (3)
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Safara


Aldeia modesta, onde existe um largo com a torre do relógio, a igreja, cafés e as duas colectividades tradicionais nas povoações alentejanas: a dos ricos e a dos pobres. A casa da Bia Almeida, de dois pisos, com um quintal grande. Mora no 1º andar, ao qual se ascende através duma escadaria exterior de pedra, que desemboca numa varanda-galeria com colunas. Todos os quartos estão ligados entre si e situam-se em redor dum salão central, para o qual todos têm portas.




Barrancos


Na raia, ao fundo da estrada, surge Barrancos,  pequena e pouco populosa vila alentejana espraiando se pela encosta duma pequena elevação, de casas brancas e telhados vermelhos, as ruas estreitas confluindo para a praça. Neste lugar isolado fala se uma mistura de português e castelhano, o barranquenho. Do outro lado da fronteira fica Encinasola e perto, sobranceiro ao rio, o Castelo de Noudar do século XIII. Em Barrancos se lidam touros de morte, apesar da proibição das leis portuguesas, uma vez por ano, no terreiro central, à sombra dos edifícios da Câmara e da Igreja, numa "praça" improvisada. (Memórias de Viagem, 1997)








Santo Amador


O rádio transmite uma entrevista  sobre o Festival da Canção de sábado, que em Santo Amador dever ser noite de povo reunido [na rua], olhos especados no pequeno ecrã, [pois quase ninguém tem televisão.] Como será quando chove? (MCG - 1972.03.23)
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Santo Amador fica num desvio da estrada para Safara. É uma aldeia pequena, onde as casas tradicionais coexistem e vão sendo substituídas pelas "mansões" dos emigrantes. Creio que é uma terra de pequenos seareiros, com os seus cafés (tabernas), a igreja e a sociedade recreativa. Nos arredores improvisa se um cercado para as corridas de touros, que num certo ano ruiu. As mulheres permanecem em casa, às vezes na má-língua, enquanto os homens convivem de taberna em taberna, convidando-se mutuamente para copos de vinho, chegando ao fim do dia bêbedos a casa. Depois... os copos acabaram por ser substituídos por chávenas de chá. Ao fim do dia os cérebros teriam deixado de estar toldados, mas os nervos talvez ficassem mais á flor da pele. (Memórias de Viagem, 1997.08.20)

Pequena aldeia alentejana, de ruas empedradas, ladeadas por casas térreas, brancas. Situa se num desvio da estrada para Safara. Terra de pequenos proprietários agrícolas, conhecida pelos seus meloais, os montes em redor foram sendo abandonados. Tal como na margem esquerda do rio Guadianaxe , para os quintais acede se por um largo e característico portão, mo meio de alto muro. (Memórias de Viagem, 1997)
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1- Amareleja e Aldeia Nova de S.Bento, também no Alentejo, eram aldeias muito populosas, tanto ou mais que muitas vilas e algumas cidades de Portugal
2 - Esta expressão vem das festas grandiosas dadas pelos Condes de Farrobo no seu Palácio das Laranjeiras, em Lisboa.


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