* Victor Nogueira
Já passaram dias e noites sobre a onda de calor que se abateu sobre Portugal, como se nos Trópicos equatoriais estivessemos, o suor colado à pele ou escorrendo em bátegas salgadas. Amainou o calor, as gotículas estão alapadas à pele, como sangessugas do ânimo, como se de morno nevoeiro orvalhado nos cerassem.
O almoço foi um flopp- Seriam costeletas estufadas mas descuidei-me e o líquido evaporou-se. deixando carvão orgânico a cobrir o fndo da panela e a carne esturricada, seca e fibrosa. Fosse num restaurante e o chef ou o cliente dar-lhe-iam como destino o contentor do lixo. Restou a trabalheira de retirar da panela todo o carvão orgânico.
A varanda continua vazia de pombos. O ninho erá deixado de ser seguro, persistindo o mistério dos borrachos desaparecidos e do ovo esmigalhado.
Sobre séries televisivas. Bahar continua com os seus heróie de pacotilha, com voltas e reviravoltas incongruentes e personagens sem espessura psicológica, ao contrário do que sucede nas britânicas e germânicas, mas sobretudo nas nórdicas e finlandesas. Perante o absurdo da narrativa, fica apenas o folhetim, e o interesse não pelo enredo em si, mas pelo 'mistério' de como vai o argumentiste desenvencilhar-se, que saídas e entradas vai congeminar?
Vou prossegindo a (re)visão de Vera, de que já me esqueci dos enredos, apenas esta ou aquela cena me faz admitir que não é obra nova mas de revisão da série. Mas agora simpatizo menos com a inspectora-chefe Vera Stanhope, uma pessoa intratável, apesar da sua face empética, que trata os seusb'sargentos' e o desgraçado do Kenny abaixo de cão, e a torto e a direito trata os outros personagens, testemunhas, vítimas ou delinquentes como 'querido(a' ou 'amor'- Admiro-me que não a mandem chamar 'amor' a outrem. Isto será objecto doutros Pingos da Lanchoa.
VER

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